The Black Rose
5 Nowhere House
Notas iniciais
Eu posso sentir você me colocando baixo
Temendo você, amando você
Não vou deixar você me colocar para baixo"
Evanescence - Haunted
Rebeka não estava mais aguentando esperar em seu quarto enquanto seu pai e Andy conversavam sobre algo que ela nem tinha certeza. E sua irmã com certeza não ajudava muito.
- Aposto que estão falando de você, será que estão planejando seu casamento? — a pequena Emily dizia baixinho, então começava a pular em círculos. — Beka, vai casar, Beka vai casar....
- Será que você poderia por favor ficar quieta? — Rebeka pedia desesperada, ela já estava nervosa e pensando do jeito em que Emily dizia, ela se sentia um objeto, e ficava mais tensa ainda.
Mellany apenas ria das caretas de Rebeka, ela estava se divertindo com aquela situação.
Após alguns minutos sua mãe apareceu na porta e se sentou ao lado de Rebeka, ela pediu para Emily e Melly as deixarem a sós.
- Temos que conversar querida — ela disse suavemente.
- Tudo bem, sobre o que? — ela perguntou apesar de ter uma vaga ideia do que viria.
- É sobre a conversa que seu pai e Andrew tiveram hoje, você sabe o que é? — ela perguntou com um pequeno sorriso.
- Não tenho certeza... — Sua mãe segurou suas duas mãos e olhou em seus olhos.
- Ele veio pedir a sua mão em casamento — Rebeka esperava algo desse tipo, mas isso não significava que ela estava preparada.
- Ele o que? — ela não pode evitar perguntar.
- Exatamente o que você ouviu, mas como eu sei que essa é uma decisão muito importante na sua vida pedi para conversar com você antes de seu pai responder. — Sua mãe apertou mais ainda a sua mão.
- Mãe... — ela viu que os olhos de sua mãe estavam brilhando.
- Mas apenas pense como isso pode ser bom para o seu futuro, ele pode mudar sua vida minha querida. E para melhor, só tente pensar nas oportunidades, eu sei que você sempre sonhou com uma vida como a de todas aqui, mas o destino te trouxe algo maior e melhor. Pense bem no que vai fazer, minha filha. É uma chance única. E eu sei que você gosta dele, vocês viviam juntos nessa ultima semana.
Rebeka não sabia o que fazer, não tinha certeza se queria se casar com Andy, mas não queria decepcionar sua mãe. Ela sabia que tinha que responder, mas não sabia ao certo ainda. Infelizmente não havia tempo para ela pensar. Fechou os olhos, suspirou e disse para sua mãe.
- Eu sei... — ela esperou alguns segundos para continuar. — E é por isso que se o papai aceitar, eu aceito.
- Você não vai se arrepender querida — sua mãe se levantou e saiu.
- É, espero que sim — ela disse para si mesma.
Estava caminhando pela floresta sozinha, pensando se havia feito a decisão certa. Se aquilo era o que ela realmente queria para o seu futuro. Apesar de estar numa situação bem complicada não pode evitar um sorriso quando se lembrou que havia saido de casa pela janela.
Seu pai havia aceitado a proposta de Andy e provavelmente eles iram querer que os dois ficassem na sala, juntos, e ela ainda não estava preparada para isso. Por isso não se sentia culpada por pular a janela, porém ficou pensando que sua mãe não devia ter gostado nada. E isso aumentou seu sorriso mais ainda.
Ela ouviu o barulho de lenha sendo cortada, e por algum motivo resolveu seguir o som, ao invés de se distanciar como estava fazendo antes. Ela caminhou lentamente até o barulho e quando encontrou quem o estava fazendo ficou surpresa.
Encontrou alguém que não esperava ver, não por mais algumas semanas. Não era Andy. Era seu melhor amigo, August, ele estava viajando, mas pelo visto voltara mais cedo.
- Rebeka? — ele perguntou olhando para ela, parou de cortar a lenha e esboçou um sorriso.
- Olá, August. Achei que nunca voltaria — ela disse brincando, também sorrindo.
- Não ganho nem um abraço? — ele abriu os braços ainda segurando o machado e fez cara de triste.
- Se você largar esse machado talvez ganhe um — ele fez cara de confuso, e quando percebeu que realmente estava segurando o machado o colocou no chão e abriu os braços de novo.
Rebeka então correu até ele e o abraçou fortemente.
Já fazia algum tempo que não se viam, e ela sentia muita falta dele. O apertou mais, com tudo aquilo acontecendo em sua vida a volta dele a deixava mais confortada.
