The Beauty And The Brute
9 XI. Complicações
Notas iniciais
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
- O que é isso?
Apontei para a mesa um pouco surpresa. Estava muito mais arrumada que o habitual. Vários e diversos talheres e taças diferentes que geralmente não estavam ali.
Vincent mordeu o lábio, querendo esconder sua culpa e caminhou até a mesa, sentando-se.
— Senta.
Chamou, muito quieto.
Sentei um pouco irrequieta e esperei que me explicasse.
- Você vai precisar disso no jantar do baile. – contou. Suspirei. – Sabe usar?
— Nunca precisei usar todos esses talheres e copos...
Dei de ombros.
— Vou ensinar.
Depois disso, tive muita coisa para aprender. Postura, usar os talheres na ordem de fora para dentro, assim como as taças, cotovelos fora da mesa – essa foi difícil para me acostumar – mas Vince foi mais paciente do que eu esperava.
— Acho que funcionou. – sorri. – Consegui aprender.
- Se precisar de ajuda pode sussurrar para mim na hora, eu vou estar do seu lado.
Olhei para baixo. Aquilo tudo me deixava um pouco ansiosa. Ter que fazer aquele teatro de “pai e filha” amorosos na frente dos outros era um pouco constrangedor. Mas faria o máximo para que ninguém desconfiasse.
— Em quanto à dança?
Quis saber. Vincent se movimentou, levantando da cadeira e ligou um estéreo na sala, uma música lenta antiga começou a tocar. Enrubesci por completo quando estendeu a mão para mim, se eu não tivesse jeito iria passar a melhor vergonha.
Levantei e me posicionei na frente dele, sua mão esquerda pousou suave na minha cintura e a outra apoiou a minha mão no ar.
Ele levantou um pouco mais meus braços, corrigindo minha postura:
— Olha pros meus olhos.
Pediu. Tentei não me desconcentrar, estava acostumada a poder ver meus pés e assim fazer um pouco melhor.
— Fixamente?
— Eu tenho de guiar você.
— E se eu pisar no seu pé...?
— Vamos devagar no início. Pise com o pé direito para trás.
Pisei para trás um pouco bamba e ele me segurou, pisando com o dele para frente, assim se seguiu, me dizendo para onde ir até que eu consegui gravar a ordem dos passos. Não era tão difícil.
— Quando aprendeu a fazer isso?
- Minha mãe quando ainda estava conosco. Me levava para muitas festas de gala e me ensinou essas coisas.
Os olhos dele ainda estavam muito intensos sobre os meus, meu coração estava descompassado. Levemente ele pegou minha mão e me girou no lugar me fazendo dar risada.
— Acha que vou me sair bem?
Indaguei, um pouco hesitante.
— Por que se preocupa tanto? São um bando de velhos, apenas, que vão estar aqui. E mulheres que já passaram por muitas plásticas.
Ri só de imaginar.
— Mas são mulheres plasticadas e velhos muito importantes, imagino.
- Eles nem vão prestar atenção no que você fizer, todos sabem que você é nova nisso tudo.
— Eu espero.
Assim que desejei, ele beijou meu rosto e terminou a dança, desligando o som com o controle remoto.
Escondi um sorriso quando notei que era a hora de ir pro quarto. Não sei não, mas, parece que eu já estava começando a me viciar naquelas doses de prazer.
Seguimos para dentro do quarto e Vincent tirou o suéter. Não queria atacá-lo, a pesar de sentir vontade, então deitei na cama. Ele me observou intrigado por um tempo antes de vir se deitar, só de cueca Box. Mordi o lábio e esperei pacientemente ele sentar na cama, ao meu lado.
— Você parece cansado.
O rosto de Vince se retraía com muita tensão, desde que chegou do trabalho.
— E estou. – tocou minha coxa, relaxado. – Não sabe o que é ficar sentando numa mesma cadeira o dia todo.
