The Black Snow Lótus

26 A verdadeira historia


Notas iniciais
Hello minna-hannnn~, vim trazer no dia combinado desta vez ^u^ Tive prova de matemática com 45 questões hoje T^T, mas estou aqui pronta para vocês...kishishishs Esse capitulo é o primeiro dessa 'saga', vocês vão entender o porque dos aspas T-T Kissus doces e BOA LEITURA espero que gostem ♥

P.O.V. Law

— Eustass-yaaaaa~ – falei com uma aura negra a minha volta, estava considerando fortemente em retirar o coração dele e trocar por algum animal na floresta com o Slambles.

— E-Ei calma ai Trafalgar, sei que ela não ficou tão irritada de verdade, deve estar voltando logo. – falou se afastando, acho que Zoro ao meu lado estava com a mesma expressão que eu, mas ouvi Robin-ya dar uma risada e vi ela mandar um olhar do tipo ‘Yukino só brincou com ele’, me acalmei um pouco e até quase sorri, QUASE, mas deixei Eustass pensar que eu estava com raiva e eu estava, a namorada é nossa e ele não tem direito de ficar com ciúme, hmpf.

— Ei minna está escurecendo, o que acham de fazer um fogueira e jantar em volta dela ? – gritou Sanji-ya do navio e só pude ouvir os gritos do Mugiyara-ya, depois o cozinheiro desceu junto a Franky-ya com algumas coisas para o jantar – Ué ? Cadê a Yukino-chan ?

— Já está escurecendo, vou busca-la. – falei já indo em direção a floresta quando no mesmo instante uma sombra começou a sair de lá, suspirei ao ver que era a Yukino – Estava indo te pegar, vamos jantar aqui fora o que ach..... – ela passou direto por mim, seu rosto estava sendo tampado pelo cabelo, mas senti que algo estava errado – Ei Yukino o que fo.... – tentei pegar seu braço, mas ela me deu um tapa na mão chocando-me e continuou andando.

Levantou a mão e estralou os dedos fazendo uma esfera oval negra a circundar e faze-la mudar de roupa, mudando do maiô para um vestido preto solto e simples terminando na coxa, abriu suas asas e subiu no navio em silencio, não entendi nada, assim como a todos que olharam a cena.

— O.QUE.VOCÊ.FEZ ? – Sanji perguntou após alguns segundos para Eustass-ya que olhava para o Sunny com uma expressão culpada.

— Mas a Yukino só estava brincando com ele. – falou Robin-ya chegando com Usopp-ya, ambos estavam já trocados para a noite mais fria, o ruivo a olhou confuso pedindo para explicar – Ela pediu para mim ficar em silencio que era só um brincadeira e que ia voltar logo, não tem sentido ela estar assim.

— Então ela não estava brava mesmo comigo ? – falou suspirando mais aliviado, mas parou para pensar enquanto eu mesmo também pensava o mesmo – Então o que foi isso ?

P.O.V. Narradora

Todos olharam para o barco que Yukino havia subido e mesmo receosos decidiram subir, primeiro não encontraram ela no hall, na cozinha, banheiro, ou mesmo no salão do aquário, então o ultimo lugar era o ninho do corvo, mas assim que Nami olhou para cima quando pensou em ver por lá, seu rosto empalideceu como giz e o grito cruzou todo o barco fazendo quem procurava voltar para o hall principal ao amparo da ruiva.

— Nami o que houve ? – perguntou Robin assustada e preocupada, a ruiva não respondeu e só aponto tremula para cima onde todos direcionaram seus olhares – O-O que ?

O ninho do corvo estava envolto de uma nevoa negra, a portinha de entrada estava aberta mostrando a negritude total no lugar, o sol se punha deixando o clima mais pesado e tenebroso, Usopp, Brook, Sachi e Chopper começaram e tremer pensando que a morena estava lá em cima e temendo que algo ruim tivesse acontecido.

— Yukino. – Law falou num sussurro, mais preocupado do que com medo, Zoro foi o primeiro a se mexer e já ia subindo quando Bart o parou no caminho.

