The Better For You
39 Capítulo Trinta e Oito.
Notas iniciais
Hoje era o grande dia. O começo das competições seria em Los Angeles. Era o seguinte: onde as competições acabavam, retornavam no mesmo local.
Eu estava ao lado de Jess em uma das cadeiras cedidas para o treinador e os treinados, eu tentava vestir minha roupa colada. Olhando um pouco atrás, eu conseguia ver Thalia com uma bandeira dizendo “VAMOS LÁ” e uma camisa com minha foto, ao seu lado, minha mãe estava sentada com um sorriso calmo, esperando algo. Ao lado de Nico, estava Beckendorf, eles conversavam animadamente e apontavam para um local além de mim, ao lado de Beckendorf, Silena gritava com Thalia, o que eu chamaria de uma conversa saudável. Procurei a minha garota em meio a multidão, mas eu simplesmente não conseguia ver ninguém mais.
- Querem mais água? – Oliver perguntou com um energético na mão
- Não. – falei pulando, tentando me aquecer
Jess mexia no cabelo fazendo um rabo de cavalo, e depois se esticava ereta fazendo as mãos toparem nas pontas dos pés, se espreguiçava e depois tomava mais água.
- Acho que vai dar pra fazer o básico hoje. Sabem que não precisam se esforçar, não é?
Assenti.
- Não se joguem antes do tempo e se prenderem em alguma rocha, largue o elástico e nade.
Jess riu.
- Você sempre fala isso, como se fossemos largar nossa prancha. – Jess resmungou
- E você sempre resmunga antes de entrar na água. – reclamei
- E vocês sempre brigam antes de ir.
- Ele que começou! Ninguém o chama na conversa.
- Não começa, Jess. – disse, me esticando
- Você só está assim porque a loirinha ainda não chegou. – apontou
- Nem vem. Seu namorado também não veio.
- Como se eu tivesse um. – fez um muxoxo
Dei um sorriso vitorioso.
- Eu sei, darling. – brinquei
Em seguida, dei uma olhada para trás. Ela estava lá, finalmente. Vestia short jeans rasgado, uma sapatilha bege e uma blusa rosa. Os cabelos louros estavam soltos e voavam contra seu rosto, ela gesticulava e apontava, falando com as meninas. Thalia gritava algo do tipo “cadê aquele idiota? Ele acha que somos as fãs retardadas dele?”, ela falava como se não estivesse vestindo uma camisa com uma foto minha. Revirei os olhos.
- Eu quero esse energético. – Jess pediu
- Não. – disse Oliver
- As apostas podem começar! – a voz do locutor gritou nas caixas de som – Podem correr para comprar seus salgadinhos e seus lanches e já começamos com as competições! Não se esqueçam que os surfistas irão falar com vocês antes de entrarem na água, não sabemos o que nosso glorioso mar nos espera hoje, não é? – ele deu uma pequena risadinha – Bom, esperamos todos vocês nas nossas bancas de comidas!
- Eu preciso de um hambúrguer, por favor. – Jess choramingou
- Dá um tempo, cara. – resmunguei e peguei uma toalha – Vamos lá de uma vez.
- Eu vou ver minha namoradinha. – Jess tentou imitar minha voz
- E o único namorado que eu tive na minha vida foi meu edredom. – imitei a sua voz fina
- Por quê, meu Deus? Eu só pedi dois adolescentes legais e normais que eu pudesse treinar e que vencesse tudo, por que? O que eu fiz de errado?
- Nos escolher, há. – eu e Jess falamos juntos, rindo
Ele revirou os olhos enquanto caminhávamos para a barraca central. Lá ficava as ordens dos surfistas que entrariam, tudo seria por sorteio. Primeiro, um da Flórida, dois da Carolina do Norte e eu. Legal, não me preocupei em ver o resto.
- Em que posição ficou?
- Quarto e você?
- Segunda, que droga. Odeio isso. – resmungou
- Vamos lá falar com a minha mãe. – bati em seu ombro
- Como se ela fosse minha sogra.
- Para de resmungar.
- Blábláblá.
Chegamos à parte da praia em que eles colocavam uma faixa e dividiam o público dos surfistas, nunca era bom deixar todos juntos, mas nesses momentos, nós escolhíamos quem podiam entrar. Jess se afastou de mim.
- Hey, mãe.
Minha mãe se levantou e envolveu os braços fracos ao redor dos meus ombros.
