Notas iniciais
* Narrador observador *

— O que tem de errado comigo, Zach? Pode me dizer? — A jovem de cabelos dourados agora mantinha uma expressão séria, desafiadora.

— Sei lá. Eu só não estou a fim de fazer essas coisas. — Ele olhava para todos os lados. Menos para os olhos dela.

— Eu não sei qual o seu problema. Se olha no espelho! As garotas de acham o garoto mais sexy daqui, vivem te perseguindo, e você não quer nada com nada. E também não é gay, porque também tem um bando de bambi te seguindo por aí.

— Olha o respeito com os gays. E olha, eu nunca vi graça nesse negócio de ficar se envolvendo com outras pessoas. Pra quê?

— E o que você faz da vida?

— O que eu quiser. — Ele saiu andando sem olhar para trás. A garota também não tentou pará-lo.

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— Mãe! Por que você está fazendo isso? — Chorando, a linda menina de cabelos longos e cacheados observava sua mãe jogar suas coisas para fora do guarda-roupas.

— Eu não vou ficar com filha sapata em casa. Os vizinhos já estão comentando. Desde pequena eu te criei, te levei pra Igreja, mesmo sem teu pai eu te ensinei tudo o que você sabe. Agora você vem e me comete um pecado desses, na cara-de-pau!

— Pensei que você me amasse, que iria me dar apoio... se eu for embora, vou fazer o quê? — A cada palavra, ela chorava mais.

— Se vira. Eu também não tive casa, não tive família e estou aqui agora. Vai pra casa da tua namorada, daquele teus amigos, faz o que tu quiseres da vida.

Cerca de uma hora depois, a menina saiu de casa, com uma mala grande em uma mão e seus livros em outra. Fechou a porta.

Dentro da casa, a mãe desabava a chorar.

Fora dela, a garota enxugava as lágrimas e seguia em frente, acompanhando a trilha feita pelas folhas de outono.

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— Já queimou um aí, Menezes?

— Se fosse um tava no sussu. — O grupo riu, enquanto o garoto pegava outro cigarro.

— O cara tá chapadão, olha lá. — Bateu na cabeça do outro, sentado ao seu lado. — Tá todo mundo com a cabeça feita, bora dar um rolê.

Em seguida, se levantaram e andaram até onde o destino quis levá-los.

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Finalmente havia chegado a hora. Extremamente ansiosa, a menina andava o mais rápido que podia até o teatro. Finalmente havia chegado a hora da verdade.

— Com licença, sabe se já saíram os resultados do elenco de Hairspray?

— Naquele mural. — Ele apontou para o quadro de eventos, na sala ao lado.

— Obrigada! — Sorrindo, foi olhar. Numa folha cor-de-rosa estava escrito em letras capitais: "Hairspray — Elenco".

Logo na primeira linha, dizia:

"Tracy Tumblad — Cassandra san Marco."

Histérica, a garota gritava, pulava e abraçava os visitantes do teatro, tendo praticamente que ser expulsa por um dos seguranças.

Mas não importava. Ela foi dançando alegremente pelas ruas, sem ver para onde ia.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.