Notas iniciais
* Essas Memórias* Hello Babyes, tudo bem?? Demorei dessa vez né? Gente eu tenho que estudar para trabalhos facultativos, então só consegui postar agora. Mas no proximo eu não demoro, ainda não tem Germangie nesse... mas logo terá ;) Bem vinda Lovely Mary ♥ Ps> Gente muito obrigada por vocês estarem lendo, já temos 300V, 2F, 6A e 11Reviews... meu Deus 11 em dois capítulos :) Eu não poderia está mais feliz e mais grata ♥ Ps> Capinha nova hahahah. Ps> O resumão deu quase 18.000 palavras, então eu acho que essa fic vai ser maior que TSNE *YAY* Agora chega, vou parar de enrolar e deixar vocês lerem! Boa Leituras Nenys ♥

Buenos Aires – Argentina.

Alguns Dias Depois.

Angeles Saramego.

Por um instante fechei meus olhos mal acreditando que estava em solo argentino novamente, isso me assustava já que na minha mente eu pensei que nunca voltaria para esse lugar repleto de lembranças boas e ruins na mesma proporção, não sabia o que viria a seguir. Um sentimento de medo invadia meu coração, me fazendo não querer descer do avião e quem sabe ir para o próximo destino, mas infelizmente ainda tinha muitas responsabilidades e meu chefe Louis foi bem claro quanto o que eu tinha de fazer aqui.

Balancei minha cabeça espantando meus devaneios, percebendo que Leonardo me observava com curiosidade enquanto tinha Alice em seus braços que dormia tranquilamente alheia ao que acontecia, não pude evitar de admirá-la com muito carinho.

Alice era perfeita demais, eu tinha medo de que algo pudesse a machucar enquanto estivéssemos por aqui.

— Angie? — Ouvi Leo me chamar. O olhei sorrindo fraco. – Estava distraída, vamos descer?

— Vamos sim, só vou acordar Alice. — Afirmei o vendo concordar e sair do avião. – Meu amor, acorde. Nós chegamos linda. — A balancei com cuidado. Alice aos poucos foi abrindo os olhos verdes e me olhando sonolenta, sorri.

— Mami! — Me cumprimentou envolvendo os bracinhos envolta de mim, a peguei no colo me levantando com ela. – Nós chegamos?

— Sim princesa, chegamos em Buenos Aires. — Falei e aquilo soou mais para mim, só pra mim ter certeza de que estava aqui mesmo. Alice riu animadamente, por certo convencê-la foi mais fácil do que eu imaginei, ela de cara adorou a ideia de uma nova cidade e novos amigos.

Descemos do avião onde Leo já nos esperava com um sorriso, e com nossas malas por sorte.

— Oi tio Leo. — Alice o cumprimentou docemente. Leonardo sorriu a cumprimentando com um beijo.

— Oi dorminhoca! — Nós duas rimos. Ela realmente havia dormido a viajem quase toda.

Pegamos um táxi e eu dei o endereço da minha antiga casa, o trajeto foi tranquilo ou quase isso pois minha filha reclamava de minuto em minuto por não ter trazido Srta. Bunny sua ursinha preferida, não demoramos a chegar em casa. Desci segurando na mão da pequena, olhei para aquela casa e como mágica o nome de German veio a minha mente, assim como nossas lembranças me bombardeando. Seria inevitável não lembrar dele ou de nós em cada canto dessa casa.

Não conseguia me mover, ainda em estado de choque com tantas memórias indo e vindo como rápido filmes em minha mente. Do dia que ele voltou a Buenos Aires com minha sobrinha, até o dia que eu fui embora para França.

— Angie, está tudo bem? — Leonardo me tirou dos meus devaneios parecendo preocupado.

Sorri fraco, tentando me concentrar no presente apenas. German era uma página virada na minha vida.

— Está sim. — Menti o fitando. Leo beijou minha bochecha, e abriu a casa.

Alice entrou na frente animada dizendo que iria ter muito tempo para “explorar” a casa, o que nos fez rir de sua reação. Estava tudo do jeito que eu deixei, passei os olhos pela sala vendo várias caixas espalhadas que foram mandadas da França para cá, e senti uma preguiça apenas de pensar que ainda teria que arrumar tudo isso.

