The Better For You

29 Capítulo Vinte e Oito.


Notas iniciais
seria bom se vcs escutassem a música just to be close to you de backstreet boys é bem lgl e tal

Acordei determinado a correr atrás dela, mesmo que isso significasse levar vários foras, e respostas frias.

Entrei no banheiro, esperei a água ficar morna e cai debaixo da ducha, a água parecia levar o cansaço do meu corpo e a preguiça de sair da cama, dei três pulos antes de atravessar o boxe e enrolar minha toalha na cintura.

Olhei pela sacada e percebi que não nevava mais, pessoas limpavam a rua onde as folhas caíram, o céu ainda estava totalmente nublado e parecia que poderia nevar a qualquer momento.

Procurei um jeans qualquer, tênis, camiseta branca, um casaco fino cinza, jaqueta de couro e cachecol preto. Vesti tudo e deixei o nó do cachecol meio afrouxado, enfiei minhas mãos no bolso enquanto esperava o elevador pacientemente e decidi tomar o café da manhã no restaurante do hotel.

Passei pelo hall onde alguns desconhecidos entravam com mala ou gritavam com a recepcionista pedindo explicações com aquele sotaque puxado ao francês. Entrei em duas portas erradas, mas cheguei ao restaurante.

Estava bem movimentado, e eu até pude ver a garotinha que se bateu comigo ontem com seus pais. Eles conversavam com ela calmamente e ela dava risinhos adoráveis quando passei por eles, peguei uma caneca grande e a enchi de café, peguei alguns pãezinhos na mesa com queijo derretido por cima e sentei em uma mesa de duas pessoas.

E, como sempre, ou mais uma vez, eu queria estar perto dela. Queria que ela estivesse comigo.

Terminei de comer e sai do hotel, sem saber por onde ir, certamente.

Uma brisa fria e adorável bagunçou meus cabelos molhados e cruzei os braços pensando que o frio que começava a se instalar no meu pescoço fosse apenas psicológico.

Puxei o fone de ouvido do meu telefone e tentei me lembrar onde era a filial do Olimpo, onde Silena trabalhava junto com Annabeth e alguns ruas depois era seu escritório. Beleza. Deveria ser perto. Pensei na última conversa que tive com Silena, ela havia me dito que ficava bem perto do centro e se eu perguntasse para alguém, qualquer um saberia dizer onde era.

Então, tentei lembrar-me por onde passei ontem até chegar ao centro, a neve começou a cair novamente, bem fraca molhando meu cabelo e deixando pontinhos brancos no meu cachecol e nos ombros da jaqueta.

Cheguei ao centro às dez horas e entrei em uma loja de acessórios onde perguntei onde era a filial do Olimpo, me disseram que eram três ruas a seguir. Andei por pouco tempo até chegar lá.

A fachada era assustadora e elegante, como sempre. Branca com detalhes prateados, parecia uma grande galeria, pessoas entravam e saiam apressadas, não parecendo nenhum londrino com as expressões calmas e o jeito preguiçoso de ser. A entrada tinha o nome com uma caligrafia elegante, escrito Olimpo do jeito mais assustador possível. Respirei fundo antes de entrar e me deparar com o teto alto, um balcão enorme prateado e discreto com duas moças atrás bem vestidas e com as expressões sérias, pinturas de artes estavam espalhadas pelas paredes, assim como esculturas. Sofás pretos e brancos estavam postos em lugares estratégicos, uma máquina de café estava tão longe e parecia tão ignorada, a não ser por poucas pessoas que ficavam ao seu redor, pude ver o elevador e três pessoas o usando.

Tomei coragem, e me direcionei para o balcão quase ignorado pelos os funcionários apressados. Me debrucei sobre o vidro bem limpo e olhei atento para as funcionárias, elas trocaram olhares e a de cabelos castanhos claros deu um sorriso forçado, tentei retribuir, porém pareceu mais difícil do que eu imaginei.

– Bom dia. – disse em um tom de voz baixo, esperando que ninguém me conhecesse, dei uma olhada discreta para os dois lados quando ela me respondeu – É... Hm, Annabeth já chegou?

– Srta. Chase? – perguntou, assenti – Espere um minuto. Qual é o seu nome, senhor?

Esperei um momento. Annabeth me deixaria entrar se por um acaso soubesse que era eu? Eu deveria inventar outro nome? Ou deveria ter coragem e receber um não.

