The Bet

6 Festa - parte 2.


Notas iniciais
Desculpa a demora, mas espero que vocês gostem.

POV Mili

Olhei para o relógio e marcava 6h45m, corri para o banheiro para tomar meu banho. Enquanto tomava banho tentava pensar no que iria fazer, mas como havia acontecido antes nada veio em mente ‘’vou ter que improvisar pelo jeito’’, pensei enquanto se enrolava na toalha, corri para o guarda-roupa e comecei a procurar algum vestido, logo bati meus olhos em um vestido vermelho ‘’perfeito’’, pensei enquanto pegava o vestido e coloquei na frente do meu corpo para ver como iria ficar. ‘’Felipe Santana se prepare’’ pensava e sorria sozinha enquanto colocava o vestido, meu salto preto e fazia minha maquiagem que marcava bem meus olhos com sobra preta, lápis e delineador. Olhei para o relógio (de novo) e vi que marcava 7h56m, olhei para a janela e logo vi o carro do Felipe estacionando na frente da minha porta e logo depois ouvi a buzina, desci as escadas e olhei para os meninos que abriram a boca quando me viram.

– Tudo isso para o Felipe? – Luca perguntou. – Que sorte. – sorriu.

– Vou indo, não estou levando o celular, Pedro, e não sei que horas volto para casa. – sorri mandando um beijo para cada e saindo de casa.

Sai de casa e dei uma ajeitada no meu vestido enquanto andava, vi Felipe fora do carro no lado do carona, encostado de braços cruzados e com um pé na roda do carro, com uma calça preta um pouco mais apertada do que as que ele costumava usar, uma blusa branca de cola V apertadinha, certeza que era pra mostrar os ‘’músculos’’ dele, e uma jaqueta preta de couro aberta, extremamente sexy (risos). Felipe sorriu quando me viu chegar um pouco mais perto do carro dele, beijei em seu rosto e disse: — Estou até querendo mudar de ideia, acho que não vou te levar para a festa do meu primo.

– Por quê? Está feio? – perguntei séria.

– Não, está muito linda, perfeita. Mas meu priminho tem um irmão mais velho, e ele vai dar em cima de você, certeza! – Ele disse sorrindo. – E se der, eu faço que nem fiz hoje com o Mark. – piscou e abriu a porta do carro para eu poder entrar, eu sorri e entrei, enquanto ele passava atrás do carro para entrar, eu estava pensando ‘’Ele está tão cheiroso, e ainda por cima gostou do meu vestido, perfeito. Mas ele também está perfeito, oh Deus.’’ Eu sorria enquanto pensava nisso, e nem se tocou de que Felipe já havia entrado no carro e estava me olhando.

– Está rindo do que? – perguntou curioso.

– Nada, aliás, é estranho isso. Eu te odeio, Santana, que diabos estamos fazendo aqui? – comecei a gargalhar e fiz com que ele gargalhasse junto.

– É como dizem, o amor e o ódio andam por perto. – ele sorriu – Quem sabe, você não começa a me amar. – ele continuou gargalhando e ligou o carro andando nas ruas que estavam muito vazias na minha opinião, eu comecei a pensar no que Felipe havia dito ‘’Quem sabe, você não começa a me amar.’’ Isso queria dizer que ele me amava, ou que eu iria acabar se apaixonando por ele? Não, era apenas uma brincadeira dele, apenas isso. Depois de alguns minutos, chegamos na casa da Família Santana, a cara era grande, a cor era um azul bebê, um jardim super bem cuidado. Ele saiu do carro e abriu a porta para que eu saísse, andamos até a porta e ele tocou a campainha. Depois de alguns segundos um garoto, de olhos castanhos escuros, cabelos loiros e um belo sorrio abriu a porta cumprimentado Felipe.

– Aê, primo. – Ele deu um abraço em Felipe e olhou pra mim de cima a baixo. – Tua garota? – perguntou para Felipe.

– É como você disse, MINHA. Então tira os olhos. – Felipe disse sério, no momento que Felipe disse isso eu logo que toquei que era esse o primo que iria dar em cima dela, mas a ‘’garota do Felipe?’’ pensava.

– Não prometo nada. – ele sorriu e me deu um beijo no rosto. – Sou o Jimmy. – ele disse sorrindo. – prazer – eu disse simpática.

– O prazer é todo meu. – ele disse e piscou o olho dando espaço para que o ‘’casal ‘’ entrasse, eu percebi que Felipe o olhou bravo pelo que ele havia dito, mas preferi ficar em silêncio.

– Sua garota? – Perguntei olhando para Felipe.

– Eu disse isso para ele não começar a tentar nada contigo. Não se preocupe você não é minha garota. – Felipe sorriu, mas logo sussurrou no ouvido de Mili – Por enquanto não. — Ele me olhou e piscou.

– Felipe... – Um menininho branquinho dos olhos castanhos apareceu dando um abraço em Felipe.

– Oi, Binho. Parabéns campeão – Felipe soltou o abraço. – Essa aqui é a minha... – Felipe me olhou. – Minha amiga, Mili.

