The Black Legend
3 Black e Luke
Ray não parava de ir para longe com seu irmão desesperado. Assim que Sandy olha para trás, lá estava o assassino correndo em uma velocidade inacreditável.
Acelera!!! Ele está atrás de nós! — Ray olha para trás e também vê ele acelerando ao máximo.
O que você quer de nós?! — Ray grita e a única coisa que ele pôde ouvir foi “Você não pode correr de mim.” como se ele estivesse sussurrando.
Ray, cuidado! — No caminho tinha uma curva e uma entrada para outra cidade. Ele por extinto segue reto quase batendo. O assassino para na curva apenas olhando os dois.
Ufa. — Fica aliviado por não bater.
Não consigo mais vê-lo.
Vamos continuar e entrar nessa cidade, ele pode estar atrás de nós ainda. — Assim, eles passam por uma placa que dizia “Newton”. — Estamos indo para Newton.
Entra na cidade e dê voltas por aí, assim ele pode nos perder de vista de vez. — Eles entram na cidade e Ray faz o que o irmão falou.
Após um tempo, eles estacionam perto de um posto de gasolina. Ray desce da moto, seca suas lágrimas e fica de frente para a parede de um prédio que tinha lá. Sandy vai até o irmão que estava em choque também. Os dois choram juntos.
Um homem que provavelmente trabalhava no posto de gasolina vai até os dois.
Com licença, vocês estão bem? — Um homem de cabelos negros curtos, olhos pretos, usava um uniforme cinza que era uma camisa, calça, sapatos e boné que indicavam que ele trabalhava no posto.
Eu vi meus amigos morrerem na minha frente. — Fala Ray sem olhar para o mesmo.
Ah não, isso é um problema. Vocês estavam na estrada que conecta Iowa City com Newton?
Sim, como sabe? — Agora Ray olha para o mesmo surpreso.
Venham aqui. — Os dois chegam perto do homem. O mesmo olha para os lados e começa a falar.
Há uma lenda de Newton, que o espírito de um homem vaga por lá para matar qualquer um que pare na floresta.
Isso é besteira. — Exclamou Sandy ao ouvir essas palavras.
A pele dele era cinza, cabelos, olhos e roupas negras e carregava uma espada. Esse era o assassino? — Sandy se calou ficando muito surpreso e se encolhendo.
Quem é você? — Perguntou Ray desconfiado.
Meu nome é Luke.
Fale mais sobre esse espírito.
Enquanto ele era vivo, ele morava em Hokkaido em 1582. Vivia com sua família calmamente, mas era período de guerra. Tudo o que ele queria era ser feliz com sua mulher e com seus dois filhos. Mas um dia, a guerra veio e eles não sabiam disto. Assim, o exercito veio, ele foi separado de sua família. Sua mulher foi morta na sua frente. Tentaram desmaiar o mesmo enquanto pegavam seus filhos. A única coisa que ele pôde ouvir foi o grito de seus filhos antes de perder a consciência. Quando acordou, só havia destruição no campo de batalha. Ele nem ao menos achou o corpo de sua família. Então ele pegou uma espada de um morto e caminhou até além do que o homem pode fazer. Todos que ele encontrasse em seu caminho, morria pelo poder de sua espada. Ele andou além de montanhas, nadou através de mares, passou de desertos, apenas com a motivação de poder morrer ao lado do corpo de sua amada. Ele acabou morrendo sem ter feito o seu desejo. Dizem que o local que ele morreu foi na região de Iowa City e Newton. Seu espírito vaga pela estrada desta região. Apelidaram-o de Black, pelo seu passado negro.
Como sabe disso? — Perguntou Ray.
Minha família tem ligação asiatica. Foi passada de geração em geração. Ele vai ir atrás de você. Ele não gosta de deixar sobreviventes. — Ray e Sanjay sentiram seus corações pararem.
Como me livro dele? — Perguntou Ray desesperado.
Não sei. Ele gosta de enlouquecer seu alvo, criar ilusões e armadilhas até ele sentir o desespero equivalente ao que ele sentiu... E então, matá-lo. Então, Ray, sugiro que se afaste o máximo deste local. Não quer que ele vá atrás de você. — O Luke olha para o posto que estava atrás dele. – Desculpem, mas tenho que voltar ao trabalho.
Luke... obrigado. — Agradeceu cabisbaixo.
