The Battle Is Not Over Yet
6 Minha Luta Com A Filha De Zeus
Notas iniciais
Gente, eu só quero avisar para os apressadinhos de plantão que é melhor começar a ler as notas finais do cap. porque eu vou começar a colocar coisas importantes lá (como por exemplo, qual bruxo vai ser filho de qual Deus, coisa que eu perguntei no capítulo anterior e somente duas pessoas responderam).
OOOOOOOOOOOOOKAY, como eu não sou boa em puxões de orelha, vamos logo ao cap. Esse foi o pior de todos, levando em consideração que eu escrevi ele em umas quatro horas e estou postando à 00:40. Mas então, enjoy! Feliz Ano Novo para todos vocês :D
POV. Hally
Percy e Annabeth mostraram todo o acampamento para nós. Eles iam discutindo pelo caminho como se fossem um casal. Era engraçado de ver. É bom saber que eu e o Potter não somos os únicos do mundo que discutem toda a hora.
Passamos em frente a um campo com vários meio-sangues lutando com espadas. Enquanto passávamos, pude ouvir o maravilhoso som do metal das espadas se arranhando. Concentrei-me em uma dupla de meio-sangues que lutavam incansavelmente, como se estivessem sedentos por sangue. Enquanto andávamos, não tirei os olhos dos garotos lutando, até bater em alguma coisa que sabe Merlin o que era.
– Opa, cuidado – olhei para cima e encontrei os olhos de um Percy sorridente. Anotação: Percy tem os olhos verdes mais lindos que eu já vi.
– Desculpe... – falei com a voz rouca. Tenho certeza que estava corada naquela hora.
– Tudo bem. Ok gente, aqui é a arena, onde nós temos aulas de duelo.
– Não, é aqui que nós aprendemos a nadar, Cabeça-de-Alga – Annabeth falou revirando os olhos. Eu e Mione estávamos lutando contra a vontade de rir até que uma Annabeth super mega séria olha para nós e como nós gostamos de viver, ficamos quietas.
– Vocês têm armas?
– Não...
– E nem queremos ter. – Potter interrompeu.
– E quem é você pra dizer o que nós devemos ou não fazer? — essa meio que escapou, já estou acostumada a dar essas patadas nele, mas depois de ver o jeito que ele me olhou me arrependi na hora.
– O que você disse? – o tom sombrio da voz dele me deixou um pouco apavorada, mas mantive minha postura e respondi com a mesma frieza.
– O que você ouviu. Ta surdo por acaso?
Potter se virou e andou até ficar com o rosto grudado ao meu.
– É melhor você medir as palavras comigo, garota. Eu não to a fim de te machucar.
– Ah é? Vamos lá fora então. Vamos ver quem vai sair machucado.
Enquanto nos encarávamos ameaçadoramente, um raio rasgou o céu, iluminando tudo. Vi de canto de olho Percy e Annabeth se encararem e depois olharem para mim e Potter.
– Desculpem crianças, mas vocês não vão me ver acabar com o Potter agora – me afastei do pequeno grupo.
– Aonde você vai? – ouvi Percy perguntar.
– Escolher uma arma – dei ênfase na palavra arma.
Dei as costas para eles e segui até uma caixa cheia de espadas. Uma em especial chamou minha atenção. Ela tinha o cabo negro com listras prateadas e o pomo era moldado em forma de uma caveira (detalhe: eu amo caveiras.). Tirei a espada da bainha e encarei sua lâmina, que brilhava sedenta por sangue. A peguei pelo punho e girei, igualzinho faço com a baqueta da minha bateria.
– Escolheu uma ótima espada.
Parei de girar a espada e virei-me para encarar o ser que falara comigo. Contemplei uma garota de praticamente uns 16 anos. Ela vestia um sobretudo preto por cima da calça rasgada e a camiseta da bandeira dos Estados Unidos suja e amassada. A reconheci como a garota que nos ajudou na floresta junto com Grover.
– Você é a menina fã de Avenged Sevenfold...
– Menina fã de Avenged Sevenfold? – a garota riu.
– Ah, foi mal, é que eu não sei o seu nome...
– Me chamo Thalia.
– Hally.
Cumprimentamo-nos com um aperto de mão básico e fomos andar pela arena.
– Então, eu fiz uma boa escolha quanto a minha espada?
– Ah sim. Eu tava de olho nela há um tempo, mas Quíron nunca me deixou pegá-la – Thalia revirou os olhos e eu ri – Me deixa adivinhar, você a escolheu pelo molde do pomo?
– É... Mais ou menos isso. Eu amo caveiras.
– Então, minha filha, somos duas.
– É bom saber que existe alguém de bom gosto aqui além de mim.
Depois de andar por mais um tempo, resolvi quebrar o silêncio.
– Você é filha de quem?
– Zeus.
– Têm mais pessoas aqui filhas dele?
