The Boy And The Wolf

17 Capítulo XVI – The Plans of a War


Notas iniciais
Oi, galerinha, tudo bem? Preparados para os últimos capítulos da primeira saga? Okay, digamos que está super emocionante e que vocês vão gostar (eu gostei enquanto escrevia). Digamos que eu fiz um progresso, estou começando mais um capítulo da segunda saga - uhul, comemora- kkkkkk
Boa leitura,
almirapevas =)

Capítulo XVI – The Plans of a War

Violet olhava ao redor procurando comida. Ethan coletava alguns galhos e Forbes o ajudava. Jonathan estava em um galho, ao alto de um pinheiro, admirando a paisagem das montanhas.

— Pai – chama Aro.

— Sim? – Olha para o primogênito.

— Seus pensamentos estão confusos, o que houve? – Perguntou depois de subir o pinheiro e se sentando em um galho alheio.

— Ah, filho, são coisas que não me orgulho de ter feito. – Responde, lembrando-se de partes da sua vida nada felizes.

— Pai, você sabe que Brutus faz de tudo para nos separar. – Aro se encolhe, lembrando-se do dia em que alguém matou sua mãe. – Mas ele nos ajudou quando a irmã morreu.

Jonathan o olha mortalmente, sentindo novamente a dor daquele dia. Nunca gostara do cunhado, sempre tentava os separar – e conseguira duas vezes. Duas horríveis vezes, sempre no verão quando humanos. Jonathan suspira e olha para as montanhas.

— Pai, Brutus tem pelo menos algo de bom no coração dele.

— Aro! – Urra. – Ele não tem algo de bom e nem é bom! Nunca será! Ele não é que nem sua mãe! – Grita com um ódio contido.

Aro se encolhe e percebe que Violet está no galho de baixo.

— Ava me informou que Renata fez uma ótima missão. – Diz sorrindo.

— Aquele garoto que fugiu, já voltou? – Aro pergunta.

Violet sorri e ri, balançando a cabeça.

— Não, porém acho que ele está bem protegido. – Fala numa voz suave e angelical.

Jonathan se lembra do jovem que vira com Joseph. Sinto algo estranho nele. Ele se lembra dos olhos azuis pouco brilhantes dele. Parecem daquela mulher. Nunca vira olhos mais azuis quanto os da mulher que tivera relações há muito tempo.

Violet olha para o pai e suspira. Aro olha para a irmã e desvia o olhar para a fogueira que Ethan e Forbes conseguiram fazer. Elena está colocando alguns peixes nos galos e Angus está com copos de água que ele tratou.

Jonathan suspira e desce do pinheiro, seguido dos filhos.

— Pai, você está bem? – Pergunta Ethan.

— Só estou com fome.

***

— Vocês são incompetentes! – Urra Brutus, furioso.

— Desculpe-nos, chefe. – Diz Hal, encolhido.

— Vocês ursos nem correm atrás de se progredirem em espionagem! – Grita impaciente. – Acho que vou fazer outro pacto, pois vocês são inúteis!

— Chefe eu já pedi desculpas. – Clama Hal.

— Fodam-se suas desculpas! Eu não agüento mais ficar sem saber o que acontece com eles. Depois que Bem morreu, vocês se tornaram inúteis, imprestáveis, incompetentes, seus sacos de salmão! Quero que vocês queimem no inferno! – Urra.

Os ursos se encolhem e ficam cabisbaixos. Brutus olha para seus filhos, que estão sentados em uma grande rocha, e sorri maliciosamente para Kellan. Ele sorri inocentemente, porem seu olhar é mortal para os ursos que começam a sentir a dor que o Clã Negro pode fazer.

— Então... Vocês vão correr atrás agora? – Sibila Brutus com um olhar sádico.

— S-sim! – Geme Hal, tremendo.

Lia olha para o pai e pensa num plano para consegui algo dos canídeos. Brutus a olha e sorri.

— Temos um plano e nós sabemos que vocês são bons de guerra. – Diz e vai para perto de Hal. – Vocês têm que ir ao orfanato em que Renata vive e pegar a essência do Protetor. – Fala tocando no ombro de Hal.

Essência do Protetor? – Indaga.

Vanessa desce da rocha e fica perto deles, explicando-lhes:

— Significa o complemento dos futuros poderes do Protetor, sem isso ele não consegue ser um protetor.

— E vocês sabem quem é esse tal Protetor? – Pergunta os olhando, desconfiado.

