The Blessing Of The Father
1 Eu capoto uma mercedes
Notas iniciais
Espero que gostem.
Obs: O nome do sátiro "Cato" é uma homenagem ao personagem de THG , meu amigo sugeriu e eu gostei. Apenas o nome é igual , personalidade diferente. Fotos nas notas finais
Boa leitura.
Melannie Black.
Obs: O nome do sátiro "Cato" é uma homenagem ao personagem de THG , meu amigo sugeriu e eu gostei. Apenas o nome é igual , personalidade diferente. Fotos nas notas finais
Boa leitura.
Melannie Black.
Era um dia comum no internato St. Antônio de la Sierra, era.
-E agora Victor? — Gritei enquanto corriamos, eu sabia oque ia acontecer, pegamos um corredor errado e logo estaríamos na quadra interna, ou seja, sem saída. -Cat usa sua varinha!- Gritou Victor, meu melhor amigo, de volta. -O que .. eu não... mas... — Fui diminuindo a velocidade, pensando. -Rápido! — Ele me trouxe de volta a realidade e me puxou para a mão. Minha mãe, Sam Wolski, é uma bruxa, mas eu fugi muito cedo de casa, não frequentei uma escola de magia como meus meio-irmãos mais velhos, graças a Deus minha mãe comprou minha varinha quando eu era pequena, agora entendi porque ela achava que eu ia precisar, ela sabia sobre tudo e não me contou, sabia dessas coisas estranhas que vinham atrás de mim, mas porque ela não me contou antes? Tudo o que sei sobre magia, aprendi em livros que "roubei" dos meus irmãos quando fugi.
Respirei fundo e peguei a varinha que estava na minha bota e puxei Victor para a parede contraria e gritei:
-BOMBARDA! — E a parede explodiu.
Os cadáveres que nos seguiam desapareceram.
Atravessamos a parede e saímos no estacionamento do colégio. Corri até o primeiro carro que vi, era uma Mercedes prata, tentei abrir a porta mas estava trancada, então tive uma ideia.
-Accio chaves — disse eu e segundos depois as chaves vieram voando até minha mão livre.
Agradeci a tudo que é santo em silencio por ter conseguido na primeira, feitiços convocatórios nunca foram meu ponto forte.
-Onde está Cato? — Victor perguntou, correndo os olhos pelos destroços no estacionamento- não sabemos onde fica esse tal acampamento... se ele existir mesmo.
-Se existem bruxos e homens-bode , talvez exista isso ai — respondi, pra falar a verdade, eu queria acreditar naquilo, era o mais perto que eu consegui chegar a saber quem é meu pai.- Ali! — avistei o sátiro e apontei.
Cato o sátiro, vinha "trotando" em nossa direção.
-Acho que desistiram.
-Entrem.
Me sentei no banco do motorista.
-Sabe dirigir? — Cato me perguntou do banco do carona, ele e Victor se esmagaram lá de algum jeito, mas ignorei.
-Tá na hora de aprender.- respondi nervosa, percebi que tremia um pouco- não deve ser muito difícil.
Eu sabia mais ou menos oque fazer então pisei fundo no acelerador e segui para fora da escola.
Nós corriamos em alta velocidade por uma estrada de terra, já em Long Island.
-Só mais um pouco- Cato dizia mais para si mesmo do que para mim ou Victor- Naquela colina ali- ele apontou.
Aumentei a velocidade, eu estava me saindo bem.
De repente, vários mortos vivos sairam de todos os lados, freei e o carro capotou.
-Droga!- Gritou Cato e se agitou no banco do carona- Todos bem?
-Sim.
-Sim.
Me arrastei para fora pela janela do carro capotado.
-Saiam- Gritei, já do lado de fora.
Vi Victor e Cato saindo para fora do carro e comecei a lançar feitiços estuporantes nos cadáveres, que saiam voando para longe, eles eram muitos e eu não ia conseguir afasta-los por muito tempo.
