Notas iniciais
Senhor Destino. OPA!! Olha só quem apareceu? Gentee eu sei que eu demorei a postar, mas meu notebook quebrou e eu fiquei um pouco desanimada porque é péssimo escrever pelo telefone! Mas agora estou aqui e vou tentar não demorar mais, o cap de Nuestra Pasion já está pronto. Próximo cap vcs não perdem por esperar. Ai gente que saudade de escrever aqui. ♥️ Quem quiser ficar mais próxima é @rayxcarvalho Boa Leitura anjos.

Geral.

O caminho até o restaurante foi em silêncio absoluto, nenhuma das duas ousou quebrá-lo por vergonha ou por não saberem o que dizer. Entraram e após passaram pelas várias pessoas que se encontravam ali, conseguiram uma mesa sentando-se uma de frente para outra.

— Angie… — Violetta tentou começar claramente desconfortável.

Angie a olhou séria, como se esperasse que sua sobrinha tomasse uma atitude.

— Eu sei que você quer perguntar alguma coisa. Pode perguntar Vilu. Tentou soar carinhosa, porém se sentia acanhada e com medo do que Violetta fosse lhe perguntar.

— Por que você não me falou de sua gravidez? — A pergunta pegou Angie em cheio, depois de tanto tempo não esperava passar por essa situação algum dia. Se sua sobrinha ligasse os pontos, saberia exatamente o motivo de não ter contado algo tão importante.

— Angie? — Violetta a chamou preocupada.

Angeles havia ficado pálida com a pergunta, por sorte Alice tinha se distraído com um joguinho no celular da mãe e não prestava atenção na conversa. Como obra do destino, um garçom aparece na hora para anotar seus pedidos.

— O que as senhoritas irão querer?– Eu quero uma macarronada ao molho branco! — Violetta disse animada.

Olhou para Angie que continuava a fitar o cardápio.

— Duas por favor. O que você quer filha? — Questionou fitando Alice que se concentrava no joguinho.

— Batata frita!

Angeles suspirou.

— Não Alice, você disse que estava com fome então vai comer algo decente. — Angie informou séria e Alice fez careta.

— Eu vou querer um prato baby com lasanha à bolonhesa. — Angie pediu pela filha ao ver que ela não ia se decidir.

O garçom a olhou concordando e se retirou.

— Eu adoro lasanha mamãe. — Alice sorriu e Angie fez carinho em seu rosto.

— Eu sei princesa. Agora pode voltar a jogar. Alice assentiu voltando sua atenção para o jogo. Violetta olhava séria para Angie.

— Eu não esqueci Angie. Por que não me falou que estava grávida?

Angie arregalou os olhos verdes, porém balançou a cabeça com desdém como se aquela pergunta não lhe incomodasse. Mas incomodava, e muito por sinal.

— Você estava ocupada com seu último ano no Studio, recebendo patrocínios. Eu não poderia fazer você ficar preocupada comigo Vilu. — Angeles mentiu.

Não poderia contar o verdadeiro motivo de nunca ter mencionado Alice.

— Mas Angie, e depois? Nos falamos tantas vezes por telefone e videochamada, por que não me contou que eu tinha uma prima?

— Porque as coisas são complicadas Vilu, você se encontrava no auge da carreira de cantora e eu fiquei com medo. Medo de que ficasse chateada comigo como está agora.

Violetta respirou fundo um pouco irritada. Ainda era Angie ali, sua tia que amava demais.

— Não se passou pela sua cabeça que eu ia ficar mais chateada com a mentira do que com você? Angie eu nunca ficaria triste ou algo do gênero com você ainda mais por ter tido uma filha, mas já deveria ter aprendido mais do que ninguém que mentiras machucam as pessoas. — Vilu afirmou séria, com um semblante carregado.

Angie se encolheu na cadeira, controlando ao máximo as lágrimas que queriam vir.

— E-eu… Me desculpa Vilu! Você tem razão, eu não deveria ter escondido a existência da Alice.

Alice a olhou confusa.

— Me chamou mami?

Angie tentou sorrir.

— Não princesa, pode voltar a jogar.

