The Better For You
7 Capítulo Seis.
Notas iniciais
Eu zapeava entre os canais chatos que passavam na tevê. Dia de terça feira não era um bom dia para me drogar, certamente não.
Eu me drogava com freqüência, aliás, havia fumado dois cigarros depois do café da manhã, mas eu conseguia me controlar e ficar um dia todo sem me drogar e eu era feliz com isso, certamente.
Luke havia me ligado três horas da manhã, totalmente drogado.
- Annabeth está com você, não é?
- Claro, cara, onde você está? – me ouvi perguntar
- Estou em uma festa perto do píer, chego à casa umas cinco da manhã, daqui a pouco, valeu cara.
E desligou. O que foi um pouco insensível e rude da parte dele, mas achei meu pensamento gay demais para dizer em voz alta.
Thalia e Annabeth ainda estavam dormindo quando eu acordei e fiz o café da manhã com a minha mãe, nos sentamos e ela começou a conversar e dizer que as coisas não estavam tão boas quanto o esperado. Tio Hades estava pior a cada dia e ele fora internado ontem à noite, pensei em Nico, como ele teria ficado ao ter chegado lá... Assenti e retirei a mesa, minha mãe me deu um beijo na testa enquanto começava a procurar a bolsa.
- Sabe, acho que Nico deverá passar o dia aqui.
- Aham.
- Tome conta dele.
- Eu irei tomar.
- E... – ela me encarou, firme, talvez um pouco frágil e envergonhada – Não faça aquilo hoje, nem você, nem ele. Por mim. – ela pediu
Mordi a bochecha e assenti.
- Prometo. – disse
Ela sorriu abertamente e veio me dar um beijo na bochecha mais uma vez antes de sair de casa.
E os canais iam de mal a pior, deixei em um live show onde estava passando Demi Lovato cantando seu novo single, cara, ela era muito gostosa. Mas, isso não vinha ao caso também.
A campainha tocou e eu fui abrir dando de cara com Nico, ele tinha olheiras abaixo dos olhos negros, e o cabelo preto estava tão bagunçado quanto o meu, parecia que ele não tinha tomado banho ainda, percebi já que ele carregava uma mochila cheia nas costas, ele usava um moletom preto e uma blusa gola V cinza. Arqueei a sobrancelha e inclinei a cabeça sobre seu ombro, ele estava parecendo uma criança de dez anos que é deixada na casa dos pais depois de uma longa noite do pijama.
A mãe de Nico, Maria Di Ângelo, estava em um carro esportivo – daqueles altos e pequenos onde são feitos somente para mulheres elegantes, sabe – acenando para mim, sorri e acenei de volta.
- Bom dia, tia. – falei alto
Ela deu um sorriso triste e deu a volta na rua indo a direção oposta que deveria ir.
Cruzei os braços sobre o moletom fino e esperei Nico entrar, ele suspirou umas duas vezes antes de fechar a porta atrás de si, jogar a mochila na poltrona e ocupar o segundo lugar no sofá.
Fiquei em silêncio.
Era um silêncio confortável preenchido apenas pela canção – Give Your Heart A Break, vi na legenda – de Demi com aqueles agudos que somente ela consegue fazer, Nico começou a bufar e eu o olhei.
- Acho que minha mãe preparou o quarto de hóspedes. – murmurei
- Não estou preocupado com meu pai. – ele disse
- Não perguntei se estava.
- Está na sua cara que você quer saber, Jackson.
Dei de ombros não ligando para o que ele dizia.
- Ele está bem, foi só um susto, eu acho. Mas minha mãe está meio paranóica e o médico disse que ele vai passar um dois ou três dias e você sabe como a minha mãe é.
- Sei que não quer falar sobre isso. – disse sem olhá-lo, mas ele continuou
- A Bianca já sabe, ela não pode vir porque está na França fazendo algo muito importante e o empresário dela praticamente a proibiu, mas ela disse que vem daqui a duas semanas e pretende passar as férias aqui.
- É muito bom isso, tem mais de seis meses que não a vemos. – afirmei
- Bom? Bom? Okay. – disse afundando mais no sofá – Só sei que depois que tudo aquilo aconteceu a empresa vai voando em um mar de rosas, mas os sócios... As famílias deles estão morrendo pouco à pouco.
- Sei como é difícil e não vai acontecer isso com você. Eu lhe prometo.
