The Bastard Heir

2 Capítulo 2 - Revelações


Notas iniciais
Olá, Jujubas (é como chamo meus leitores, acostumem-se), sou a Meell. E estarei postando os capítulos de número par. Desejo uma boa leitura e lembrando: A Sofia escreveu o começo, eu o final. Todos os capítulos seguem este padrão. Então, se quiser fazer alguma crítica sobre o começo ou o final, já sabe a quem deve falar ^^ *Capitulo betado pela Kills do Runaway design.

Capitulo 2

Vorarlberg, Áustria, Sacro Império Romano Germânico, abril de 1508.

Revelações.

"As pessoas reclamam muito, mas se acovardam na hora de tomar providências. Querem que tudo mude, mas elas mesmas se recusam a mudar." – Paulo Coelho.

Court Meinstrel – Derek Fietcher

Oito anos haviam se passado desde o incidente com Gisele. No decorrer deste tempo, quase nada havia mudado, Angelika continuava a mesma duquesa mesquinha de sempre, Ernest continuava o mesmo duque temperamental, e Hannelore a mesma garota de sempre, curiosa e com ânsia do saber. Desde que Gisele foi mandada para um convento, o Castelo Siegburg passou a ser um local mais sombrio, portanto Hannelore passava a maior parte do seu dia longe daquela moradia das trevas. Preferia estar nos campos ou com as crianças e jovens dos vilarejos próximos.

O dia amanheceu ensolarado, porém o calor do Astro Rei não conseguia afetar muito os vastos campos floridos de Vorarlberg, o campo que era uma visão magnífica para qualquer pintor. No Castelo de Siegburg, o clima estava agitado como sempre, pois tanto Ernest como Angelika não admitiam falhas nos horários de trabalho, principalmente para aqueles que trabalhavam nas colheitas do terreno e coitado de quem desobedecesse às ordens dos senhores do castelo. Hannelore encontrava-se sentada sob a janela de seu pequeno quarto no primeiro andar, ora lendo um livro que achará jogado na rua, ora brincando com os fios dourados da cortina de veludo vermelho, ou apenas observando com seus olhos verdes esmeraldas os longínquos campos de Vorarlberg, enquanto deixava o suave vento bater sobre seu rosto de tez clara.

"Boudicca era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multicolorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos."

“Ela era apenas a rainha de uma tribo celta em um canto da Grã Bretanha. Mas após a morte de seu marido e de ver sua tribo ser invadida, ter suas terras tomadas e testemunhar o estupro de suas filhas, ela entrou para a história.”

A jovem loira estava simplesmente encantada com o que lia sobre aquela rainha celta que teve coragem de se impor aos poderosos romanos na antiguidade, mesmo que a rainha guerreira tenha conseguido reunir um exercito com 100 mil homens, não foi o bastante para derrotar os romanos, porém ela conseguiu deixar seu legado. Uma rainha que era a prova que uma mulher poderia sim deixar sua marca. Era exatamente isso que Hannelore desejava, ela podia não ser boa com espadas e lanças, no entanto ela tinha algo que a diferenciava de outras mulheres: seu prazer pelo conhecimento. Nos livros, histórias e reflexões sobre as coisas ao seu redor estavam as suas verdadeiras felicidades. Entretanto as mulheres não tinham o respeito e consideração necessária para lhe confiarem grandes coisas que não fosse bordado, casar e gerar filhos.

Apesar da maravilhosa história, Hannelore não pôde continuar sua leitura, pois o resto das páginas estava em inglês, idioma no qual ela não tinha domínio, contudo assim que conhecesse alguém que soubesse falar, não hesitaria em pedir aulas. O autor alemão deste livro viajara a Inglaterra para buscar suas melhores histórias, contudo morreu antes de conseguir traduzir todas as páginas e assim ficara seu livro “Contos da Grã Bretanha”.

— Leonor e Margareth, vamos logo!

— Já estou indo, mamãe, mas são muitas roupas.

Quando olhou para ver o que era, Hannelore reconheceu imediatamente a senhora Fritz e suas filhas Leonor e a pequena Margareth. Cada uma das três ruivas carregava um cesto repleto de roupas, porém a senhora Fritz levava um a mais.

— Bom dia, senhora Fritz! — disse Hannelore acenando para a senhora, a mesma olhou para um lado e para outro para saber de onde vinha a voz, mas só viu Hannelore ao olhar para trás e retribuiu o aceno.

— Bom dia, Lady Belshoff.

— Olá, Hanne! — Disseram Leonor e Margareth em uníssono.

— Vocês estão caminhando em direção ao rio? — perguntou Hannelore dando um salto para sair da janela e andar até as ruivas.

— Sim, a duquesa parece às vezes arrumar trabalho de propósito para nós. — disse Leonor com ar de cansaço — Não fez nem dois dias que lavamos as roupas, mas parece que para condessa se passaram semanas. Ela é muito fresca!