— Ah, se sabemos! – James desce da rocha e vai até o pequeno grupo. – A única coisa que temos que fazer é...

***

Elisabeth e Julia estão organizando a pequena festa do orfanato. A Madre ajuda os cozinheiros com as comidas e sobremesas.

— Chame Renata, Sônia – pede à freira.

Sônia assente e vai para fora, encontrando Renata com os Hunters.

— Vocês têm que proteger em caso de emergência, nós podemos está por perto, mas temos que nos disfarçar. – Renata avisa, sentindo uma sensação estranha. – Vocês convidaram o Clã Branco?

— Claro que sim! – Carl sorri. – Pedi para Solange, a águia, avisar.

— Águias são ótimas aliadas para nós. – Bart dá um sorriso acolhedor.

Renata tenta tirar a sensação horrível que lhe veio. Nunca sentira assim desde a morte de Ayla. Algo vai acontecer e eu tenho medo. Ela avista Sônia, que gesticula para ela vir para dentro. Renata olha para os Hunters, que sorriem, e ela sai de perto.

A raposa avista a Madre no refeitório.

— Você está sentindo isso? – Indaga Olívia, com um peso na voz.

— Sim e tenho medo. – Responde com a voz trêmula. – Por isso que você chamou o Clã Branco?

— Sim – a Madre olha para a raposa e suspira. – Não gosto de ter essa sensação, é tão...

— Sombria – a voz gentil de Ava enche o recinto. – Todos nós sentimos isso, provavelmente o Protetor também.

— Então ele vai voltar do mesmo jeito. – Diz a Madre, esperançosa.

— Essa sensação está o corroendo, mesmo que ele esteja feliz. – Ava se senta no banco e olha para as amigas. – Isso irá doer em seu peito e o Protegido irá saber disso por Micaela.

Renata e Olívia se entreolham e assentem.

***

Joseph está fazendo o jantar, ele olha para Nicholas, que olhava fixamente a tábua de cortar verduras. O maior franze o cenho e estala os dedos na frente do rosto do menor, que dá um pulo e o olha com os olhos arregalados.

— Você está bem? – Pergunta o maior, preocupado.

Estou sentindo uma coisa estranha, aliás, não me sinto bem. – O menor larga a faca e olha para o amado.

— Você também. – Murmura.

Nicholas o olha e assente. Joseph beija a testa do menor e dá um sorriso carinhoso para ele.

— Sabe o que podemos fazer depois do jantar? – Pergunta o maior já modificando seu sorriso.

Nicholas sorri e suspira, sentindo seu peito afundar mais e mais em alguma coisa. Joseph sente o cheiro de pelo de cachorro molhado e então desliga o fogão.

— Vou lá fora, tá, fica aqui. – Adverte ao menor.

Nicholas assente e vê Joseph sair apressadamente da cabana.

O rapaz avista uma menina de cabelos castanhos, olhos cor de ouro e a pele branca. Ele pigarreia e ela o olha.

— Ava me pediu para vir até aqui para lhe informar que algo de ruim irá acontecer hoje no orfanato. – Diz ela com uma voz grossa e séria.

Joseph franze o cenho e suspira, olhando para o pôr-do-sol na cabeceira do lago.

— Você está dizendo para que eu arraste Nicholas até lá? – Indaga.

— Sim – afirma. – Também sinto cheiro de carne podre e sangue por toda a floresta – ela treme e franze o nariz, sentindo nojo.

— Micaela, você acha que eles irão fazer algo? – Joseph começa a sentir o peso.

— Eles vão fazer. Se forem pra matar Renata ou para matar a essência do Protetor. – A chacal encosta-se à árvore e olha para o lago.

Joseph treme e engole em seco. Ele fecha os olhos, respirando fundo e pensando em algo.

— Tenho que fazer com que essa essência transfira os poderes para Nicholas.

— Antes você tem que convencê-lo a ir para o orfanato. – Micaela o olha, cinicamente.

— Ele vai sentir que é necessário... – Joseph sente Nicholas atrás dele e o olha.

O que vai acontecer, Joseph? – Indaga Nicholas, com um horrível nó em sua garganta.

Joseph aperta os lábios e olha para Micaela, que olhava diretamente para Nicholas.

— Temos que ir para o orfanato, Nicholas. Eu sei que você está sentindo algo horrível em seu peito e que não pode ignorar. – Joseph se aproxima do jovem.