- Que sua promessa não se quebre. – ele murmurou a contragosto
Depois, suspirou e voltamos a assistir o fim da entrevista com Demi Lovato, o cara falou mais algumas coisas sem importâncias antes de entrar no comercial e uma mulher de biquíni aparecer passando protetor solar no corpo com um sorriso grande e contagiante com centenas de crianças ao seu redor, por fim, ela sorri para câmera, balança os fios castanhos e diz: “Sempre é bom estar protegida” e acaba.
- Como foi sua noite com Annabeth? – ele tirou o silencio que eu estava querendo preservar
- Você diz como se tivéssemos transado a noite toda.
Nico soltou uma risada nasal.
- Você sabe que a mãe dela é a sócia do Olimpo, não sabe? – perguntou
Fiquei confuso. Sócia? Do Olimpo?
- Sério?
- Você é tão burro que dá medo. – ele rolou os olhos e esticou as pernas em cima do centro – Enfim, devia pegá-la de jeito.
- Ela é irritante. Pega você.
- Ela não faz meu tipo e você sabe disso.
- Aham, e como sei. – segurei o riso tentando não gargalhar
- Enfim, eu duvido que você a consiga antes dela voltar para Nova York.
- Está duvidando? De mim?
Ele riu.
- Preciso de ecstasy. – reclamou
- Trinta pratas que eu a deixo caidinha em minhas mãos. – disse sorrindo
- Cem pratas. – ele ergueu a mão
- Ah, pivete, não brinque com fogo. – apertei enquanto riamos juntos
Continuamos assistindo e brincando, a cada dez minutos, ele pedia ecstasy, mas eu o ignorava sempre que ele fazia isso, havia prometido para minha mãe, e aliás, eu não tinha ecstasy, tinha coisas piores e o Nico não merecia experimentar coisas piores.
Eram dez horas quando Thalia finalmente desceu com Annabeth, a primeira usava uma calça jeans preta desfiada e uma blusa escrita: GREEN DAY com letras extravagantes brancas, enquanto Annabeth vestia uma blusa branca longa e um short curto também preto, eram roupas de Thalia e não caiam tão bem nela quanto às próprias.
Nico inclinou a cabeça e assoviou me dando um chute na canela, resmunguei.
- Bom dia, gatas. – ele disse piscando para Thalia e Annabeth
Fiquei na mesma posição que ele, debruçado sobre o sofá e de costas para tevê.
- Como estão nesse belo dia de terça feira? – perguntei
Annabeth rolou os olhos.
- Estamos bem, o que tia Sally fez hoje? – Thalia perguntou
- Panquecas com chocolate. – assobiei
- Ótimo. – ela disse e puxou Annabeth para a cozinha
- Plano um, em ação. – sussurrei
- Já tem um plano? – Nico perguntei
- Eu sempre tenho um plano, garoto. – disse saindo do sofá
- E qual é?
- Vai tomar banho, acho que vamos remar hoje. – pisquei o olho para ele e subi as escadas
Olhei Annabeth conversando e sorrindo para Thalia antes de entrar no meu quarto e cair no chuveiro.
***
Los Angeles tinha vários píeres, um mais romântico e bonito que o outro. Eles ficavam localizados mais ao sul onde a movimentação tendia a ser menor, era cheio de casas populares e pequenas com pessoas legais que eu costumava visitar na sexta feira, as ruas eram pequenas cheias de pedras no caminho, os comércios eram bem movimentados e cheios de mulheres cheias de bolsas, ainda passamos por uma feira de comercio livre e coisas usadas até chegarmos a um parque pequeno onde podia ver várias mães, acompanhado seus filhos no parque de areia com balanços, escorregadores, casinhas pequenas e um metro e meio um elegante píer erguido sobre a margem do rio.
Era difícil chegar até lá e não dar um mergulho no rio tão límpido e azul, descemos do carro, eu acabei por escolher uma das minhas toucas cor de vinho, uma blusa preta e um short azul, já Nico estava com um short preto e uma blusa amarela.
De primeira, Thalia não concordou e disse que era inútil vir para um lugar onde somente teria crianças gritando de um lado para o outro com mães estressadas ou adolescentes fofocando enquanto caminhavam com suas bolsas clichês e falsificadas, mas no final, mandamos ela trocar de roupas e a carregamos até o carro.
Ligamos para Silena e Beckendorf, mas eles já tinham planos então fiz uma careta e desliguei o telefone não querendo que eles trouxessem esse clima meloso para o meu plano. Passamos na casa de Luke, pelos pedidos constantes e irritantes de Annabeth, ela entrou e trocou de roupa, colocou uma blusa longa azul com um biquíni roxo por baixo e um short mais claro e rasgado, ela entrou no carro com um coque alto no cabelo e fones de ouvido.
