The Boy And The Wolf
14 Capítulo XIII – The Black Side
Notas iniciais
Boa leitura,
almirapevas =) (bem-vindos ao lado negro da força -sqñ)
Capítulo XIII – The Black Side
A Madre olha para Renata, que está nervosa. Bart e Carl se olham e colocam a pulseira especial na raposa negra.
— Qualquer coisa só se comunique, por favor. E se você estiver em perigo, é só nos chamar ou aos canídeos e felinos. – Carl fala.
— E se eu não consegui? – Indaga nervosa.
— Você consegue sim, minha filha. É só tomar cuidado. – A Madre toca em seu ombro, passando todas suas energias positivas.
— Ouvir falar que o urso espião foi morto pelo Clã Branco – a raposa fala tremula.
— São só boatos, você não deve acreditar neles – Bart diz para acalmá-la.
— Tome cuidado. – Kurt deseja.
— Fique com Deus – Madre Olívia diz e beija a testa de Renata.
Uma brisa a envolve e a transforma em raposa negra, seus olhos se abrem, mostrando-se bem vermelhos. Ela olha para seus companheiros humanos e corre para a floresta, sempre sentindo seus primos canídeos e aliados felinos.
Ela corre até um ponto da floresta que é sombrio e escuro. As trilhas são sinuosas e há sempre galhos quebrados e retorcidos para dá um efeito assustador a essa parte escura. Ela adentra mais a parte escura e se localiza – já que tem um pouco dessa escuridão dentro dela. Ela sente um cheiro de carne morta e vê alguns cadáveres ali.
Ela se esconde um pouco e olha em volta para ver se tinha alguém a seguindo. Então ela ouve um galho sendo quebrado e logo vê o Clã Negro, rindo e dançando. Ela observa o homem mais velho de cabelos negros e olhos escarlates ri das filhas que dançavam desastradamente.
— Ah, Melanie, qual é! – Fala uma garota magra de cabelos negros e curtos, e os olhos escarlates.
— Carol, eu danço melhor do que você! – Esnoba a mais velha, uma mulher um pouco forte de cabelos longos encaracolados e negros.
— Ah, de novo isso! – Reclama o mais novo, que tinha os cabelos lisos, longos e negros, e olhos escarlates.
— Kellan, não reclame, deixe suas irmãs lutarem. – Ri o homem mais velho.
— O velho sempre apóia as lutas – um rapaz com cabelos curtos e negros, fala e olha para o homem mais velho.
— Meninos é a minoria aqui. – Fala uma jovem de corpo mediano, de cabelos lisos, longos e negros.
— Concordo plenamente com a Lia. – Esnoba uma rapariga de estatura baixa, de cabelos curtos, espetados e negros.
— Jade, minha própria gêmea? – Indaga o rapaz.
— James, eu posso ser sua gêmea, mas não tenho os mesmos pensamentos que você. – Corta.
— Pai, você sabe que um dos ursos morreu? – Pergunta uma mulher corpulenta, de cabelos negros longos e finos.
— O Clã do meu cunhadinho o matou, Vanessa. – Homem mais velho rosna.
— Somos mais fortes que eles pai, temos poderes avançados. – Melanie fala maliciosamente e chega perto do pai. – Ou o velho não acha isso?
— Claro que vocês têm os poderes mais avançados do mundo! – Fala o homem.
— Então por que o senhor sempre diz que não somos capazes de derrotá-los? – Pergunta James.
O homem suspira e olha para o topo das árvores.
— Porque vocês não têm os Poderes Sagrados. – Responde bebericando algo numa garrafa prateada.
— Por que não os temos? Somos incompetentes? – Pergunta Lia, rudemente.
— Não que vocês sejam incompetentes, mas com os poderes que vocês têm, um Protetor pode tirá-los de vocês. – Fala numa voz baixa e rude.
— Então isso quer dizer que o protetorzinho vai tirar nossos poderes se escolher o lado Branco? – Fala Carol, irritada.
— É só passarmos ele para nosso lado, ponto final. – Kellan olha para o pai e sorri maliciosamente.
— Dos sete o Kellan é o mais novo e mais inteligente, fico grato por Sarah ter me dado esse. – Esnoba o resto dos filhos, que rosnam e olham para o mais novo da ninhada.
Kellan sorri maliciosamente e beberica algo numa garrafa térmica.
— Você acha que os Aliados Brancos já mandaram alguém? – Pergunta Carol se sentando num tronco.
— Sim, acho. – Responde o homem.
Melanie olha para Vanessa e as duas riem.
— Sinceramente, então devem ter mandado um expert em espionagem, porque não estou conseguindo detectá-los – esnoba Melanie.
— Vocês pensam que os felinos e canídeos não são mais espertos que os ursos? – James pega um amendoim dentro do pacote e come. – Eles especializam alguns de sua espécie só para isso, então não o esnobem, porque eles que estão esnobando os ursos. – O gêmeo corta.
— James e suas teorias. – Fala a gêmea fazendo careta para o irmão, que dá a língua.
— E vocês pensam que é mentira – Carol estala a língua e balança a cabeça.
Todos param de rir e olham para a penúltima da família Negra. O homem se levanta e se despreguiça, andando em volta da clareira.
