The Boy And The Wolf
9 Capítulo VIII – The Host
Notas iniciais
Boa leitura,
almirapevas =)
Capítulo VIII – The Host
Nicholas balança a cabeça ainda assustado. Não, não! Joseph é um lobo, não aquele cara! O jovem de olhos azuis continuou a encarar o cara, que continua impassível. Então o jovem chega perto do cara e toca no rosto macio.
— É... – o cara se interrompe quando Nicholas começa a procurar algo em seu cabelo, sentindo a maciez também. – Não eu não tenho orelhas nem rabo nessa forma.
Nicholas franze o cenho e se afasta um pouco, ainda encarando o cara. Então o jovem dá de ombros e pega a mochila, tirando uma barrinha de cereal para ele e para o cara, que pega dando um sorriso encantador.
Nicholas aperta os lábios e abre o alumínio, dando uma mordida. E se instalou um silêncio enorme enquanto eles comiam. Os dois terminaram e Nicholas foi procurar algo em sua mochila, ele tira uma calça jeans e uma blusa de manga curta para o cara.
— Obrigado, Nicholas – diz gentilmente, o que faz o jovem corar e olhar para o lado.
Joseph se levanta, mostrando-se ser um pouco mais alto que Nicholas, e veste as roupas de Nicholas. Ele termina e ajusta um pouco a manga, já que seus braços são um pouco musculosos. Nicholas continua a olhar para qualquer canto que não tenha o cara em seu campo de visão e abraça suas pernas. Ele engole em seco e olha de canto de olho para o cara.
— Vamos? – Pergunta Joseph rapidamente.
Ele ainda ler minha mente? Pensa rapidamente.
— Sim – Joseph rapidamente responde.
Para onde vamos? – Pergunta o jovem.
— Eu tenho uma cabana no lago, é perto daqui. – Responde.
Nicholas morde o lábio. Joseph oferece a mão e Nicholas a pega, tendo onde se apoiar para levantar. Ele pega sua mochila e a pendura em seu ombro. Joseph sorri e então começa a caminhar, Nicholas rapidamente o segue.
Os dois seguem por caminhos sinuosos e por locais que exigiam muito deles. Joseph sempre ajudava Nicholas quando tinham que descer de um tronco. Já que Joseph conhecia mais o local que Nicholas. Eles continuaram a caminhar, Nicholas está um pouco cansado e pensa. Joseph para e Nicholas continua, esbarrando em Joseph, que o segura pela cintura e o puxa para perto.
Nicholas arregala os olhos e levanta a cabeça, focando no rosto preocupado do outro. Joseph fixa seu olhar nos olhos azuis vazios de Nicholas e sorri gentilmente, fazendo com que o jovem core.
— Cuidado – murmura.
Nicholas se sente ofegante e assente, tentando sair dos braços de Joseph, mas seu cansaço era grande e ele se sente bem nos braços do maior.
— Vamos parar aqui, você tem que descansar. – Diz Joseph ajudando o jovem a se sentar num tronco.
Nicholas fica encarando o maior e cora então ele abre a mochila e pega uma barra de chocolate e abre o pacote. Ele dá um pedaço para Joseph e tira um pedaço para si. O silêncio se instala novamente entre os dois, o que deixa Joseph um pouco incomodado.
— Nicholas, você consegue ouvir o que penso? – Pergunta, com certa curiosidade.
Nicholas tenta e balança a cabeça, negando. Joseph aperta os lábios e suspira.
Por quê? – Pergunta o jovem, delicadamente.
— Sempre quis saber, é estranho. Meus irmãos não conseguem ler minha mente quando estou na forma humana. – Diz mais para si.
Você tem irmãos? – O jovem se encolhe um pouco.
Joseph olha para ele e sorri, pegando a barra de chocolate e tira um pedaço. Nicholas espera a resposta.
— Tenho seis, sou o mais novo. – Diz logo se preocupando com o estado de espírito do jovem.
Nicholas se encolhe ainda mais e fica cabisbaixo, lembrando-se do sorriso infantil de Logan. Foi uma piada e... Ele treme e morde a língua tentando não chorar. Joseph chega mais perto de Nicholas e acaricia a pele aveludada e pálida do jovem. Nicholas cora e dá um sorriso tímido, Joseph sorri docemente para ele.