- Luke pediu para esperar. – ela avisou
Dez minutos depois, Luke entrara no carro, suspirei e pedi para conversar com ele, em particular. Thalia me encarou, fiz um movimento indiferente e sai do carro acompanhado por Luke.
- Hey, Luke. – chamei
- Oi. – murmurou
- Olha, eu prometi a minha mãe que Nico não iria fumar hoje... – ele arqueou a sobrancelha – nem eu, e eu pretendo cumprir, ok?
- Eu já sei o que teve com o Hades. – disse
- Ótimo que saiba, espero que consiga segurar até à meia noite.
- Consigo.
- Perfeito. – sorri
E refazemos nosso caminho até o sul de Los Angeles.
Não era tão movimentado quanto todo o resto da cidade, e era o lugar onde eu mais apreciava, logo depois do píer, se estreitasse os olhos e prestasse atenção veria que uma pista de skate enorme se estendia depois das copas das arvores, lembrei-me que havia colocado nossos skates assim que saí de casa. Nico já havia colocado seus óculos escuros passando aquela imagem assustadora que ele conseguia passar, Luke bocejou.
- Eu estou morto de sono. – murmurou
- Durma. – rebateu Thalia
- É uma boa idéia. – ele falou – Acho que vou ficar aqui, aproveitem.
Luke voltou a entrar no banco de trás e o vi deitar pela janela.
Quase tive vontade de gritar e agradecer que ele tinha dormido, não que eu quisesse que ele não participasse do dia feliz que iríamos ter, mas não seria nada legal ele ficar vendo meus passos e reclamando que eu estaria indo longe demais.
- Então, vamos? – perguntei apontando com a cabeça para o píer
- Não tem o que fazer aqui. – Annabeth respondeu – Embora seja um lugar muito bonito. – ela deu um sorriso pequeno que logo se desfez
- Vamos para o rio é um ótimo lugar. – disse – Está vendo lá... – apontei para o final do rio onde tinha uma corda pendurada – é bom para dar saltos.
- É seguro? Não confio naquilo. – contradisse
- Se ela arrombar... – comecei – eu estarei lá embaixo para te pegar, gata. – puxei o queixo dela e sorri do melhor jeito que podia
Annabeth deu um tapa em minha mão e colocou as mãos nos quadris como uma garota mandona, o que ela realmente era.
- Não começa, Percy. – Thalia pediu
Nico riu.
- Então, vamos Thalia? – ele colocou as mãos na cintura de Thalia que corou e se afastou
- Se afasta, Di Ângelo e vamos logo antes que eu perca a vontade.
Ela começou a marchar com uma daquelas suas botas sem salto, sorri junto com Nico e começamos a andar até o píer, a madeira abaixo dos nossos pés rangiam como se fossem desabar a qualquer momento, mas se não desabou desde que eu tinha três anos, não iria acontecer isso agora. Nico me deu um soco no ombro quando eu disse que ele estava querendo pegar a Thalia, ele corou e começou a me esmurrar.
- Estou falando a verdade, e toma cuidado, cara. – ri
- Ah, eu vou te matar, Jackson! – ele vociferou
Gargalhei e tirei minha blusa junto com a minha touca jogando para trás, passei correndo por Thalia e por Annabeth e pulei como uma bola enorme, mergulhei e senti a água fria tocar meu corpo, a sensação era impressionante, nadei para cima e balancei a cabeça jogando os pingos de água para todas as direções.
- Eureca. – Nico gritou antes de se jogar ao meu lado, ele puxou meu pé e me afundei junto com ele
Voltamos ao mesmo tempo ofegando.
- Leve a Thalia para longe, ok? – sussurrei
- Quão longe?
- Sei lá, faz uma aposta com ela. – dei de ombros
- Eu sempre sou o fodido, não é?
- Nem sempre, garotão, faz o seu trabalho que eu faço o meu. – disse – Vem, Thalia, Annabeth. – gritei
Cinco segundos depois, Thalia estava descendo cuidadosamente pela corda e começando a se balançar, ela estava com um sorriso grande e contagiante quando se soltou e foi um pouco mais longe que Nico, ele saiu nadando atrás dela e começou a falar com ela, Annabeth fez o mesmo que ela, desceu a corda e demorou um pouco até pegar o ritmo.
- Vamos, se solta. – pedi
- Deve estar fria.