— Tá tudo bem, eu nunca ficaria chateada com você e sabe disso. Passou muito tempo mas meu sentimento pela minha tia linda não mudou, só espero que não esteja me escondendo mais nada. — Vilu comentou com um sorriso mais descontraído enquanto pegava nas mãos de Angie.

Angie sorriu amarelo.

— Obrigada Vilu. E não, não estou escondendo mais nada.

Ambas sorriram divertidas.

— Te amo sobrinha linda.

— Também te amo tia linda. — Violetta respondeu rindo.

— E ninguém me ama não é? — Alice perguntou emburrada.

— Sim, eu te amo minha bonequinha. — Angie puxou a filha pro seu colo, lhe fazendo cócegas.

— Eu também te amo, prima. — Vilu disse sorrindo.

Sua felicidade finalmente era completa. O resto do almoço transcorreu perfeitamente bem entre conversas mais relaxadas por parte das três, Violetta ficava impressionada pela forma e a inteligência de sua prima para tão pouca idade, já Angie gostava que as duas tivessem essa aproximação que não puderam ter durante anos. Uma mesa a frente se encontrava uma mulher de cabelos castanhos que ouvira toda a conversa das duas, e tinha um sorriso malicioso no rosto misturado com um tanto de ódio, pegou o telefone já discando um número muito conhecido por ela.

— Alô, Matias?

Ela se levanta da mesa saindo pela outra entrada do restaurante, para não ser vista pelas duas.

— O que foi Esmeralda? Tô ocupado comendo.

Esmeralda revirou os olhos.

— Tenho uma notícia que nos interessa. Angie acabou de chegar em Buenos Aires e você não vai acreditar o que ela trouxe.

— O que? A Angie tá aqui? A Jade não pode nem sonhar com isso agora, mas o que ela trouxe?

— Angie tem uma filha.

Esmeralda ouviu um silêncio do outro lado da linha.

— Alô Matias? Me escutou? — Bufou ao ver que a ligação havia caído.

Melhor falar com ele pessoalmente, pensou, se dirigindo ao seu carro pronta para ir até Matias Lafontaine...

Violetta Castillo.

Não posso negar que eu estava muito feliz em ter Angie aqui novamente para me ajudar com o que fosse preciso, senti tanta falta dela e de seus conselhos maravilhosos, porém uma pequena parte minha ficava intrigada com o que ela me contou no almoço. Minha tia teve todas as oportunidades de me contar, mas porque não contou? Por Medo? Balancei minha cabeça espantando esses pensamentos frustrados, alguma coisa ainda não me convencia em sua explicação mas preferi deixar isso de lado afinal, se Angie quisesse me falar mais alguma coisa o tempo a faria falar já que eu não ia forçá-la. Minha tia estava com uma aparência mais madura, muito bonita por sinal contudo eu via a mesma Angie de sempre ali. Por outro lado eu fiquei completamente apaixonada por Alice com sua fofura, ela era muito esperta para uma criança de 5 anos e sabia falar de quase todo assunto que conversávamos. Percebi que tínhamos alguns traços em comum como mesmo gosto pela música, livros, lugares e ciência, me sentia feliz pois eu sempre quis ter uma irmã. Ok, Alice era minha prima mas iria ser a irmã que eu nunca tive e eu ia cuidá-la assim como Angie fez/continua fazendo comigo.

— Vilu está me ouvindo? — Alice me perguntou.

Depois que saímos do almoço voltamos para o Studio e enquanto Angie fazia reunião com os professores para ver as finanças do Studio, eu me candidatei a ficar com minha prima e poder conhecê-la um pouco mais.

— Claro que sim. — Menti. Alice riu sapeca com um olhar duvidoso. – Tudo bem, eu não estava te ouvindo.

— Eu sei Vilu. No que pensa tanto?

— Em como você consegue ser tão esperta! — Comentei a fazendo cócegas e ela riu gostosamente me contagiando. – Me conta mais sobre você, que tal?

Alice pareceu pensar um pouco.

— Nasci na Europa, moro com a mamãe e o tio Leo, sempre quis ter um bichinho de estimação, minha cor preferida é roxo, gosto de cantar, brincar e gosto daqui também! — Disse me fazendo rir.