— Na realidade eu mudo de lugar algumas vezes, mas a sensação é de estar na mesma cadeira.
— Pode ser.
Sorriu.
— Pode deitar e faço uma massagem nas suas costas.
Sugeri, estava tentando instigá-lo um pouco, mas se estivesse muito cansado estava tudo bem deixar para outro dia.... Paciência.
Vi-o se deitar e sentei com seu quadril entre minhas pernas. A visão do contorno de suas costas ainda me deixava hipnotizada. Desci minhas mãos suavemente até seus ombros e massageei devagar, com cuidado.
Ele gemeu um pouco, apreciando a massagem.
Estava no meio da massagem quando me assustou, levantando-se de repente e me jogando na cama, com as mãos cerradas em meus pulsos, as órbitas dominantes de sempre:
— Já chega.
Seus lábios curvaram-se com malícia e finalmente me beijou, um beijo de pouco tempo para fôlego, selvagem.
Cravei minhas unhas em suas costas e Vincent me suspendeu, fez com que sentasse no seu colo, movi meus quadris para estimular o volume na sua cueca, que crescia cada vez mais, me excitando.
— De quatro.
Ouvi sua voz grave mandar, no meu ouvido. Aquilo me provocou ainda mais, adorava receber ordens enquanto estava fazendo aquilo.
Me virei e fiquei de quatro, meu clitóris pulsava. Vincent ficou de pé e se inclinou, com uma mão puxou meu short para o lado, despindo uma parte da minha bunda e beijou, depois mordeu.
Gemi, safada. Ergueu-se e deu um tapa antes de tirar meus shorts com minha calcinha. Observava ele, sua feição um tanto malvada sempre me deixava animada.
Rapidamente tirou a cueca e ficou com o membro ereto à mostra. Encostou a cabeça na minha vagina e logo gemi alto, começou o jogo de excitação quando ele massageou seu pênis pela minha vagina, minha bunda, se recusando a introduzir, quanto mais eu gemia, o sorriso se abria em seu rosto, gostando daquilo.
Estava louca de prazer quando encaixou, soltando o ar que prendia, e logo começou a movimentar, segurando na minha bunda e aumentando o ritmo. Estava implorando, o suor escorria pelas minhas costas. O som do seu quadril batendo em minha bunda era estimulante e com certeza cada posição diferente era uma sensação nova.
O gemido de Vincent era sexy, baixo e grave, não podia ouvi-lo sem entrar em êxtase.
— Bate, Vince...
Pedi, ele obedeceu. Começou a movimentar e me dar alguns tapas enquanto isso, aumentando o nível de prazer. Soltei um grito alto quando gozei, que cessou assim que diminuiu o ritmo, retirando devagar.
Assisti-o massagear o pênis com as mãos para gozar também. Me deitei um pouco ofegante, todo o meu corpo formigava, quente.
Podia ouvir a respiração descompassada de Vince também. Mas assim que descansou, não demorou muito, ele lançou seu olhar ferino sobre mim e mandou:
— Vira.
Estava de barriga para baixo e fiz o que ele pediu. Imaginei que fosse encaixar de novo, mas ele ajoelhou no chão e abriu minhas pernas com a cabeça quase na altura da minha vagina. Foi rápido quando colocou a cabeça entre minhas pernas.
No mesmo momento lambeu minha virilha e minha vagina, quase enfiando a língua na minha entrada. Não sabia o quanto de habilidade ele tinha com a língua até ali. Comecei a me contorcer na cama, delirando.
Esfregou seus lábios, lambeu devagar e rápido ao mesmo tempo, sempre que eu gritava mais ele acariciava minhas coxas suavemente, me trazendo arrepios incontroláveis.
— Gosta disso?
Perguntou, num sussurro, inclinando-se para olhar para mim. Mordi o lábio apetecida:
— Muito...
