The Bastard Heir

23 Capítulo 19 - Como Chegar ao Fundo do Poço


Notas iniciais
Boa leitura, queridas.

DUNKELHEIT ALAN FALK

Quando o Sol bateu anunciando o oitavo dia dentro da Corte de Overath, havia olheiras profundas no rosto de Dunkelheit. Coçou-os e bocejou, sentindo o gosto da fome e o cheiro do hálito vindo diretamente do estômago vazio. As roupas estavam amassadas e sua pele fria, enquanto o corredor jazia em silêncio. Nenhum criado perambulava por ali, para não incomodar a família real que só despertava após os primeiros raios solares. Olhou pela janela e suspirou. Não dormia há dois dias seguidos, e provavelmente não dormiria hoje. Isso não o desanimava, apenas o deixava um pouco mais soturno. O que não acrescentava muito a seu humor naturalmente sombrio.

A porta estalou e então se abriu. Uma garotinha pequena de no máximo oito anos saiu e virou-lhe as costas sem dar muita importância. Ela tinha cabelos louro-escuro, olhos intensamente verdes e o ar nobre, embora vestisse trapos e fosse no máximo a filha de um copeiro. Não era estranho, de qualquer forma, que ela estivesse dentro do quarto de seu Senhor Comandante. Havia diversas passagens secretas através do castelo que possibilitavam a circulação de mensagens de uns para outros quartos. Há anos Otto utilizava-se daquilo para trazer sua prostituta até a cama. Isto é, Cora.

– Trate de não falhar. – ouviu a voz lenta porém firme do homem. Um som abafado sugeriu que as cobertas estavam sendo afastadas e alguém se aproximava da porta. Quando ela se abriu um pouco mais, viu a moça de cabelos escuros e olhos como contas. Ela sorriu, sonolenta. Usava uma camisola muito reveladora, na opinião de Dunkel.

– Não irei, meu senhor – ela respondeu por cima do ombro e mandou-lhe um beijo abafado. Quando fechou a porta, voltou-se ao guarda e sorriu maldosamente. – Bom dia, Mestre de Campo das Tropas do Sul. Ou melhor, vigia de porta.

Dunkel sentiu aquilo acertar-lhe como um tabefe. Sim, ele era o mestre de campo das tropas do sul. E sim, ele estava vigiando a porta do quarto de seu senhor comandante. Respirou fundo e engoliu em seco, ele nunca fora muito orgulhoso. Não muito. Cora ainda sorria, o que contribuiu para seu fracasso em pensar alguma frase a altura. A menina deu de ombros, um pouco decepcionada com o resultado.

– Não deixe meu querido morrer de tédio.

– Agora que você saiu, ele com certeza não morrerá. – piscou, de repente sentindo a língua estalar na boca. Cora abriu novamente seu sorriso sarcástico e jogou as madeixas por cima dos ombros.

– Você o entreterá em uma partida de xadrez? Muito empolgante.

– Otto conseguiria se entreter sozinho. Dormindo. É mais empolgante que você, de fato.

Cora riu. Não era uma risada divertida. Era algo parecido com o escárnio.

– Pobre Dunkie... Você não sabe de nada sobre os prazeres da vida. Só sabe lutar e lutas. – ela deu de ombros – Talvez um dia eu te ensine algumas coisas.

– Vai me dar um copo de veneno? – a língua não parava de estalar.

Foi nesta hora que a mão de Cora voou para sua boca e ela o empurrou contra a parede do corredor. Seu rosto estava a centímetros de distância e ele conseguia sentir sua respiração tocando-lhe a face. Não pôde evitar o rubor.

Nunca! – ela sibilou, a raiva explodindo em vermelho nas bochechas – Nunca mais repita isto!

– Eu...

– Cale a boca, seu burro. – ela salivava de ódio – Quer que os quadros nos ouçam? Quer ser enforcado em praça pública? – e então o soltou com a mesma rapidez com que havia segurado-o. – Você e sua boca grande, eu sabia que Otto não podia confiar em um garotinho com você.