- Tome cuidado, Percy... Eu... Eu sonhei uma coisa terrível hoje. – dei um sorriso
- Você sempre sonha coisas terríveis em competições. – ela sorriu
- Tome cuidado, garoto... Eu sou sua mãe.
Logo, abracei Thalia.
- Seu idiota, quem acha que somos? Me coloque pra dentro agora! Eu não mereço ficar com essas garotas lerdas que gritam seu nome em cada dez minutos! – gritou em meu ouvido.
- Não tenho culpa se elas me amam, garota.
Neste momento, percebi que todos já estavam pra depois da faixa. Bati na mão de Nico e falei sobre como ele parecia mais radiante, como era de se esperar, ele me ignorou, Beckendorf comentou sobre como isso era rústico e falou sobre novas idéias, também era de se esperar.
- Meu Deus, Percy! – Silena me abraçou – Espero que você ganhe, sério! Eu imaginei você ali ganhando, olha pra mim, idiota, você precisa ganhar isso, ok?
Ri.
- Não é tão fácil.
E passei para a última e a melhor. Enlacei sua cintura com meus braços e não esperei ela falar nada, nem reclamar, dei um beijo em seu pescoço e segui para os seus lábios. Fazia dois dias que eu não a beijava e sentir o gosto de menta com morango novamente, era quase hipnotizante.
Nesses dois dias, por incrível que pareça – e legal também -, Luke tinha “fugido” novamente, Thalia me disse que ele falou algo como: eu ainda não encontrei meu lugar... Ainda bem que ele não encontrou seu lugar e percebeu que o seu lugar era longe da minha família.
Agora, ela usava óculos escuros e os cabelos louros entravam na sua boca, ela cuspia e fazia careta.
- Desculpa por isso. – murmurei
- Sem problemas.
- Sabe que vamos estar em todas as revistas possíveis amanhã, não é?
- Não me importo. – sussurrei e dei mais um beijo nela
Segurei sua mão enquanto caminhávamos até nossa barraca, toda minha família veio junto comigo. Sentamos-nos ao redor da mesa que tinha lá e eles engataram em uma conversa.
- Ah, antes que eu me esqueça, minha mãe te mandou boa sorte e disse que queria que você se saísse muito bem.
- Uau, sério? Espero que sim. – ri e dei mais um selinho nela.
- Aham.
A beijei novamente.
- Sabe, eu – selinho – não – selinho – me canso – selinho – de te – selinho – beijar muito. – finalmente, beijei-a de novo por baixo do sorriso dela
- Não me canso de olhar pro seus olhos tão... Estão tão verdes agora. – ela mordeu meu lábio inferior
- Voltamos com o começo das competições. – novamente, a voz do locutor. Separei-me de Annabeth e prestei atenção no que ele começaria a dizer – Então, que a competição comece! Boa sorte a todos.
As competições começaram.
Eu, no meu direito de ser o quarto, deveria prestar atenção no que eles faziam, mas depois do primeiro e com a mão da Annabeth entrelaçada na minha, foi muito difícil prestar atenção neles e não, nela.
- Percy Jackson. – a voz do locutor anunciou.
- Preste atenção, garoto! – Oliver pediu e me empurrou a prancha
- Como foi a Jess? – perguntei
- Ela está lá dentro. Se recuperando, rasgou a roupa e arranhou a perna, foi um pouco perigoso. Tenha cuidado.
Ouvi alguns incentivos vindos dos meus familiares e depois corri em direção ao mar.
Nadei até a primeira onda, não era boa. Nem a segunda, nem a terceira. Depois, a quarta. Era grande e parecia fazer um tubo. O que seria o suficiente, por ora.
Nadei e comecei a me equilibrar, uma dor ignorável começou no meu pé. Posicionei-me na prancha e esperei pelo tubo enquanto escorregava pela água, a dor correu pelo meus joelhos e percebi que era câimbra. Xinguei e caí na água sem terminar o tubo.
Tentei subir para a superfície e achar o elástico que ligava meu tornozelo a prancha, mas parecia difícil e eu não conseguia achar. Em vez disso, acho que descobri a rocha de Jess, ela estava cortando meu elástico, alcancei o velcro e o tirei, mas antes que eu conseguisse ar. Tudo ficou turvo, pontos brilhantes voavam diante dos meus olhos.
Eu não conseguia respirar. Ouvi gritos e a água se mexendo mais do que o normal. Percebi que deveria ter ouvido o sonho da minha mãe.
Fale com o autor