The Battlefield - O Campo de Batalha

7 Capítulo 06 - Quando Você Não Está no Ônibus


Notas iniciais
"Okay, vou preparar o avião para a aterrissagem..."

O Sol ainda estava alto no céu quando May preparava-se pra estacionar o Bus. Estivera por muitas vezes na Índia em missões anteriores e conhecia Bombaim com a palma das mãos. Quando o avião de luxo de Colson adentrou em território indiano, a agente nível 7 o programou para viajar automaticamente pelos céus enquanto repassava com a equipe as últimas recomendações da missão.

– May, Ward e Fitz, vocês vão descer até a área de ocorrência, localizar o 0-8-4 e avaliar os riscos evitando entrar em contato direto com o objeto antes de descobrir sobre sua natureza. Simmons precisa permanecer comigo assistindo Skye, mas estaremos monitorando a atividade de vocês com o novo dispositivo de Fitz.

– Aqui – Fitz entregava o dispositivo para Simmons – Eu e Skye estávamos trabalhando num projeto e nós simplificamos o programa de banco de dados. E também desenvolvi um novo dispositivo e ela criptografou os arquivos. Funciona assim: Vocês colocam esse pequeno broche num local fixo no corpo de vocês...

– Pode ser no casaco? – Interrompeu Ward.

– Pode, contanto que você não precise tirar ele para absolutamente nada.

– Okay... Casaco não – Disse desconfiado o agente de Operações.

– Continuando... Esse mini broche possui um correspondente simétrico que fará a ponte de comunicação entre nós e vocês, de modo que existem três tipos diferentes deles.

– Quer dizer que o meu localizador só se conecta ao dispositivo idêntico, que no caso estará aqui com vocês no Bus? – Entendeu, May.

– Exatamente. Isso evita várias falhas e interferências de ondas durante a comunicação e o melhor, dificulta o acesso indevido por qualquer um que não possua o dispositivo gêmeo. Skye cifrou um protótipo e eu reproduzi para os outros. O acesso ao Walkthrough se dá apenas através da leitura biométrica e a chave para decodificação.

Walkthrough, Fitz! Você disse que não o chamaríamos desse jeito! – Bradou Simmons com um leve sorriso, como se tudo que ela falasse precisasse vir acompanhado de um toque de doçura.

– Mas você queria Kino, Jemma! Não é original!

– Eu só sugeri o nome como homenagem... E sim, eu prefiro Kino à Walkthrough.

– Fitz-Simmons, temos menos de meia hora até eu precisar voltar pra cabine e aterrissar o avião, então, se isso puder ser rápido...

– Okay – desculpava-se Fitz – Enfim, o dispositivo receptor abriga seis mini localizadores diferentes. É como encaixar seis pen-drives em seis entradas distintas e nomeadas. São eles: Mike, Whiskie e Fox que são os nossos dispositivos – Olhava para May e Ward – e Charlie, Sierra e Juliet que estarão na reserva para as próximas missões. Quando vocês saírem do Bus, Jemma vai conectar cada dispositivo em sua respectiva entrada e vocês aparecerão como pequenos pontos coloridos num mapa gerado em tempo real através da sincronização com imagens de Satélite. Eu criei mais deles, mas como essa é uma missão de três agentes, os outros poderão testar o dispositivo mais tarde... Skye vai amar isso.

– Tudo bem, vamos lá então – Ward esboçou um breve suspiro.

– Okay, Okay... Agora eu só preciso pegar as digitais de vocês e o dispositivo funcionará como um localizador num raio de 2km. Ah! Ia me esquecendo... O dispositivo está envolto numa camada fina de plástico caso vocês entrem em contato com água ou encontre amigos desagradáveis com detectores de metal.

– Brilhante, Fitz! Skye ficará animada quando acordar!

– Sim, ficará... Cuide bem dela, Jemma.

– Okay, vou preparar o avião para a aterrissagem.

–-



– Fitz! Como está a situação aí?

– Nada limpa! – Disse o agente com água até o joelho.

– Até que essa camada plástica veio bem a calhar, quem diria que um templo Indiano milenar teria um compartimento subterrâneo inundado? – Indagava Ward, despreocupadamente.

– Eu diria. – Arriscava Fitz enquanto saía de dentro de um dos muitos poços que havia no interior do templo – Templos antigos como esse costumavam servir para mais de uma função. Será até comum se encontrarmos mais entradas e saídas por entre esses túneis.

– O que mais pode ter sido destruído ou levado pela água? – May perguntava enquanto analisava as pequenas frestas nas grossas e úmidas paredes do templo.

– Onde está o nativo que Colson disse que ajudaria a gente?

– Se movendo, bem atrás de você, Fitz. – Indicou Jemma pelo Walkthrough, detectando uma quarta mancha de calor.

– Você fala o meu idioma? – Perguntou Ward numa língua tão enrolada quanto ele no quesito sociabilidade.

– Sim – Disse sorridente um dos monges que cuidavam do Templo.

– Ótimo. Sou o Agente Ward formado em Operações na S.H.I.E.L.D e esses são os Agentes Fitz, e May. Viemos pelo objeto desconhecido que chegou ao nosso conhecimento. Poderia nos levar até ele?

– Claro! Sigam-me.

May, Ward e Fitz seguiam o monge indiano pelos velhos corredores até chegarem a uma espécie de sala redonda onde se faziam rituais. Parcialmente infiltrada no solo, estava a ponta do que parecia ser um Bracelete de aço com alguns detalhes dourados que Fitz escaneou imediatamente para Simmons analisá-lo de dentro do Bus, utilizando o novo banco de dados simplificado.

– Fitz! Isso definitivamente não pertence ao nosso mundo. O material bate com a composição química do bastão do último guerreiro Asgardiano...

– Professor Randolph?

– Sim. Mas eu duvido que ele esteja envolvido nessa – Articulava Colson – Elliot está muito mais interessado em manter seu anonimato do que brincar de pique-esconde.

– Concordo. Ele não seria tão descuidado a esse ponto... O que temos então?

– Temos companhia! – Exclamou Simmons mudando bruscamente o tom de voz.

– Jemma? O que está acontecendo? Jemma!!