The Boy And The Wolf

4 Capítulo III –... And The Wolf


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo! Espero que vocês realmente estejam gostando da nova fic =) Então, é isso que eu apenas tenho para dizer.
Boa leitura,
almirapevas ;)

Capítulo III –... And The Wolf

O lobo sente que tem algo errado. Ele olha para os lados e sente um cheiro humano e então bufa. Ele vai detectar. Pensa quando se lembra do lobo mal. Ele suspira e sente o cheiro dele. Rapidamente ele fareja donde vem o cheiro do humano e do lobo mal.

O lobo fica intrigado quando percebe que há uma energia. Uma energia que só ele sabia detectar, e sente um poder em uso. Então o lobo rapidamente começa a correr na direção do poder do lobo mal.

Não será este Brutus. Pensa rapidamente, correndo pelo caminho sinuoso da floresta. Ele para de correr quando sente o cheiro de sangue do humano. Ele rapidamente estranha e se espreita pelas árvores, apenas observando.

Então ao longe ele vê o humano caído e preso no tronco da árvore, junto com a energia de Brutus, o lobo negro. O lobo negro vê o humano e rapidamente pensa: Presa fácil. E começa a correr em direção ao humano.

O lobo rapidamente age e ataca Brutus, empurrando-o para o lado. O lobo rosna e olha para o lobo mal, que se recupera e libera um pouco do poder. Brutus rapidamente o ataca, mas o lobo desvia do seu caminho e libera seu poder, fazendo com que seus olhos castanhos fiquem prateados. A neve começa a plainar no ar e é jogada no lobo negro.

O lobo desliga seu poder e vai para o humano, que o olhava impressionado. O lobo rapidamente tira o tronco que prendia o tornozelo do garoto e olha para ele. O garoto está o olhando fixamente com aqueles olhos azuis vazios. O lobo olha para trás, percebendo que Brutus fugiu e voltou seu olhar para o garoto.

O lobo late e o garoto tenta se levantar, mas acaba cambaleando e caindo na neve. O lobo bufa e se senta, sem saber como ajudar o garoto, que estava ofegante.

Ele pode me escutar? – Pensa rapidamente.

O garoto franze o cenho, um pouco assustado e assente, como se tivesse escutado o que o lobo pensou.

O lobo rapidamente chega perto do garoto e cheira o tornozelo dele, sentindo o cheiro de sangue dele. O lobo, com a pelagem mestiça, lambe a ferida e ela rapidamente se cura. O garoto franze o cenho e olha para o lobo, que se senta e o encara com a língua de fora e arfando. O garoto estende a mão e toca na cabeça do lobo, que rapidamente se desvencilha.

Obrigado. – Pensa o garoto.

O lobo franze o cenho.

Você não fala? – Pergunta.

O garoto balança a cabeça, negando, e suspira. O lobo chega um pouco mais perto e olha para o garoto. O garoto ergue mais uma vez o braço e toca na pelagem mestiça e macia, o lobo não se desvencilha e sente o toque do humano – pela primeira vez na vida. O lobo lambe o rosto do garoto, que treme e cora.

Ele é tão puro. – Pensa o lobo.

O garoto mais uma vez cora e para de acariciar o lobo.

Qual seu nome? – Pergunta o lobo, curioso.

Nicholas, e o seu? – Pensa o garoto, sem usar ainda as cordas vocais.

Só vou dizer meu nome se você falar. – O lobo senta e fica encarando o garoto.

Não gosto de falar. – Pensa e se encolhe, lembrando-se de um acidente.

O lobo faz um som fino com suas narinas e sente-se triste pelo garoto. Então o lobo se lembra daquele dia que sua mãe morreu e manda para o garoto, que se surpreende e o encara.

Meu nome é Joseph, do Clã Branco. – Pensa e olha para Nicholas, que assente e toca mais uma vez na pelagem macia do lobo.

Joseph encara Nicholas e sente a energia dele. Ele parece franzir o cenho e chega mais perto de Nicholas e lambe sua bochecha. O garoto e o lobo se olham e sentem algo grande dentro deles. Uma amizade que eles sabiam que ia durar.

Vou te levar para o orfanato, devem estar preocupados com você. – Fala Joseph.

Nicholas assente e abraça o lobo abruptamente, que pisca, surpreso, e olha para o garoto o abraçava.

Obrigado. – Pensa Nicholas.

***

As freiras procuram desesperadamente Nicholas pela entrada da floresta. Renata está o procurando na floresta como raposa negra. Ela suspira e volta para o grupo de freiras. A Madre vê Renata se transformando em humana, com um olhar sério.