— Tem certeza de que querem ir lá em cima ? Não estou com um bom pressentimento. – falou serio, estava preocupado com a menina também, ela era já da família de todo o modo, mas seu capitão com certeza iria atrás dela e isso seria perigoso.

— Eu vou e não me pare. – falou o esverdeado sem hesitar e voltou a subir, Law foi junto assim como alguns dos demais: Luffy foi em seguida, Nami e Robin também preocupadas com a amiga, Kid se sentindo culpado foi junto com Killer, Sanji e Frank decidiram subir também, mesmo que o espaço fosse pequeno, o restante ficou para ver o que acontecia, mas assim que Nami entrou se paralisou enquanto Robin subia, quando todos já estava lá dentro ninguém ousou se mexer com a cena que viam.

O ninho do corvo não era mais o mesmo, não havia paredes o delimitando, só uma escuridão infinita, quando Frank entrou e mais ninguém subiu, a portinha se fechou como nos filmes de terror, a ruiva já tremia abraçada a Robin se perguntando o que diabos estava acontecendo e se aquilo tinha sido obra da Yukino para pregar alguma peça neles.

Law deu um passo a frente pensando no que aconteceria quando uma espécie de porta se formou a frente deles, era uma porta de branca como a neve e tinha até flocos parecendo cair a decorando, confuso e respirando fundo o capitão do bando do coração abriu a porta, no mesmo instante a negritude total virou um campo com arvores, nevava bastante e o silvo do vento cortava o ar.

— O que....o que está acontecendo aqui ? – perguntou Robin olhando para os lados e não vendo ninguém a não ser eles ali.

— Não sei, mas vamos andar e ver.... – Killer parou ao ver uma figura familiar cruzar o campo – E-Ei tem alguém ali – apontou para o vulto que passava entre as arvores, eles não sentiam frio, mas a pessoa parecia sentir já que usava um casaco longo e grosso da cor marrom, se aproximaram para pedir ajuda – Ei moça, será que poderia nos..... – parou assim que viu o rosto da mulher a sua frente, era quase idêntica ao de Yukino, mas ao mesmo tempo não era ela, a mesma continuou andando e atravessou Sanji como se ele fosse um fantasma, o mesmo quase teve um treco apaixonado, mas ficou serio tentando entender o que acontecia.

— Calma, calma meu amor, falta um pouco para chegarmos em casa, espere só mais um pouco. – falava a moça, seus cabelos eram curtos até o ombro num tom loiro quase branco de tão claro, seus olhos eram de um lindo tom de verde esmerada como o direito de Yukino, ela embalava a mão na barriga enorme acariciando-a com carinho e apreensão – Estamos quase lá.

— E-Ei minna, é impressão minha ou essa é a Eliza-san ? – perguntou Frank lembrando da historia da morena, e estava claro que aquela mulher era a cara da menor.

— S-Se isso for verdade o que acontece agora é.... – Nami parou quando a mulher repentinamente caiu no chão virando de barriga para cima respirando fundo e aprarentando dor. Estava entrando em trabalho de parto naquele meio de nada, frio e sozinha, gritando e respirando profundamente no meio da neve – EI TUDO BEM ??? – ela ia correr, mas Luffy a impediu.

— Isso não é real Nami, algo aconteceu a Yukino e estamos vendo seu passado. – falou claro e ao mesmo tempo confuso.

— O que significa... – falou Zoro sendo completado por Law.

— Que vamos ver o passado dela, acho que assim vamos encontra-a nesse lugar maluco. – falou quando percebeu mais sombras aparecendo e indo ‘ajudar’ a mulher no chão, sabiam o que vinha em seguida, quando o choro fino foi ouvido e Eliza sorria para a criança, um dos cientistas estavam atrás dela com uma faca e antes que pudesse desferir o golpe, tudo ficou negro novamente e uma nova porta apareceu. Killer e Kid estavam e shock tentando entender o que acontecia que os demais tinham entendido.

Esta nova porta era de titânio, parecia dura e pesada, era feita de kairoseki, e havia claramente sangue na sola da mesma, quem abriu desta vez foi Zoro e tudo mudou novamente, agora estavam vendo um mundo maior, como se tivessem sido encolhidos para verem do ponto de vista de alguém, estavam num lugar frio e úmido, a porta que haviam aberto estava num lado dessa cela e do outro, grades altas como a de uma prisão.