Estou com medo, Joe. Não sinto mais nada, só medo. – O jovem abraça o rapaz.

— Vamos colocar um casaco e acompanhar Micaela até o orfanato, okay? – Joseph sente Nicholas assentir em seu peito.

Ele olha para o chacal, que assente. Eles vão para a cabana e pegam os casacos, esperando que essa sensação pare.

***

— Lizzie-chan, o que foi? Você está com uma carinha. – Julia olha para a amiga, preocupada.

— Ah, Ju-chan, eu queria que o aniversariante estivesse aqui para ver o que fizemos para ele. – Elisabeth sorri e suspira.

— Lizzie-chan, ele vai voltar, calma. – Will fala enquanto ajeitava os talheres na mesa.

O resto do grupo assente. Elisabeth suspira e olha para o magnífico pôr-do-sol que está fazendo. Ela sorri espontaneamente e fecha os olhos, sentindo uma brisa passar por ela. Uma brisa tão calma, carinhosa e acolhedora. Ela abre os olhos e volta a ajudar os amigos.

Thereza olha em volta e vê os Hunters apreensivos.

— Não estamos gostando disso, Thereza. – Kurt fala.

— Nem eu. Ava já chamou todos os canídeos, felinos e aves para nos ajudar, temos vantagem por cima dos ursos se houver guerra. – A freira-mor fala gentilmente.

— Mas o Clã Negro tem os poderes mais sombrios do campo adversário. – Bart avisa e olha para Carl, que assente.

— Claro, não foi por falta de aviso, Brutus sabia que se ele não seguisse um caminho de luz ele iria cair. – Thereza olha para Elisabeth, que está sorrindo. – Tenho pena dessas crianças, elas não sabem o que irá acontecer.

— Thereza, eu sinto cheiro de carne podre e sangue. – Carl avisa e olha para os lados.

— Eles estão longe ainda – Violet aparece, sempre com um olhar e sorriso gentil.

O resto do Clã Branco aparece e as pessoas que estão do lado de fora admiram a beleza e diferença desses indivíduos.

— Como você sabe Violet? – Pergunta Kurt.

— Quase cruzamos com eles, tivemos que pegar um atalho para chegarmos antes. – Jonathan diz e olha para Thereza, que sorri acolhedoramente. – Cadê Joseph?

— Eles ainda não chegaram, mas posso sentir o cheiro dele pelo atalho. – Bart responde e olha para Carl.

Jonathan suspira pesadamente e olha em volta, vendo todos arrumarem o pátio para uma festa. Ele não se lembra quando participara de uma festa tão linda assim. Acho que foi meu casamento. Pensa e sorri, lembrando-se de Ayla naquele lindo vestido branco com detalhes verdes que realçaram mais seus lindos olhos esmeraldas.

— Pai – Aro censura.

— Desculpe-me – murmura e sente o cheiro do filho.

Joseph ajuda Nicholas a descer o que restava do atalho e ri com o jeito desastrado do jovem. Eles andam mais um pouco e vêem luzes ao longe. Nicholas treme e para. O maior o olha e beija sua testa com carinho.

— Calma – sussurra.

Nicholas o olha e assente, sentindo o peso ficar mais intenso em seu peito. Os dois chegam e todos viram os olhares para ele. Joseph vê sua família e suspira.

— Nicholas! – Elisabeth grita e corre até o jovem, pulando em seu pescoço e o beijando na boca, sem querer.

Nicholas cora e sente um pouco do peso se dissipar, mas ele sentiu algo mais naquele beijo, algo... Bom. Joseph olha para a garota, sentindo os ciúmes o corroer. Elisabeth para e se afasta do jovem, corada e com os olhos arregalados. Nicholas encara a jovem, friamente, e olha para Joseph, que mordia o lábio tentando não falar ou fazer nada.

Você fica bonitinho com ciúmes. – O jovem pensa, fazendo o maior corar e para de sentir ciúmes.

— Ainda bem que você voltou, fizemos tudo isso para você, Nick-chan! – Elisabeth sorria de orelha a orelha. – Venha – ela segura sua mão, mas ele a desvencilha, colocando as mãos no bolso e andando até para dentro do orfanato.

Ele caminha até o refeitório, vendo Renata e Olívia ajeitando as comidas. Aquela mulher está com elas. Pensa e sente Joseph perto dele. A Madre olha para o lado e vê o jovem, tomando um susto.

— Nicholas... – murmura numa voz trêmula.