— Bem, temos que chegar lá antes do anoitecer. – Fala rapidamente.
Nicholas assente e rapidamente se levanta, Joseph se levanta e eles guardam o chocolate e continuam a caminhada. Joseph ia à frente e Nicholas atrás, sempre segurando o ombro do maior.
A parte mais difícil foi quando eles tiveram que descer as pedras, Nicholas tinha que tirar suas botas já que elas estavam escorregadias por causa da neve que derretera. Joseph o ajudou com muita paciência e os dois conseguiram. Eles caminharam mais alguns metros e então chegaram a uma ponte coberta de musgo e resto de neve com um arco de pedra bem no final.
Os dois caminharam lentamente pela ponte e chegaram até o fim, agora o caminho era mais aberto e melhor. Nicholas já podia ouvir o barulho de uma cachoeira ao longe. Joseph olha para seu companheiro e então eles passam por uma árvore que tinha a formato de um V no meio. Eles andaram mais um pouco e já se via o riacho ao longe.
— Bem vindo. – Joseph diz e ajuda Nicholas com um galho de árvore.
Nicholas olha para frente e fica impressionado.
A cabana de madeira ficava numa árvore alta bem ao lado do riacho, ela é sustentada por madeiras na base da árvore e na margem do rio. Ela tinha uma escada ao lado e uma sacada. Os galhos da árvore chegavam atravessar um pouco a cabana. Ela parece pequena ao vê, mas é um pouco larga.
Nicholas olha para Joseph, que está sorrindo e ele o acompanha até a espaçosa escada de madeira. Os dois sobem e chegam à entrada da cabana. Joseph procura a chave no tapete e rapidamente destranca a porta. Ele a abre e deixa Nicholas entrar primeiro. O jovem rapidamente analisa a espaçosa cabana.
Na sala, há um sofá de pano marrom de frente para uma lareira, a sacada que dá para perceber do lado de fora é ali e dá para ver toda a floresta. Bem perto da sala, há uma cozinha mediana que destaca a pequena ilha de madeira com mármore negro com cadeiras e um fogão elétrico de última geração. Num canto, está à geladeira e perto dela há uma bancada de mármore negro, que emoldurava a cozinha, com a pia e acima dessa bancada estão os armários de madeira. Ainda na bancada há um microondas e, num outro canto, uma estante com potes de grãos.
Nicholas pôde observar que tinha uma porta, ele andou – curioso – até a porta e a abriu revelando uma suíte linda com varanda, que circula a casa. Há uma cama de casal, no piso há um tapete vermelho com um bordado lindo; e criados mudos de madeira; também tem um guarda-roupa e, ao lado, há uma porta que dá para o banheiro. Nicholas andou até a varanda e abriu a pequena janela de correr. Dava para ver perfeitamente o riacho dali. A vista é simplesmente maravilhosa e mágica.
Com uma espontaneidade, Nicholas sorri com a vista. Joseph ficou admirando o jovem o tempo todo, ele sorri e suspira. Nicholas olha para Joseph e franze o cenho.
Onde vou dormir? – Pergunta, estranhando.
— Ah, você dorme aqui, já que é meu hóspede e eu durmo no sofá – Joseph responde rapidamente.
Não, eu durmo no sofá. – Pensa rapidamente.
Joseph cruza os braços e olha pesadamente para Nicholas, que treme e se rende. Ele joga a mochila no piso de madeira e suspira.
— Você precisa de um banho, vai logo – diz apontando a cabeça para o banheiro.
Nicholas cora e assente, indo para o banheiro. O banheiro é como qualquer outro tem um vaso e um chuveiro, mas a parede e o piso são de madeira, e tem um espelho médio na parede.
— Vou fazer o jantar. – Joseph avisa.
Nicholas assente e tranca a porta do banheiro. Ele respira fundo, tirando o nó de sua garganta. Ele está sentindo um pouco de falta da Madre Olívia e então seu pensamento o levou para o orfanato. Estariam, eles, procurando por ele? Claro que sim! A Madre Olívia sempre se preocupava com ele. E Renata provavelmente o mataria se ele voltasse.
Eu quero voltar? Pergunta-se. Não, ele não quer voltar. Ele gostou tanto de está na floresta e dormir dentro dela... Além de ter acordado com um Joseph completamente diferente o abraçando, mas ele superava isso...