Havia um pequeno ser num canto da cela, com certeza era Yukino com um ou dois anos de idade, uma criança pequena de vestido branco sujo com sangue, rasgado nas pontas e empoeirado, não havia vida em seus olhos, o corpo estava encolhido no canto sem fazer barulho ou qualquer som ao respirar, quando o som de uma porta foi escutado, era uma porta no fim do corredor do lado das grades, todos olharam quando uma figura negra apareceu, não dava para ver o rosto ou ouvir algum som, mas parecia falar com Yukino, abriu a cela lhe dando um pedaço de pão, mas que foi recusado.

A criatura negra e enorme pareceu se irritar, pegou a menina de 2 anos pelo pescoço e jogou-a com força na parede oposta onde os piratas viam aquilo com o sangue fervendo e o terror de pensar naquilo como suas primeiras lembranças de vida, logo a criatura saiu, mas Yukino não chorava, não fazia barulho, só levantou-se e com a testa sangrando voltou para o seu lugar de antes.

A cena mudou, na verdade só Yukino havia mudado, agora crescera um pouco, com uns 4 ou 5 anos mais ou menos, era magra como um graveto e estava suja da poeira da cela, quando gritos de protesto foram ouvidos do corredor, um dos cientistas trazia dois meninos, uma menina e um garoto, gêmeos pelo o que perceberam, foram jogados na cela a frente de Yukino, a mesma ainda não se mexia, estava com os braços totalmente enfaixados assim como o olho esquerdo.

— Droga, calma Kai vou tirar a gente dessa e vamos voltar para a mamãe e o papai. – falou o menino, ambos pareciam ter uns 10 anos, cabelos castanhos e olhos da mesma cor, a menina ao seu lado idêntica só que com cabelos até o ombro chorava, mas parou assim que olhou para a cena a frente, Law pensou que ela olhara para si, mas então lembrou que aquilo eram somente lembranças e eles, fantasmas divagando naquele passado.

— R-Rai tem uma criança ali. – disse apontando onde o irmão logo avistou também.

— Ei você ai, tudo bem ? – falou calmo já que a menina era bem mais nova que si – Oi ? Mochi-mochi ? Kai pode ser só uma boneca, esses caras são loucos mesmo.

— Não é uma boneca. – retrucou a irmã, e tomando consciência do que acontecia a sua volta, a menor da cela solitária levantou a cabeça mostrando o olho verde opaco e sem vida para os novos seres – AH VIU, ei menina tudo bem ? O que fizeram com você, que horror, não se preocupe vamos tira-la daqui. – falou mais determinada e Rai também assentiu, pareceu passar-se um tempo pois mais 4 crianças estavam na outra cela e Yukino ainda sozinha na que tinha a porta de titaneo, havia agora uma menina de 4, outra de 7 e dois meninos de 6, o menino dos gêmeos já não estava mais lá, a menina chorava intensamente enquanto nenhuma expressão aparecia no rosto de Yukino.

As crianças da outra cela dormiram quando uma luz apareceu por de baixo da soleira na porta que estava na cela da pequena Yukino, uma fresta nas dobradiças dava visão para uma mesa de metal, onde os piratas que viam aquilo olharam curiosos para lá, quando ouviam o grito do menino chamado Rai. Ele agora estava na mesa totalmente amarrado, cinco cientistas se colocaram a volta do mesmo e levantaram objetos afiados, como bisturis, agulhas, até mesmo um martelo, e começaram com esse.

Uma mulher segurou uma das pernas do menino e lhe desferiu um golpe certeiro no osso, o som de trincado foi ouvido perfeitamente seguido do som estridente do grito do menino, um outro cientista anotou algo e continuaram, o com bisturi cortou a barriga do menor e injetaram algo lá dentro fazendo Rai se contorcer gritando em agonia, e pedindo ajuda, Yukino nem um momento desviou o olhar da fresta, nem mesmo quando um braço foi arrancado e o sangue jorrado pelo chão até chegar por de baixo de sua porta, os gritou foram cessando e cessando até não poder mais ouvi-lo. Estava morto.

