Notas iniciais
Heeeeey, people! Aqui estou eu, com minha primeira OneShot.
Sim, sim, a primeira...
Se estiver legal, coments, please ;D
Se não estiver legal, coments, please ;D

Não aguentei.

Ele me traiu. De novo.

Saí pelos corredores de Hogwarts, já à noite, chorando. Cheguei ao sétimo andar. Parei em frente à tapeçaria de Barnabás, o amalucado, e a porta da Sala Precisa abriu, sem eu ter pensado em nada.

"Deve ter alguém aí dentro", pensei.

Abri a porta e coloquei minha cabeça lá dentro, para ver se a sala estava vazia. Graças à Merlim, estava. Desejei uma poltrona, daquelas reclináveis e super fofas e um cobertor, que apareceram magicamente em minha frente.

Me sentei e me cobri, chorando feito uma criança que acabara de quebrar o brinquedo favorito.

Quando estava quase me recuperando da recente briga com Ron, alguém entra na Sala. De todas as pessoas no mundo, ele era quem eu menos queria ver. Ou talvez não. Draco Malfoy.

Há algum tempo, eu venho reparando mais nele. Ele estava mais relaxado, como se a derrota de Voldemort o tranquilizasse e tirasse um peso gigantesco de suas costas. Acho que comecei a nutrir algum tipo de sentimento por ele, que com certeza não era ódio.

Assim que o vi, me levantei, sequei rapidamente meus olhos e saí andando, sem nem olhar pra trás.

–Granger! – ouvi alguém me chamando pelo corredor que eu acabara de cruzar.

Parei, calmamente e olhei para trás, ainda fungando um pouco, para olhar o indivíduo animalesco que havia me chamado, atrapalhando minha caminhada dramática até a torre da Grifinória.

–Perdeu algo, Malfoy? – perguntei, tentando reprimir um sorriso que teimava em se formar nos meus lábios quando olhava naqueles frios olhos cinzas.

–Eu só queria saber se você estava bem, sabe. Você estava chorando. – ele perguntou, passando a mão pelos cabelos, timidamente.

–Não, não aconteceu nada. – respondi, abaixando a cabeça, me virando e andando em direção à torre.

Senti dedos frios envolvendo meu punho, o que me fez parar e olhar para meu pulso e seguir pelos braços dele até chegar a seu rosto.

–Você e o Weasley brigaram de novo? – ele perguntou, relutantemente olhando nos meus olhos.

Um impulso quase fez com que eu desviasse o olhar, mas me manti firme, encarando o loiro.

–Sim, brigamos, mas você não quer saber. – falei, fechando os olhos e deixando algumas lágrimas escorrerem pela minha face.

–Hey, não chora por aquele idiota. – ele falou, tentando me consolar. – Ele não merece uma garota incrível como você.

–Se eu fosse tão incrível, assim como você disse, nós não brigaríamos toda hora.

–Qual foi o motivo da briga? Traição? Ciúmes? – ele foi me guiando até a Sala Precisa e eu, inconscientemente, contei a ele tudo o que aconteceu. Desde que eu flagrei ele com a vaca da Lilá Brown até quando eu saí correndo pelos corredores e Draco havia me encontrado. Quando contei sobre Ron e Lilá, eu comecei a chorar como um bebê, e ele teve uma atitude muito fofa, na minha opinião. Ele simplesmente me abraçou e eu terminei de contar a história nos braços dele.

–Então ele te traiu, vocês brigaram e você terminou com ele? – ele resumiu o meu imenso relato sobre eu e Ron.

–Resumidamente, foi isso. – eu tinha que admitir, ele era um bom ouvinte.

–Você pretende, sei lá, voltar com o Weasley?

–Sinceramente? Acho que agora terminamos de vez. – eu realmente gostava do Ron. Não queria que "nós" acabasse como "eu e ele". Mas esse sentimento foi, aos poucos, diminuindo até como está agora.

Ele ficou em silêncio por um tempo, como se estivesse pensando em alguma coisa que mudaria a vida dele pra sempre, o que não era o caso.

–Sabe, Hermione – ele começou – eu estava te procurando, quando te "encontrei" aqui.

–E o que que você gostaria de falar comigo?

–Como eu posso te dizer isso... Bem, desde o quinto ano – aquele ano foi muito doido... – eu comecei a gostar de você. Da sua atitude, da sua personalidade, do jeito que lidava com os problemas. Os anos foram passando, e aqui estou eu. Gostando ainda mais de você, e um de meus objetivos se realizando: estar a seu lado há uma hora, sem discutirmos ou eu levando um soco seu.

Fiquei um pouco surpresa com sua revelação, mas sorri com aquela lembrança. Parecia tão distante, como se tivesse acontecido há séculos, mas foi há apenas cinco anos.

–O tempo passa, as pessoas mudam. – disse eu – Num dia, somos inimigos. No outro, consolamos uns aos outros.

–Verdade. Olha, Hermione, eu queria te perguntar uma coisa.

–Pode falar.

–Bem, eu estive reunindo coragem para pedir uma coisa.

–Que seria... ?

–Se você gostaria de sair comigo, qualquer dia desses.

–Ah, eu adoraria! – eu disse, acho que tinha ficado maluca, e abrindo um grande sorriso, mas rapidamente (eu juro que tentei) tentei reprimi-lo, o que não deus muito certo.

–Então, sexta vai ter uma saída para Hogsmeade. Te vejo lá? – ele perguntou, um pouco surpreso com a minha resposta repentina.

–Ok. Às duas, está bom? – disse, ficando levemente rosada.

–Sim, sim, ótimo. – ele disse, abrindo um pequeno sorriso, como se estivesse reprimindo-o. – Já está um pouco tarde... Preciso voltar para meu dormitório.

–Ahn, claro. Preciso voltar, também. – disse, me levantando e dando um rápido selinho em Draco. Fui correndo até a porta, cruzei o corredor e só parei de correr quando estava próxima do retrato da Mulher Gorda.

O que deu em mim? Bom, pelo menos vou ter um encontro com Draco Malfoy.

*** Três anos depois ***

–Você, Draco Malfoy, aceita Hermione Granger como sua legítima esposa? – disse o padre. Eu olhei pra todos os meus convidados: Harry, Ginny, Ron, Lilá, Jorge, Angelina, Gui, Fleur, Víktor Krum, meus pais, e todos os meus amigos e colegas, que poderia ficar citando o dia todo.

–Aceito. – Draco falou, com um sorriso imenso no rosto, que tenho certeza que não era maior que o meu.

–E você, Hermione Granger, aceita Draco Malfoy como seu legítimo esposo? – o padre perguntou e eu, quase chorando de felicidade, respondi:

–Aceito.

–E agora eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. – e aquele foi o melhor beijo da minha vida.

Notas finais
Bom, é isso. O final ficou tosco, mas foi esse o meu final.