The Boy And The Wolf
1 Prólogo - The Modern Myth
Notas iniciais
Bem, espero que gostem.
Boa leitura
almirapevas =)
The Boy and the Wolf, almirapevas, 04 de fevereiro de 2013
Prólogo – The Modern Myth
“Era uma vez, uma floresta. Nela, havia uma matilha de lobos. Eles viviam em harmonia até que Ayla, a fêmea alfa, foi assassinada, deixando seus sete herdeiros – de um poder que só eles podiam controlar – desamparados e seu pobre marido, junto com seu irmão ambicioso, que clamava por este poder. O pai, Jonathan, decidiu tomar conta de seus herdeiros, mas Joseph, o mais novo, não agüentou o sofrimento e fugiu para longe da matilha com seu poder. Ele nunca mais foi visto por nenhum outro ser na floresta, mas todos dizem que ele está por aí, rondando a floresta a procura do assassino de sua mãe.”
— Que eu me lembre tem uma cantiga, né, Renata-san? – Perguntou uma garotinha loura de olhos azuis, sorrindo para a jovem mentora.
— Sim, você quer cantar, né, Elisabeth? – Perguntou Renata, sorrindo gentilmente.
Os olhos da garota brilharam e ela assentiu, levantando-se e correndo para o centro da roda. Ela estufou o peito lentamente e soltou sua bela voz afinada:
— “Não rodeie pela floresta, ou o lobo mal vai te pegar. Não confie em nenhum lobo quando for à floresta. Neve cai sob o chão, os pinheiros ficam brancos, o que é verde fica branco e a alma de Ayla vai escolher quem é o sangue-puro que libertará as sete chaves dos herdeiros. Cuidado com o lobo de pelo mestiço, ele tem um poder que interessa a todos, protege-o. O protetor tem uma marca que o define; ninguém sabe como é. Muitas pessoas gostariam de ter esses poderes. Defenda-os... Até o fim...” – Ela terminou e todas as crianças aplaudiram.
Renata olhou para a garota e depois para fora das janelas do orfanato, e ficou preocupada. Neve começara a cair do céu. Ela suspirou e as crianças olharam para fora e logo se alegraram, indo para perto da janela, olhando a neve cair lenta e maravilhosamente.
— Renata-san, nós podemos ir lá para fora brincar?! – Perguntou Jamile, uma garotinha negra com olhos esverdeados.
A jovem mentora suspirou e olhou para o relógio.
— Amanhã. Vocês sabem que Madre Olívia é exigente a essa hora – a jovem mentora sorriu para os órfãos que a olhavam tristes. – De manhã é bom brincar na neve do que a noite e vocês sabem muito bem o porquê. – Sorriu gentilmente.
Os órfãos suspiraram desanimados e foram para as camas. Renata virou-se e desligou as luzes, abriu a porta e saiu, mas antes ela olhou para todas as crianças e viu uma parada na janela, olhando para fora. Ela franziu o cenho e murmurou:
— Nicholas, por favor, vá para a cama.
O garoto de cabelos negros, e grandes olhos azuis, se virou e olhou para a jovem mentora, sem animo algum. Ele assentiu, engolindo em seco e deu uma última olhada para fora antes de ir se deitar. Renata respirou fundo e saiu do quarto, vendo Madre Olívia preocupada. A Madre olhou para a jovem mentora e disse em um tom grave e baixo:
— É hoje, Renata. Ayla está nervosa para escolher a protetora.
Renata assentiu e sentiu seus olhos verdes ficando escarlates e uma brisa a rodou, transformando-a em uma raposa negra, ela olhou para a Madre e saiu correndo do orfanato, indo em direção da floresta.
Ela já podia sentir o cheiro dos lobos, então avistou um lobo branco com olhos negros. Ela parou e ficou olhando para ele, até perceber sua presença. O lobo pareceu franzir o cenho e olha para a raposa negra. Ele andou lentamente até ela, sempre olhando para seus seis herdeiros.
Jonathan... É hoje. – Pensou a raposa negra.
Ele arregalou os olhos e abaixou sua cabeça, olhando para a neve sobre seus pés.
Você sabe algo de Joseph? – Perguntou triste.
Não, desculpe-me. – Disse gentilmente.
O lobo branco bufou e uivou como se chamasse tanto seu filho quanto sua amada esposa. Ele parou e olhou para a raposa negra, que o olhava com os olhos escarlates sérios.
Mantenha-me informado, Renata. – Pensou rapidamente e voltou para o aconchego dos filhos.
Os lobos brancos olharam para o pai pedindo informações, mas tudo o que ele fez foi desvencilhar as perguntas e se deitar. Os filhos olharam para a raposa negra, mas ela já havia ido embora. O mais velho suspirou e uivou conseguinte, todos uivaram, chamando a mãe e o irmão.
***
A brisa entrou lentamente no recinto, procurando aquela que os protegeria. A brisa rodou pelos quartos do hospital, mas nada. A brisa rodou a cidade toda, tentando encontrar alguém especial, mas não conseguiu encontrar aquela que seria capaz.
Estaria, ela, procurando a pessoa errada para isso. A brisa passou lentamente por todos os cantos e sentiu uma energia vinda de um recinto perto da floresta. É intenso. Pensou a alma da loba alfa. Então adentrou o recinto e achou a energia. Por que não? E assim deu todos os recursos necessários para a pessoa sobreviver.
Notas finais
almirapevas =3
Fale com o autor