The Big Shot
1 Prólogo
Notas iniciais
— O que tem de errado comigo, Zach? Pode me dizer? — A jovem de cabelos dourados agora mantinha uma expressão séria, desafiadora.
— Sei lá. Eu só não estou a fim de fazer essas coisas. — Ele olhava para todos os lados. Menos para os olhos dela.
— Eu não sei qual o seu problema. Se olha no espelho! As garotas de acham o garoto mais sexy daqui, vivem te perseguindo, e você não quer nada com nada. E também não é gay, porque também tem um bando de bambi te seguindo por aí.
— Olha o respeito com os gays. E olha, eu nunca vi graça nesse negócio de ficar se envolvendo com outras pessoas. Pra quê?
— E o que você faz da vida?
— O que eu quiser. — Ele saiu andando sem olhar para trás. A garota também não tentou pará-lo.
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— Mãe! Por que você está fazendo isso? — Chorando, a linda menina de cabelos longos e cacheados observava sua mãe jogar suas coisas para fora do guarda-roupas.
— Eu não vou ficar com filha sapata em casa. Os vizinhos já estão comentando. Desde pequena eu te criei, te levei pra Igreja, mesmo sem teu pai eu te ensinei tudo o que você sabe. Agora você vem e me comete um pecado desses, na cara-de-pau!
— Pensei que você me amasse, que iria me dar apoio... se eu for embora, vou fazer o quê? — A cada palavra, ela chorava mais.
— Se vira. Eu também não tive casa, não tive família e estou aqui agora. Vai pra casa da tua namorada, daquele teus amigos, faz o que tu quiseres da vida.
Cerca de uma hora depois, a menina saiu de casa, com uma mala grande em uma mão e seus livros em outra. Fechou a porta.
Dentro da casa, a mãe desabava a chorar.
Fora dela, a garota enxugava as lágrimas e seguia em frente, acompanhando a trilha feita pelas folhas de outono.
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— Já queimou um aí, Menezes?
— Se fosse um tava no sussu. — O grupo riu, enquanto o garoto pegava outro cigarro.
— O cara tá chapadão, olha lá. — Bateu na cabeça do outro, sentado ao seu lado. — Tá todo mundo com a cabeça feita, bora dar um rolê.
Em seguida, se levantaram e andaram até onde o destino quis levá-los.
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Finalmente havia chegado a hora. Extremamente ansiosa, a menina andava o mais rápido que podia até o teatro. Finalmente havia chegado a hora da verdade.
— Com licença, sabe se já saíram os resultados do elenco de Hairspray?
— Naquele mural. — Ele apontou para o quadro de eventos, na sala ao lado.
— Obrigada! — Sorrindo, foi olhar. Numa folha cor-de-rosa estava escrito em letras capitais: "Hairspray — Elenco".
Logo na primeira linha, dizia:
"Tracy Tumblad — Cassandra san Marco."
Histérica, a garota gritava, pulava e abraçava os visitantes do teatro, tendo praticamente que ser expulsa por um dos seguranças.
Mas não importava. Ela foi dançando alegremente pelas ruas, sem ver para onde ia.
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