Gemi. Vincent fez até que eu ficasse molhada, depois veio ao meu encontro, deitamos na cama. Minha cabeça em seu peito, descia e subia quando inflava. Me senti tranquila.
**********
Os dias se passaram e lá estava eu na frente do shopping. Misha tinha um compromisso antes de vir, então prometeu que se encontraria comigo por lá. Como sempre, a pesar de continuar desconfiada quanto às verdadeiras intenções de Vince, ela adorou poder me ajudar com as roupas de festa.
Misha era obcecada por moda desde criança, e estava sempre muito bem vestida, antenada sobre todas as tendências. Eu não me vestia mal, mas não sabia tanto quanto ela e principalmente antes do meu pai morrer, já que não tínhamos muitas condições de comprar roupas caras. Misha tinha uma família de condição melhor e se vestia mais bonito.
Ela iria fazer faculdade de moda e com certeza iria ser muito famosa. Ir para o shopping com ela era como uma aventura, porque ela se divertia muito correndo atrás de acessórios e explorando as lojas.
Mas justo quando Théo havia me deixado no shopping e eu fui até o centro para esperá-la o telefone tocou com uma das piores notícias:
— Não brinca, Mi!
Lastimei, derrotada.
— Não posso, minha mãe está se sentindo um pouco mal e pediu para que eu ficasse cuidando do meu irmão essa tarde. Sinto muito, sabe que se pudesse estaria aí.
— Não pode pedir para Patrick cuidar do Billy só por hoje? – Patrick era primo de Misha e morava muito próximo de lá. – Por favor...!
— Não dá, ele tem um trabalho de química em grupo para fazer e não pode vir. Sinto muito, podemos marcar para outro dia, se puder.
— Tudo bem...
Suspirei, desligando o celular, desolada. Como aquilo pôde acontecer? E não podia remarcar porque estava nas retas finais do semestre e as atividades escolares estavam me sufocando um pouco.
Mas ao mesmo tempo, não saberia comprar as roupas corretamente, algo podia dar errado e não podia fazer besteira àquela altura.
Peguei meu celular e sentando-me na fonte do centro do shopping Center, eu liguei para Vincent, era o único jeito. Talvez conseguisse me ajudar.
— Alô?
Atendeu, com um pouco de tensão na voz.
— Desculpa, Vince, é a Val. – ouvia barulhos do outro lado da linha, como de dedos teclando no computador, papéis sendo trocados de lugar, coisas caindo no chão. – Sei que deve estar ocupado, mas houve um problema.
Fiquei um pouco sem graça de lhe contar isso, foi a única coisa que me confiou e lá estava eu dando problemas.
Detesto isso, gosto de poder cuidar de tudo sozinha, fazer tudo direito, isso nunca foi um problema pra mim, sempre fui muito responsável. Mas naquela situação não podia arriscar fazer algo errado.
— Tudo bem, tenho tempo, pode falar.
— Misha não vai poder vir, e... E agora? Não faço a menor ideia da marca de smoking que devo comprar pra você, ou o comprimento do meu vestido...
— Tudo bem, ah... – começou a pensar, arfando o ar do outro lado da linha. Podia até imaginá-lo com o celular na mão, enquanto se esticava para fazer outras coisas na mesa de trabalho, super ocupado. – Posso mandar a Kathrin ir te ajudar, ela está perto daí mesmo.
— Kathrin...? – hesitei. Aquela secretária de que ele havia falado, não havia motivo para que eu ficasse preocupada, mas ainda assim algo me incomodava. Deixei para lá o meu incômodo, que seja. – Tudo bem, então.
— Vou desligar e ligar para ela, pode ir para qualquer lugar, vou dá-la seu número.
P.O.V. Vincent
— Kathrin?
Me certifiquei quando ela atendeu meu telefonema. Estava tão atarefado que poderia ter ligado para o número errado, me atrapalhado ou qualquer coisa do tipo.
— Sim, Sr. Gregory, posso ajudar?