Bom, é melhor prevenir do que remediar. Depois de uma longa pausa, respondi:

– É Albert Mason, eu não a encontrei no seu escritório, então pensei que ela estivesse aqui. – dei de ombros, com casualidade

A recepcionista se percebeu, não me lançou nenhum sinal de que eu estivesse mentindo, puxou o telefone e discou um número qualquer, mexi meus pés, desconfortável enquanto ela falava com que eu imaginava ser a secretária de Annabeth.

Ela levantou um dedo, em um simples aviso de “um momento”.

Até podia imaginar a expressão de Annabeth falando que não conhecia ninguém com o nome Albert, era como se os minutos demorassem a passar e ela me pegasse nesta armadilha, então tentei manter a calma e a todo o momento que a mulher olhava para mim, eu lhe dava um sorriso grande e confiante. Daqueles que eu dava quando ninguém acreditava em mim.

Por fim, a recepcionista deu um sorriso pequeno como se estivesse rindo de uma piada e depositou o telefone no balcão.

– Ela está te esperando, Sr. Mason. É o quarto andar, sala oito.

– Muito obrigada, senhorita. – fiz uma pequena reverência e sai em direção aos elevadores

Apertei no botão quatro e esperei subir. Percebi que estava batendo o pé, ansioso. O que poderia acontecer lá? Deveríamos estar sozinhos lá, não é?

Muitas coisas pervertidas se passaram pela minha mente, mas ignorei todas e me concentrei em pensar em algo inteligente para lhe falar.

O quarto andar parecia ser pequeno com dez portas grandes de madeira, dei uma olhada nos dois lados e enfiei as mãos no bolso, ainda desconfortável. Duas ou três pessoas começavam a passear calmamente, e percebi que elas eram muito londrinas, com os papeis em um braço, uma caneca de chocolate quente no outro e um fone de ouvido resmungando ou falando alto ou brigando sobre algo que havia saído errado.

Percebi que já estava no final do corredor olhando de um lado para o outro e procurando a porta com o número oito, pelo menos assim eu esperava. Era muito mais diferente do que a matriz em Los Angeles.

Quero dizer, lá as pessoas eram mais desorganizadas e não se preocupavam muito em manter o silêncio e a ordem que tinha por aqui, o jeito intelectual de sair por ai.

No corredor havia mesas em frente das portas que deduzi ser as mesas dos secretários, alguns homens ou mulheres estavam ali, digitando rapidamente, falando no telefone, marcando reuniões, escrevendo em alguns papéis, anotando qualquer coisa na agenda. As pessoas além de serem rápidas, eram silenciosas. Pensei se elas matariam alguém assim, também. E tentei não rir.

Finalmente, cheguei a sala oito. Felizmente, não havia ninguém na mesa e isso era bom já que eu esperava uma velha com um coque no alto da cabeça com uma carranca e falando das minhas características para Annabeth e ela não me deixando entrar. Era uma cena que se passava pela minha cabeça quando eu tentava achar a maldita porta, e neste tempo eu já estava me achando um idiota.

Preparei-me para bater na porta, mas antes que pudesse fazer isso, uma mulher de cabelos ruivos abriu a porta, com os cabelos soltos pelos os ombros e usando um terno feminino com um sorriso deixando as sardas transparecer no nariz, abaixo dos olhos, ela se despediu de quem que estivesse lá dentro, que supostamente, era Annabeth.

Quase entrei em pânico. Não sabia o que fazer. Não sabia se virava as costas, apenas olhei para o número oito estampado nas portas duplas altas e a mulher me olhando surpresa.

– Bom dia, senhor...

– Jac...Mason. Sou Albert Mason, o cliente de Annabeth.

– Ah, Albert. – ela deixou escapar da boca pequena e rosada encaminhando-se até a mesa, ela tinha uma voz conhecida, mas não fiz o esforço de procurar na minha mente, ela deu mais uma olhada para mim antes de se sentar

– Você é a secretária de Annabeth? – perguntei, curioso

– Ah, sim, senhor Mason. Pode esperar um minuto? – as palavras saiam de um jeito divertido da minha boca, como se ela soubesse que eu estava mentindo

Assenti, sem saber o que dizer. Algo naquela mulher me era familiar, eu só deveria procurar o quê e por que ela me causava arrepios e medo.

Ela indicou com o indicador, a unha vermelha apontando para a porta com um sorriso pequeno e, ainda, familiar. Dei um sorriso, hesitante, e me preparei para o grito de Annabeth quando abri a porta.

Mas, não ouvi.