— Leonor! — repreendeu a mãe.

— Ela está certa, senhora Fritz, não fique preocupada. Ambas compartilhamos certo desprezo pela conduta da senhora do castelo — respondeu a moça relembrando as vezes que Angelika a trancava na torre apenas por não obedecê-la. Para Hannelore isso era ultrajante e repulsivo, porém ficava orgulhosa de si ao lembrar que jamais abaixara cabeça para algo que aquela mulher lhe fez.

— Mamãe, isso está pesado. — reclamou Margareth tentando não deixar cair o cesto.

— Me dê, minha criança! — Hannelore sequer esperou uma resposta antes de tirar o cesto dos braços de Margareth que suspirou aliviada com o peso que fora retirado dos seus finos braços.

— Minha Lady não é necessário...

— Senhora Fritz, não insista! Irei ajudá-las hoje com as roupas, para mim será um prazer! Fique calma, eu não me incomodo, pelo contrário, eu fico feliz em poder ajudar essa linda criança.

Suas palavras doces alcançaram a Senhora Fritz com suavidade e gentileza, fazendo-a abrir um leve sorriso já costumeiro. Era de se esperar estas boas ações de Lady Hannelore, um coração que se manteve bondoso em meio a tanto rancor e frieza aonde fora criada. Às vezes Leonor e Margareth admiravam Hannelore e sua juventude, energia, beleza e gentileza. Seu coração era grande, ela tinha um sorriso caloroso e cativante. Seria uma boa esposa, uma ótima mãe. Uma perfeita Rai...

— Senhoritas. — a voz soou grave demais para aqueles lados das terras dos duques. O sotaque carregado, o sorriso amável, a barbicha. Tudo se fundia em uma figura alta, magricela e de uniforme negro, com fitas vermelhas e calça azul escura. Os cabelos dourados estavam bem aparados e os olhos da cor de castanho mel brilhavam a luz do Sol. – Desculpe-me a intromissão...

— Que isso, comandante. — Margareth se curvou ligeiramente, deixando algumas roupas caírem no chão. O homem se abaixou e pegou-as, bateu as folhas que haviam se prendido no tecido e devolveu com um sorriso gentil.

— Chamem-me de mestre de armas. Não sou comandante algum. – ele bagunçou os cabelos da menininha e ergueu os olhos para as mulheres, parando em segundos mais longos sobre Hannelore, mas logo se voltando para a Senhora Fritz. – Venho de Overath, diretamente da Corte Real, com um pergaminho à Senhorita Hannelore. Seria você?

Hannelore remexeu os pés, um tanto desconfortável com a posição em que estava, mas quando mais olhava para baixo, mais notava os olhos atentos e curiosos de Margareth. Por fim, foi obrigada a voltar a olhar para o mestre de armas. Somente agora notou o brasão sobre seus ombros e o papel amarrado a cintura.

— Sim, sou eu.

Ele sorriu quase tão amável quanto da primeira vez.

— Senhorita Hannelore, ou melhor, Alteza Hannelore, eu venho por meio de uma ordem real, ler este anúncio que já está estampado em todas as cortes e praças públicas do nosso reino. Para que se faça ouvir a todos que... – ele desenrolou o pergaminho e limpou a garganta, pigarreando. — a filha de Vossa Majestade o Rei Willian de Overath, o Justo, é a partir de hoje e por toda a sua vida, a herdeira legítima do trono de Overath, portanto é Princesa de Overath, até que porventura seja agraciada com um irmão do sexo masculino. Seu nome de bastarda é limpo diante dos homens e diante de Deus, com a sua licença papal, que Deus lhe abençoe e ilumine teus olhos, para que possas governar com justiça e sabedoria, assim como Vossa Majestade, o Rei Willian de Overath — o homem encerrou seu discurso fazendo uma reverência perante Hannelore.

Hannelore piscou os olhos algumas vezes, antes de compreender completamente as palavras do homem. Ele fechou o pergaminho e lhe deu outro sorriso amável, endireitando a costura e arrumando suas insígnias de bravura, fidelidade e honra ao mérito que provavelmente o Rei Willian havia lhe dado por demonstrar lealdade a Overath. Rei Willian. Seu pai. Pai?

Margareth foi a primeira a reagir, dando saltinhos e batendo as mãos rapidamente, as bochechas coradas se enchiam com o ar que ela usava para dar seus exageros de alegria. Entretanto, Hannelore e Senhora Fritz estavam ambas perplexas demais para dar pulinhos e bater palmas. O conto de fadas de Margareth era um fato da infância, quando aceitar ser de sangue realmente real é simples, tão simples quanto dormir por cem anos e ser despertada pelo beijo de um príncipe. Hannelore via aquilo mais como um atestado de que estava tendo alucinações e de que era tão tola e boba quanto Angelika dizia. Seus olhos se deslocaram para a mulher mais velha, tentando buscar apoio psicológico, e encontrou lá um poço profundo de largos olhos negros. Senhora Fritz abriu os braços e envolveu-a.

