The Boy And The Wolf
38 Capítulo XXXVII – Slow Animals
Notas iniciais
Capítulo XXXVII – Slow Animals
“Is it gone? I hope that, that, that it’ s wrong”
Os animais se reuniam aos poucos perto das montanhas. Tânia estava no meio junto com Solange, que estava na forma humana. Os ursos estavam ali, como se fossem os que convocaram aquela reunião. Solange olha para Tânia e suspira. Tânia para e se senta, Solange apenas fica observando.
— Convoquei-os aqui para conversar sobre o solstício de verão. – Diz Oswald, líder dos ursos e neto do Velho Ben. (n/a: pra quem não se lembra.)
Todos os animais se encolhem e ficam cabisbaixos, sabendo que estavam condenados.
— Fiquem calmos – pede Oswald. – Eu estava mexendo nos antigos livros e tinha uma passagem que me interessou muito.
Tânia bufa e fica nervosa, Solange fica petrificada. Como lideres da espécie elas tinham que saber os antigos livros de cor. Todos os animais começam a chiar, Oswald os acalma e sorri gentilmente. Os animais têm sua atenção. Ele limpa a garganta e suspira.
— A passagem era a seguinte: “aquele que matar o Protetor terá de ser sacrificado para as montanhas, como forma de pagar pelos pecados”. – Afirma numa voz alta e clara.
Solange e Tânia se entre olham, preocupadas e nervosas. Tânia se levanta e caminha por entre os animais.
Não precisamos sacrificá-lo. — Diz tentando reverter a situação.
— Mas a passagem é clara, Tânia, não podemos ignorar. Temos que enfrentar eras de escuridão, minha cara, nós não podemos permitir isso. – Fala, olhando-a fixamente.
Tânia fica cabisbaixa e olha para Solange, que assente e se transforma em águia e sai dali. Oswald observa a águia ir embora e sorri gentilmente.
— É bom que Olívia e Ava fiquem sabendo que queremos justiça. – Murmura e olha para Tânia.
Mas isso não significa sacrificar uma criança!— Rosna muito irritada.
— Kellan precisa pagar pelo seu pecado. – Sua voz sai séria e fria.
O leopardo recua e bufa, então ela sai dali correndo em direção ao orfanato.
***
Ava brincava com as crianças órfãs, ela estava tentando tirar o peso de suas costas. Olívia apenas observava, junto com Renata e os Hunters. As outras freiras estavam fazendo o almoço enquanto isso.
Elas escutam o som da águia e vêem Solange se transformar em humana, ela está com um semblante assustado.
— O que houve Solange? – Pergunta Olívia preocupada.
— Os animais... Leram a passagem do sacrifício... – fala nervosa.
Ava entende e arregala os olhos. Renata engole em seco e pede para os Hunters colocar as crianças para dentro.
— Vão sacrificar Kellan? – Indaga Ava.
Solange assente e olha para Olívia, que está estupefata.
— Ninguém sacrifica ninguém sem passar por mim! – Fala irritada.
Ava suspira e toca no ombro da irmã.
— Não temos nosso Protetor e esse é o máximo que temos que fazer, porém eu não concordo com isso. Kellan não fez por mal. – Ava explica com sua voz calma e reconfortante.
— Ah, irmã, dói no coração saber que Kellan não é mais aquele de antigamente e mesmo assim tem que pagar o pecado dele... – murmura triste e vê uma borboleta azul pousar em seu ombro. – Temos que dá um jeito nisso...
Ela para e então sente uma energia sombria por perto. Ava sente e arregala os olhos. Impossível. Pensa e rosna. Olívia franze o cenho e sua respiração começa a pesar. Não, não pode ser nós o matamos, não pode ser... Repete isso várias vezes.
Renata rosna e olha para os lados, vendo a escuridão alimentar aos poucos a floresta. De lá aparece uma sinueta já conhecida. Elas arregalam os olhos e vêem Vladimir, com um sorriso malicioso e sem nenhum arranhão.
— Impossível... – murmura Solange.
Vladimir ri e alarga seu sorriso.
— É bom encontrar vocês de novo, faz pouco tempo, né? – Diz com aquela voz grossa.
Olívia rosna e fica na frente de seus protegidos.
— O que você ainda quer Vladimir?! – Rosna.
Vladimir gargalha e olha para a irmã.
— A mesma coisa que os animais querem: matar aquele que matou o Protetor – fala numa voz baixa e grossa, dando uma risada do fundo da garganta. (n/a: sabe risada de vilão mesmo, daqueles do mal, pois é.)
— Foi você que o fez fazer aquilo! – Rosna Ava.
— Eu? – Finge. – Que eu saiba, era a escuridão dentro dele, idealizando todo o tipo de pedido que Kellan estava desejando. Se o desejo mais obscuro de Kellan era matar Nicholas, o Protetor, então não temos o que reclamar certo? – Sua voz sai calma e grossa.
Ele tenta se aproximar delas, mas é impedido pela luz que tinha ali. Ele recua e sorri maliciosamente.
— Bem, vocês não tem uma luz muito forte assim.
Ele olha para a borboleta azul no ombro de Olívia e arregala os olhos, ficando assustado. Como assim? Pergunta-se. Ele bufa e sorri para as irmãs.
— Bem, até o dia – fala e sai dali, sendo sugado pela escuridão.
Olívia franze o cenho e olha para a borboleta, levantando a sobrancelha. A borboleta voa para longe, fugindo da escuridão de Vladimir. A luz não é nossa?É dessa pequena criatura? Pensa Olívia, sabendo da similaridade da cor das asas delas com os olhos de Nicholas. Impossível.
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