- Vem logo, garota.
Ela soltou um muxoxo antes de se soltar e cair praticamente em cima de mim, me afastei e puxei seu braço a segurando contra mim, ela respirou fundo e sorriu.
- Uau, aquilo é demais. – ela afirmou com um sorriso grande
Sorri de volta. Ela tinha um hálito delicioso de morango com menta, os cabelos estavam soltos e caiam sobre o decote do biquíni, meu rosto parecia enterrado nele e eu queria saber onde o pingo de água que se escondia dentro dele poderia me levar, apertei meu braço em volta de sua cintura erguendo o rosto. Ela empurrou meus ombros para trás e se soltou.
- Poderia ser um pouco mais descente – ela estava corada.
- Estou sendo descente. Seu pulo foi incrível. – elogiei ainda pensando em seu decote
- Pára de me olhar. – ela resmungou dando as costas para mim
- Hey... – chamei segurando sua mão que era macia e pequena demais, os dedos eram longos e finos, percebi, mesmo debaixo da água, se encaixava na minha – eu queria me pedir desculpas, sabe... sobre ontem, e sobre ser grosso quando eu lhe conheci. – disse
Ainda podia ouvir a voz encantadora, mas no momento dito grosseiramente “tão diferente do que sua prima disse”, eu ainda queria saber o que foi que minha prima me disse. E mesmo assim, ainda sentia uma parte de mim resmungando, fingi não ouvi-lo mesmo que doesse um pouquinho, bem lá no fundo. Aliás, não é todo dia que você dar desculpas a alguém.
Ela arqueou a sobrancelha fina e loura.
- Desculpas? – ela cruzou os braços e tirou a mão da minha batendo o dedo longo no queixo – Pelo seu jeito rude, grosso, egocêntrico, hipócrita de ser? – ela perguntou – Em menos de dois dias me deixar com mais raiva do que anos pode me deixar? Desculpas por ter me deixado sozinha com o Luke e eu quase ter morrido? Desculpas? Ah, você tem certeza que eu posso continuar com a lista de coisas que você deve ser e eu tenho certeza que é?
- Não tenho culpa se todas caem no meu charme. – dei de ombros dando um passo para me aproximar dela
- Se afaste.
- Eu só quero que... Possamos ser amigos. – estendi minha mão – Vamos começar isso de novo, eu s...
- Não, não vamos começar isso de novo, Percy. – me arrepiei
E não foi por ela, não mesmo, não e não. Foi o vento frio que passou contra mim ou foi sua voz baixa quando pronunciou meu nome. Foi o vento, eu tenho certeza.
- Aliás, nunca começamos e nunca iremos recomeçar. – ela deu um sorriso irônico e maldoso
- Tá vendo, quero ser educado e você não deixa.
- Passou o tempo de ser educado.
- Vou te dar um desafio. – comecei, ela arqueou a sobrancelha, os olhos cinzas com riscos azuis pareciam brilhar ao ouvir a palavra – Está vendo Thalia?
Ela estava uns três metros gritando com Nico sobre algo, sorri quando Annabeth colocou a mão pequena sobre as sobrancelhas tentando ver os dois, ela estreitou os olhos e mordeu os lábios.
- Sim.
- Vamos ver quem chega lá primeiro, que tal?
Ela sorriu e esticou os braços.
- Eu nunca perco um desafio.
- Eu fiz dez anos de natação. – disse
- Sério? – ela perguntou quase surpresa
- Aham, desde os seis anos, quase fui obrigado.
Ela riu.
- Tento imaginar você correndo e se jogando na piscina.
- Bom, devo admitir, na maior humildade, que eu já era sexy desde os seis anos. – ela revirou os olhos, mas ainda rindo
- Você não se cansa de ter um ego tão grande?
- Acho que não. – admiti
- Uns cinco minutos. – ela sussurrou
- Ahn? – perguntei
- Você deve levar uns cinco minutos para chegar lá ou menos.
- Olha, que esperta. – brinquei – Muito sabidinha você, não é? Ou nerd.
Ela encolheu os ombros.
- Já esperava que dissesse isso.
- Você já veio para Los Angeles?
- Eu achava que você já me conhecia – ela sorriu... Irônica, com desdém, fria.
- Te conhecer? – perguntei confuso cruzando os braços
- Eu sou filha de Atena, como sua mãe disse, eu já vim inúmeras vezes para Los Angeles, mas nunca fiquei na casa de Luke.
