The Big Four - Neverland
8 A esperança nunca morre
Notas iniciais

Pov Peter
Enquanto a noite ainda estava de pé, Sininho morria em minha mãos. Minhas lagrimas estavam a molhando e decidi afastar meu rosto do dela. Os garotos a minha volta choravam e soluçavam descontroladamente. Eu não conseguia me mover, meu corpo estava paralisado, e tive a sensação de que Tink não era a única que estava morrendo.
–Eu acredito em Fadas. –Uns dos garotos havia falado ainda soluçando. E assim deu a mão para o outro ao seu lado. E assim, formando uma volta ao redor de mim e Tink. Todos falavam que acreditavam em fadas, em mim, e na Terra do Nunca.
Mas até o momento, eu ainda estava confuso. Como a ruiva poderia ter tanto poder para dizer aquilo? Ou seja, só com suas palavras, nós dois –Sininho e eu- perdemos nossas forças. Isso era raro. Ouvi vozes abafadas e olhei para onde vinha. Rapunzel , Merida e os outros garotos corriam até nós.
–Espera. Vocês não podem morrer! –Rapunzel disse pousando sua mão na Fada e a colocando em seus braços. Eu não queria deixar, mas estava tão cansado que minhas forças foram em vão. –Deve existir algo!
Os garotos olhavam para a loira tristes.
–Eu Acredito em Fadas, Acredito em Peter Pan, e em Neverland .- A ruiva gritou rapidamente assustando a todos. E então como um ato brusco eu pude sentir as badaladas do meu coração e as forças enchendo meus pulmões. Havia dado certo. Estava vivo. Levantei e corri até Tink que estava nas mãos da loira. Peguei-a delicadamente e olhei para a ruiva agradecendo. Ela parecia desconfortável com meu olhar então desviei para Tink.
–Está funcionando! – Ruper gritou observando a Fada finalmente ter o brilho claro que ela sempre tivera. Sorri e a vi abrindo seus olhos azuis e tendo a expressão confusa.
–Peter? Oque está acontecendo? –Ela perguntou ficando de pé.
–Quando voltarmos para Neverland eu te falo. –Avisei e ela assentiu.
–Vamos agora? – Lancelot havia falado. Assenti e olhei para todos.
–Quem topa? –Perguntei e olhei para as mãos levantadas. Menos a de Punzie e da Merida. Qual é? Será que até elas não tem diversão?
Sininho começou a jogar seu pozinho sobre os garotos e eles riam enquanto tentavam aprender a voar.
–Vocês não querem mesmo vir? –Perguntei me aproximando das duas, elas permaneceram caladas tentado digerir oque havia dito. –Tem Piratas, Sereias, Mais fadas e grandes aventuras! Qual é? Não querem mesmo conhecer meu lar? Vou ficar magoado com isso.
Merida revirou os olhos mas depois riu. Rapunzel assentiu depressa e depois riu.
– Espero ver tudo descrito do livro! –Ela comentou rindo. Como? Que livro? Franzi a testa e a olhei querendo saber mais.
– Você não o conhece? Foi uma tal de Wendy que escreveu. –Merida disse.
Wendy? Ela havia escrito um livro contando sobre Neverland? Mas então onde ela está?
– Onde está Wendy? –Perguntei pegando na mão de Merida aleatoriamente. Ela se assustou mas depois olhou para Punzie.
– Nós não sabemos. –A loira disse magoada. –Mas eu tenho o livro se quiser olha-lo.
Assenti depressa e avisei a Tink para irmos todos juntos. Depois do que ouve, nunca mais vou querer sair de perto da minha Fada.
Chegando lá esperei do lado de fora enquanto Punzie corria para pega-lo. Devemos ir rápido se não quisermos chamar mais atenção. Depois de minutos ela retorna com uma mochila cor de rosa e com um livro em suas mãos.
Ela me entregou e sorriu.
–Ela era oque sua? –Ela perguntou ao me ver. Nem ao certo sei oque Wendy era minha. Amiga? Conhecida? Ou mais do que isso?
–Uma grande amiga. –Disse por fim e guardei o livro na minha mochila de palmeiras. Tinkerbell jogou pozinho sobre a loira e a ruiva e as duas já riam.
–Então vamos! – Disse de alto som e voei para cima como um vulto. Logo atrás de mim os doze novos garotos perdidos e as duas meninas voavam rindo. Tink estava ao meu lado rindo também.
As estrelas brilhavam em todo o lado dando uma ótima vista. A lua estava ao nosso lado esquerdo e as casas abaixo de nós. A Segunda estrela estava se aproximando e então fiz como antigamente.
–Segure meu pé! E repasse aos demais. –Gritei para Lancelot que me olhou franzindo a testa mas mesmo assim pegou.
–Segure meu Pé ! –Ele passou para Rapunzel que assim passou adiante. Estávamos como uma corda e a então amentei a velocidade recebendo gritos de pavor. Logo, logo estaríamos em casa.
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