— Eles são mais estratégicos que nós, deveríamos mudar de aliados. – Ele pega algo no bolso do casaco de couro e um isqueiro. – Estou cansado de não saber o que eles estão planejando, para onde eles vão, o verão todo! – Ele ascende o cigarro e traga. – Quero ter os Poderes Sagrados, Jonathan não os merece ter. – Murmura para a lua que se escondia nas nuvens.
Os sete lobos negros se olham e suspiram, sentindo-se derrotados pelo jeito que o pai fala do inimigo imortal.
— Eu soube que Ayla já escolheu o Protetor da Humanidade – Kellan murmura e olha para o pai.
O homem franze o cenho e olha para o mais novo.
— Você disse o protetor? – Indaga.
O mais novo assente e suspira.
— Quem disse isso a você?
— Alguns ursos que se prezam escutaram Ava falar com um puma. – Kellan responde.
— Ou você assediou algum felino. – Debocha Lia.
Kellan olha para a irmã com um sorriso psicopata e um olhar mortal. Lia se encolhe quando vê a morte da mãe mais uma vez, a mais dolorosa das ilusões.
— Kellan! – Grita o homem, fazendo Kellan rir e se encostar à árvore.
Lia se encolhe e é confortada por Carol, que olhava para o irmão com raiva. Melanie olha mais uma vez para Vanessa que balança a cabeça e suspira.
— Dos mais perigosos poderes, você vai pegar justamente esse. – James comenta e bebe um pouco do líquido da garrafa térmica.
— Nossos são inúteis comparados aos seus. – Melanie rosna.
— Ninguém mandou pegarem os mais insignificantes – o mais novo dá um sorriso psicopata.
O homem olha para o mais novo e balança a cabeça. Melanie se irrita com o irmão e joga um tronco de árvore no irmão, que se desvia rapidamente e cria uma ilusão para a irmã, que se encolhe e se senta como se fosse um cão assustado.
— Kellan – repreende o pai.
— Desculpe-me, senhor Brutus, mas eu não tenho culpa de ter irmãos invejosos. – Esnoba o mais novo.
Lia olha para o irmão e depois para o pai, que suspira e joga o isqueiro na cabeça dele. Kellan pega o isqueiro e olha para o pai, mas sua ilusão é repelida pelo escudo de Jade.
— Kellan, se eu fosse você eu não fazia isso com o pai. – Carol adverte.
— Ele nem sabe do que Violet e Joseph são capazes, e eles já liberaram a última fase dos poderes, enquanto você nem está na quinta. – Debocha Vanessa.
Todos riem e Kellan os olha friamente, dando de ombros e encostando a cabeça no tronco da árvore. Brutus olha para o filho e balança a cabeça. Ele libertou sim a última fase dos poderes, mas Ava os bloqueou, pois sabia que era perigoso. Só Ava conseguia desbloquear, mas a mesma disse que se a matassem, ele ficaria sem os poderes para toda a eternidade.
Brutus não decidiu arriscar que seu filho dotado ficasse sem o lado escuro do poder de Violet. Um silêncio se instala entre eles.
Renata sabe que essa é sua deixa, então lentamente ela sai de seu esconderijo e corre pelos caminhos sinuosos da parte sombria da floresta. Ela chega ao orfanato, sã e salva, e olha para Carl, que suspira aliviado e olha para Bart.
Os Caçadores suspiram aliviados e a raposa negra corre para dentro do orfanato, sempre pegando as passagens secretas que davam para o escritório da Madre. Ela passa pela passagem e se depara com Ava, Kelly e Martha conversando com a Madre e as freiras.
Ava a percebe e a pega no colo, acariciando-a e tirando a pulseira da raposa. Renata olha para Ava e repassa tudo o que viu e escutou durante a conversa deles. Ava sorri e assente. Renata se acomoda no colo da leoa negra e fecha os olhos.
— Renata fez uma ótima missão. – Acaricia a cabeça da raposa.
Todas comemoram. A Madre suspira e olha para a lua nova. Amanhã é aniversário de Nicholas, Ava.
— Eu sei amiga, não se preocupe. Vou conversar com Micaela para ver se ela o viu ou com Tânia. – Ava diz gentilmente.
— E a Tânia é? – Indaga Sônia.
— Um leopardo negro. – Responde Ava, com sua leveza.
Renata suspira e continua a dormir calmamente no colo da felina líder dos Aliados Brancos.
— Bem, temos que ir, só queria garantir se Renata voltaria sã e salva. – Ava acorda Renata e a põe no chão, transformando-se em humana.
— Muito obrigada, Ava, pelo apoio. – Renata sorri.
— De nada. – Ava sorri e olha para a pantera e puma. – Vamos?
As duas assentem e saem da sala, elegantemente. A Madre olha para Renata e suspira, olhando mais uma vez para a foto dela com Nicholas.
— Ele volta Madre. Um dia, mas volta, você vai ver. – Thereza acalma a amiga.
— Eu sei, mas o mais difícil é saber onde ele está! – A Madre segura as lágrimas.
As freiras se entreolham e suspiram. Renata aperta os lábios.
— Vou ler para as crianças – diz e sai da sala.
A Madre coloca de volta a foto na gaveta e olha para as freiras, dando um sorriso torto e esperançoso.
— Vamos fazer um bolo amanhã e cantar parabéns, só pra comemorar. – A Madre dá a ideia, fazendo as freiras rirem harmonicamente.
Notas finais
Até mais,
almirapevas =3
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