Ele percebendo que ela não estava muito bem se separou do abraço e a segurando pelos ombros perguntou:
- Está tudo bem? — Quando ela olhou nos olhos dele, August pode perceber seus olhos brilharem.
- Aconteceram muitas coisas desde que você partiu, muitas mesmo — ele franziu a testa, havia ficado um mês fora, para ele não poderia ter acontecido tanta coisa assim em um mês.
- Foram tantas coisas assim? — ele perguntou segurando as mãos dela.
- Na verdade não são muitas, mas são importantes — ela explicou balançando as mãos dos dois.
Eles eram amigos por tanto tempo que para eles aquela aproximação era totalmente normal, para eles não havia nada de errado nisso. Mas não foi isso que Andy pensou quando os viu.
Ele havia saído para procurá-la, pensou que ela deveria estar meio confusa, e resolveu entrar na floresta. Ele tinha quase certeza de que ela estaria lá. E ele a encontrou, mas não do jeito que queria, ou imaginava.
- Posso saber o que está acontecendo aqui? — Andy disse caminhando até os dois. Postou-se na frente de Rebeka e recuou a obrigando a recuar também.
Rebeka não entendeu porque ele estava agindo daquele jeito. Ele parecia bravo, mas ao mesmo tempo era como se estivesse magoado.
- Não está acontecendo nada, Andy — ela disse baixo.
- Você está com algum problema? — August perguntou como quem não quer nada.
- Na verdade eu tenho sim — Andy o respondeu raivosamente.
- Sério? Que pena — August disse ironicamente.
Ambos andaram para frente, porém foram impedidos pela garota, que se colocou entre eles. Ela começou a ficar com medo de que algo acontecesse.
- Na verdade, o meu problema no momento é você — Andy praticamente cuspiu as palavras, ele parecia outra pessoa.
- Pare com isso, Andy. Porque está assim? — ela perguntou, se virando para ele.
Ela agora percebia que seus olhos demonstravam mais decepção do que raiva, e isso a fez se sentir triste, mas ao mesmo tempo ficou mais confusa ainda. Contudo quando o olhar dele se direcionou para August aquele olhar se mudou claramente para raiva.
- Porque você estava de mãos dadas com a minha noiva? — ele perguntou a August enfatizando a palavra "noiva"
E para a surpresa dele, August começou a rir.
Rebeka esboçou um sorriso, e Andy ficou sem entender nada. Ele estava bravo e de repente o motivo de sua raiva começava a rir bem na sua frente.
- Está rindo de que? — ele perguntou mais bravo do que antes.
- Isso se chama ciúmes, meu caro — August pegou seu machado e continuou rindo. — Infelizmente, tenho que parar a nossa maravilhosa conversa, tenho que trabalhar. Se entendam vocês dois. — E saiu ainda com um sorriso.
Rebeka se segurou para não rir quando viu que Andy estava com uma careta. Ele ainda estava bravo, ela conseguia ver isso.
Ele simplesmente se encostou a uma árvore e ficou lá, sem dizer nada. Aos poucos sua expressão foi voltando ao normal. Mas ele permaneceu em silêncio. O que estava incomodando Rebeka intensamente, ela queria que ele falasse algo, nem que ele brigasse com ela por ter sumido. Ela só queria ouvir alguma coisa.
- Andy... — Rebeka falou bem baixo, e ele olhou para ela.
- Eu só achei que você nunca iria me decepcionar — ele disse aquilo com uma tristeza que deixou Rebeka totalmente incrédula.
- O que? — ela andou até ele. — Ele é meu melhor amigo, só porque nós vamos, ou íamos, casar. Não sei. Mas eu sei que não é por causa disso que eu vou virar um... um objeto e vou deixar de falar com meus amigos.
- Eu só quero que você seja minha, e de mais ninguém — ele a segurou pelo braço e o apertou fortemente.
- Não é desse jeito, Andy. Você não pode me excluir do mundo, você teria que confiar em mim, será que nem isso você consegue? E me solte, está me machucando. — Ela se livrou do aperto e saiu correndo para a floresta.
Ela começou a correr sem rumo, apenas queria ir para longe, queria ir para um lugar onde se sentisse segura, e que a entendessem, mas não poderia ir para a árvore onde sempre sentava. Aquele seria o primeiro lugar onde Andy iria procurá-la. E naquele momento a ultima coisa que queria era ser encontrada.