Ela estava de costas para a porta com o cabelo em um coque mal feito já caindo, um suéter de lã branco com gola de role, uma calça jeans e botas marrons, podia ver um sobretudo de marrom meio desfiado e com uma aparência de velho ao redor da poltrona grande, tomei coragem antes de levantar a mão atrás de minhas costas e trancar a porta. Ela estava falando no telefone, e quando balançou a cabeça e desligou o telefone, o cabelo caiu atrás das costas como uma cascata ou uma cachoeira loura acabando de se formar, o que era estranho, mas sei que o que vi pareceu mágico.

Annabeth se virou e não pareceu olhar para mim diretamente antes de se sentar na sua poltrona grande com sua imagem impotente, deixei meus lábios tremerem e sair um sorriso, ela desligou o telefone e o deixou de lado. Os olhos cinza se encontraram em uma surpresa inicial, depois deu um suspiro.

– E ai, como a minha garota está? – perguntei, me dirigindo para a poltrona menor de frente para a sua mesa de vidro

– Já falou com a imprensa? Eu vi uma reportagem que durou quinze minutos, espero que esteja satisfeito.

Suspirei, quase triste, mas sorri, lembrando-me que isso era uma de suas tentativas de me manter longe e de sair correndo de Londres, mas eu tinha uma confiança incrível e ela não podia tirar isso de mim, com certeza,

– Bom, eu não tive tempo. Tratei de coisas... Hm, importantes ontem.

– Importantes. – ela bateu com a caneta da mesa, dando um ruído chato

– É.

– Hm. – ela expressou e olhou para qualquer ponto atrás de mim – E o que está fazendo aqui?

– Me perguntei se tinha planos para hoje à noite.

– Não sei. Ainda não vi minha agenda.

– Aposto que não tem ninguém.

– Espero que não. Mas, se eu tiver?

– Aí, eu vou com você. – dei de ombros como se fosse simples

Ela levantou-se da cadeira. Minha poltrona ficava um pouco longe da mesa, o suficiente para ela passar e ficar de frente para mim. Com o olhar quase sentimental, mas a postura ereta e séria. Dei um sorriso.

– Albert? Você está sendo criativo, Percy.

– Pensei que não quisesse me atender. – me defendi

– Não esperava que pudesse fazer isso só para passar por uma empresa que é sua mais que minha.

Isso não havia passado pela minha cabeça, entretanto. Mas, me esforcei a não me manter muito nisso, ela só queria me distrair, afinal.

– Acho que foi o suficiente para você deixar-me entrar sem desconfiar.

Procurei seu olhar. Hábil e rápido, frio e calculista, nublado e lindo, como sempre. Eu poderia amolecê-lo.

– Sabe o que quero fazer, Annabeth? – perguntei, com a voz rouca

Ela mordeu o lábio inferior, ignorando um sorriso. Encaramos-nos por um longo espaço de tempo, calados, apenas com nossas respirações superficiais. Eu estava excitado só de olhar para seu corpo, por inteiro na minha frente, me mexi desconfortável na poltrona. Annabeth depositou as duas mãos ao lado da poltrona, se abaixou e depositou um beijo nos meus lábios de leve, fiquei surpreso com seu beijo, mesmo assim, depositei minha mão em sua cintura, apertando levemente, e depois a puxando contra mim, ela se desequilibrou e caiu em cima de mim. Levantei-me, com ela em meus braços e pareceu que o dia de ontem, se esvaiu em minha mente, aquela solidão já não existia mais quando caímos no chão com risos discretos ainda nos beijando, eu estava em cima dela com as pernas abertas em seu quadril, podia sentir sua respiração ofegante no meu cabelo quando comecei a abaixar a gola alta e a beijar a parte exposta de seu pescoço, seu ouvido e seu queixo.

– Não é muito bom, você ficar em cima de mim. – ela ofegou, alto – Você é mais gordo que eu. – deu um sorriso

– Gordo? – levantei a cabeça vendo seus olhos risonhos

– É. Não vale.

– Não? – dei um sorriso malicioso

– Não. – bufou, empurrando-me, batendo-me no peito e levantando a cabeça

Dei uma gargalhada quando ela me empurrou pro lado e ficou em cima da mesa com o cabelo bagunçado, somente de um lado. Ela respirou fundo e levou as mãos pequenas e delicadas para o nó do meu cachecol, retirando-o devagar.

Meus olhos não deixavam o seu nem por um segundo. Apenas conseguia ficar sério e me apoiar nos cotovelos quando suas pernas ficavam apertadas no meu quadril. Annabeth passeou as mãos pelo meu peito e levou as mãos até meus ombros, tirando a jaqueta e a jogando pro lado, suas mãos foram para a base do meu casaco cinza e a puxou junto com a camiseta, seus fios louros fizeram cócegas quando ela subiu e levou a boca até meu ouvido, falando, também, rouca.