— Querida! Que boas novas! – disse, com caloroso afeto. O mestre de armas foi temporariamente ignorado. — Sempre soube que tanta beleza de rosto e coração não poderiam ter vindo de uma mera menina abandonada! Margareth! — A garotinha entendeu o recado e envolveu as pernas de Hannelore, sorridente.

— Parabéns, Hanne. Agora você é princesa e vai morar em um castelo de verdade, cheia de servos e príncipes bonitos e gentis! E... vestidos lindos.

Hannelore não pôde fazer outra coisa além de sorrir um sorriso forçado e de tocar a cabeça de Margareth, acariciando-a com ternura de uma irmã mais velha. Hannelore não estava segura de que realmente conseguiria viver em um castelo. Era grande demais, cheio de pessoas com quem se importar e roupas! E... deveres, obrigações, eventos! Tinha de ser responsável, cuidar do povo, falar inglês e francês, saber entreter condes e duques e... Sua mente parou lentamente. E teria de ver seu pai.

Mas quem era seu pai? Que figura é essa que sempre esteve morta em sua mente? Sempre que pensava neles, sabia que nunca existiram realmente. Que os duques eram a família mais próxima que um dia teria. E de repente tinha um pai. Um pai rei! Seu coração estava acelerado e não conseguia conter o medo que se alastrava pelas artérias, subindo e descendo todo o corpo. Gelada, virou o rosto para o mestre de armas e ele notou sua palidez.

— Não se preocupe! Senhorita Hannelore, está tudo preparado para sua partida. Arrumamos roupas, criados e soldados para escoltá-la até Overath. Seu pai e seu tio estão ansiosos para revê-la.

“Revê-la”. Então eles já a tinham visto. Todavia ela nunca os vira. Nem mesmo em pinturas. Era perturbador saber que todo este tempo — dezoito anos inteiros — seu querido pai a havia ignorado. E agora que não tinha herdeiros, a reivindicava ao Papa para ser sua herdeira. Uma mulher, acima de tudo. Uma mulher. Piscou os olhos. Seu pai queria-a como herdeira, ao invés de passar o trono ao irmão, que era um homem. Isso significava que ele não se importava com a regra de que as mulheres serviam quietas. De repente a vontade de se tornar a próxima Rainha de Overath cresceu. Isso mesmo! Se o Rei queria que ela fosse a herdeira, ele tinha bons motivos. Talvez fosse uma pessoa tão boa e amável quanto o mestre de armas. Se um homem do exército pode ser doce e caloroso como este, então o Rei também pode. A esperança e a imaginação começaram a tomar conta de sua mente, preenchendo o corpo de ternura e calor, provenientes da filosofia de “ter uma família e ser querida por ela”. Sentiria falta de Senhora Fritz e Margareth, claro. Todavia poderia convidá-las para ir ao castelo. Agora o que mais brilhava em sua mente era o fato de finalmente estar livre da família Belshoff.

O mestre de armas a levou até o casarão dos duques, onde Angelika aguardava, com malas prontas aos seus pés. Ela abria um sorriso gélido, embora notavelmente não estivesse feliz. Quando o militar se aprontou para pegar as armas, a mulher se curvou e agradeceu o “pagamento adiantado” que o rei fizera pela criação de Hannelore. “Então ele pagou para que cuidassem de mim”, pensou.

— Adeus, Hanne! – Angelika acenou, fingindo afeto. Da varanda, a mulher parecia quase pequena, enquanto o vestido lhe cobria os pés. Retribuiu o aceno, porém sorrindo verdadeiramente.

Alguns criados lhe deram adeus rápido, porém sua mais demorada despedida foi com Voraz, o cão guarda da família. Ele corria, porém parou a perseguição para evolver-lhe as pernas, saltando com as patas sobre sua cintura. Quase a derrubou, já que Voraz era um cão realmente grande, de raça pura, muito bem escovado e alimentado. O mestre de armas soltou uma risada fraca quando Voraz não quis deixá-la partir, mas por fim entrou no coche, entregando as malas ao cocheiro. O mestre de armas disse que viajaria com a presença de uma duquesa, prima de terceiro grau de seu pai, que lhe falaria tudo sobre a Corte e quando a viu teve de segurar o queixo. Em nada se assemelhava com Hannelore. Seus longos cabelos negros caiam em camadas, cachos perfeitos, até o colo. Os seios eram sustentados pelo corselete bem apertado e ela sorria. Pálida, olhos azuis intensos.

