The Boy And The Wolf
2 Capítulo I – The Feeling (1ª Saga)
Notas iniciais
Estou postando o primeiro capítulo para saber se vocês gostam. Em relações a personagens, quem já me conhece sabe que meu divo-passivo é o Logan Lerman (então aqueles que não me conhecem estão avisados), digamos que ele é o Nicholas, okay? (link: http://leotramontin.files.wordpress.com/2010/04/thenumber23pic13-725682.jpg) (sim, na minha imaginação eles são iguais U.U)
Qualquer coisa me perguntem dos demais personagens, pois eu não os tenho definidos ainda, okay?
Boa leitura,
almirapevas =)
Capítulo I – The Feeling (1ª Saga)
Pega a bola de neve e joga na jovem de cabelos louros e olhos azuis. Ela se vira e a olha irritada. A garota de cabelos e olhos castanhos ri e se desvia da bola de neve que a de cabelo louro jogou.
— Não tem graça, Julia. – Diz Elisabeth zangada.
— Desculpe-me Lizzie-chan. – Fala Julia segurando o riso.
Elisabeth franze o cenho e olha em volta. Todos do orfanato estão brincando com a neve. Ela suspira e franze o cenho quando vê um garoto de cabelos negros e olhos azuis vazios concentrados em um livro com a capa escura.
— Julia... – a loura chama e cochicha no ouvido da amiga, que ri.
Elas fazem as bolas de neve e se olham rindo e assentindo. Elas se aproximam do garoto – que pareceu perceber a presença delas – e então jogam. O garoto se desvia de ambas as bolas e olha friamente para as duas garotas, que ficam vermelhas e se arrependem rapidamente.
— Desculpe-nos, Nick-chan! – Gritaram juntas.
Nicholas suspira e volta a ler seu livro. As duas amigas se olham e franzem o cenho, afastando-se do jovem.
— Nicholas é estranho, desde que ele entrou aqui ele não fala com ninguém. Nem sequer fala. – Diz Julia alisando os cabelos e olhando para Elisabeth.
— Eu sei – diz Elisabeth, baixinho. – E-e... Eu meio que gosto dele.
Julia parou abruptamente e olhou para a amiga assustada. Elisabeth estava vermelha e olhava para a neve sob seus pés. Julia fica calada enquanto tenta ligar o que sua amiga disse.
— Eu sei que ele é estranho, mas... – ela cora e sorri bobamente –... Eu gosto dele, Ju-chan.
— Tá, ele é bonito e tal, mas... Lizzie-chan... Estou chocada. Acho que ele é areia demais para seu caminhãozinho – diz Julia com a voz grossa.
Elisabeth cora ainda mais então o choro de uma criança interrompe a eminente discurção das amigas. Todos olham para o garoto de cinco anos que está chorando e apontando para a floresta.
Nicholas desvia seu olhar do livro para o garoto e suspira, fechando o livro e se levantando. Ele anda até o garotinho, que olha para ele com os olhos molhados.
— Minha bola plefelida tá li – e aponta para a floresta.
O jovem olha em direção a floresta e estende o livro para o garoto, que pega e abraça. Nicholas anda em direção a floresta.
— Nicholas, não ouse! – Renata aparece com a voz severa, junto com Madre Olívia.
Nicholas olha friamente para elas e dá de ombros, adentrando a floresta. A mentora e a Madre ficam preocupadas e mandam os órfãos irem para dentro do orfanato. Elisabeth e Julia se olham e acompanham o garotinho até o recinto.
Nicholas anda pela floresta lentamente e sente seu pulso esquerdo arder. Ele apenas ignora e procura a bola. Então vê algo laranja se destacando na neve branca e fofa. Ele pega a bola e ouve um galho se quebrar. Ele se vira rapidamente, sempre os olhos azuis reservados e frios. Ele dá de ombros e anda lentamente até o orfanato.
***
— Estou preocupada com o Nicholas, Madre. – Diz a freira Sônia. – Tenho medo que ele se perca na floresta e o lobo o encontre.
— Vire essa boca para lá, Sônia! – Berra Madre Olívia. – Nicholas pode não falar, mas...
Então elas vêem uma bola laranja adentrar o recinto, elas franzem o cenho e olham para a porta, vendo o jovem de cabelos negros e olhos azuis vazios. Renata franze o cenho e encara o jovem. Ele não se perdeu. Pensa a raposa negra.
As freiras e a Madre olham para o jovem, procurando algo diferente nele, mas não encontram algo que seria prejudicial para suas crianças. Nicholas olha para a Madre e logo se vira e indo para o quarto.
Ele adentra ao quarto. Os burburinhos que existiam lá dentro foram interrompidos com a porta se abrindo e mostrando o jovem de olhos azuis vazios. Eles ficam surpresos e então os burburinhos recomeçam.
Nicholas anda até sua cama, que fica perto da janela, e se senta na beira, olhando para a floresta que parece tão bonita quanto perigosa. Elisabeth chega perto de Nicholas e recebe um olhar frio.
— Você está bem, Nick-chan? – Pergunta a garota de cabelos louros com o rosto corado e as mãos para trás.
Ele continua a olhar e pisca, virando seu rosto para a floresta. Elisabeth se sente derrotada e suspira, dando meia volta e voltando para seu grupo de amigos.