– Sou mais velho, menina. – respondeu, porém sentia que realmente havia cometido um grande erro. E se alguém ouvisse? E se interpretassem suas palavras da maneira correta? Não podia nem mesmo imaginar as consequências.

– Grande coisa! É burro como uma porta! – ela respirou fundo – Ele ficará sabendo disso.

E dito, ela virou-se. Pisando duro, partiu.

Dunkel a acompanhou com os olhos, até que desaparecesse pelo corredor. Virou-se para a porta e suspirou. Encostou-se na parede e continuou a sua vigia.

º º º

Estava quase cochilando quando foi liberado para exercer suas atividades rotineiras como selecionado de Hannelore, ou seja, nada. Voltou para o quarto, arrastando um pé após o outro, tentando não esbarrar nos criados, nos nobres e em qualquer coisa que estivesse pelo caminho. Bocejava, roncava e bufava. A meio passo, encostou-se em uma parede, piscou bem os olhos e umedeceu os lábios com a língua. Continuou a caminhar exausto e enfim entrou no quarto. Jogou-se na cama, se apegando ao travesseiro com tanto carinho que era possível imaginar que estivesse abraçando uma donzela.

Levantou de um espanto.

– Olá, Dunkie. – Cora sorriu, arrumando o vestido que escorregara pelos ombros.

– O que você... Minha cama!

– Ah, sim. Sua cama. – ela deu de ombros e levantou-se. – Vim avisar que preciso de você no jardim. No jardim ao lado do poço. – explicou com calma. – Sabe onde fica?

– Sim. – ele concordou, esfregando os olhos e segurando-se para não cair no colchão e dormir por longas e adoráveis horas.

– Então. Você precisa ir imediatamente para lá.

– Mas por...

– Porque a princesa está em perigo. E ela precisa de um cavaleiro galante para salvá-la. – Cora o encarou – Será que entende, meu querido Dukie?

Dunkel engoliu em seco.

– S-Sim.

– Agora, vá. Antes que seja tarde demais.

– Otto...?

Vá, agora!

Dunkelheit saiu cambaleando, avançando rapidamente pelo corredor e ultrapassando as paredes cobertas por tapeçarias azuis. Criadas dispunham margaridas em vasos e as cortinas eram levantadas, porém não se deteve em nada disso. Nem mesmo a repentina tontura que o invadiu corrompeu seu frenesi. Desceu as escadas quase saltando os degraus. Atravessou as portas duplas de entrada do castelo e prosseguiu correndo pelo jardim. Sentiu o aroma das flores de inverno, uma espécie exótica overathiana, sentiu também o vento frio e viu a brancura da primeira camada de neve que avançava pelos campos. Viu também carruagens e cavalos, outros nobres e donzelas sorridentes. Viu tudo isso e não se deteve em nenhuma das cenas. Apenas avançou, contornando o castelo e continuando pela trilha que guiava floresta adentro. O poço fora abandonado havia anos, porém permanecia ali, como um local onde jovens casais enamorados poderiam trocar beijos sem serem vistos. A escuridão da floresta foi boa a seus olhos cansados, enquanto afastava galhos e troncos que atravessavam o caminho. As árvores cheiravam a pinho, embora não soubesse se havia aquela espécie ali, tão ao sul de Overath.

O poço estava a menos de dois metros quando ouviu passos. Galhos quebrando-se sob sapatos. Alguém que não sabia como caminhar na floresta. A voz que seguiu o ruído foi clara e animada.

– ... eu adoraria. O cheiro é agradável. – Hannelore pegou a flor que brincava entre os dedos de Otto. O tio sorriu amavelmente e continuou caminhando com sua sobrinha. Dunkel não sabia exatamente o que fazia ali, mas se Cora havia lhe ordenado com tanta convicção, então provavelmente fazia parte do plano. – Mas não sei se ele aceitará.