— Mami, onde vou dormir? — Alice me indagou com uma carinha confusa. Eu sentei no sofá e a coloquei no meu colo, brincando com uma de suas mechas loiras.

— Hoje você vai dormir com a mamãe, mas prometo que amanhã você terá seu quarto tá bem? — Perguntei e ela assentiu sorrindo descendo do meu colo para brincar no chão. Ela adorava dormir comigo, mas hoje teria que dormir entre mim e o Leo.

Leonardo veio até a gente sentando-se ao nosso lado com uma expressão cansada.

— O que foi? — Perguntei.

— Nada meu amor. — Respondeu carinhosamente. – Me diga você, ficou tão pensativa desde que chegamos. — Leo afirmou sério. Encostei minha cabeça em seu ombro, eu não sabia que seria tão estranho voltar para cá.

Antes que eu respondesse algo, meu telefone toca insistentemente nos fazendo sobressaltar.

— Alô?

— Angeles, você já chegou em Buenos Aires? — Louis me perguntou com uma ponta de irritação.

— Sim, acabei de chegar em casa.

— Não quero saber onde você está! Me escute com atenção, o Sr. Tomphson vai está lhe esperando no Cocu Boulangerie para tratar sobre o contrato, agora. — Louis afirmou ríspido.

Droga, eu estava tão cansada para ir tratar de qualquer coisa agora.

— Mas eu… — Tentei falar sendo interrompida por ele.

— Sem mais Angeles, não estou pedindo. Estou mandando e você irá recebê-lo agora!

Caramba, Louis sempre era mal humorado assim ou era impressão minha?

— Sim, eu vou me arrumar. — Respondi e ele desligou sem me dar tempo de falar nada. Bufei contrariada.

— Houve algo?

— Na verdade vou precisar que você fique com a Alice. — Pedi fazendo biquinho e ele assentiu com um pequeno sorriso. – Louis quer que eu encontre o patrocinador agora.

Minha loirinha voltou sua atenção para a gente.

— Posso ir mami? — Perguntou vindo até mim, tomei seu rostinho entre as mãos beijando sua testa.

— Não princesa, mamãe vai ter que ir trabalhar. Mas o tio Leo vai ficar com você e se quiser podem passear, eu volto daqui há pouco.

Alice fez uma carinha triste e voltou a brincar com uns dominós, suspirei me levantando já rumando em direção ao meu quarto com minha mala, fiquei estática olhando minha cama que se encontrava impecavelmente arrumada; me arrepiei por completo ao ver a cama onde várias vezes eu e German fizemos amor, como poderia lutar contra essas lembranças idiotas? Não. Eu não ia ficar triste, eu tenho uma pessoa que me ama e uma filha perfeita, não ia deixar que essas meras lembranças me deixassem abalassem.

Fui até o banheiro deixando a água fria escorrer pelo meu corpo levando todos meus pensamentos/lembranças, saí do banho de toalha e decidi pôr uma roupa a caráter de uma reunião importante. Pus um vestido azul escuro de mangas, rodado que ia até dois dedos acima do meu joelho, optei por um salto preto, deixei meu cabelo solto e fiz uma maquiagem leve.

Passei um perfume que ganhei do Leo em nosso aniversário de namoro, peguei minha bolsa e saí já um pouco atrasada. Assim que desci vi que Leo assitia a um desenho junto com Alice.

— Nossa como você tá linda! — Leo disse se levantando e eu corei sorrindo. – Pedi um táxi pra você.

— Obrigada Leo, você é demais. — O agradeci e nós trocamos um breve selinho.

— Você já vai? — Alice perguntou me observando, já ficando em pé no sofá para tentar me alcançar. Fui até ela a segurando. – Tá uma princesa mami.

Sorri apertando suas bochechas rosadas.

— Obrigada linda, eu prometo que não demoro pra gente assistir um montão de filmes! — Afirmei a vendo sorrir. Aquele sorrisinho lindo que eu tanto amava.

— Todos os filmes que eu quiser? — Me indagou já animada. Eu não pude evitar de rir.

— Sim, todos o que você quiser princesa! — Confirmei beijando sua testinha. Antes que ela falasse algo, uma buzina estridente soou avisando que eu teria que sair. – Tchau filha, tchau amor.