— Lizzie-chan, é melhor você nem tentar. Nick-chan é um garoto difícil. – Diz Will, um garoto de cabelos castanhos claros e olhos verdes.
— Disseram-me que Nick-chan é assim porque sobreviveu a um acidente de carro que matou seus pais. – Jamile sussurra para o grupo.
— Nicholas-kun é apenas um cara solitário. Gosto disso nele. – Fala Samantha, uma garota com olhos esverdeados e cabelos castanhos, sorrindo e flertando com o garoto dos olhos azuis vazios.
Elisabeth franze o cenho, enciumada, e olha para o jovem e vê um garotinho com sua bola laranja entregando o livro de Nicholas. Ele fica surpreso e olha para o garotinho, que está sorrindo de orelha a orelha. Nicholas pega o livro, sempre olhando para o garotinho e desvia seu olhar para o livro.
— Brigado – diz o garotinho sorrindo.
Nicholas olha para o garotinho e assente, sem demonstras nenhuma emoção – apenas surpresa por alguém agradecer por algo que ninguém mais faria. O garotinho olha para Nicholas, curioso.
— Você quer blincar com minha bola? – Pergunta erguendo a bola.
Nicholas encara a bola laranja e sente seu pulso esquerdo arder de novo. Ele coça e tira seu casaco, jogando-o na cama. Ele se levanta e pega a bola, quicando-a e jogando para o garotinho, que ri e joga de volta para ele.
Nicholas franze o cenho e olha para a porta, vendo Renata o olhando assustada. Todos que viam a cena se viraram para ver a mentora. Nicholas devolve a bola para o garotinho e dá um olhar gentil ao garoto, bagunçando os cabelos do garotinho, que sorri e corre até a mentora.
Todos estão assustados com o comportamento de Nicholas, que volta ao normal e se joga em sua cama, abrindo o livro e continuando sua leitura. Os órfãos estavam o encarando até que Renata interrompe o silêncio profundo que ali se formou:
— Jantar – sua voz saiu fraca, mas para os estômagos vazios que tinham ali foi mais alto que o próprio sino que tocava.
Todos saíram do quarto, deixando Nicholas ali e se esquecendo do ocorrido.
***
— Lizzie-chan, por que você não diz o que sente para Nicholas? – Pergunta Julia bebendo o suco.
— Acho que ele vai ficar me encarando e vai me ignorar, Ju-chan – murmura a loura triste.
Os amigos suspiram e terminam de comer o jantar. Elisabeth suspira e olha para a mesa das freiras, que estão quietas. Ela repara que Renata está séria demais e que a Madre Olívia não estava ali. Elisabeth estranha ainda mais quando uma freira começa a falar, mas Renata a cortou rapidamente e saiu da mesa, ainda séria.
— O que será que houve? – Pergunta Joshua, o mais novo integrante, que tem cabelos negros encaracolados e olhos castanhos.
— Não sei – Elisabeth murmura e suspira.
Nicholas adentra ao refeitório e olha para seus colegas. Ele suspira e olha para o pulso esquerdo, que está coberto com a manga da blusa, ele aperta a mão que está envolvida com uma luva de couro e suspira, engolindo em seco.
Ele vê que Renata não está na mesa e franze o cenho, ele olha em volta e vê o grupo de Elisabeth conversando sobre algo inútil. Ele suspira e sente uma pontada em seu peito. Uma dor em sua cabeça logo o enche de lembranças do dia em que seus pais e seu irmão morreram em um acidente de carro. Ele cambaleia e esbarra em alguém, ele olha e vê Madre Olívia o olhando preocupada.
— De novo, meu jovem? – Pergunta ela carinhosamente.
Ele assente e volta a ficar normal. A Madre sorri e acaricia o rosto o jovem.
— Você pode falar o que sente Nicholas. – Força um pouco.
Ele a olha friamente e se desvencilha da mão dela, então segue ranzinza para o quarto. Madre Olívia seguiu o jovem com o olhar, Renata aprece ao seu lado e olha para Nicholas.
— Quero saber como ele não se perdeu na floresta – murmura.
— Procure Jonathan, Renata. – Pede a Madre gentilmente.
Renata assente e sai de perto do refeitório. Ela sai do orfanato e então se transforma na raposa negra, correndo em direção a floresta. Ela corre até as montanhas e vê o grupo reunido caçando. Renata logo sorri e vai até os lobos.
Um dos lobos a olha e rosna, afrontando-a. A raposa para e fica sentada, encarando o lobo. O lobo branco tinha olhos verdes.
Ethan, por favor, é Renata. – O pensamento de Jonathan logo surge e o lobo branco aparece. – O que a traz aqui Renata?
Um humano entrou na área da floresta e saiu vivo. – Noticiou rapidamente.
Jonathan parece franzir o cenho e olha para os seis filhos.
Você acha que Joseph deixou-o ir? – Pergunta como se tivesse dúvidas que o filho deixaria um humano viver.
Seria muito estranho, né? – Renata rapidamente se ajeita e olha para trás. – Tenho que ir, eu tenho que contar história para os menores.
Vá, raposa, é melhor para você. A floresta a noite não é um lugar favorável a você. – Pensa Aro, o mais velho.
Todos os lobos assentem e a raposa negra dá meia volta e corre para o orfanato.
Notas finais
Até algum dia,
almirapevas =3
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