— Vá até o shopping Center mais próximo, Valerie está lá e precisa de ajuda com as roupas de gala. Anote o número dela... – comecei a ditar os números enquanto ela parecia ouvir tudo. – Não demore... – acabei esquecendo, depois de Val me alertou, tinha me preocupado muito com as boas maneiras com meus funcionários. – Por favor.
— Claro, Sr. Gregory, mas... – pairou, ouvi seu pigarreio. – Quem é Valerie?
Claro, tinha me esquecido disso. Eu não costumava trazer notícias sobre o que acontecia na minha vida pessoal, portanto já deveria ter esquecido que a adotei. O que é irônico já que ela mesma fez com que eu ficasse sabendo da existência dela.
— Minha filha.
Soltei uma baforada, seria ótimo que me deixasse continuar o trabalho agora.
— Ah, mas é claro, a garota órfã...
Kathrin pronunciou com certa indiferença, o que me deixou um pouco intrigado.
— Não mais.
Corrigi.
— Estou indo, tudo certo.
— Obrigada.
Lembrei de dizer antes de desligar.
P.O.V. Valerie
Já havia se passado uma hora quando uma moça, de cabelos loiros, presos num rabo de cavalo e muito bem vestida, com saltos altos e uma calça vermelha por cima de blusas e casacos em preto e branco veio até mim. Sua bolsa de couro reluzia um símbolo de alguma marca cara e tinha óculos escuros no rosto, seu andar era esnobe.
Somente quando se aproximou o suficiente pareceu se corrigir e abrir um sorriso falso ao dizer:
— Ah, você deve ser a Valerie.
Era tão magra que podia jurar que quebraria ao meio, mas não podia reclamar muito já que minha estrutura corpórea também não era das mais avantajadas. Seus movimentos sempre muito elegantes. Estendeu a mão para me cumprimentar:
— Prazer, eu sou a Kathrin Wilson, a secretária-assistente do seu...Pai. – toda sua simpatia era muito forçada e assim que pronunciou a palavra “pai” ela soltou uma risada que não entendi muito bem. – É um pouco estranho saber que Vincent Thomas tem uma filha.
Tirou os óculos do rosto e foi caminhando ao meu lado para algum lugar, provavelmente me levando até a loja. Estava fazendo o máximo para ser espontânea, mas estava evidente que não gostava de mim.
Me media de cima à baixo como se eu fosse um “isso”.
— Mas me diga, como está a vida de vocês dois?
Tentei fingir que não estava notando o jeito que ela ironizava tudo que dizia. Continuei caminhando e arrisquei responder com naturalidade:
— Está indo muito bem, não é tão ruim quanto parece.
Entramos numa loja silenciosa e ampla, com vários vendedores bem vestidos espalhados pelas seções. Um deles nos viu e veio na nossa direção.
— Ah, querida, devo admitir que realmente, deve estar gostando muito de você, porque... Ele tem andado muito mais calmo ultimamente e acho que foi desde que você entrou na vida dele.
Estava insinuando algo, mas continuava me fazendo de boba para não criar antipatia. Não podia tratá-la mal, ao menos não enquanto precisasse dela. Mas confesso que já estava me dando o nojo a maneira que estava me subestimando.
— Posso ajudar?
Um vendedor de cabelos negros de postura ereta perguntou, sorridente.
— Claro, querido, por favor me traga os melhores vestidos longos da medida dessa mocinha e os melhores smokings tamanho M.
— É pra já.
Ele assentiu para Kathrin e foi até as araras, escolher os modelos. Kathrin veio andando comigo até os provadores e ficamos de frente para o espelho.
- Então, Valerie... – começou. – Você sabe alguma coisa sobre trajes de gala?
— Não, nada.
Encolhi os ombros.