Não precisa me agradecer. — Atravessou a rua e entrou em uma porta do posto.
Temos que sair daqui agora. — Falou Ray já subindo em sua moto.
Espera. Como ele sabia o seu nome? Você nem falou para ele. — Disse Sanjay pensativo. Ray percebe que o que seu irmão disse era verdade. O mesmo desce da moto e vai até o posto. Ele acha um homem de cabelo castanho, olhos azuis e com o mesmo uniforme de Luke.
Com licença, gostaria de falar com Luke.
Luke? Nenhum Luke trabalha aqui.
Como não? Acabei de falar com ele. Cabelo e olhos pretos, usando o uniforme do posto... — Descreve o visual do homem.
Não. Os únicos que trabalham aqui sou eu, e aqueles dois caras ali. — Mostra dois homens trabalhando. Ray fica com medo por dentro. Se desculpa com o homem e volta ao irmão.– Sandy, nenhum Luke trabalha lá, só aqueles três homens.
Então quem era aquele?
Eu não sei. Mas mesmo assim, vamos sair daqui. Está tarde, vamos achar um lugar para dormir e ligar para a mãe. — Sobe na moto e seu irmão faz o mesmo.
Mas ela não vai acreditar nessa história. Ninguém vai.
Vamos apenas falar que vamos dormir fora hoje. Vou pensar no que dizer. — Ray começa a dirigir pela cidade até achar uma casa com uma placa escrita, “Hospedaria para Turistas”. Os dois param lá e vê uma mulher idosa, cabelos brancos com roupas de jardineira. Ela regava as flores do jardim. Ray para e fala com senhora.
Olá, boa tarde.
Boa tarde. — Diz a senhora simpaticamente. - Estão aqui por causa da hospedaria?
Sim. Só precisamos de um lugar para passar a noite.
Podem ficar naquela casa. — Mostra uma casa pequena ao lado de sua casa. – Meu nome é Lúcia.
Sou Ray e esse é meu irmão Sanjay. Quanto custa uma noite?
50 Dólares. Tem uma sala com uma cama de casal, banheiro e cozinha.
Muito obrigado, senhora. — Pega o dinheiro de sua carteira e entrega 50 Dólares para Lúcia e vai para a casa com o irmão mais novo.
Os dois entram na casa e estava do jeito que Lúcia descreveu. Era pequena, mas dava para passar a noite. Tinha um telefone ali.
Sandy, tome um banho, vou ligar para a mãe e fazer umas coisas aqui. — O mesmo obedece aos comando de seu irmão enquanto ele usava alguns condimentos de sua casa para armar armadilhas.– Espírito ou não, ele não vai nos ferir. — Logo ele começa a ouvir o barulho da água caindo do banheiro e pega o telefone ligando para casa. Logo sua mãe atende.
Alô?
Alo, mãe.
Ray, onde vocês estão? — Pergunta preocupada.
Estamos em Newton. Vamos dormir fora e amanhã estamos aí. — Tenta deixa a mãe mais calma.– Estamos em uma hospedaria e está tudo bem. — Mente para a mãe para não deixa-la preocupada.
Prometa que vai cuidar do Sandy.
Eu prometo.
Tudo bem, mas volte logo. Agora tenho que desligar, seu pai quer usar o telefone.
Tudo bem. Tchau mãe, te amo.
Também te amo filho. Tchau. — Desligam o telefone e Ray deita na cama chorando já. Com tantos pensamentos em sua mente, ele acaba dormindo.
Um tempo depois, ele ouve uma coisa. Já estava de noite, então ele levanta para ver o que era. Sandy estava deitado ao seu lado mas acorda também.
Chegando na cozinha, ele acende a luz e vê Luke parado lá. Seus pés estavam preso em uma super-cola no chão. Enfurecido, Ray pega a faca que estava na mesa.
Você está querendo nos matar? Você está querendo nos matar?! — Diz Ray chegando perto dele. Luke apenas ri.– Eu é que vou te matar!!! — Ele ia começar a correr mas é impedido pelo seu irmão que o segura pelos braços.
Ray, o que está fazendo?! Com quem está falando?!
Ele! Ele quer nos matar! — Diz Ray enlouquecido tentando se libertar do irmão.
Mas não tem ninguém aí!
O que? — Ray olha de novo e ele não estava lá. Desistindo de lutar, ele acaba caindo no chão e desmaiando.
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