— Bom dia, senhorita. – ela curvou levemente a cabeça. — Como passas?

— Bem, obrigada. E a senhora...?

— Genova. – ela respondeu. – Chame-me de Tia Genova. Tenho quase quarenta, mas não aguento ser chamada de senhora ou avó. Acredita que já tenho dois netos? Que meninos levados e espertos! – Genova sorriu, lembrando-se de seus netos.

Hannelore notou que a viagem seria longa, abriu os ouvidos, fechou a mente e sorriu.

Os dois dias que passaram dentro da carruagem permitiu que conhecesse dois vilarejos e um convento, um pouco mais sobre a família e a vida de Genova, a morte de seu esposo, o casamento de sua filha mais velha e o momento em que seu único filho decidiu se voltar para as atividades da Igreja.

O cenário mudou muito. Bosques, florestas, cidades e torres ao longe. Volta e meia passavam por alguns cavaleiros livres ou por comerciantes que faziam a rota entre uma cidade e outra, vendendo temperos, roupas e vassouras, perfumes e “fogo-vivo”. Mas por fim chegaram ao território de Overath, onde os céus tomavam tons mais escuros de azul, as nuvens vinham em abundância, porém o sol era mais forte. O que viu primeiro foi às torres de Overath. O castelo era uma edificação entroncada, porém com lindas pedras brancas encaixadas perfeitamente, erguendo-o e refletindo-o à luz. As milhares de janelas eram pontos ao longe, passou pelo arco, a cidade surgindo, cheia de pessoas. Crianças corriam por todos os lados, mulheres carregavam cestos cheios de roupas ou comida, homens arrumavam as gravatas e davam bom-dia com os chapéus. Genova contou que era comum todos darem bom-dia a qualquer um que passasse ao seu lado, uma tradição que alimentava a gentileza do povo.

Logo o calçamento de pedra deu espaço para a ponte que atravessava o rio que cortava pela cidade. Overath fora construída sobre uma cachoeira. O mar, quilômetros abaixo, ostentava barcos e pescadores, todos sempre felizes e sorridentes. Hannelore começou a gostar ainda mais de Overath e de suas pessoas. Em um momento viu uma senhora entregar um pedaço de pão a um garoto de rua, e em outros músicos eram muito aplaudidos, tanto por novos quanto por velhos, ricos e pobres. A tarefa de amar Overath seria muito fácil.

— Você ainda não viu o castelo! — Genova respirou fundo e apontou para fora da janela – Ali!

Hannelore viu a estrutura. Apenas uma, com torres altas, grandes salões e aparentemente aberta ao público. Os muros eram largos e realmente muito altos. Os portões estavam abertos, embora soldados estivessem de ambos os lados e sobre as ameias. Quando a viram, sorriram e acenaram, intensificando o clima ameno e pacífico. Overath era uma terra gentil e afetuosa, não havia lugar melhor para viver. Genova tocou seu ombro, apontando para alguns nobres que passeavam pelo castelo. Quando a carruagem parou e elas puderam sair, Hannelore viu um grupo de garotas caminhando calmamente, até a verem. Suas expressões foram de surpresa a pânico, alegria a passos apressados e um abraço apertado. Todas, uma a uma, se aproximaram. Algumas tinham cabelos louros caindo até os ombros, outras cachos negros como Genova. Mas nenhuma parecia ter menos de dezesseis anos, com idades que variavam entre doze a dezoito. Comportavam-se dignamente para um elevado nascimento, sem contar os belos vestidos que usavam e o modo como eram belas. Uma beleza reservada à nobreza.

— Princesa Hannelore, estas são duquesas, baronesas e condessas, filhas de ricos e filhas de influentes. Suas aias na Corte de Overath: Edith, Wanda, Dominique e Cora. Elas estarão aqui para servi-la, para confortá-la e principalmente para fazê-la se sentir em casa.

As meninas se curvaram e voltaram a observá-la. Hannelore nunca tivera tantas pessoas que lhe prestassem tanta atenção. Estava costumada a ser ignorada, ou melhor, inferiorizada. Todavia os olhos se pousavam sobre seus ombros, em qualquer canto, e quase meio minuto após conhecê-las e decorar seus nomes, Genova lhe tocou amavelmente o ombro e lhe sussurrou por cima do ouvido.

— E aquele, minha querida, é seu tio. Otto Von Strauber, Duque de Henstaufen.

O homem magro caminhava com um sorriso largo, olhos esticados, sinais de ter feito recentemente a barba e um caminhar calmo, ritmado e leve. Abriu os braços há cinco passos de distância, e a dois passos a envolveu em um abraço demorado. Hannelore nunca se sentiu tão amada.

Notas finais
Espero que tenham gostado! :3 Capítulo 3 será postado pela Sofia amanhã! Au Revoir o/