The Boy And The Wolf

37 Capítulo XXXVI – Yellow/Californication


Notas iniciais
Oi, neko-chans! Tudo bem? Pois é, cá estou eu postando o capítulo. Músicas de hoje (sim, sim, são duas): Yellow, do Coldplay (ela foi muito perfeita pra fazer a primeira parte) e Californication, do Red Hot Chili Peppers (essa era a música para o capítulo mas decidi colocar na segunda parte) [quando vocês verem a "quebradinha" coloquem a segunda música, ok?] Boa leitura, almirapevas ;)

Capítulo XXXVI – Yellow

“Look at the stars, look how they shine for you and all the things that you do”

Joseph toca no rosto do menor, que sorria como uma criança. O menor ri e beija de leve os lábios do maior.

Fico me perguntando porque eu não morri.— Indaga o menor, escondendo o rosto no peito do maior.

— Porque não era para acontecer, Nicholas. Você tem uma missão. – Joseph diz com a voz calma e acariciando os cabelos do menor.

Acho que alguém me salvou. — Pensa e fecha os olhos, sentindo-se sonolento com o carinho do maior.

Joseph franze o cenho e suspira. Ele sabia que Jonathan era seu pai, ele não podia contar. O maior toca nas costas nuas do menor e beija o topo da cabeça do menor, que sorri e ergue a cabeça, olhando nos olhos do maior.

Se eu morresse, o que você faria? — Pergunta o menor, acariciando o rosto do maior.

— Não fale isso! – Adverte o maior.

— Responda-me, o que você faria? – Pergunta Nicholas sério.

Joseph suspira e dá de ombros.

— E-eu não sei. – Fala numa voz baixa.

Nicholas sorri e beija o rosto do maior.

Você me promete que se eu morrer, você irá ficar ao lado da sua família, como antigamente, tá bom? — Fala o menor beijando o peito do maior.

Joseph franze o cenho, impressionado, e fica encarando o menor. Nicholas segura a risada por causa da careta do maior e o beija ternamente. O maior responde, virando-os, ele fica sobre o maior e o olha.

— Nunca mais fale isso – alerta o maior.

Nicholas sorri e acaricia o rosto do maior.

— Não se preocupe, não acontecerá nada comigo...

***

A voz de Nicholas parecia um murmúrio para Joseph. Ele toca em seu rosto, sentindo o toque do menor. Ele suspira e olha para o teto da caverna. Ele cumprira a promessa que fez com Nicholas. Estava com a família dele, mas... Não se sentia da família. Sentia-se como um intruso, mesmo sendo amado pelo pai e irmãos.

Ele se levanta e sai da caverna, observando as lindas estrelas que orbitavam o céu noturno. Ele se senta numa pedra e fica observando-as, ele dá de cara com a lua cheia. Seu corpo toco relaxa. Ele toca em seus lábios, sentindo o leve toque dos lábios do menor.

Nicholas...

O nome do amado sussurra em sua mente. Uma lágrima começa a descer seu rosto desobedientemente, ele a seca e funga. Não queria chorar, Nicholas não queria que ele chorasse por causa dele. Uma borboleta azul paira perto de seu rosto e pousa em sua boca. Ele arregala os olhos e sente seu coração palpitar em seu peito, como se quisesse sair de lá. A borboleta sai e fica sobre o ombro do maior. Ele toca em seus lábios, sentindo o toque macio, suave e doce do menor. Seu ombro fica com um peso, parecendo que Nicholas sentou-se ao seu lado e deitou a cabeça em seu ombro.

Ele sorri bobamente e olha para cima.

— Está gostando das estrelas, Nicholas? – Pergunta mais para si do que para as borboletas. – Elas estão brilhando para você. – Murmura, já imaginando o menor corando e olhando para ele. – Como é lá? É calmo? É bonito? – Pergunta para a borboleta.

A borboleta bate as asas, parecendo que havia sinos nelas. Joseph sorri e olha para o céu, vendo as estrelas brilharem mais.

— Olha como elas brilham para você, Nicholas... – murmura e sorri, sentindo uma brisa passar por eles. – Olhe para as estrelas, olhe como elas brilham para você e todas as coisas que você fez... – sussurra, sentindo seus cabelos planarem por causa do vendo.

Ele ouve algo se mexer nos arbustos e vê alguém correndo. Ele franze o cenho e rapidamente se levanta e segue o intruso. Ele persegue o intruso e o perde, vendo de leve uma capa preta. Ele engole em seco e olha para o chão úmido, vendo uma asa de uma borboleta azul. Ele pega com cuidado em sua mão e suspira.

— Nicholas, coisas estranhas estão acontecendo – murmura e volta para a caverna, sempre com uma borboleta em seu ombro.

***

(Californication)

“A teenage bride with a baby inside, getting high information and buy me a star on the boulevard”

Kellan suspira e olha para o céu. Ele sorri, vendo todas as estrelas ali. Micaela chega com mais galhos e coloca na fogueira. Genpachi continua a trazer peixes para eles se alimentarem. Ele os colocas em alguns galhos finos e os bota para assar na fogueira.