- Eu sei que você é fil... Ah, sua mãe é aquela mulher rabugenta, não é? – disse sem pensar
Agora, eu me lembrava de Atena, a mulher mais chata de todo o Olimpo. Ela era diretora de marketing e dava as melhores estratégias para a empresa, todos a respeitavam por ser tão esperta e tem tantos diplomas que como ela mesma disse: “você ficaria com dor de cabeça, somente de contar e entender os três primeiros”, podia me lembrar perfeitamente dela e da última vez que a vi. Ela tinha os cabelos tão longos, talvez mais longos do que o de Annabeth, cachos louros e pálidos que desciam como cascata no corpo bem feito dela, eu tinha treze anos quando a vi, ela estava tão casual que deu medo só de olhar, usava jeans e uma camiseta escrita “minha mãe é demais” ou algo do tipo, era rosa clara e ela tinha uma expressão abatida quando saiu da sala branca, ela afagou meus cabelos com certa distância e hesitou ao se abaixar e dar um beijo em minha testa, me lembro de ter feito uma careta e me afastado dela, Atena havia dado um sorriso triste e saído. Eu nunca gostei dela, mas uns dois anos depois, eu descobri que ela só estava tentando ser humilde, caridosa, ou carinhosa. Eu não preciso do carinho dela, não mesmo. Mas, o da filha dela, sim, eu queria.
- Desculpa pelo rabugenta. – encolhi os ombros
Ela deu um pequeno sorriso.
- Eu não costumo ouvir isso de todo mundo, mas tudo bem.
- Hey, então você é... você é Annabeth. – disse
- Não, sou a Cinderela. – ela revirou os olhos
- Quero dizer, você é a garota com quem eu brincava quando eu era criança.
- Brincava? – ela disse ainda sorrindo
- Tudo bem, eu te fazia passar vergonha... É por isso que sua mãe me odeia?
- Na verdade... – começou – não sei. – ela estava mentindo, podia ver em seus olhos
- Me lembro de quando eu tinha nove anos, e você estava na empresa, não é? – afundei nas lembranças, e esperei que estivesse falando a verdade, e não o que minha criatividade me pregava – Você tinha o cabelo curto naquela época, e eu...
- Você jogou um ovo em mim, não foi nada legal aquilo. Deve ser por isso que eu também te odeio. – ela deu de ombros
- Desculpa. – disse, um tanto envergonhado
- Não importa. – ela fez um movimento indiferente com a mão – Foi passado.
- Então... Thalia me disse que vocês se conheceram pela internet, e você disse tão diferente do que sua prima disse. – imitei sua voz fina, ela fechou a cara.
- Eu realmente a conheci pela internet. Quero dizer, já nos conhecíamos, apenas de vista, mas foi uma grande coincidência e ficamos amiga, aliás, isso não te interessa.
- E o lance da minha prima e do que ela falou?
- Não importa.
- Ah, sim, importa. – contradisse – Ela falou sobre mim. E você me conhecia, você sabia como eu era, por que o que ela disse iria importar já que você mesma sabe quem eu sou?
Ela levantou as sobrancelhas e pressionou os lábios um contra o outro fazendo um beicinho, tive vontade de sair nadando no sentido oposto, ela estava com raiva, ela fazia isso.
- Não. Te. Importa.
- Ok. — encerrei
Agora, eu me lembrei que estava ali para ficar com ela, mas isso parecia tão rude e mais grosseiro agora, eu havia me lembrado dela, pensei que estava tão drogado os últimos dias que me deixei passar isso, a garota linda e perfeita na minha frente, era a nerd filha da mulher mais rabugenta da empresa, a que usava óculos grandes sobre os olhos que nunca tinha reparada, a que era gordinha e vestia roupas largas ao treze anos. Para a garota escondida, Annabeth tinha o corpo mais lindo que eu já tinha visto, e olha que eu já tinha visto muitos.
Ela esticou os braços acima da cabeça e os cabelos balançaram lentamente.
- Vamos lá. – ela respirou fundo antes de mergulhar e começar a nadar
Sorri.
- Não vai ser tão fácil. – cinco braçadas – Mas, eu vou te conseguir, Annabeth Chase. – sete braçadas
Respirei fundo e pensei, menos de cinco minutos. Comecei a nadar em direção ao pequeno e louro horizonte que eu pensava ser Annabeth.
N/A: E a my ressurge das cinzas, hahah
Ok, espero que gostem do capitulo. Por favor, deixem reviews para eu saber quem está lendo, sabe ): Uma autora carente, thanks hahah
Xoxo, babys.
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