– Ah, querida, seu pai é uma cabeça dura fácil de quebrar. – e então soltou uma risada fraca. Otto sabia ser extremamente gentil e simpático, algo com o qual nasceu. Todos sempre amaram-no sem qualquer explicação aparente. Mas aquilo não enganaria os olhos atentos de Dunkel. Ele trabalhava com Otto há anos, e sabia diferenciar o verdadeiro do impostor. – Um baile é tudo que o castelo precisa. E além disto, as desavenças com França e Inglaterra podem ser terminadas neste ambiente amigável. Aposto que as princesas inglesas e o príncipe francês aceitariam seu convite.

Hannelore pensou um pouco e concordou com a cabeça.

– É uma boa ideia. E poderei conhecer meus pretendentes, algo que não o fiz nesta última semana. Desde... Desde a morte de Jennel.

Otto fechou o rosto e parou de caminhar.

– Ah, minha adorada esposa... E meu filho, em seu ventre. Que desastre – Otto fungou – Realmente é algo devastador, mas não podemos parar no tempo. Assim como quando Gretel morreu.

– Gretel? – Hannelore ergueu a cabeça.

– Sim, a filha mais nova de Willian. Sabias que ele tinha dois filhos, certo? Conrad e Gretel. A menina era um anjo. Lembrava muito a rainha, um pouco maluca, de fato. – e então riu. – Mas tinha a teimosia de Will. Você puxou a sua mãe, graças a Deus. Não suportaria outro membro da família teimoso feito uma mula. Já me basta Willian, Genova e minhas filhas.

Hannelore reprimiu uma risada que Dunkel achou graciosa demais para uma dama da Corte, mas perfeita a uma princesa. Acompanhou-os até chegarem ao poço. Parados lado a lado, Otto sentou-se sobre o parapeito do poço e observou sua sobrinha de soslaio.

– Mas como eu dizia, o baile seria ótimo para atrair os ingleses. E além disto, há também a Rússia...

Os olhos de Hannelore brilharam.

– Os revoltosos. – ela completou.

– De fato. Mas soube há alguns dias que a filha mais nova do rei da Dinamarca, Suécia e Rússia esta a caminho de Overath. – Otto contou. – Claro, é difícil obter informações sobre eles, afinal a revolta está acabando com todo o Estado, porém a menina tem esperança e obter algum espaço em sua Corte, Milady. Virgem, quinze anos, dizem que é beijada pelo fogo.

– Beijada pelo fogo? – a princesa perguntou, fascinada.

– Ruiva, cabelos vermelhos. Os camponeses gostam de enfeitar essas coisas. Assim como dizer que você é banhada a ouro ou que eu tenho cabelos de carvão. – Otto sorriu, as rugas em seu rosto se aprofundando. – Mas, de qualquer modo, ela se chama Serafina Tatyana Von Oldemburg. A família de sua mãe é extremamente rica e seu pai tem um dos maiores reinos de toda a Europa. – Otto dobrou o joelho, relaxado, descontraído. – Willian pensava em casar Conrad com ela. Seria uma aliança forte.

– Mas Conrad e Wanda...

– Sim, sim. Jovens. Seu irmão sempre teve um coração selvagem, adorava ir contra as regras. E quando seu pai lhe disse que deveria se casar com a Senhorita Von Oldemburg, ele tratou de arrumar uma namorada. – Otto sorriu – Eu não o condeno. Não fui a favor de meu noivado com Jennel. Mas após os primeiros anos de casamento, notei que era a mulher de minha vida. E hoje tenho filhos maravilhosos. Claro, nem todos temos a mesma sorte. Digo, olhe para Willian. – e então voltou os olhos para a princesa. – Ah, querida, não é sua culpa. Não, não. Você não escolheu nascer... De uma mulher qualquer.

– Minha mãe...

– Eu sei, estou soando como um velhote religioso. – Otto sorriu – Eu não disse que você é bastarda. Disse que algumas vezes os casamentos arranjados dão certo. Infelizmente com Willian não foi assim. Mas acredito que se ele pudesse escolher, escolheria sua mãe, querida. Ele nunca amou tanto uma moça.

