The Black Snow Lótus
73 Yukino vs Doflamingo ! Desespero -Pt. 1
Notas iniciais
Yukino novamente conseguiu desviar de linhas jogadas em sua direção e usou a Dark Dark no Mi para jogar uma bola de energia com sua espada, acertou de raspão o casaco de Doflamingo, no entanto não o acertou absolutamente.
Aquela luta durava a horas, assim como a guerra toda em si, no entanto quem diria que algo com aquela batalha poderia seguir por tanto tempo, a menina tinha resistência de se manter por 3 dias naquele ritmo, o mais velho no entanto mesmo não tendo tal resistência, ainda sim mantinha técnica e objetivos para não se cansar, mesmo contra o próprio demônio a sua frente.
‘Na verdade é um anjo, mas só por fora, por dentro é um verdadeiro demônio pronto para dar o bote, diferente desses escravos que ela conseguiu. Zero, você já estará na palma da minha mão logo logo.’ Pensou o ex-Shichibukai lançando mais uma onda de fios que era devidamente desviados com as espadas envolvidas no Haki e na Hikari Hikari no Mi.
— Que sorrisinho pretensioso Doffy, será que pensou em algum plano ? – comentou a menina com uma expressão de tédio, no entanto aquilo era só o exterior, por dentro algo fervilhava, a pedra filosofal queimava em sua perna, parecia que a qualquer momento iria explodir, era um sentimento ou algo real ? Não sabia dizer, mas mesmo assim tinha algo bom e ruim naquele momento acontecendo dentro e fora de seu corpo.
Sua mente focada na aniquilação de seu inimigo natural, enquanto ao mesmo tempo não havia só ela focada nesse objetivo, duas, três, quatro, noventa e nove outras mentes estavam focadas no mesmo objetivo, todas as crianças acordadas e em pé naquele espaço vazio em sua alma, sentindo, vendo, aspirando a batalha e morte daquele ultimo assassino.
‘Zero, Zero, Zero....’ cada vez mais as vozes abaixavam o tom como se sentindo a tensão presente, ficando no fim silenciosas, no entanto ainda sim acordadas e atentas aos movimentos da sua salvadora e de um de seus assassinos.
P.O.V. Yukino
Procure pensar menos e agir mais, esse é o plano principal, é pra isso que tenho esse instinto apurado, é por isso que treinei naquele laboratório, mesmo que agora isso esteja sendo usado contra o mesmo homem que me obrigou a treinar sem parar, e com a Kurama Kyo no Mi meus instintos estão bem mais apurados do que naquela época.
Cada fio lançado, cada movimento das minhas espadas, cada movimento do corpo dele que indicasse algum ataque novo, tudo isso daria para ver, ouvir o coração dele batendo, e desejando destruir aquele som o mais rápido possível, estou com fome em falar nisso, quanto tempo faz que isso tudo começou ?
Sem perceber minhas espadas já estavam travando mais uma luta rápida contra os fios de Doflamingo, o mesmo parecia sorrir mais a cada ataque, algo dentro de mim dizia que aquilo era um mal sinal, mas não podia parar para analisar isso agora, minhas asas e minhas 9 caudas tinham que se sincronizar e me defender por trás de qualquer golpe, e não posso só defender, é pra isso que Asmita e Kikanjuu servem, atacar.
Pousei numa pilastra abrindo novamente minhas asas para um novo ataque, Doflamingo conseguia ficar no céu por conta de seus fios o manterem lá, mas mesmo assim ele desequilibrava vez ou outra e eu tinha que seguir para poder acerta-lo, me preparei para voar em sua direção novamente quando o sorriso no meu rosto aumentou de forma psicopata.
— Te peguei. – assim que disse isso vários fios unidos em forma de bola vieram para cima de mim e me emburraram para trás, quando vi estava presa numa gaiola do meu tamanho suspensa no ar.
‘Quando ele fez isso’ pensei desesperada ao ver a resistência dos fios e que minhas espadas não conseguiam cortar, mesmo revestidas de Haki e da fruta da luz, ainda sim os fios voltavam a se regenerar muito rápido.