-Corram! — Gritou Cato e correu colina a cima e percebi que era a colina que ele falara. Eu disparei atrás deles e lançava feitiços sem mal olhar, mas sentia que maioria acertava quando eles voavam para longe. Vi e ouvi Cato soprar melodias na flauta de bambu.
-Logo ali, depois do pinheiro- Cato falou.
Nós corriamos a toda velocidade, Cato ia galopando na frente, logo depois ia Victor e depois eu, lançando feitiços as minhas costas, acontecia tudo tão rápido, mas aí o tempo pareceu desacelerar do nada, ei ainda corria e me mexia normalmente mas senti algo segurando meu cabelo e quando me dei conta, ja tinha socado o nariz e chutado para longe um morto vivo que se aproximara demais, mas outros voltaram a aparecer e eu corri o resto de colina que tinha o mais rápido que pude. Atravessei a fronteira e desabei no chão ao lado de Victor, ofegante, todos os músculos do meu corpo doer e ainda sentia a mão nojenta do cadáver segurando meu cabelo, ao pensar novamente do que aconteceu estremeci.
Uns quinze minutos depois, Cato nos guiou em direção a uma casa e chegando lá encontramos 2 homens jogando pinochle com outros 2 sátiros, um dos caras estava em uma cadeira de rodas, tinha cabelos meio grisalhos e olhos castanhos e profundos que me fitavam, o outro era um cara gordo, de cabelos cacheados e pretos, tão pretos que era quase roxo, usava camisa com estampa de leopardo, bermuda roxa e tênis de corridas com meias vermelhas, aquele cara tinha que aprender oque era senso de cor em uma roupa.
-Então aí estão vocês- disse o homem de cadeiras de rodas- Sou Quíron, e vocês devem ser Victor Frey e Catrine Mason. Parece que se viraram bem pra chegar aqui.
Dei ombros como se aquilo fosse normal, porque era normal, passei minha vida toda fugindo e me defendendo de coisas estranhas como aquela.
-Ótimo, mais uma campista convencida- disse o cara de camisa de leopardo. Eu ia revidar o insulto mas..
-Esse é o sr. D. ele é o diretor do acampamento- sussurrou Cato- seja gentil, por favor.
Seu tom de vós era tão suplicante que respirei fundo e engoli a resposta, oque era difícil para alguém com hiperatividade fazer.
-Este e Dioniso.
-Perai, Dioniso, o deus do vinho- disse eu, me lembrei de histórias que minha mãe contava pra mim quando eu era pequena- certo?
-É, é sim, quem te contou isso? — respondeu Dioniso- ou conseguiu descobrir isso sozinha?
Revirei os olhos.
-Minha mãe contava histórias e lendas sobre mitologia grega quando eu era pequena- expliquei- então essas histórias são verdade mesmo? — perguntei- Deuses , heróis tipo... Hércules, Aquiles, o olimpo... tudo?
-Não sabemos exatamente oque sua mãe contou a você, mas certamente que existe.- Disse Quíron a mim.
Quíron começou a se levantar da cadeira de rodas e de lá saiu um enorme centauro, homem do quadril para cima e do quaril para baixo era um garanhão branco, não sei porque mas depois de tudo isso não me impressinou muito.
Victor olhava de olhos arregalados para a lombada de cavalo de Quíron.
Me sentei em um canto no chão mesmo e vi latas vazias e meio amassadas de Diet Coke jogadas no chão perto de mim.
-Wingardium Leviosa. — murmurei baixinho e uma das latas começou a flutuar.
-Bruxa?
-Que?
-Você é uma bruxa?- me perguntou Dioniso, e percebi que todos olhavam da lata para mim e de mim para a lata.
-Sim, algum problema?- respondi.
-Acho que problema nenhum, talvez, só não é comum.
-Sei...- disse eu- não é comum tipo...
-Mais nenhum no acampamento- respondeu Quíron , entrando na conversa- Por um acaso, vocês sabem quem é o pai de vocês?
Aquilo me deixou furiosa, detestava falar sobre meu pai e detestava mais ainda não saber quem é ele, a raiva me consumiu rapidamente e quando vi:
-Reducto!- berrei e a mesa de picochle se diminuiu a pó.