Alice era uma criança tão doce, tão perfeita que eu não me cansava de admira-la notando cada mínimo detalhe. Era com certeza a mini cópia de Angie, mas uma pergunta ainda insistia em martelar na minha cabeça. Quem seria o pai de Alice? Por certo, eu não conseguia obter uma resposta e nem Angie parecia disposta a me contar isso.
— E você, do que gosta?
Alice questinou curiosamente arregalando os seus grandes olhos verdes. Comecei a pensar, era tanta coisa.…
Quando ia começar a responder vejo um homem se aproximar da gente com um sorriso, antes que eu falasse algo, minha prima corre se jogando nos braços do homem.
— Tio Leo!!
Sorri de sua animação. Era extremamente contagiante.
— Oi princesa, o que faz aqui fora? Cadê sua mãe?
— Eu tô com minha prima, Violetta. Sabia que ela é a Tini?
O homem pareceu notar minha presença, sua reação a princípio foi de surpresa, mas logo um sorriso divertido permeou seu rosto.
— Olá Violetta, sou Leonardo o namorado da sua tia… Mas me chame apenas de Leo. Angie falou muito de você.
Corei sob o olhar de Alice.
— Espero que de bem. — Murmurei entre risos e o cumprimentando com o aperto de mão. — Me chame apenas de Vilu.
— Tudo bem, se deseja assim. Bom, eu vou entrar e ver se Angie precisa de algo, com licença meninas.
Assentimos o vendo entrar. Fitei Alice que tinha uma carinha de sono, a peguei no colo.
— Precisa de alguma coisa?
— Quero ir pra mamãe. — Pediu manhosa.
— Tudo bem, vamos. — Respondi entrando com ela no Studio.

Angeles Saramego.

— Como já disse mais cedo, eu estarei disposta a fazer qualquer coisa para ajudar. Mas não podemos dar um passo errado, vou procurar um contador para que analise minuciosamente os livros contábeis e possamos achar uma solução rápido. — Expliquei olhando para cada um que estava ali.
Pablo, Beto, Gregório e Antônio tinham feições preocupadas depois da longa reunião que fizemos para tentar salvar o Studio do mar de dívidas em que se encontrava.
— Vai dar tudo certo, pessoal. O Studio vai sair dessa! — Pablo tentou nos animar.
— Vamos todos descansar e pensar em algo, de qualquer forma é um prazer está conosco novamente! — Antônio disse segurando em minha mão.
— Que isso Antônio, o prazer é meu. O que puder fazer para ajudá-lo, eu farei.
Sorri fraco.
— Senti sua falta amiga. — Beto me abraçou. Ri retribuindo.
— Com licença! — Ouvi a voz de Leonardo. Me separei de Beto indo até ele.
— Oi amor. O que faz aqui?
— Vim ver se precisava de ajuda. Olá pessoal. — Cumprimentou acanhado.
— Oi/ Olá. — Cumprimentaram de volta em uníssono.
— Bom eu acho que já terminamos por aqui…. — Comecei um pouco incerta, Pablo concordou comigo. — Podemos ir, se quiser.
— Sim sim, nos ajudou bastante por hoje. Pode ir tranquila.
Sorri agradecida para Beto.
— Vou levar os livros contábeis… — Informei os pegando na estante.
— Mami? — Alice me chamou no colo de Violetta.
— Que linda menininha. — Gregório afirmou sorrindo. Depois de todos esses anos, parecia ter mudado muito.
— Oi filha, já estamos indo tá? — Perguntei a analisando. Carinha de sono. Alice assentiu ainda no colo da prima.
— Pablo pode vir comigo?
— Claro Antônio! Com licença, tchau pra quem fica.
Pablo saiu da sala com Antônio, aproveitei aquela deixa para buscar um copo de café que ainda não tinha tomado hoje. A café quente desceu pela minha garganta queimando tudo por dentro, e me fazendo esquecer por um segundo de todos os problemas que eu tinha.
— Tá tudo bem tia?
A olhei cansada. Minha garganta parecia ter mil nós me impedindo de contar a verdade, eu queria falar tudo porém não conseguia. Forcei um sorriso, me limitando em concordar com a cabeça.
— Está sim, só a situação do Studio é meio complicada mas tenho certeza que tudo vai se resolver. Não precisa ficar preocupada.
Violetta me analisou parecendo acreditar na minha desculpa, que tinha um fundo de verdade.
— Vamos amor? — Leo questionou com certa impaciência, segurando uma Alice sonolenta em seu colo.
— Vamos sim. Er… Vilu quer uma carona até em casa?
— Não vou atrapalhar?
A olhei divertida.
— Você nunca atrapalha meu amor.
Violetta sorriu.
— Tudo bem, então eu aceito!
Peguei minha bolsa e os livros contábeis, aproveitando para abraçar minha sobrinha de lado.
— Tchau Beto, tchau Gregório. Ate amanhã.
— Até Angie!
Os dois que conversavam entre si, acenaram pra mim. Saí da sala dos professores no meio de Violetta e de Leonardo, porém paralisei abalada ao ver quem eu menos esperava ali.
Já tinham se passado anos, o reencontro aqui seria inevitável mesmo eu não querendo vê-lo durante minha estadia aqui.