Uma borboleta azul pousa o ombro de Kellan, transmitindo calmaria. Ele sorri e olha para a lua cheia.

— Onde está Vanessa, Lia e Carol? – Pergunta Genpachi.

— Acho que foram pegar água – responde Kellan. – Vovô, o que estamos celebrando?

— Estamos celebrando algo que os outros animais não celebram: o inicio do solstício de verão. – Genpachi diz receoso. – É a primeira vez que começa um pouco cedo.

— Sim, Tânia me disse que começava semana que vem. – Micaela ajuda Genpachi.

— Mas dessa vez começou cedo, porque não temos um Protetor para condenar. Lembrem-se de ficarem atentos. Vai ser um dia e uma noite, tomem cuidado, por favor. – Fala Genpachi.

— Teremos vinte quatro horas de dia e vinte quatro horas de noite. – Murmura Kellan, olhando para a doce borboleta azul. – Dia para a luta e noite para a decisão.

Genpachi assente e olha para Micaela, que encarava a borboleta azul. Ela suspira e fica olhando para a fogueira.

— Aquela garota loura deu tudo para o Nicholas, não era para ele ter morrido – sussurra algo que todos se indagavam.

Genpachi concorda e pega um peixe para vê se já estava pronto e entrega para Kellan, que pega e dá sua primeira mordida. Ele entrega outro para Micaela, que sorri e começa a comer.

— As borboletas tiraram todo o veneno de Nicholas... Eu o vi abrir os olhos... – murmura.

Micaela toca no ombro do velho e balança a cabeça.

— Eu também vi, não foi impressão sua, Genpachi. – Fala o chacal com uma voz baixa e grossa.

Kellan assente e termina seu peixe. Ele ouve algo entre os arbustos e olha para o lado, arregalando os olhos. Era a mesma pessoa de capa preta que vira ontem. Genpachi franze o cenho e Micaela fica em posição de ataque.

A pessoa movimenta a mão e anda para perto de Kellan.

— Preciso que me ajude – diz com aquela voz que não se sabe distinguir se é homem ou mulher.

— C-com o quê? – Pergunta Kellan.

Várias borboletas ficam ao redor deles, três pousam na pessoa.

— Por favor, você é o único que pode me ajudar – murmura.

Kellan não conseguia ver seu rosto, nem seus olhos. Ele olha para Genpachi, que está assustado. O menor suspira e assente.

— Eu vou te ajudar. – Fala com determinação.

A pessoa assente e vira sua cabeça para poder enxergar Genpachi e Micaela.

— Cuidem-se – murmura e se vira, indo para a floresta.

Kellan franze o cenho e percebe que as três borboletas que pousaram no ombro da pessoa caíram mortas no chão. Ele estranha e tenta novamente pegar memórias agonizantes da pessoa, mas era como se ela não tinha memórias.

— Vamos Kellan. – Fala parando no meio do caminho.

Kellan assente e olha para o avô, que continuava assustado. Ele segue a pessoa de capa preta e os dois adentram a floresta.

Tenho que visitar o túmulo de Nicholas amanhã. Pensa e continua a seguir o Capa Preta.

— Podemos visitá-lo agora, se quiser. Ele é seu amigo, não é? – Murmura.

Kellan cora e assente. O Capa Preta vira para a direita e então eles seguem por um caminho familiar a Kellan. Eles chegam ao túmulo de Nicholas e ficam encarando, ele estava intacto como deixaram da última vez que estavam aqui.

— Nossa, já cresceram flores aqui – diz Kellan impressionado. Ele se senta de joelhos na terra úmida e toca nos lindos lírios brancos.

— Todos gostavam muito de Nicholas, né? – Pergunta o Capa Preta.

Kellan olha para a pessoa, que encarava o túmulo.

— É porque ele conseguia mudar as pessoas, mesmo ele sendo uma pessoa triste por dentro, ele sabia fazer os outros felizes. Ele me disse que eu tinha uma coisa boa dentro de mim e morreu provando isso. Sinto-me culpado. – Explica e fica cabisbaixo.

A mão fria do Capa Preta toca no ombro do menor.

— Ele está num lugar melhor agora, não se preocupe. – Diz numa voz baixa e grossa.

— Você é homem ou mulher? – Indaga Kellan.

— Não sei... Só sei que preciso de sua ajuda. – Responde.

— Precisa da minha ajuda pra quê? – Pergunta Kellan, sentindo-se irritado.

O Capa Preta senta-se no chão úmido e sussurra no ouvido do menor. Kellan arregala os olhos e suspira.

— Aceito – sussurra o menor.

Notas finais
Gostaram? Reviews? A maioria dos reviews do capítulo passado foram "É o Nicholas?!". E respondo-lhes rapidamente: Almost Nicholas. Já estou preparando os capítulos finais - que meus deuses! tá dando trabalho - e dentro deles vai se resolver tudo. Eu já disse que as borboletas são a chave da terceira saga? Eu já confundi pessoas , mas não se preocupem. O final eu já escrevi há tempos e a estória vai fechar com chave de ouro. Agora me digam: eu sou uma grande filha da puta por estar dando spoiles =) Bem, então é isso gente =# Ja nee, minna-san! Até mais, almirapevas =3