O jovem se encolhe e fica cabisbaixo. A Madre corre até ele, o abraçando forte. Renata sorri e olha para Joseph, que olhava para Ava – sabendo o que irá acontecer. Micaela entra no orfanato e vai para perto de Ava, curvando-se e recebendo um carinho da leoa.

— Obrigada, filha, fique com seus irmãos, protegendo caso de emergência. – Diz numa voz gentil.

Micaela assente e sai do recinto.

— Você sabe o desespero que eu fiquei quando você fugiu garoto! – A Madre bate de leve no braço de Nicholas, que a olha.

Ela percebe que seus olhos não estão mais vazios, estão com um brilho especial. Nicholas suspira e olha para Joseph.

— Eu cuidei dele, Madre Olívia, não se preocupe. – O rapaz sorri, olhando-a gentilmente.

— Ah, Joseph, que Deus te abençoe. – Ela beija a face do maior. – Mas que isso não aconteça mais, Nicholas! – Dá uma bronca.

Nicholas engole em seco e morde o lábio. Falar é bom. Lembrou-se do que Joseph lhe disse. Ele abre a boca e coça a nuca.

— E-eu só vim pra saber que v-vocês estavam b-bem. – Fala numa voz rouca e trêmula.

Olívia e Renata ficam assustadas e olham para Joseph, que olha para Ava. A leoa ri e se levanta indo até o jovem, acariciando a face aveludada dele.

— Joseph é um bom rapaz, ele cuidou muito bem do Nicholas, Olívia. Ele o ensinou que falar é bom.

Só que não. – O menor pensa, olhando para o lado.

— Nicholas ainda não se costumou, então é claro que ele vai falar raramente. Não é, Nicholas? – Ava fala gentilmente, olhando-o como se fosse sua mãe.

Nicholas assente e olha para a Madre.

— N-não se preocupe comigo. – Fala tímido.

Olívia sorri e beija a testa do menor.

— Vamos para fora, temos um aniversário para comemorar. – Diz ela arrastando-os para fora.

***

Hal observava, no alto de um pinheiro, o que estava acontecendo na festa. Ele pode perceber o poder da essência e do Protetor ali. Ele vê Ava junto com Renata, as duas conversavam, sabendo que tinha algo de errado. Ele olha para o irmão, Igor, e assente, descendo do pinheiro e caminhando até onde seus guerreiros estavam.

— Os alvos estão lá, o Clã Branco também. Ouviu Brutus? – Hal olha para um pinheiro alheio, vendo apenas o líder e seis filhos.

— Sim – Brutus sorri maliciosamente. – Espero que James faça um ótimo trabalho lá, não é a toa que a Escuridão lhe deu a invisibilidade.

Os irmãos se olham, sempre com aquela superioridade. Brutus suspira e olha para Hal.

— James irá lhes mostrar quando for à hora de atacar. – Jade diz, com um sorriso malicioso.

Kellan olha para o pai. Quando vou participar, James não me mencionou no plano. Pensa um pouco chateado. Brutus o olha e sorri maliciosamente. Mas eu te adicionei, então espere e você verá onde vai participar. Brutus olha para o caçula, com um olhar sádico com o que ele pensara em fazer.

— Papai é sadista. – Diz Carol inocentemente.

— Ele gostava de ver a mamãe sofrer. – Melanie olha para Vanessa e as duas assentiram.

Brutus suspira e olha para Hal.

— Preparados?

***

Jonathan chega perto de Joseph, sabendo que não ia dar em nada a conversa que ele tinha com seu filho.

— Preciso só ouvir sua voz. – Jonathan fala.

Joseph suspira e olha para Nicholas, que está brincando com um menino e uma bola laranja.

— Jonathan... Brutus pode ser um idiota, sadista e louco por poder, mas ele me disse uma verdade. E você e Ayla não me contaram. – Joseph diz uma voz grossa e rude.

— Joe, por favor, escute-me...

— Se esse era o plano de Brutus para separar um pouco nossa família, funcionou. Sabe, é chato saber que meus irmãos não são totalmente meus irmãos. – Fala numa voz triste.

— Ayla iria te contar naquela noite, Joe. Eu juro por ela, nós iríamos te falar.

— E por que você não me contou não me procurou depois que ela morreu? Eu posso até ter fugido, mas... Você preferiu não me contar e quem teve que me contar foi o meu querido titio. – A voz de Joseph é fria e furiosa.