Os sátiros arregalaram os olhos para mim e e algo no meu olhar fez eles estremecerem e se encolherem. Ainda era de manhã, havia acontecido tudo muito cedo, devia ser umas sete e meia da manhã agora e a raiva ainda fervilhava no meu sangue.
-Se acalma Cat...- Victor se pôs ao meu lado- É um assunto delicado pra ela- disse ele para Quíron.
-Tudo bem- disse ele- pelo visto não sabe, e você rapaz?
-Não. — respondeu Victor simplesmente.
Dioniso me encarava com um certo "que" no olhar e suspirou, voltando a olhar para a mesa de pinochle em pó no chão.
-É vou providenciar outra- disse ele e com um aceno da mão outra mesa surgiu no lugar e uma brisa levou o pó da outra embora.- Do que é feita sua varinha?
Ok admito a pergunta me pegou de surpresa.
-Azevinho... Azevinho e pena de fênix.
-Poderosa- observou Sr. D- Conheci um velho fabricante de varinhas em uma viajem que fiz à Inglaterra...
-Olivaras? — cortei a sua histórias que eu sabia ia ser muito blá blá blá que ia acabar parando no assunto vinho.
-Como você sabe? — Ele me fitou , pasmo.
-Comprei minha varinha com ele- respondi- Sou de Godric's Hollow, Inglaterra.
— Godric o que ?
— Godric's Hollow, é um povoado semi-bruxo, quero dizer, tem bruxos e trouxas, comprei minha varinhas no beco diagonal.
-Trouxas? -perguntou Victor.
-Quem não é bruxo- respondi impaciente, mas a raiva que sentia sumiu aos poucos.
Nos levaram para uma área com vários chalés, um diferente do outro, havia umas fontes e uma churrasqueira e fomos levados ao chalé 11, o de Hermes, é eu perguntei. Ja que éramos indeterminados ficariamos lá, troquei minha camiseta preta que estava chamuscada e rasgada nas mangas e na barra, e coloquei uma laranja-claro escrito "Acampamento Meio-Sangue" na frente, continuei com meus jeans e bota ambos pretos. Encontrei Victor no lado de fora do chalé e ele também usava a camiseta do acampamento.
-Quanta cor- disse-me ele.
-Que?
-Seu cabelo junto com a blusa, fica bem,, ãhn, colorido.
-Ah que legal- prendi meu cabelo em um rabo de cavalo- vamos dar uma volta.
Estávamos andando quando um garoto alto, muito bonito, de cabelos negros rebeldes e olhos castanhos.
-São os novatos, certo?- disse ele.
-Sim- disse Victor de volta.
-Como você ...- eu ia perguntar mas ele apontou pro meu cabelo.
-Quíron me falou pra procurar a menina com cabelos cor de fogo- disse ele como se fosse óbvio, mas que droga meu cabelo tão chamativo assim?- disse que provavelmente o garoto estaria com você, aqui está o horário das atividades de vocês- eles nos entregou um papel pra cada.
Peguei o papel e li, segundo ele, eu teria esgrima as nove da manhã e junto com o papel, onde seria a esgrima não era tão longe de onde estávamos.
-Foi um prazer em conhece-los, a os horários de vocês são iguais. — ele sorriu para mim e logo depois saiu andando.
-Ele gostou de você- disse Victor depois que o garoto se afastou , vi que ele estava com um sorriso maldoso no rosto.
-Que seja- revirei os olhos- que horas são?
-Oito e vinte e três- respondeu olhando no relógio de pulso.
Continuamos andando por ai e estávamos a beira de um riacho, conversando sobre tudo que tinha acontecido.
-Isso explica aquelas coisas estranhas que vinham atrás da gente- disse Victor.
-É- concordei- Victor como é possível não sabermos quem são nossos pais?
-Não sei Cat, te juro que não sei.
-O sr. D deve saber de algo.
-Porque?- Victor franziu a testa pra mim.