Saí de casa apressada, entrei no táxi dando o endereço para o motorista.

(…)

Depois de algumas horas conversando e analisando o que eu ia fazer finalmente o contrato tinha dado certo, eu ia passar a compor músicas para vários artistas da Argentina e por isso precisava ficar por um tempo em Buenos Aires, terminei meu cappuccino que diga-se de passagem estava divino e deixei o dinheiro na mesa me levantando da mesma. Saí do sofisticado local e meus olhos se fixaram em alguém sentado num banco que eu conhecia muito bem, sorri indo até ele que parecia ter uma feição preocupada.

— Antônio? — O chamei sorrindo. Ele me olhou e foi abrindo um sorriso aos poucos, sem acreditar que eu me encontrava ali.

— Angie? Meu Deus menina, que saudades! — Antônio disse me abraçando, retribui seu abraço emocionada. – Você mudou, está muito bonita querida. Como você está? Quando chegou?

— Obrigada Antônio, bom eu tô bem agora. Sou mãe de uma menina linda, meu trabalho está indo bem, e na verdade faz algumas horas que cheguei. — Ele me olhou sorrindo. – Como estão as coisas por aqui? Creio que muita coisa por aqui mudou também. — Afirmei com curiosidade, nos sentamos no banco e ele suspirou com pesar.

— Na verdade nossos alunos viraram ótimos professores, e a situação do Studio não está nada boa Angie. — Antônio me olhou triste.

— O que eu posso fazer para ajudá-lo? Me deixe ajudá-lo Antônio, o que eu puder fazer pelo Studio será de coração.

— Obrigado querida, mas a situação financeira é grave e nunca passamos por algo parecido. Não sei o que fazer, mas possivelmente teremos que fechar. — Respondeu sincero.

Meu coração se quebrou, não posso deixar o Studio fechar sendo que ali é minha segunda casa. Tinha que ter algo que pudéssemos fazer.

— Fique calmo, não vamos fechar o Studio antes de analisar cada livro e encontrar uma brecha! Vou ajudar no que eu puder.

Antônio me olhou com um brilho de esperança em seu olhar.

— Angie eu não sei, você tem outra vida agora. Não precisa fazer esse esforço!

— Não é esforço para mim ajudar quem já me ajudou tanto. Isso é o mínimo que eu poderia fazer Antônio. — Pedi sorrindo e ele me acompanhou.

— Que bom que pensa assim, querida. Vá no Studio amanhã e podemos analisar os livros de contabilidade.

Assenti.

— Pode deixar que amanhã eu estarei lá, muito obrigada por me deixar ajudar Antônio!

— É sempre um prazer querida, é um prazer…

Violetta Castillo.

A rotineira brisa de Buenos Aires me cercou fazendo todo meu corpo arrepiar por completo, olhei para a fachada daquela mansão onde passei meus melhores e piores momentos, sorri com nostalgia me sentindo abalada e bombardeada pelas lembranças que ainda mexiam comigo mesmo depois de tempos. A saudade da minha vida ali me invadiu em cheio junto com a imensa saudade que eu tinha do meu pai, a última vez que nos falamos foi há alguns dias e eu tenho certeza que ele mal imaginava a qual eu estaria ali novamente. Com a chave reserva que eu tinha decidi entrar e o fazer uma surpresa, abri a porta lentamente sendo golpeada por várias sensações diferentes, por algum motivo a casa estava silenciosa.

Onde meu pai está? Onde estão Olga e Ramallo que sempre estão brigando pelo mesmo motivo bobo? Dei ombros resolvendo andar um pouco, fitei o piano por alguns instantes e fui até ele me sentando no pequeno banco de madeira já tocando algumas notas.

— Olga que bom que chegou pois… — Ouvi a voz de meu pai, provavelmente sem perceber que era Olga. Ri e me virei o fitando também com um sorriso, vendo que ele me olhava surpreso. – Violetta?

— Oi pai. — Foi a única coisa que conseguir dizer, emocionada.

Meu pai sorriu verdadeiramente e veio até mim, me puxado para um forte abraço. Como se eu ainda fosse aquela menininha que tinha medo da vida e ele estivesse pronto para me proteger de qualquer coisa.