German Castillo.

Por algum motivo desconhecido por mim, hoje me sentia impaciente. Olhei para a hora e era quase cinco da tarde, olhei pela milésima vez para a foto de Angie junto de Vilu num porta retrato e o peguei analisando minuciosamente o rosto de Angie. Eu sempre ensinei a Violetta que nunca fez bem viver apegado as lembranças e agora olha pra mim, ainda me doía bastante a ausência dela, mas eu precisava seguir em algum momento.
Não podia viver desse jeito, preso aos fantasmas do passado.
— Com licença German, eu vou ir buscar uns papéis no banco. — Ramallo avisou sem entrar.
Respirei fundo, pondo a foto no lugar.
— Espere, pode deixar que eu vou e aproveito passo para buscar a Vilu no Studio. Tire o resto do dia.
— Tem certeza? — Questionou incerto.
— Sim sim. Pode deixar que eu resolvo, obrigado. — Informei já me levantando, peguei a chave do carro e depois de dar uma última olhada para a foto, saí.
Entrei no carro indo em direção ao banco nacional de Buenos Aires, peguei os papéis e depois segui para o Studio sob o som de uma música calma. Por algum motivo quanto mais perto eu chegava do Studio, mais rápido meu coração batia parecendo sair do peito a qualquer momento.
Estacionei o carro e fui andando vagarosamente pela entrada do Studio, depois de tanto tempo sem pisar aqui fui invadido por algumas recordações de Angie. Continuei meu caminho um pouco abalado, e com a estranha palpitação no peito que parecia explodir a qualquer momento entrei no Studio.
Parei no caminho ao ver ela ali tão linda, pisquei algumas vezes pensando ser miragem e quando constatei que não a supresa foi grande. Angie estava em Buenos Aires novamente, seria o destino querendo nos dizer algo? Quando ela me olhou, pareceu tão pertubada com aquele encontro repentino quanto eu. Seus olhos verdes arregalados denunciavam sua surpresa, não conseguia parar de admira-la por nenhum segundo, estava maravilhosa e o tempo só a tinha feito bem. Porém qualquer esperança por mínima que fosse, foi quebrada em mil pedaços assim como meu coração quando eu a vi de mãos dadas com um homem que segurava uma criança loira em seus braços. O que pra mim tinha ficado claro que Angie tinha me esquecido pra sempre, ela tinha constituído uma família com outro homem.
Nunca achei que o amor pudesse doer tanto, preferia mil vezes ter ficado em casa ao invés de presenciar essa cena. O silêncio no ambiente era constrangedor, a tensão qque havia pairado pesava, e por mais que eu quisesse não conseguia tirar os olhos dela que me observava corada com o choque. Suspirei e como se aquilo não tivesse me afetado em nada, a cumprimentei.
— Olá Angie…
Seu olhar intenso recaiu sobre mim, me fazendo estremecer ao lembrar de nós.
— German…
Se limitou baixando o olhar, me supreendi com tamanha frieza. Angeles havia mudado bastante, e eu preferia ter levado um soco. Talvez se eu tivesse levado um teria doído bem menos.
Eu precisava esquecê-la o mais depressa possível, Angie não era mais uma opção pra mim mesmo depois de todos esses anos.

Notas finais
E ai gente?? Gostaram? Não se esqueçam de comentar, favoritar e acomapanhar. Amo vocês do fundo do coração. ❤ >> @rayxcarvalho