— Bem não foi uma boa cobaia, mas serviu de diversão pelo menos. – disse um dos cientistas tirando as luvas e pegando o menino e seu braço amputado e o jogando em alguma outra sala, pois pode-se escutar o som de uma porta e dos membros a serem jogados sem cuidado no chão, quando terminaram foram para outra sala onde se limpariam e anotariam o ‘progresso’ como diziam.

Nem Law, ou Zoro, ou alguém ousou falar algo, todos olhavam com nojo da cena do sangue a tocar o chão e o vestido branco da menina sujando-o mais, a mesa ensanguentada com algumas vísceras do pobre menino, Nami até mesmo ameaçara vomitar, mas quando perceberam a menina de 5 anos ali voltaram suas atenções a ela, que voltou a se virar ainda sem expressões, olhou para a cela da frente onde outras crianças dormiam e soltou uma brilhante e pesada lagrima de seu olho disponível, abriu a boca pelo o que pareceu a primeira vez e entoou uma melodia, nunca ouviu algo assim e nem sabia como aprenderá, mas foi a única coisa que conseguiu fazer perante aquilo que viu.

‘Feche...seus...olhos’ começou a entoar fraca e lentamente, porem com um tom de voz tão doce e caloroso que acalmou o coração daqueles que viram aquela cena também, mesmo que a mesma não tenha sumido de suas mente, seus corações não estavam retumbando com tanto ódio e nojo de antes, a adrenalina de querer atacar aqueles desgraçados diminua perante a canção da pequena menina de 5 anos.

‘Se permita sonhar,

Um desejo a entoar, nada mais a se acreditar

Mesmo assim não se pode abandonar, pois esperança é a palavra que te guia

Sem futuro, liberdade, sem vida

Ainda sim não desiste, porque a esperança ainda brilha

Mesmo em seu ultimo suspiro essa palavra te guia, para um lugar cheio de luz

Renasça para uma vida melhor, aprender que não há porque desistir

Sua existencia ainda vive a espera de seus iguais’

Calou-se e a cena mudou mostrando outras crianças aparecendo, e sofrendo o mesmo que Kai sofreu ou até pior que ele, e após as demais crianças irem dormir ou até elas acordadas Yukino repetia o mesmo processo, a lagrima solitária sem que ninguém visse e uma canção finalizando o tormento da criança que ia e das que ficaram, como se fazendo sua alma partir e carregando o fardo da dor de cada uma delas, mas nenhuma vez mostrou o lado de Yukino, mesmo que sempre a mesma estava com faixas pelo corpo todo, sangue dominava sua cela, tanto das crianças mortas como o seu próprio.

— Está tudo bem Jinny, vamos sair daqui eu te prometo.

— Mas Nee-chan eles pegaram o Griel e amanha é o dia do treinamento, eu não quero ir, não consigo mais nem andar, não quero ver aquelas coisas de novo. – falava o menininho preocupado em ter que ir para o jogo de sobrevivência novamente, não queria se machucar mais, aquilo doía e ele não gostava de dor.

— Não se preocupe, lembra a 00 sempre esteve aqui, ela ainda esta, mesmo depois de 5 anos.

Uma menina falava com um menininho, ambos conversavam olhando para a pequena Yukino, mesmo ainda com 5 anos ela estava mais ferida que antes, tinha faixa cobrindo quase o corpo todo, desde os pés até o pescoço, Law entendeu imediatamente o que isso significava, ela também sofria o mesmo que aquelas crianças, só a diferença era que conseguia sobreviver e aguentar, o menininho foi levado também e o tempo pareceu passar, Yukino tinha mais ou menos 9 anos, nenhuma diferença de antes, parecia exatamente uma boneca, nada mais que isso, infelizmente não havia outra criança na cela da frente e logo o pior passou pela cabeça de todos, foram 99 crianças, 99 vidas que Yukino viu se extinguirem a sua frente, 99 fardos que ela carregava em sua alma.

Notas finais
E então ? Espero que gostem da historia, agora sim é sem preocupação sobre o passado concreto de Yukino, pelo menos boa parte que todos já sabíamos, mas mais detalhado e com menos cortes Kissus doces e espero pelos comentarios >uO