— Filha o que você está fazendo aqui? Que surpresa boa! Pensei que não a veria tão cedo. — Continuou afagando minha cabeça, eu ri ainda mais.

— Bom, eu amo seus abraços mas estou precisando respirar. — Brinquei e nos soltamos. Papai me analisou dos meus pés até meus fios de cabelo. – Bem eu estava com muita, muita saudade de uma certa pessoa. Soube que fica direto no escritório ou na empresa pai, fiquei preocupada e vim lhe visitar.

— Eu estou bem minha linda, só com muita saudade de você. Vai passar quanto tempo aqui?

Segurei em suas mãos, suspirando.

— Eu ainda não sei, um tempo indeterminado. Pensei até em voltar com as aulas lá no Studio, já que minhas coisas em Madrid estão resolvidas… basicamente eu não tenho pressa para ir, por enquanto. — Respondi sincera vendo que meu pai sorria. Parecia mais feliz, quem sabe até mais vivo.

— Que bom, filha. Vamos aproveitar todo tempo do mundo.

Ri feliz, era muito bom constatar que meu pai estava melhor do que eu esperava. Antes que eu respondesse algo, seu telefone tocou num trinar irritante e eu já sabia que teria de ir trabalhar novamente.

— Me desculpe filha, eu tenho que ir a empresa agora para uma reunião importantíssima. — Explicou parecendo um pouco culpado.

— Pode ir, tá tudo bem. Como disse, teremos todo o tempo do mundo. — Brinquei sorrindo.

— Tem certeza? — Eu assenti. – Bom, eu volto mais tarde então. Tchau querida!

Meu pai beijou minha testa e saiu apressadamente, era sempre assim desde que Angie foi para Europa, ele não parava em casa mais e nem sei qual motivo milagroso de está por aqui a essa hora. Era como se fosse um remédio para esquecê-la.

Subi as escadas com um aparente nervosismo, um pressentimento bom me ocorreu ao voltar para lá, abri a porta e encontrei meu quarto cor-de-rosa intacto com tudo que eu deixei há alguns anos. Sorri grande e me joguei naquela cama que tantas vezes foi o meu refúgio para esquecer dos meus problemas ou com meu pai ou com o Studio. Por pensar em Studio, sobressaltei da cama já com minha ideia de passar lá, ver como estão as coisas e quem saber ver alguns velhos amigos como Francesca e Diego.

Passei a mão por meus cabelos para tentar ajeitá-los enquanto ia descendo as escadas apressadamente, saí de casa e fui andando pelas ruas calmas de Buenos Aires já tão conhecidas por mim. Eu estava ansiosa para voltar ao Studio, a última vez que estive lá foi há dois anos e alguns meses. Como será que está todo mundo? Sabia que nada estaria igual, isso era óbvio, mas ao menos esperava que algumas coisas não tivessem mudado tanto.

Me encontrava tão distraída com meus pensamentos que só consegui sair do transe quando meu corpo esbarrou com um corpo muito maior que o meu um tanto musculoso, fazendo meu corpo cambalear para trás um tanto embriagada pelo perfume maravilhoso que me envolvia.

— Me desculpa, eu estava distraída. — Murmurei incerta enquanto percebia que tinha derrubado alguns papéis dele. Me abaixei para tentar ajudá-lo.

— Cuidado moça. – Sua voz grave inundou meus ouvidos e meu corpo se arrepiou abalado por aquela voz. Eu conhecia aquela voz de algum lugar.

Terminei de pegar os vários papéis o olhando ainda incomodada por seu efeito em mim, me levantei e o vi se levantar também. Só então ele levantou seu rosto me permitindo olhar em seus olhos, quase tive um infarto ao ver Leon ali na minha frente depois de tanto tempo.

Tão lindo e tão mudado que quase tive ímpetos de abraçá-lo forte e nunca mais soltar, mas me contive. Ele parecia tão abalado quanto eu, coincidência talvez?

— Violetta? — Perguntou baixinho, seus olhos verdes arregalados parecendo surpreso ao me encontrar.

Ruborizei fortemente, um tanto tímida. Encontrá-lo agora estava fora dos meus planos, mas parecia que o destino queria brincar um pouco comigo.

Afinal, quais seriam as chances reais disso acontecer mesmo? Por um instante achei que estava sonhando.