Ele balança a cabeça e se despe. Ele fica debaixo do chuveiro e o liga, sentindo a água gelada em sua pele, ele sai debaixo do chuveiro e pega o sabonete e começa a se ensaboar. É óbvio que o rosto da Madre de decepção e preocupação não saíra de sua cabeça. Ela iria o matar, mas... Não, Joseph apagou a memória dos três homens.
Pobres homens. Pensa e então se lembra de Kurt. Bem, pelo menos Bart e Carl.
Ele se enfia debaixo do chuveiro e deixa a água escorrer pelo seu corpo. Ele pega o xampu e passa rapidamente pelo seu cabelo, enxaguando-o logo em seguida. Então ele fica mais alguns minutos debaixo do chuveiro e desliga. Ele pega a toalha, secando-se, e a enrola na cintura. Ele sai do banheiro e segue para sua mochila, abrindo-a e pegando uma blusa de manga cumprida – já que o dia está agradável, mas não tão quente –, calça jeans e cueca.
Ele suspira e novamente pensa na Madre. Não me vou sentir culpado, não me vou sentir culpado. E repete várias vezes isso em sua mente. A porta se abre abruptamente e ele se vira, vendo Joseph o olhar, surpreso. Nicholas cora e rapidamente veste a blusa, mas deixa a toalha cair, ele pega rapidamente a toalha e cobre sua parte.
Joseph desvia o olhar e segura o riso.
— O jantar está pronto – sua voz falha um pouco por causa da enorme vontade de rir.
Nicholas fica vermelho mais uma vez e assente. Joseph rapidamente fecha a porta e suspira.
Esse garoto vai me dar trabalho. Pensa sentindo seu sangue ferver com a imagem magra e esbelta do jovem. Ele nem é tão raquítico quanto pensei. Rapidamente pensa e balança a cabeça. Joseph prepare-se. Então ele segue para a cozinha, arrumando os pratos na ilha.
Ele suspira e ouve a porta se destrancar, ele vê Nicholas com a toalha envolta do pescoço e tentando secar o cabelo.
— Deixa-me adivinhar, a Madre que enxugava seu cabelo quando pequeno? – Debocha.
Nicholas cora e então se lembra que Joseph pode ler seus pensamentos. O maior ri e balança a cabeça e vai até ele, pegando a toalha e esfregando o cabelo no menor. Bem, Nicholas batia no queixo de Joseph, então não o atrapalharia em nada.
Nicholas rapidamente fica emburrado e olha para Joseph, que está sorrindo.
Ele me viu de toalha. Pensa novamente e cora, ao se tocar que Joseph pode ler sua mente.
— É difícil. Quanto eu ainda morava junto dos meus irmãos e meus pais, eu ficava só os observando, já que eles não podiam ler minha mente. – Diz e para de secar o cabelo de Nicholas. – É macarrão com molho de atum. – Fala rapidamente e sai de perto de Nicholas.
Nicholas cora e penteia um pouco seu cabelo. Ele arregaça as mangas e olha para a panela. Nossa... Tem um cheiro bom. Ele rapidamente pega o garfo e coloca o macarrão no prato. Ele se senta no banquinho e dá a primeira garfada no macarrão e coloca-o na boca...
Nicholas lembra rapidamente do macarrão de sua mãe. Ele mastiga com vontade e sorri bobamente. Nunca mais tinha comido um macarrão tão bom desde o acidente. Ele olha para seu pulso esquerdo vendo a marca e por trás dela a cicatriz – que era de “norte a sul”. Ele suspira e continua a comer o macarrão.
Joseph chega e vê Nicholas terminar o macarrão. Ele ri e chega perto. Nicholas novamente cora e tenta não olhar para o maior. Joseph pega o macarrão e coloca no prato.
— Já vi que você gostou, está louco para repetir. – Joseph olha para Nicholas.
— É a primeira vez que como tão bem – fala com uma voz falha e muito rouca.
— E ele fala. – Brinca Joseph.
Nicholas cora e pigarreia. Nossa ele realmente tinha se esquecido como era falar. Ele repete mais uma vez e olha para Joseph, que está o olhando enquanto comia.
— Então, sou melhor que sua mãe? – Pergunta.
Nicholas o olha friamente e continua a comer o macarrão. Joseph ri e, novamente, o silêncio se instala entre eles.