– Não. Eu sou a única.
– Por quê?
– Há algum tempo, foi determinado que os Três Grandes Deuses, Zeus, Poseidon e Hades, não poderiam mais ter filhos, pois a cria deles era muito poderosa.
– Mas se essa regra foi criada, como você e Percy estão aqui?
– Conheceu meu primo?
– Sim...
– Pode nos considerar “acidentes”.
– Ah ótimo, assim não vou ficar te confundindo com qualquer semideus rockeiro que eu veja por ai.
– Isso se nos encontrarmos novamente.
– Como assim?
– Digamos que eu não vivo no acampamento.
– Por que não?
– Já ouviu falar das Caçadoras de Ártemis?
Maneei a cabeça positivamente, fingindo saber do que ela estava falando. Percebi que ela não estava muito a vontade de responder minhas perguntas inúteis então calei a minha boca, mesmo querendo realmente saber o porquê dela não ficar ali. Que maravilha, mal conheci a garota e ela já vai embora.
– Mas e você? – levei um susto com a pergunta repentina dela – é filha de quem?
– Ainda não sei...
– Ah... Você é novata?
– É.
– Então, sendo assim, vamos ver o quanto você manja com a espada.
Do nada, Thalia me aparece com uma espada que era o dobro da minha.
– Eita, de onde você tirou isso?
– Fale menos e lute mais, queridinha.
Dito isso, ela me atacou. Dei um passo para trás, me esquivando do golpe. Após se recompor, Thalia me atacou de novo. Dessa vez, usei a espada para me defender. O barulho das duas lâminas se encontrando ecoou no ar.
– Boa defesa, novata.
– Sorte de principiante.
– Quem sabe esteja no seu sangue.
– O que você quer diz...
Antes de eu terminar a frase, Thalia bateu no cabo de minha espada, próximo a minha mão, e a jogou no chão.
– Ei, isso não va...
Apenas foi o tempo de eu sentir o peso do pé da Thalia na minha barriga. Caí de costas no chão e fiquei tentando fazer tudo a minha volta parar de girar.
– Mas já vai desistir, novata? Ainda nem comecei...
Olhei para o lado e encontrei minha espada brilhando. Juntei as forças que me restavam e a alcancei. Antes que Thalia percebesse, girei meu corpo e a passei uma rasteira que a fez cair. Agarrei a oportunidade para lhe atacar com a minha espada. Ela, percebendo a desvantagem, logo levantou e me atacou mais uma vez.
Ficamos nessa melação de cueca até eu ficar realmente zangada por não conseguir vencê-la (se eu amo vencer? Não, imagina). Ataquei-a sem parar até ela baixar a guarda e eu conseguir tirar a espada de suas mãos.
– Uau... Talvez isso realmente esteja no seu sangue.
Sorri em vitória.
– Você também não é tão ruim assim.
– Alá, a guria acabou de chegar e já ta se achando.
Começamos a rir até vermos uma aglomeração se formar fora da arena.
– Ta na hora do jantar. Quíron vai avisar os campistas que chegou mais uma.
– Mais QUATRO.
Depois da super cara de “hã?” que a Thalia fez, resolvi explicar.
– Sou eu e meus outros amigos, lembra? Estava lá quando Grover salvou a gente.
– Ah sim. Você, o garoto ruivo com cara de idiota, a garota morena com cara de quem só liga para os estudos e o moreno bonitinho.
– Moreno o quê?
– Nada... Vamos logo. Não queremos ser atacadas por harpias, queremos?
Thalia virou as costas pra mim e saiu da arena. Fiquei por um tempo encarando o pôr do sol. Voltei meus olhos para baixo, onde se encontrava minha espada. Girei-a em minha mão novamente até um brilho extra começar a emergir dela. Brilhou tanto que tive que tapar meus olhos para não ficar cega. Quanto seu brilho cessou, olhei para minha mão e a espada não estava mais lá. Em seu lugar se encontrava um colar prateado com um pingente de caveira. Assim que toquei no pingente, senti que era feito de uma pedra mais rara. Era preta fosca e áspera, mas brilhava muito. Não reconheci qual era a pedra, mas gostei dela.
Olhei ao meu redor e percebi que estava sozinha. Lembrei-me das harpias que Thalia havia falado. Nunca havia visto uma de perto, mas não era agora que eu iria ver. Amarrei o colar em meu pescoço e corri para fora da arena até onde a aglomeração havia se formado e procurei por Harry, Rony e Hermione.
Notas finais
AGORA EU ACHO QUE O PESSOAL VAI LER AS NOTAS DESSA VEZ. VOU REPETIR A PERGUNTA: QUEM VOCÊS QUEREM QUE SEJAM OS PAIS DE HALLY, RONY, HERMIONE E HARRY?
Deixem as suas opiniões!
Fale com o autor