Meu celular tocou.

- Alô?

- BRIAN, BRIAN.

- Quê Kristen?

- EU TIREI A CARTA DE MOTO.

Sorri.

- Ae, parabéns creme. — Não sei porque chamei ela assim.

- Hoje a noite vamos andar?

- Ah... ah Kristen, vélho. — Eu tava bricando, lógico.

- PARA DE GRAÇA, VAMOS!!!

- Tá.

- Eu passo aí te pegar.

- Não deveria ser ao contrário?

- Deveria né, mas como meu namorado se importa.

- Ai, passa aqui nove horas, minha mãe chega as oito com meus presentes.

- Ui, bebê.

- há, olha quem fala né.

Ela riu.

- Otário.

- Queria estar aí pra te bater, anã.

- É crime pai bater em filha.

- Engraçadinha.

Ficamos conversando e depois desligamos.

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Ela passou me pegar toda se achando em cima da moto dela.

- Ai meu Deus...

- Sobe aí Brian!

- Você aguenta nóis dois?

- Aham, sobe.

Eu subi. Ela quase caiu só que eu segurei ela.

- Ai Kristen. Ela saiu em disparada.

- PARA MENINA. CÊ TÁ LOCA? ONDE CÊ TÁ INDO?

- NÃO SEI.

Ela tava rindo, e eu também. Conforme a gente ia passando, os carros iam buzinando.

- COMO QUE VOCÊ TIROU CARTA?

- NÃO SEI!

Ela estacionou e sentou no chão, se encostando na parede. Ela ria, e eu também.

- Ei, vamo no estádio de basquete?

- Tá fechado.

- EU SEI, A GENTE PULA A GRADE.

- Ah, tá...

Ela estacionou a moto em um ''beco seguro''.

- Corre.

Eu pulei a grade na maior facilidade, enquanto ela sofria pra conseguir colocar o pé no negócio.

- Ai meu Deus.

Subi na grade e puxei ela.

_ AI! FILHO DA PUTA.

- Ah, você não conseguia subir. — Ela pulou pro lado de dentro.

A gente entrou no estádio, ficamos andando no lugar mais enorme do planeta terra. Sentei me uma das cadeiras mais altas, e ela sentou do meu lado, e vocês não vão acreditar, mas lá foi a nossa segunda vez, terceira, quarta... depois ela colocou a calcinha e o sutiã,e eu coloquei a cueca.

- Vamo jogar? — Perguntei.

- Vamo, né.

Peguei a bola, e ela tentou roubar ela de mim, ficamos jogando por um tempo...

- BRIAN!

- Que?

- O GUARDA NOTURNO ALI.

- FUDEU.

A gente saiu correndo, e o cara saiu correndo atrás. Escapamos. É, eu sei, nossa história é clichê, mas não tem nada nesse mundo que me faça mais feliz do que isso.

Notas finais
Desculpa qualquer erro.