– É ruim ficar no frio. – murmurou

Apenas assenti quando desabotoava minha calça até os joelhos e descia minha cueca com facilidade. Ofeguei, jogando a cabeça para trás, sentindo meu membro latejar em sua mão, um gemido escapou de minha boca, meu peito subia e descia, acelerado, e não havia percebido que a temperatura havia aumentado tão de repente.

Ela abaixou o rosto deixando o nariz tocar meu umbigo enquanto dava um beijo leve na pele abaixo dele. As mãos se movimentavam em um ritmo lento e calmo, quase pensei nas pessoas londrinas, novamente, mas ignorei este pensamento quando ela aproximou os lábios junto com as mãos, a respiração quente se chocando contra meu membro.

Eu só conseguia pensar no trabalho em que suas mãos e sua boca faziam com tanto profissionalismo que chegava a me perguntar onde ela havia treinado isso, mas não pensei muito porque só se passava seu nome pela minha cabeça e coisas como “oh, meu Deus” “o que é isso?”... Só saia gemidos de minha boca, mordia os lábios com freqüência para não gemer alto demais já que tinha gente entrando e saindo a qualquer momento.

Insisti minha mente para que controlasse qualquer movimento que meu quadril pudesse fazer, o único lugar que eu parecia ter posse agora porque os outros se mexiam de um jeito desgovernado e próprio, enquanto eu me esforçava para não investir contra seus lábios avermelhados e pequenos.

Eu estava tremendo, percebi. Mesmo que tivesse recebido milhares de orais na minha vida, esse parecia ser o melhor de todos. Eu me imaginava em um lugar estranho, um lugar alto, escuro e estranho com uma pura adrenalina nas minhas veias. E eu estava pronto para pular em qualquer lugar que eu estivesse. Poderia ter passado minutos, horas, e eu não estaria ligando, não estaria me importando, na verdade.

Finalmente, vi pontinhos brancos na minha visão, me atrapalhando de ter pensamentos coerentes e de qualquer coisa que pudesse falar para ela. Foi o melhor ápice de minha vida, senti minhas costas se arquearem e meus cotovelos abaixarem levemente até me deitar por completo no chão. Não a senti se afastar, porque seus beijos já começavam a subir pelo meu abdômen até meu peito e depois meu queixo. Ela ajoelhou ao meu lado, me olhando atenta a qualquer movimento que eu pudesse fazer, como se estivesse esperando qualquer resposta minha. Dei um sorriso sentindo seus lábios nos meus, ela se deitou sobre meu peito, depois andou – ainda ajoelhada – até a mesa e puxou um lenço para mim. Limpei-me e puxei a minha cueca e os jeans, lhe dei mais um beijo. Cheio de luxúria. Eu simplesmente precisava saber se isso era verdade, e o que tinha acontecido foi mais que qualquer sonho que eu pudesse ter.

O telefone tocou. Ela se levantou ajeitou a gola e o atendeu.

– Oi? – falou com a voz indiferente, diferente de mim que mesmo não falando, saberia que minha voz estaria rouca e trêmula – Peça para esperar um minuto, Rachel. Obrigada.

Procurei minha camisa sem realmente me importar com qualquer coisa que ela estivesse falando com sua secretária, vesti meu casaco, minha jaqueta e deixei o cachecol pendendo nos meus ombros sem realmente me importar.

– Preciso comentar sobre isso? – perguntei puxando sua cintura para mim e beijando seu queixo

– Agora, estou ocupada.

Dei um sorriso grande e a imprensei sobre a mesa lhe dando um beijo longo, quase rude e urgente.

– Vai ter revanche. – ela não ligou – Vou ver Silena, posso te pegar que horas?

– Eu vou sair hoje à noite.

– Chego à sua casa às oito. – lhe dei um beijo na testa e outro no ouvido antes de sair da sala com um sorriso feliz

Ela não parecia nem um pouco abalada com o que tinha feito, aliás, ela que tinha tomado a idéia, não eu. Eu nem ao menos pensei nisso quando cheguei lá para falar com ela. Eu estava tão ingênuo. Ri.

Era muito gratificante ter conversas de negócios como essa. Uma fantasia a menos na minha cabeça.


Notas finais
tá enorme, mas vai recompensar porque eu n postei sexta, na verdade eu tive tempo e td mais, porém eu me esqueci, mas espero que tenham gostado, até o próximo