-Ele me olhava de um modo estranho- contei- como se soubesse de algo que eu não sabia.
-Vai ver ele só estava chateado porque você destruiu a mesa de pinochle dele.
-Com certeza não é isso- falei pouco convencida.
O dia estava ensolarado, o riacho corria ao nosso lado, Victor se abaixou e tocou a água, algo muito, muito estranho aconteceu, a água pareceu dançar ao seu toque, mas estava com a cabeça tão cheia de pensamentos que resolvi ignorar isto. Ele olhou o relógio de pulso e seus olhos se arregalaram, ele tirou do bolso o papel dos horários e conferiu e eu soube oque era: estávamos atrasados. Disparamos bosque a fora para a arena, uma grande construção de mármore.
Demos a "desculpa" que demoramos para achar onde seria a aula, o instrutor não nos deu bronca como esperávamos, ele só mandou pegarmos uma espada e ver ele ensinar um truque básico para desarmar. Peguei uma das espadas que havia lá, era de bronze com o cabo de couro negro e Victor pegou uma igual.
Observei como o instrutor fazia para poder fazer igual depois, Victor iria ficar de par comigo, enquanto eu ainda tentava entender oque era pra fazer, Victor tentou a estratégia comigo, por reflexo tentei bloquear mas só piorei as coisas, a ponta de sua espada fez um rasgo nos meus jeans e um pequeno corte em minha coxa e ainda sim a espada caiu da minha mão. Ok, agora eu estava prestando atenção, detesto perder. Senti meu corpo se encher de energia, como se eu fosse uma usina elétrica. Não sabia muito bem oque estava fazendo mas ataquei, Victor bloqueou e riu, ri também isso era comum, tínhamos um senso de disputa muito forte, sempre tentando superar um ao outro, mas nunca deixamos de ser amigos. Victor me atacou e eu bloqueei com facilidade, eu atacava, bloqueava, desviava e o "duelo" só terminou com minha espada a centímetros do pescoço dele e a espada dele a centímetros do meu pescoço, rimos ofegantes.
Percebi que todos tinham parado para olhar a gente.
Eu almocei na mesa de Hermes e 2 garotos me explicaram oque eu tinha que fazer antes de comer e para poder beber. O resto do dia foi comum, depois do jantar, Victor e eu voltávamos para o chalé de Hermes, quando eu vejo em um canto próximo de onde estávamos, um vulto preto, estava parado atrás de uma árvore e tinha a sensação de que nos observava.
Notas finais
Cat Mason: http://homemcomh.com/wp-content/uploads/2012/08/Bonnie-Wright-03.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-ZPm22LKa5lg/Tz6Qs6fWUAI/AAAAAAAAAv8/81UbouF_214/s1600/New-Old-pic-from-Dirty-Glam-photoshoot-bonnie-wright-20462432-384-529.jpg
Victor Frey: http://images5.fanpop.com/image/photos/31800000/Josh-josh-hutcherson-31854632-1180-1600.jpg
http://images6.fanpop.com/image/photos/32900000/Josh-josh-hutcherson-32961249-1046-1461.jpg
Cato: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTAbSWErhOIVuHWX092xb8EaIeBLlVax8oM2bJCVQo62eL6Yxv2 ( não achei foto só desenho )
Melannie Black xx.
http://2.bp.blogspot.com/-ZPm22LKa5lg/Tz6Qs6fWUAI/AAAAAAAAAv8/81UbouF_214/s1600/New-Old-pic-from-Dirty-Glam-photoshoot-bonnie-wright-20462432-384-529.jpg
Victor Frey: http://images5.fanpop.com/image/photos/31800000/Josh-josh-hutcherson-31854632-1180-1600.jpg
http://images6.fanpop.com/image/photos/32900000/Josh-josh-hutcherson-32961249-1046-1461.jpg
Cato: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTAbSWErhOIVuHWX092xb8EaIeBLlVax8oM2bJCVQo62eL6Yxv2 ( não achei foto só desenho )
Melannie Black xx.
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