– Oi, Mili. – Binho me abraçou.

– Oi, Binho, parabéns. – sorri.

– Ela é bonita, sua namorada? – Binho sussurrou para Felipe que riu.

– Infelizmente, não. – Felipe falou normal e olhou pra mim que já estava o olhando.

– Devia ser ela é muito bonita e ainda por cima, vocês fazem um belo casal. – Binho sussurrou novamente e saiu correndo para cumprimentar seus amigos. Eu perguntei o que eles estavam falando e Felipe disse: Ele perguntou se você era minha namorada, disse que você era muito bonita e que fazíamos um belo casal. – Eu sorri e depois fiquei corada, Felipe percebeu, mas não disse nada e apenas sorriu me dando um beijo na testa. Depois ele me apresentou para todos de sua família, todos mesmo, até seus avôs me conheceram, fiquei sentada em uma cadeira enquanto Felipe pegava algo para beberem. Quando Felipe apareceu com taças de vinho, eu levantei para que ele sentasse na cadeira, ele sentou, mas me fez sentar em seu colo, segundo ele, aquele salto era muito alto e depois eu iria ficar com dor. Ficamos ali, sentados, conversando e bebendo. Eu nunca havia imaginado que Felipe fosse tão legal assim. Nós conversamos e rimos até uma garota loira com um vestido mais curto que o meu chegou perto da gente.

– Ela é minha prima, mas vive dando em cima de mim, então nem liga. – Ele sussurrou discretamente no meu ouvido, que olhava para a garota andando em direção a ele.

– Oi, priminho. – a garota disse.

– Oi, Karen. – Felipe disse simplesmente, ela o abraçou e deu um beijo em seu rosto e olhou para mim de cima a baixo.

– Quem é essa? – perguntou para Felipe, ainda me olhando.

– Essa não, olha bem como fala. Ela é a Mili, minha... – eu o interrompi.

– Namorada. – Eu sorri olhando para Felipe que sorriu logo em seguida. Depois daquilo a garota ficou sem reação e saiu.

POV Felipe

– Eu sentei novamente na cadeira e puxei Mili para sentar em meu colo, e nós continuamos rindo e conversando. Minha mãe se sentou no meu lado e começou a conversar com Mili e tudo mais, contou até sobre os meus ‘’podres’’. Eu fiquei quieto enquanto elas conversavam. ‘’Essa garota está mexendo com você, Santana, vai deixar isso acontecer?’’ Eu me perguntava e olhava para Mili que sempre estava rindo junto com a minha mãe. ‘’Sua família inteira gostou dela filho isso nunca aconteceu, sua mãe sempre odiou as garotas com quem você saía, mas também não era pra menos, né? Aquelas lá eram todas vadias, saiam com qualquer um. ’’

Eu continuava pensando em Mili, até que Jimmy chegou e perto pra puxar papo.

– Então, lindinha, você é daqui mesmo? – Jimmy disse.

– Ô Jimmy, vem cá eu quero trocar uma palavra contigo. – Eu fiz com que Mili se levantasse para sair e falar com meu primo.

POV Mili

– Nossa isso é ciúmes?! – a mãe de Felipe perguntou – Nunca vi meu filho com ciúmes de alguém, realmente você mudou mesmo ele.

– Como assim mudei mesmo? – perguntei confusa.

– Eu nunca vi meu filho com ciúmes, ele não para de olhar pra você mesmo quando está perto, ele tem um olhar diferente com você. Eu falo o que vejo. Antes ele olhava para qualquer uma como se fosse uma carne fresca, mas ele não olha assim para você. Ele ligou aqui há pouco tempo e falou que ia levar uma pessoa especial com ele, ele queria que eu a conhecesse, eu nem sei o que vocês tem, ele disse que você não é namorada dele, mas eu sinceramente acho que ele gosta bastante de você. – A mãe de Felipe disse, pediu licença e saiu para conversar com uma amiga. Eu fiquei ali sentada e quieta, quando me dei conta do que estava fazendo, eu estava brincada com os sentimentos de Felipe por causa de uma aposta ridícula com as minhas amigas, e isso com certeza iria acabar machucando ele, a ponto dele nunca mais querer me ver. Comecei a sentir meu rosto quente, meus olhos estavam cheios de água, eu iria acabar machucando alguém com aquilo, isso era uma ‘’vingança’’ para Eduardo, mas quem ia sofrer seria o Felipe, e ainda mais eu sempre fui contra a essa aposta, não queria se meter com Felipe por uma vingança ridícula com o Campos. Eu não estava gostando daquilo, a voz da mãe de Felipe falando com ela ficavam em minha cabeça, aquelas pequenas partes que ela havia dito: Eu nunca vi meu filho com ciúmes..’’ ; ‘’Ele tem um olhar diferente com você’’... ; ‘’... Uma pessoa especial..’’ ; ‘’Ele gosta bastante de você.’’

–Mili, você está bem? – Felipe perguntou olhando para mim, eu estava com o rosto ardendo e os olhos brilhando.

(...)

Notas finais
Até o próximo capítulo!!!!