— Violet disse que era melhor não. – Jonathan olha para o filho, preocupado. – Posso não ser seu pai verdadeiro, mas eu tenho um grande amor por você e você sabe disso. Nunca neguei, cuidei com carinho de um filho que não era meu, só de Ayla com outro, sempre te amei Joseph, isso eu não posso negar.

Joseph olha para o pai e respira fundo, olhando para Nicholas, que estava com Elisabeth brincando com as crianças.

— Ai você vai e mata os pais dele. – Murmura.

— Brutus me levou a isso. – Jonathan fica cabisbaixo. – Joseph, eu já me arrependi disso, tenho algo com esse garoto, minha ficha está suja com ele, mas não conte a ele. É melhor.

— Pai, o melhor que você pode fazer é esperar, Brutus vai envenená-lo um dia, e eu não quero isso para ele. Não mesmo. – Joseph sorri quando escuta a risada melódica e suave do menor. – Ayla me deu ele, não vou querer destruir um garoto tão... – ele sorri bobamente – Ingênuo como ele.

— Tanto que ele está no meio do que vai acontecer nesse solstício. – Violet aparece e fica olhando para Nicholas, que sente seu olhar e os olha, corando logo em seguida e desviando o olhar. – Joseph, eu quero que você fique com ele até o dia chegar, não brigue com ele, ou faça alguma coisa que ele queria sair do campo, por favor.

— E você acha que eu vou deixá-lo sair de perto de mim? – Indaga Joseph.

Violet sorri e balança a cabeça, negando. Então ela sente algo passando por ela, algo sombrio e escuro. Joseph a segura e olha para seu pai, que assente.

— Aro, Ethan. – Chama.

Os dois se olham e assentem, liberando os poderes. Ava percebe que algo de errado está acontecendo e olha para Renata que assente e corre para a floresta, transformando-se em raposa e avisando a todos.

Nicholas sente algo e olha para Elisabeth, que acompanha algo, ele olha para ver o que é, mas não tem nada.

— Lizzie, fica perto de mim, tá bom? – O jovem diz, preocupado.

Ela olha para o jovem, assustada, e aponta para algo em movimento.

— Você não está vendo um homem de cabelos negros e olhos escarlates, Nick? – Indaga.

Ele olha para Joseph, que arregala os olhos e assente.

— Vem, Lizzie, vamos para algum lugar seguro, okay? – Nicholas tenta tirar a jovem do transe.

Elisabeth franze o cenho e assente, os dois vai para o quarto. Joseph olha para os irmãos e para Ava.

— É James. – Sussurra, sabendo que não podem ler os pensamentos do inimigo.

Ava olha para a Madre.

— Todos vão para o refeitório, está fazendo muito calor, vamos lá para dentro. – Diz empurrando, tecnicamente, os órfãos para dentro do orfanato.

Joseph procura os pensamentos de Nicholas, localizando-o com Elisabeth no antigo quarto dele.

— Ele não pode ficar sozinho com ela, vou ficar com ele. – Diz para Violet que assente.

Joseph corre para onde o amado está. Violet olha para o pai, que assente, ela olha para algum lugar e libera sua compulsão, fazendo James parar e desligar seu poder com a dor que sentia.

— O que você quer? – Pergunta gentilmente.

— A essência. – Grunhe de dor.

Ela olha para Elena que forma raios em suas mãos e eletrocuta o primo. Ele cai no chão, sem se mexer. Aro pede para o ar lhe dá a localização exata de onde a essência está e fica surpreso. Ava para e olha para os lados, sentindo o cheiro dos ursos.

Renata para e olha para os lados, junto com as irmãs raposas. Renata, eles estão vindo. Pensa Tânia, com os outros felinos. A raposa olha para os felinos e para os canídeos. Vocês sabem o que fazer, nós podemos vencer isso num piscar de olhos, se Kellan estiver no meio, desliguem as emoções. Avisa a raposa-espiã, ela olha para Martha e Kelly, que assentem e esperam os ursos virem.

Solange, a águia, os avista do alto, mandando isso para todos. Micaela olha para seu grupo de chacais e os desligam emocionalmente. As outras líderes das espécies fazem o mesmo. Cadê Ava? Pergunta Kelly. Está no orfanato. Renata responde e se prepara, rosnando.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Bem, é melhor respirar fundo antes do final, pois está emocionante. Acho que é isso, mesmo postando tarde... Bem,
Até mais,
almirapevas =3