O rosto de Hannelore se tornou quente, sorrindo com alegria. Ela parecia gostar de ouvir sobre a família e sobre os outros nobres com quem teria de socializar. Otto fazia um ótimo papel de tio atencioso, embora fosse o oposto disto. Ou talvez atencioso demais. Estava quase ponderando em retornar para o castelo e dormir suas preciosas horas, quando notou um movimento em falso de Hannelore. Ela sentou-se ao lado de Otto e começou a admirar a flor em sua mão. Otto olhou para ela e sorriu. Em seguida afastou-se ligeiramente, com a mão para trás, agarrou a saia de seu vestido e de uma vez só, puxou com força para trás.

Hannelore caiu para dentro do poço em segundos.

Seu grito ecoou pelas paredes de pedra, até alcançar o fundo. Neste instante, todos os pelos do braço de Dunkel estavam arrepiados e ele já se colocava para frente, avançando para salvar a princesa, como Cora disse que faria, porém algo na expressão de Otto lhe disse que ele não estava esperando por algo. Otto inclinou-se sobre o poço, pálido.

– Hannelore! Filha – gritou, alto – Hannelore!

– Estou aqui! – ela gritou de volta – Tio, por favor, traga alguém para me tirar daqui!

Otto olhou ao redor, para todos os lados. Em seguida, abaixou-se, arrebentou toda a estaca de suporte do poço que era usava para levantar a água. A madeira estalou, podre, e se esfarelou em seus dedos. Com o suor escorrendo pelo canto de seu rosto, ele tentou jogar a estaca para dentro do poço, porém não tinha força suficiente.

Dunkel caminhou rapidamente e ajudou-o.

Otto o olhou por um momento e suspirou, enquanto ambos entregavam o pedaço de madeira para a princesa.

– Você terá de descer – disse Otto, com calma – ela pode cair.

– Sim. – concordou, tirando a camisa e saltando para dentro do negrume. Agarrou-se às rochas e usou-as para descer. Lá embaixo, a escuridão reinava, porém conseguia sentir a proximidade da princesa. Ela soluçava, provavelmente tentando conter o choro.

– Você não deveria...

– Não se preocupe com isto – respondeu, sorrindo. – Nós a tiraremos daqui e eu ficarei bem. Sou treinado para isso.

– És o rapaz do combate – ela segurou em seu braço, fazendo um grande raio cair em seu peito com um arreio ardente. – Aquele que venceu. Meu pretendente, comandante do exército.

– Sou apenas um Mestre de Campo. Repasso as ordens do Comandante. – explicou – Otto é meu comandante. Vim assim que o ouvi gritar.

– Oh – Hannelore soluçou – Será que...?

– Shhh, confie em nós. – sorriu – Vamos tirá-la daqui. Agora suba em meus ombros e segure-se a estaca que Otto segura. Ele a puxará de volta.

Hannelore concordou e subiu, com dificuldade, em seus ombros. Era extremamente complicado erguer uma garota de seu tamanho, peso e ainda por cima vestida com um tecido pesado e grande que não o deixava ver o que estava logo a frente. Quando ela fincou os sapatos em seus ombros, teve de morder os lábios para não gritar. Aos poucos, Hannelore conseguiu ganhar equilíbrio e encostou-se a parede, agarrando a estaca e assim sendo levantada por Otto. Dunkel olhou, estava tudo ótimo.

Enfim, suspirou, sentindo o gosto de suor na língua. Estava banhado a suor, completamente molhado. Os músculos gritavam de adrenalina, sentia o calor de seu sangue. Porém gostava daquilo. Fora treinado para isso. Desde pequeno, sempre esteve preparado para aquilo.

Quando estava na metade do trajeto, Hannelore soltou a estaca e caiu.