— O que faz por aqui? Pensei que estivesse na Europa. — Afirmou me tirando do transe com sua voz. Olhei para ele fitando um belo sorriso que tinha no rosto.

Por um minuto imaginei aquela voz me falando inúmeras sacanagens na cama, e ruborizei novamente com esse pensamento me sentindo uma completa depravada.

— Eu estava, cheguei quase agora. — Respondi sorrindo também.

Era palpável a densa tensão que nos rodeava forte.

— Mas e você, o que o traz aqui? Achei que estivesse nos Estados Unidos.

Sentir o olhar dele me analisando de cima a baixo, e pareceu gostar do que via. Pigarreei incomodada com aquele olhar que eu conhecia muito bem.

— Eu vim passar um tempo com a minha família, Vilu. — Por um momento achei que minhas pernas fossem derreter de tão moles que ficaram, quando Leon me chamou pelo meu apelido. Por Deus, como ele conseguia causar esse efeito em mim mesmo depois de anos?

Precisava me controlar para ele não perceber.

— Eu também, precisava ficar um pouco com meu pai e ver como andam as coisas pelo Studio.

Leon sorriu de lado, aquele maldito sorrisinho que me tirava do chão, o sorrisinho de abalar até o inferno.

— Bom, eu gostei de te ver aqui. Acredito que seja o destino querendo falar algo. — Murmurou colocando as mãos dentro dos bolsos da calça jeans escura que usava, e que lhe caía perfeitamente bem.

Entreabri os lábios tentando formular alguma frase decente para não parecer uma boba.

— Ou talvez seja uma coincidência. — Um sorriso divertido perambulou meu rosto. Ouvi sua risadinha abafada.

— Pode ser, mas eu vou passar ainda alguns dias por aqui. O que acha de sairmos? — Perguntou me fazendo arregalar os olhos com aquelas palavras.

Então ele me propôs um encontro? Assim na lata?

— Leon, e-eu… — Tentei dar uma resposta, mas minha voz falhou me deixando igual a uma boba apaixonada de 15 anos.

Leon riu ainda mais para meu desespero. Céus, cadê um buraco bem fundo para mim enterrar minha cabeça agora?

— Calma Vilu, um encontro igual nos velhos tempos! — Sorriu corado. — Como amigos, é claro.

Sentir meu sorriso desmanchar um pouco ao ouvir aquilo, era óbvio que eu esperava que fosse um encontro de adultos. Para quem sabe pudéssemos retomar nosso namoro. Ok eu voei legal agora, estava claro que ele só queria minha amizade e nada mais.

Continuei sustentando o sorriso para disfarçar minha quase aparente frustração.

— Sim como amigos, como mais seria? — Ri nervosa e ele assentiu me acompanhando. – Claro que sim, temos muito o que pôr em dia.

— Ótimo, então eu te ligo e marcamos algo. — Foi minha vez de concordar. – Eu preciso ir agora, mas foi ótimo te rever Violetta.

— Foi bom te rever também Leon. — Murmurei num fio de voz.

Leon deu seu charmoso sorriso de lado, e se aproximou de mim me deixando mais em alerta com aquela aproximação. Seus lábios tocaram rapidamente minha bochecha e logo ele sumiu da minha vista. Senti minha bochecha que Leon tinha beijado ainda há pouco, pegar fogo. Sorri bobamente colocando a mão ali, fazendo um leve carinho com as pontas dos dedos. Por que ele conseguia ser tão perfeito?

Balancei minha cabeça negativamente, já sentindo todo meu corpo ansioso para vê-lo novamente e para aquele temido encontro. Suspirei e decidi ir para casa, ainda me sentia abalada, nervosa e cheia de pensamentos impróprios na cabeça com meu amigo/ex namorado, então eu não poderia ir ver o Studio com a cabeça no Leon e naquele sorrisinho que parecia me matar a qualquer instante.

Hoje estava fora de questão ir para qualquer canto desse jeito, decidi ir descansar e amanhã sem dúvidas eu iria no Studio matar a saudade.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Leon e Violetta? Meu Deus nem acredito, achei fofineo kkkk. *Amo a Alice gente, ela é muito lindinea ♥ Até mais ver gente :)