— Nada? – Pergunta.

— Nada.

Dentro do orfanato, todos estão preocupados, principalmente Elisabeth. Ela está olhando pela janela, estava escuro demais para ela ver algo. Ela só via o grupo de freiras e mais nada. Julia toca no ombro de Elisabeth, que olha e abraça a amiga.

— Calma, Lizzie-chan, Nicholas irá encontrar o caminho novamente – diz Jamile tentando acalmar a amiga.

— Mas e se ele não encontrar, Jami-chan? – Pergunta com a voz rouca.

— Não pense no pior. – Will fala calmamente.

— Will-chan... – então Elisabeth cai em prantos.

O grupo de amigos se olham e duvidam que o garoto pode encontrar de novo o caminho. Isso não acontece duas vezes.

Madre Olívia olha em volta e chama novamente o nome de Nicholas. Elas suspiram preocupadas e desanimadas. Um lobo branco com olhos negros aparece em meio à floresta com mais quatro lobos.

— Eles não encontraram Madre. – Renata rapidamente traduz o que Jonathan pensou.

— Por onde esse menino se meteu meu Deus! – Fala desesperada.

Uma loba branca com olhos violeta chega mais perto e libera seu poder de calmaria. As freiras relaxam e suspiram em agradecimento.

— Obrigada, Violet – diz a Freira Marie.

Renata escuta o pensamento de Aro, o lobo branco de olhos azul claro e mais velho, e suspira.

— Eles acham que Brutus o pegou – a voz de Renata é rouca.

— Ah, meu Deus, isso não pode acontecer! – a Madre fica desesperada.

Elas vêem mais dois lobos chegando, um com olhos alaranjados e a outra com olhos azuis elétricos.

— Elena e Forbes não encontraram nada. – Renata escuta.

Jonathan bufa e pensa algo para Elena, que balança a cabeça e olha para as freiras, Jonathan concorda e olha para Renata.

— Tudo bem, podem ir. – Diz.

— Muito obrigada pela ajuda – fala a Madre preocupada.

Jonathan assente e late para o clã, então eles correm floresta adentro. As freiras se reúnem e vão para a entrada então elas ouvem um ganho quebrando e olham para a floresta assustadas. Então elas vêem a imagem do garoto de olhos azuis vazios e suspiram aliviadas.

Madre Olívia corre para o garoto e o abraça fortemente. Nicholas não reage. A Madre segura o rosto do menino com as mãos e o analisa.

— Está machucado? O que houve? – Pergunta preocupada.

— Madre, nós vamos entrar, está tarde. – Renata rapidamente fala com o semblante sério.

O grupo entra com Nicholas dentro do orfanato. Elisabeth observa e suspira aliviada.

— O acharam. – Diz ela.

Todos ficam aliviados e dão graças. Elisabeth está aliviada depois disso, nunca se sentiu assim. Julia abraçou a amiga e as duas sorriram.

— Eu não disse que ele acharia o caminho de volta? – Jamile sorri vitoriosa.

Todos riem e então a porta se abre mostrando Nicholas com as freiras. Ele olha para seus colegas de quarto que sorriam preocupados. Ele franze o cenho e suspira, olhando para a Madre que sorri e assente.

Ele adentra ao recinto e anda lentamente pelo corredor que separa as camas e beliches. Elisabeth se levanta e abraça Nicholas. Ele arregala os olhos assustado e franze o cenho mais uma vez.

— Ficamos preocupados com você Nick-chan. – Diz ela se afastando e acariciando o rosto dele.

Nicholas a olha friamente e desvencilha-se da mão dela e a afasta dele. Ele segue para sua cama e olha para a janela antes de se deitar e pegar seu livro.

— E ele finge que não aconteceu nada. – Renata fala depois de fechar a porta e olha para a Madre. – Alguém o salvou, Brutus não deixaria barato para um humano.

— Com certeza. – A Madre fala e as duas seguem para o quarto.

Elisabeth suspira e sorri bobamente. Eu o abracei. Ela guarda um pouco de esperança dentro de si. Julia acolhe a amiga e então todos voltam a conversar sobre outra coisa.

Nicholas desvia seu olhar do livro para a floresta e se senta, sempre procurando algo. Então o vê, olhando-o de longe. O lobo solitário mestiço que o salvou. Nicholas fica com o semblante calmo e volta a deitar, continuando a ler o livro.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Bem, daqui a pouco eu posto o outro capítulo, porque vou almoçar, então... Até mais,
almirapevas =3