The Big L
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
No coração da Floresta Sagrada, pessoas com algo de especial comemoravam o nascimento de duas crianças.
As crianças recém-nascidas tinham tanto poder, tanta magia, que seus pais as levaram para a Floresta Sagrada para que as Árvores Sagradas, um enorme Carvalho e uma bela Cerejeira, controlassem tal poder das duas pequeninas criaturas.
Naquela floresta, todos aqueles que dentro si tinham magia, o poder do bem, desde insetos a seres humanos, tinham o dever de proteger aquele lugar sagrado contra as forças do mal, que tinham o desejo e a ambição, de destruir tudo aquilo que fosse bom, tudo aquilo que fosse parte da Natureza.
Karen, a mãe das duas pequenas crianças gêmeas era a mais poderosa entre todos os humanos presentes, afinal ela era a filha da Natureza; era ela que fazia o trabalho da Mãe natureza como humana, era ela que tentava dar um jeito em tudo aquilo que estava ao seu alcance. Mas... com tanta destruição, com tanta irresponsabilidade daqueles que não tinha noção de que tudo aquilo que fosse da Natureza estivesse morrendo, ela sentia como se sua magia estivesse sendo drenada de seu corpo aos poucos... ela se sentia incapaz de salvar não só sua herança como a herança de todos os seres humanos: a Terra.
A Mãe Natureza havia proibido sua filha de se apaixonar por qualquer humano que fosse... mas o amor não tem fronteiras e sequer limites! E então Karen conheceu Robert, um cara neutro, que, de certa forma, era diferente dos outros, ele cuidava de sua herança com muito carinho e Karen foi capaz de sentir esse sentimento.
Karen conseguiu convencer sua me de que Robert era um bom garoto, e sua mãe passou a observá-lo, e viu que a filha estava certa, então permitiu o namoro. Foram seis anos de namoro, até que Robert a pediu em noivado; então foram cinco anos de noivado e enfim veio o casamento... mas, infelizmente esse durou pouco.
Depois que tiveram as gêmeas e as levaram para o Altar entre a Árvores Sagradas tudo começou a dar errado; bom, tirando a parte em que tudo começou a florescer mais lindamente, não só por ser Primavera, mas pela presença das crianças; Karen e as pessoas de sua família sentiam que seus poderes estavam se perdendo, todos se sentiam mais fracos, uns tinham dificuldade em respirar. Robert olhava para tudo assustado, odiava ver sua esposa sofrer e agora não era apenas ela que estava sofrendo.
—- Karen... o que está acontecendo?!
-- Você tem que tirar nossas filhas daqui! -- arfou Karen, apoiando-se no marido.
-- Por quê?! -- exclamou ele.
-- Apenas faça... e não volte! Você tem que cuidar delas! -- Karen chorava. Robert a olhava desesperado. -- Eu te amo...
-- Por que está falando comigo como se estivesse se despedindo?
-- Por que algo de muito ruim vai acontecer, e desta vez não tenho forças para deter tal coisa.
-- É claro que tem, você é a filha da Natureza! E mesmo que não tivesse eu poderia improvisar umas armas e...
-- Você não entende! Você sabe o que me deixa mais fraca, não sabe? -- perguntou.
-- A destruição, o desmatamento, a poluição... Mas agora toda a sua família está sendo afetada!
-- Exato... estão destruindo a Floresta Sagrada.
-- Mas...
-- A Floresta Sagrada é nossa maior fonte de energia, nela estão todos os tipos de plantas, flores, árvores e animais... ela que dá forças para nós continuarmos, mesmo que o resto esteja sendo destruído... mas se ela é o alvo...
—- Mas se é assim eu não posso deixar você aqui!
—- Vai ter…
—- Não vai não.
E de repente uma mulher, que aparentava ter cinquenta anos entrou na conversa e se pôs entre o casal e suas filhas.
—- Você não precisa e ir, e mesmo que fosse você e suas filhas seriam caçados e achados, pois ficaria o rastro.
—- A magia delas é tão ponderosa assim para que fique rastros? – perguntou Robert, chocado.
—- Querido, você queria o que? Elas são filhas da Filha da Natureza!
—- Isso soou estranho.
—- Você entendeu.
—- Mas então o que vamos fazer? – perguntou Karen, apoiando-se no tronco de árvore mais próximo.
—- Vamos despachá-las pelo portal – respondeu a mulher.
—- Tia – Karen fechou a cara – Não fale das minhas filhas como se elas fossem cargas ou bagagens.
—- Tanto faz – falou a mulher, dando de ombros – Agora, andem logo antes que eles cheguem.
—- Portal? Que portal? Ninguém me falou nada de portal! – resmungou Robert, abraçando mais as filhas.
—- Estou falando agora, garoto – falou a tia, dando de ombros novamente.
—- Mas tia, o portal vai levá-las para onde não podemos encontra-las... -- murmurou Karen – Não quero ficar sem elas.
—- Garota, todos nós aqui vamos morrer.
—- O QUÊ?!
—- Esqueceu que eu sou vidente?
—- Que coisa mais tosca – sussurrou Robert, fechando a cara.
—- Mas tia, se nós a colocarmos no portal as árvores...
—- Querida – falou a mulher, colocando suas mãos nos ombros de Karen, que já tinha lágrimas nos olhos – Se você quer que elas sobrevivam em paz tem que deixá-las ir… eu sei que é difícil… mas nós, melhor, vocês não tem escolha.
Karen e Robert se entreolharam, suspiraram e enfim concordaram. Os dois abraçaram suas filhas e então entregaram-nas para a mulher, que foi até o pequeno altar entre as árvores Sagradas e lá colocou as duas crianças, que depois de dez segundos desapareceram, junto com as árvores.
Após isso todos se prepararam para atacar, mesmo estando fracos… mas não podiam entregar a floresta de bandeja… e então ele e seus capangas chegaram na mais nova clareira da Floresta.
—- Onde estão as Árvores?!
Fale com o autor