Ela começou a sentir seus olhos marejados, e nem sabia ao certo o porque. Ela não devia estar tão magoada, mas estava, e não conseguia deixar de sentir isso. E naquele momento, andando numa parte da floresta em que nunca esteve e praticamente em prantos ela percebeu que realmente gostava de Andy. Aquele era o único motivo por ter ficado tão triste.
E agora ele estava triste com ela. Sempre que se lembrava do olhar dele ficava mais ressentida, o olhar era como se ela tivesse feito algo horrível, porém para ela, ele havia sido precipitado. Ele havia a julgado tão errado e tão rápido que nem tinha certeza se aquele casamento seria uma boa ideia.
Na verdade não tinha certeza de mais nada, apenas continuava andando e se perdendo na floresta. Ela pela primeira vez não fazia ideia de onde estava e não estava se importando. O tempo estava passando rápido e ela se via cada vez mais perdida. Estava começando a ficar realmente preocupada quando avistou uma casa.
Em meio as árvores, surgindo do nada, como uma clareira em uma densa floresta ela viu a casa. Não era um lugar muito belo, a casa era feita de madeira e parecia muito velha, havia uma pequena estradinha de pedras que levava até a porta que era de um tipo de madeira que Rebeka nunca havia visto, era quase negra.
Havia também um pequeno jardim em ambos os lados da casa, vários tipos de flores eram cultivados, alguns que ela nunca havia visto e já outros ela conhecia. Contudo o que mais a chamou atenção foi o fato de que naquele jardim havia rosas tão negras quanto as da sua mãe. Ela nunca havia visto aquelas rosas em outro lugar.
Ela acabara de dar um passo para ir até ela quando ouviu a porta ranger, se virou e percebeu que toda a porta havia sido aberta, mas não havia ninguém lá.
- Pode entrar pequena — ela ouviu uma voz feminina dizer de dentro da casa, ficou com a impressão de já ter ouvido aquela voz alguma vez.
Andou até a porta e parou. Não sabia se deveria entrar ou não, afinal ela havia achado aquela casa estranha no meio da parte mais afastada da floresta. Quem viveria num lugar como aquele?
Enquanto pensava se entrar era realmente uma boa ideia, a dona da casa percebendo sua dúvida andou até a porta e sorriu ao ver a expressão surpresa da garota.
Quem estava parada na frente de Rebeka era uma das últimas pessoas que ela poderia imaginar. Era Ruby, e ela estava exatamente como antes, seus cabelos negros caindo por seus ombros, os mesmos olhos verdes e a pele branca. Era como se ela não tivesse envelhecido.
- Se lembra de mim? — ela perguntou com uma voz doce e se moveu deixando espaço para Rebeka passar, e foi o que ela fez.
O interior da casa era bem diferente do lado de fora. Era uma casa com muitos detalhes, a maioria em prata, havia vários quadros espalhados pelas paredes bem pintadas. Era como se fosse outro lugar completamente diferente.
- Me lembro sim, a senhora levou as sementes da rosa negra, não foi? — ela perguntou, mesmo tendo certeza. Ela não havia mudado nada.
- Sim, e sua mãe as plantou? — ela perguntou enquanto a guiava para uma pequena sala onde havia duas grandes e belas poltronas e uma mesa de centro, em que estavam colocados um bule de chá prata e algumas xícaras da mesma cor.
- Plantou sim — ela respondeu após se sentar.
- Bom, muito bom. Você gosta delas? — Ruby serviu duas xícaras e entregou uma para Rebeka.
- Sim — ela disse e assoprou o chá que estava muito quente. — São minhas favoritas.
- Que bom. — A mulher disse após beber seu chá. — E beba tudo querida, vai esquentar não só seu corpo, mas seu coração. Estou vendo que ele precisa.
Rebeka levou a xícara aos lábios, o chá estava realmente quente, mas como Ruby disse ela não sentiu apenas calor. Ela sentiu como se estivesse sendo esquentada de dentro para fora, era uma sensação aconchegante.
Quando Rebeka colocou sua xícara na mesa ela sentiu o braço de Ruby segurar o seu exatamente onde Andy havia apertado antes. E doeu, tanto que ela esboçou uma careta. Logo em seguida a mulher soltou seu braço, e olhando para ele Rebeka percebeu que estava muito vermelho e provavelmente ficaria roxo.
- Se importaria de me falar quem fez isso? Tenho certeza que não se machucou sozinha. — Ruby a perguntou olhando em seus olhos, mas a garota apenas desviou o olhar.
- Foi um acidente — ela disse após algum tempo.
- Claro que foi — Ruby disse se aproximando e segurando sua mão — E será também.