— Kukukukuku.....Todos os ataques que lhe lancei eram exatamente para mandar os fios para trás de você, fazer uma gaiola para prender esse pequeno anjo demoníaco foi bem mais complicado e cansativo do que imaginei, mas pensar que essas horas de luta valeram a pena já me anima. – falou se aproximando.
Não podia ficar parada, a jaula era forte isso eu sabia, mas mesmo assim tudo no mundo tem uma fraqueza, eu mesma tinha varias então aquilo também deveria ter, tinha que me livrar antes que Doflamingo se aproximasse mais, sinto que se ele chegar aqui eu perco. Pensa, pensa, PENSA YUKINO !!!
— Você já não é mais uma pedra no meu caminho. – ao ouvir essas palavras senti como se levasse um choque de ideia – Agora vou terminar o que eu tin...
Não ouvi mais nada e abaixei rápido, não tinha tempo a perder, minha ultima chance estava naquilo que eu nem havia pensado em como usar antes: A Pedra Filosofal.
Peguei-a rápido da tornozeleira vendo Doflamingo flutuar ainda lentamente para a jaula, sabia que isso se devia a que ele estava cansando, mas era melhor não subestimar o inimigo, ainda mais esse desgraçado. Ignorei rapidamente aquele homem e olhei para a pedra solida em minha mão, o que eu poderia fazer com aquilo, a minha pedra liquida me protegeu de alguns poucos ataques pervertidos de Sanji no passado, mas nunca forte o bastante por ela já estar fraca e depois de um tempo ela até deixou de funcionar.
Mas essa em momento algum fez algo assim, desde que eu a adquiri nada aconteceu ainda, em nenhum ataque de Doflamingo ela agiu, o que eu faço ? O que eu faço ?
‘Ele está aqui’ foi a voz de Kai que me despertou e no momento que levantei a cabeça os cabelos loiros e os óculos escuros estava bem na minha frente do outro lado das grades. Fechei minha mão sobre a pedra encarando aquele homem.
— Minha pequena Zero, com você presa essa guerra termina e assim que eu te treinar novamente para me obedecer poderemos acabar com esse Governo falido, e dominar finalmente esses mares. Contra você aquele velho bigodudo e o Ruivo não poderão fazer nada, como será quando eles forem atacados até a morte por quem os salvou na guerra anterior ? E por falar nela, quem diria que estava tão próxima e eu não percebi antes.
Após seus ditos sorri, mesmo sabendo que estava em desvantagem naquele momento.
— Antes você também não me conhecia, agora muito menos, já não sou facilmente controlável com antes ‘Joker’, já recebi muito do que você me privou, sentimentos. Nunca que eu ficaria do seu lado. – falei confiante, mas em seguida meu corpo sentiu uma pesada pressão, maldito, estava usando o Haki do Rei contra mim, comecei a usar de volta e continuei – Além do mais não estou sozinha, meus nakamas não me deixariam ser dominada por um doente como você.
Vi sua sobrancelha levantar e um sorriso arrogante se formar em seus lábios, droga, eu não estou gostando disso, o que eu faço ?
— Você mudou realmente, isso eu admito, mas tenho alguns conhecidos que poderiam muito bem apagar toda essa confiança que você possui agora, junto as memórias que ganhou nesses anos de ‘liberdade’, seu destino sempre foi voltar para mim, e quando Akainu cair, não terá mais ninguém que tire minha arma de mim, Zero. – lembrei naquele momento que Akainu me queria viva, ainda não sabia o motivo de tal, mas ao que entendi das noticias ele me odiava por algum motivo.
Mas porque ? Eu nunca fiz nada contra ele diferente do Nii-chan, então como ele e Doflamingo conseguiram se unir contra mim ? Espera....... O laboratório ? Algo haver com o laboratório ?
Olhei para onde o Almirante deveria estar e o vi ainda parado encarando algo do outro lado o qual da onde eu estava não dava para ver, mesmo assim deixei isso de lado e voltei a encarar Joker.
Se eu perdesse ali não teria sentido ter trago os demônios, de ter pedido para ninguém interromper, nenhum de nós tinha morrido ainda, não era para ser assim, era morte ou morte, não tinha opção de captura para nenhum de nós dois, eu não permitiria aquilo, ou eu morria ou ele morria.