Dunkel soube que havia quebrado a perna assim que foi jogado ao chão. Seu rosto bateu na pedra dura e o crânio inteiro retiniu. Os braços se abriram em um formato estranho e suas costas estalaram todos os ossos possíveis. E então, a dor explodiu pela têmpora, assim como o sangue, e perdeu completamente os sentidos por alguns segundos. Até notar que estava gritando e choramingando. Reprimiu a voz esganiçada que saía de sua garganta.

– Dunkelheit! – Hannelore gritou, em plenos pulmões – Mil perdões, senhor! Oh, você está... Está ferido – ela tocou rosto, porém Dunkel afastou a mão com um empurrão gentil. Não porque estava cheio de sangue, mas porque estava com vergonha. A princesa o vira gritar. – Meu Deus, meu Deus. Tio, busque ajuda, por favor!

Mas Otto não estava mais no poço.

– Ele foi buscar ajuda – disse, com calma, porém sabia que dependendo de Otto era provável que não fizesse questão de ir realmente buscar ajuda.

E era lógico. Ele estava no fundo de um poço com a princesa. Todos pensariam que haviam ambos saído para um encontro juntos e acabaram caindo no poço, como uma história hilária entre dois amantes jovens e cheios de energia. E ingenuidade. E burrice. Sentiu tontura, e de repente precisava desesperadamente dormir. Mais que em qualquer momento de sua vida. A cabeça pendeu para a frente, e sabia que não poderia voltar atrás.

– Não! – Hannelore segurou-o. – Não durma! Não agora, e nem aqui.

Resmungou algo que nem mesmo ele entendeu o que era.

As mãos de Hannelore seguraram seu rosto e ela olhou bem dentro de seus olhos, sustentando seu olhar com uma força invisível de ferro. Seus lábios se moviam freneticamente, dizendo “Fique comigo, fique comigo”. Eram avermelhados, mas não do mesmo modo como os lábios de uma mulher que os pinta com tinta vermelho-sangue. Era algo natural. Atraente. Sua pele era branco-dourada, e os cabelos estavam tão ondulados que se enroscavam nas alças de seu vestido. A clavícula salientava sua magreza. Linda.

– Dunkel!

– Eu estou... – resmungou, sendo sustentando por Hannelore. – Estou bem.

– Bem não está. Mas segure firme. – ela disse e em seguida ergueu a cabeça, deixando o queixo a mostra e o vestido enroscado nas pernas, puxando-o para baixo. Dunkel desviou o olhar com rapidez, embora aquilo o deixasse aturdido e desorientado. A última coisa que desejava era olhar o decote da princesa.

– Ele não irá voltar – disse, de repente, impressionando a si mesmo. Estava um pouco triste, afinal oscilava entre o consciente e o inconsciente enquanto seu Senhor Comandante o deixava ali, a deriva. Porém sempre soube quem Otto era e de quê era capaz. Só não imaginou que isto fosse se voltar contra ele.

Hannelore o olhou e voltou a gritar por ajuda, o que só irritou ainda mais Dunkel.

– Eu disse que ele não irá voltar. – levantou-se, ainda zonzo, porém conseguiu se apoiar na parede úmida de pedra. Havia duas Hannelores a sua frente, mas sabia qual era a verdadeira. Apoiou ambas as mãos contra a parede e começou a escalar, porém teve de descer, enquanto a tontura o tomava novamente.

– Você tem uma concussão – disse Hannelore — pare de se esforçar.

Dunkel concordou com um meneio, sentou-se e apoiou a nuca na parede de pedra.

Hannelore continuou caminhando para todos os lados, foi até o final do corredor do poço e olhou ao redor, depois retornou. Gritou mais um pouco, tentou escalar, tentou jogar pedras, tentou de tudo. Em vão. Aos poucos, a cabeça de Dunkel parou de doer e o sangue secou. Então foi levado pelo sono e dormiu. Pesada, longa e angelicalmente. Até que o fim viesse.

Dunkie

Notas finais
Espero que tenham gostado u.u