Rebeka não pode compreender o que ela disse, não naquele momento. A mulher se levantou, fez sinal para ela de que logo voltaria e saiu. Ela ficou sentada observando os vários quadros. Tudo parecia muito nobre, não conseguia imaginar o porque dela morar no meio da floresta, era algo sem sentido.
Não demorou muito e ela voltou, estava segurando um colar. Ela se sentou em sua poltrona e o mostrou para Rebeka. O cordão era de prata fina e brilhava, o que criava um pequeno contraste com o pingente. Era uma meia lua que em sua ponta havia uma pequena pedra vermelha, e estava na frente de uma rosa com as pétalas colocadas de um modo que parecia que estava despetalando.
Ela o colocou na mão de Rebeka, era um colar delicado e muito belo, e com um movimento que ela quase não percebeu, Ruby se levantou e o colocou em seu pescoço. O pingente ficava praticamente escondido por sua roupa, mas o fino cordão era visível.
- Estou o dando para você, irá te proteger querida — ela sorriu para a garota. — Essa pequena pedra é um rubi, a pedra que deu o meu nome.
- É muito bonito, Ruby. Obrigada — ela agradeceu pelo presente.
- Não há de que — ela então olhou para a porta e gritou: — Entre garoto.
Após um rangido da porta Andy logo apareceu onde elas estavam.
Ele parecia muito cansado, como quem havia corrido muito. E quando viu Rebeka sentada na poltrona, sem nenhum machucado, suspirou aliviado.
- Na verdade ela está com apenas um roxo, mas esse é culpa sua — Ruby disse com um sorriso, e Andy fez uma cara de confuso, já que a mulher praticamente adivinhara seus pensamentos.
Rebeka levou a mão até seu machucado e desviou seu olhar do dele. Já ele percebendo o que acontecera, andou até onde ela estava sentada e se ajoelhou do seu lado.
- Me perdoe... — ele sussurrou.
Ela nada disse apenas Ruby se levantou e levou Andy até sua poltrona e o fez sentar-se nela. A mulher então olhando para Rebeka e com as mãos no ombro dele disse baixinho:
- Se algum dia a correnteza for mais forte do que a vida dela venha até mim. Eu poderei de ajudar. — Ele não entendeu nada, mas caminhou até a porta.
- É melhor irmos embora, seus pais estão preocupados — Rebeka se levantou, e ao invés de ir até Andy, foi até Ruby e com um sorriso a agradeceu por tudo.
Ela acompanhou os dois até a porta e esperou eles entrarem na floresta para gritar: — Apenas continuem em frente que chegarão em casa.
Quando já estavam um pouco distantes e a casa não era mais visível Andy segurou a braço machucado e o virou para poder vê-lo.
- Eu realmente fiz isso? — ele passou a outra mão delicadamente pelo roxo.
- Não está doendo... — mas quando ele apertou o local ela fez uma careta de dor.
- Está sim, não precisa mentir, eu sei o que eu fiz — ele soltou seu braço e olhou para ela. — Será que você poderia me perdoar? Eu sei que fiz tudo errado e quase estraguei tudo, mas eu só queria ficar com você. Por favor, me perdoe.
- Tudo bem, eu te perdoo, mas você não está bravo comigo, está? — ela perguntou.
- Mas é claro que não, estou bravo comigo mesmo, não conseguiria ficar bravo com você — ele tirou uma mecha do cabelo dela que estava em seus olhos e depositou um beijo em sua testa.
- Agora nós precisamos voltar o mais rápido possível — ele continuou e olhou para os lados.
- Vamos para frente, não foi isso que Ruby disse? — Rebeka começou a andar.
- Vamos mesmo acreditar no que ela diz? — ele perguntou meio preocupado. — Ela parece suspeita.
- Bem, eu vou em frente.
Andy então suspirou e foi atrás dela sem realmente crer que o caminho os levaria até a vila, mas foi exatamente o que aconteceu. E eles demoraram muito menos do que pensaram para chegar.
Logo que chegou em casa sua mãe veio em sua direção. Ela estava muito preocupada, assim como seu pai e sua irmã. Mas não fizeram um questionário como ela imaginara, deixaram-na ir dormir. O que a agradou muito, pois estava cansada.
Mas também estava ansiosa, já que descobrira que no outro dia de manhã ela iria para Inglaterra com Andy, e não fazia ideia do que esperar.
Notas finais
Mas enfim, espero que tenham gostado e mandem reviews please +_+
E aqui está a Ruby: http://trailerdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2010/07/fotos-megan-fox-4.jpg
Minha Megan lids *o*
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