‘A pedra’ agora era a voz de Izzuku na minha cabeça, apertei com força a mesma na mão sem saber como usa-la, ela poderia ser minha salvação naquele momento, mas como ? ‘Engula’.
Quase tomei um sobre salto, mas consegui fingir bem frente a Doflamingo que continuava falando, se eu engolisse aquilo eu teria chances de ganhar ? Era isso ? Mas e depois ? Eu ficaria viva ? E-Essas crianças.....Espera.....
Crianças ? P-Porque....porque pensei nelas agora ? Não, não pense no que já está decidido, fim a elas e vida para mim. Aproximei a mão da boca e no segundo seguinte uma pressão gigante pareceu tocar meu baixo ventre, tremi inconscientemente, o que era aquilo ? Pressão ? Medo ? Angustia ? Ou......peso na consciência ?
NÃO, NÃO YUKINO, PARE DE PENSAR NISSO, AGORA !!!
Essas crianças não são nada para mim, e o momento de pensar nelas não é agora, quem sabe até eu as perca no meio dessa luta...Haha.....ha........ha ? Perder....elas......
‘ENGULA’ o pedido desesperado de Izuku e Rai me acordou para a realidade quando ouvi Doflamingo falar algo.
— Mas acho que tudo isso não importa, que tal dormir um pouco ? Quando acordar já estaremos num cantinho só nosso para lhe ensinar o respeito novamente. – disse olhando para mim com frieza e em seguida para meu corpo, entendi onde ele queria chegar, conviver com Nami e Robin, que me ensinavam os olhares pervertidos e perigosos das pessoas, foi benéfico aquele ponto, porque aquele era um deles, com certeza.
— Não pense que acabou Doflamingo, isso apenas começou. – falei isso abrindo minha mão e ele olhou confuso para a pedra brilhando forte em vermelho, coloquei nos lábios e engoli com a saliva que tinha na boca, o que era pouca pelo tempo que estava sem beber água.
Achei que a pedra fosse descer exatamente como ela era, uma pedra dura e seca rasgando minha garganta, mas quando chegou na mesma sua textura mudou de solida e derreteu ficando liquida em segundos, senti no segundo seguinte o liquido passar meu corpo queimando como larva, entrando no meu sangue mais rápido do que uma digestão normal permitia, queimando meus vasos, meus ossos, minha carne, meu coração que bombeava fazendo tudo isso piorar, abaixei gritando tão alto que acho que todo o campo de batalha escutou.
Doflamingo deve ter gritando algo, mas não escutei, só podia ouvir como se tivessem vespas nos meus ouvidos, um zunido tão alto que me surdava, minha visão ficou totalmente vermelha, não via formas só o vermelho sangue mesmo fechando os olhos. Meu corpo parecia queimar de tão quente, as crianças gritavam comigo, sentindo a mesma dor provavelmente, mas eu não podia ouvi-las mais, só...só sabia, o q-que era aquilo ? Algo formigou no meu baixo ventre, a-algo começou a mudar, parecia.....parecia como se algo fosse ser levado embora, como...como se ali estivesse quente antes e agora estava frio, vazio, como se algo...algo tivesse sito tirado dali, dois seres fossem tirados de mim.....será....será que.......... ?
O que.....não........isso......não...não era pra ser assim....não......NÃOOOOOOOOOOOOO !!!!!!!!
P.O.V. Narradora
Batalhas ocorriam para todo lado, sons altos e gritos eram ouvidos o tempo todo pela base da marinha, no entanto o primeiro grito de Yukino assustou alguns poucos em meio as batalhas, mas depois disso, naquele momento, no segundo grito, não houve um único olhar que não se voltou na direção de Yukino e Doflamingo instantaneamente, foi quase como se fossem puxados pelo desespero ouvido naquela voz, até mesmo os olhares de Shirohige e Akainu, que estava se encarando com pressão todo aquele tempo, não puderam evitar de olhar assustados naquela direção.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH !!!!!!!! – Doflamingo havia se afastado com o grito ao mesmo tempo em que não sabia o que tinha acontecido.
Aquele era apenas o começo do verdadeiro inferno pela qual foi conhecida a ‘Guerra do Fim do Mundo’.
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