— Ótimo, posso ensinar tudo para você, olha aqui... – caminhou, tinha algo muito superior na forma que ela falava, como se eu fosse uma completa ignorante que estava começando a me frustrar. Ela andou até um cabide perto dali e pegou um vestido modelo verde e um pouco abaixo dos joelhos. – Abaixo dos joelhos, é longuete. Curtos são usados em eventos muito informais quase sempre, e longos são até os pés ou bem perto disso, são usados nos eventos mais formais, elitizados.
Voltou até o cabide e repôs o vestido que segurava, quase plainando no ar.
O vendedor voltou com os vestidos e uma mulher estava ao seu lado com alguns smokings.
— Bom, já que você é muito jovem para usar um longo, existem alguns truques para não ultrapassar as regras, como esse...
Ela foi até o vendedor e pegou um dos vestidos, dourado de uma só manga na parte de cima e a parte de baixo preta, curta na frente e longa atrás, como que num degradê de tamanhos.
— Mas isso é permitido?
— Claro...!
Exclamou, segura.
— É uma opção muito segura, é jovem e considerado um intermediário de longo e curto, perfeito pra senhorita.
O vendedor opinou. Coloquei por cima, depois fui provar. Mal podia acreditar, tudo bem, aquela loira tinha mesmo dado um palpite de qualidade. Tinha servido perfeitamente.
Saí do provador e ela abriu um sorriso um tanto satisfeito, já que ela que escolheu era fácil se sentir o máximo que tenha servido.
— Perfeito, vamos levar, esse, volte para tirá-lo do corpo.
Falou, entrei de novo no provador para tirar o vestido, suspirando. Precisava de muita paciência para aturá-la, ela simplesmente era repugnante.
Tirei o vestido e quando saí a vi dando uma olhada nos smoking, meio que esfregando os dedos no tecido, talvez para examinar o melhor deles.
- Está escolhendo o smoking?
Perguntei, ao me aproximar, e comecei a analisar o que ela estava fazendo.
— Vou levar este aqui. – apontou para um deles e o vendedor saiu para efetuar a conta, só então me deu atenção. – Um bom smoking é uma questão de textura.
- Você sabe as medidas do Vince?
Ergui uma sobrancelha. Ela gargalhou, irônica.
— Quem você acha que sempre escolheu as roupas dele antes de você aparecer?
— Logo vou poder aprender e não vai mais precisar fazer isso.
Sorri, um pouco cínica. Queria fazer questão de que entendesse o recado.
— Claro, querida, vai aprender tudo logo, muito rápido. Você é uma menina inteligente... – seu tom era falso de dar nojo. Respirei fundo, pacientemente. – Mas posso te dar um conselho de amiga?
Se aproximou, cheia de malandragem, fingi que estava acreditando na sua sinceridade:
— Tudo bem.
Ela se inclinou e falou num tom mais baixo.
— Seu novo pai... É um homem cheio de artimanhas, pode parecer gentil às vezes, mas... Não se engane, tenha sempre um olho aberto antes de confiar.
Fiz uma careta, cheia de repulsa. Não confiava no que ela dizia, não confiava mesmo. Mesmo que tivesse motivos para acreditar no que ela disse, não me convencia nada. Ela tinha segundas intenções em me dizer aquilo, estava querendo me colocar contra ele por algum motivo.
Saímos da loja e nos despedimos, como sempre sorridente em seu teatro, ela se foi. Revirei os olhos assim que não a vi mais.
Era difícil aturá-la, detesto pessoas cheias de falsidade, no caso dela, a falsidade dela era tão falsa que transparecia e não enganava ninguém.
Fui direto para casa. Deixei a sacola com o smoking de Vincent em cima da cama dele e fui até o meu quarto, guardar o meu vestido no armário em um lugar seguro.
Esperava que tivesse dado tudo certo.
Notas finais
Obrigada por terem lido, até o próximo. Não esqueçam de checar "O desconhecido" na minha lista de fics. Vale a pena dar uma olhada. :)
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
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