Isso nunca vai acabar? Pensa Joseph, referindo-se ao silêncio de Nicholas. Pelo menos, ele tentou um pouco, já o fez falar três vezes. Joseph termina e fica olhando Nicholas terminar seu terceiro prato.
Eu posso lavar a louça? – Pergunta Nicholas.
— Pode. – Joseph sorri e suspira.
Nicholas termina e limpa a boca com o guardanapo, ele olha para Joseph e cora. Mesmo estando perto de muitas pessoas no orfanato, nunca se sentiu incomodado de alguém o olhar enquanto come... Até agora.
— Tudo bem, eu entendi – diz Joseph se levantando e pegando os pratos.
Nicholas prende a risada por causa da cara de Joseph. Ele se levanta e vai até a pia, pegando a espoja e começando a lavar a louça. Joseph enxugava os dois pratos e talheres – já que ele tinha lavado a maior parte. Nicholas enxuga suas mãos no pano e suspira, mordendo o lábio.
— Bem, o que você quer fazer agora? – Pergunta.
Sinceramente?
— Sinceramente – Joseph sorri para o jovem.
Nicholas cora novamente e olha para o lado.
Eu quero dormir, essa caminhada me cansou. – Pensa e brinca com o pano de prato.
— Tudo bem, pode ir dormir. – Joseph tira o pano de prato das mãos de Nicholas.
Nicholas franze o cenho, irritado. Joseph o olha e os dois ficam se encarando. Joseph ergue o braço e suaviza o cenho de Nicholas, que começa a corar.
— Não gosto quando você franze o cenho, fica estranho – diz sério.
Não gosto quando você fica sério, fica estranho. – Rebate.
Joseph ri e balança a cabeça. Nicholas continua emburrado e vira o rosto. O maior bagunça os cabelos do menor, que se desvencilha da mão dele, só que Joseph pega seu pulso e encara Nicholas.
— Nicholas, eu tenho regras na minha casa. – Diz sério.
Nicholas o olha com os olhos arregalados e com sua respiração pesada.
— Primeiro, odeio que toquem nas minhas coisas. Segundo, você como hóspede, tem que fazer todas as tarefas da casa. Terceiro...
— O quê?! – A voz rouca de Nicholas o interrompe.
— Você já viu Junjou Romantica? – Pergunta.
Ah, não aquela coisa que Julia fica vendo. – Lembra-se rapidamente.
— Pois é, mas você não é meu parceiro, só meu hóspede. Claro.
Nicholas suspira aliviado e continua olhando para Joseph.
— Terceiro... Okay, não tem terceiro. – Fala rapidamente.
Nicholas o encara e balança a cabeça. Joseph sorri e afrouxa um pouco o aperto no pulso de Nicholas.
Você acabou de inventar as regras, estou certo? – Nicholas o questiona.
— Digamos que sim, já que não tive que dividir minha cabana com mais ninguém – e dá de ombros.
Nem com nenhuma namorada? – Pergunta Nicholas, curioso.
Joseph levanta a sobrancelha e balança a cabeça. Nicholas franze o cenho e se afasta um pouco dele.
— É que nas condições em que eu vivo, não é bom ter uma namorada. – Ele coloca as mãos no bolso da calça de Nicholas. – Eu só vou te dizer uma coisa Nicholas, no verão, nós lobos, somos humanos. Isso dura seis meses, mas sempre temos nossas... Exceções...
Você é a exceção. – Nicholas logo pensa.
— Sim, como eu sou diferente da minha família, meu sistema exige que eu tenha que ficar metade do ano como humano e a outra metade como lobo, então sempre é difícil para mim. Às vezes, temos nosso desequilíbrio, nos tornamos lobos quando há isso, e mais cedo do que imaginamos. Entende? – o menor assente. – Então eu tenho que me prevenir de acontecimentos como esses. – Joseph sorri e suspira. – Você queria dormir, então vá.
Nicholas assente e vai para o quarto, corado. Joseph respira fundo e olha para fora, já estava escurecendo. Ele aperta os lábios e se lembra da cena antes de jantarem. Ele levanta a sobrancelha e suspira.
Dona Ayla, eu espero que você tenha escolhido muito bem. Pensa e caminha para o sofá, deitando-se e fechando os olhos.
Notas finais
Então é isso, até mais,
almirapevas =3
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