The Beauty in Darkness
42 Capítulo - The End
Notas iniciais
– Roza está com 12 anos de idade e Ben com 10
Katherine com 37 e Duque com 54
E suas mãos, elas acenam com despedidas
E eu traria você de volta, se você me recebesse
Saul está contando uma história de Príncipe e Princesa para Roza no jardim — isto é uma promessa que ele fez ao Zac (antes do mesmo falecer) -, lembrar dele ainda me dói, mas cada vez que Saul conta uma nova história sinto que ele está bem.
Duque aparece atrás de mim que os observava pela janela.
– Essa história é linda. Acho que temos um amigo escritor. – Duque apareceu atrás de mim sorrindo. Abraçou-me e sussurrou em meu ouvido:
– Nada contra o Herói, mas prefiro a Donzela.
Eu sequei uma lágrima. – Gosto dos dois juntos.
Ele ficou na minha frente de modo que ambos ficamos olhando para a janela enorme.
– Você ainda o ama, não é? – perguntou pegando minha mão, eu tirei meus olhos de Roza, Ben, que brincava com seu cachorro Salomão, e Saul e o observei.
– Sim, desculpe, mas eu ainda o amo. – Ele olhou para o lado. – Tudo que eu desejo quando acordo é que ele esteja ao meu lado, que tudo tenha sido um pesadelo, eu quero poder sentir o amor dele de volta.
– Estou com medo de Benjamin, não quero que ele passe pelo que passei. — ele muda de assunto rapidamente.
– Ele não vai. Educamos ele bem para isso não acontecer. – Eu fui para perto do espelho arrumar meus cabelos que bagunçaram com o vento.
Então aqui estou eu, estou tentando
Então aqui estou eu, você está pronta?
Duque me balançava fazendo com que eu acordasse assustada, assim que abri os olhos ele me abraçou com força e começou a me beijar.
– Temos tempo para isso amanhã, querido. – Beijei-lhe o pescoço.
– Não disse mais cedo que queria acordar e me ver? – Eu o afastei com o braço assustada.
– O que está acontecendo?
– Sou eu, sou Zac. – sorriu levantando uma sobrancelha como só ele fazia.
– Prove. – eu disse deixando um sorriso escapar.
– Você morreu comigo, mas eu ainda vivo em você. – ele olhou-me nos olhos com ar de superioridade sarcástica, eu o abracei com força chorando.
Eu podia o sentir, mas mesmo que aquilo fosse um sonho era o melhor que tive em minha vida e precisava me agarrar aquilo, agarrar ao meu amor.
– Eu te esperei tanto, pensei até em me matar. – confidenciei deitando em seu peito, quer dizer, no peito do Argon.
– Você merece viver, querida. – Alisou meu cabelo.
– Por que se foi? Quer dizer, você saberia que morreria.
– Eu te amava, mas uma parte de você o queria. Eu vim a Terra para...
– Morrer. – interrompi magoada.
Vamos, me deixe abraçar você,
Tocar você,
Sentir você,
Sempre
– Para amar você, Katherine. – Ele virou meu rosto para o dele. Beijei-lhe com ternura e fechamos os olhos juntos.
– Zac, Zac, Zac! – gritei balançando o corpo adormecido de Argon que acordou assustado.
– O que houve, meu amor? – ele perguntou protegendo meu corpo.
E eu sentirei falta da sua risada, do seu sorriso
– Eu... Eu... – Comecei a chorar a ideia de mais uma vez Zac ter ido embora para Argon ficar fez meu coração acelerar e eu ficava cada vez mais nervosa.
– Essa sua obsessão está acabando conosco! – grunhiu virando-se para o lado para chorar ao invés de adormecer.
Eu admitirei que estou errado, se você me disser
Na manhã seguinte eu estava nua deitada em nosso divã quando ele saiu do banho apenas de toalha e passando a mão pelos fios louros úmidos.
– Meu amor sobre ontem, eu... – Ele começou e eu me levantei indo até ele e acariciando seus ombros. Ele me abraçou, fazia tempo que não fazíamos aquilo.
Passei todo nosso casamento culpando Argon pela morte de Zac, todo nosso casamento ferindo-o assim como feri Zac e passei todo meu casamento praticamente tendo ódio do meu marido.
– Desculpe-me, eu juro. – Ele começou a chorar. – Se eu pudesse voltar atrás eu jamais casaria com ela, eu juro. Eu juro que eu ficaria com você, Katherine. Me perdoa, por favor. Eu não quis matá-lo! – Sua última frase deixou-me surpresa. Foi naquele momento que percebi que Argon passou 10 anos de sua vida pensando que era um assassino quando, na verdade, o meu egoísmo o matava cada dia mais.
– Chega de culpa, querido. Não há nada do que se arrepender.
– Mas eu poderia ter sido...
Eu mordi seu lábio de leve. – Poderia ter sido você. E você foi. Se não passássemos por tudo, Roza não nasceria e nem Bem, talvez. Estou feliz pelo que estamos nos tornando não mude isso, meu amor. – Beijei-lhe sua testa como ele fazia comigo às noites. Ele me pegou no colo e sentou-se no divã, seu membro cutucando-me abaixo da toalha.
Eu estou tão cansado de brigas, eu odeio elas
Vamos começar isso de novo, de verdade
Ele alisou minhas pernas que estavam uma de cada lado em seu aperto.
– Eu prometo errar todas as manhas, só para me desculpar com você de noite.
– Eu prometo te amar todas as manhãs e as noites estarei ocupada demais te desculpando. – Nós rimos e ficamos nos beijando ali mesmo.
Nenhum dos dois disse “Eu te amo” ao outro, não que não queiram, simplesmente porque não precisava. Toda manhã que ele errava, ela o desculpava às noites e todas as horas dos dias eles se amavam.
Há um livro em que o personagem principal disse que poderia ter dito algo naquele momento e que aquilo mudaria tudo, mas não disse. E aquilo não mudou nada.
Palavras não são necessárias. “Eu te amo” quem diz é o olhar. Eles nunca pararam de se olhar.
Nem quando Katherine permitiu que seus olhos se fechassem.
– Always — Blink 182
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