The Baby

1 Lembranças de um passado nem tão distante


Notas iniciais
esse cap vai ser só uma, digamos.... introdução pra fic... normalmente eu passo horas aqui nas notas, mas hoje eu só quero dizer Boa Leitura :)

-RACHEL BARBA BERRY, ACORDA!

Rachel deu um pulo da cama e assim que enxergou Santana jogou a almofada mais próxima nela.

-Srta. Lopez, eu agradeceria se não me acordasse assim, ainda mais em sum sábado.

- Meu primo ta chegando aqui, anã. Eu só não queria que ele chegasse aqui e encontrasse tudo nessa bagunça e você dormindo na minha cama assim.

Rachel olhou para sua volta e teve que concordar com a latina. Roupas no chão, cama bagunçada e uma mulher de roupa íntima deitada na cama de sua prima lésbica. Seria no mínimo do mínimo suspeito para o garoto.

Ela se levantou dali, ainda meio tonta de sono. Juntou suas coisas do chão e foi para seu quarto. Se vestiu e foi observar os estragos da chuva na rua do apartamento.

-Se não tivesse medo do escuro, animais, pessoas, mortos, trovões, barulhos, fantasmas, monstros e etc, eu não teria que me preocupar quase todo dia se alguém vai chegar aqui em casa e nos ver assim.

Rachel riu da amiga e voltou a arrumar as coisas. Era verdade, desde que foram morar juntas ela ia quase todo dia dormir no quarto da amiga por medo. E quando alguém vai pela manhã no quarto delas pode muito bem acreditar que elas tem algo.

Elas dividiam um apartamento desde que se formaram no colegial e vieram para NY. As duas eram de Lima, então vão direto visitar os amigos e a família. Mas com esse primo de Santana era diferente. Ele morava em Evansville, Indiana e a viajem até lá era muito demorada, então Rachel nunca ia com Santana. Por isso, não lembrava direito dele. Finn era o nome dele, ou algo assim. Da última vez que ele visitou as duas, tinha só dez anos. E elas tinham acabado de se mudar, tinham 18. Ele achava que as duas estavam juntas e vivia comentando sobre isso. Ele esteve lá com a mãe, por um mês, porque ela precisava fazer exames importantes e -desnecessariamente- veio até NY.

Mas já tinham se passado oito anos. Agora as duas eram adultas de verdade, tinham um apartamento maior, de três quartos, pago pelo dinheiro que elas mesmas conquistavam. Rachel estava começando ainda sua carreira na Broadway. Logo que se formou ela sofreu um acidente e perdeu a voz e danificou a memória. Ela levou um ano para se recuperar da voz, mas continuou sem lembrar de muitas coisas. Rachel não sabia por que estava em NY. Esqueceu totalmente do seu sonho. Depois de alguns meses conseguiu lembrar-se, mas tinham coisas que ainda não estavam bem claras. Continua fazendo tratamento até hoje, porque não lembra de nada da semana do acidente. Com tudo isso, acabou começando mesmo a carreira a apenas um ano. Não é fácil (por mais talentosa que sejas) conseguir se estabilizar na Broadway.

Já Santana, se formou em direito e passou um ano tentando se estabilizar. Então percebeu que aquele não era o seu sonho. Santana Lopez presa em um escritório? Nunca daria certo. Ela gostava dos processos e de ser uma advogada, mas sentia que ali não era o seu lugar. Então começou a cantar. Simples assim. Ela amava cantar e viu naquilo seu novo sonho. Criou um pequeno escritório no apartamento mesmo, colorido e inspirador. Fez um lugar que não cansasse e nem desanimasse para trabalhar. Começou a cantar profissionalmente e conseguia um bom dinheiro até, mas como não era suficiente, trabalhava como advogada ali quando podia.

As duas ouviram a campainha e a latina foi recepcionar o garoto. Santana abriu a porta com um sorriso de orelha a orelha, mas este de desmanchou ao ver o casal a sua frente. Seu primo de mãos dadas com uma garota grávida.

Finn- Santana! Eu tava com muita saudade de você, sabia?

O garoto- alto (e muito), cabelo bagunçado, sorriso lindo com covinhas e olhos hipnotizantes (resumidamente, lindo)- abraçou a prima e beijou o topo de sua cabeça.

Santana- Hum... Oi Finn! Eu também tava com saudades e...

Santana olhou com uma expressão desconfiada e confusa para a garota na porta de seu apartamento. Finn entendeu e sorriu amplamente, pegando a mão da garota e trazendo-a para si.

Finn- Essa é Quinn Fabray, Santy. Minha namorada.

A garota- estatura média, cabelos loiros, compridos e levemente ondulados, rosto angelical e olhos doces- deu um fraco tapa no braço dele e o corrigiu.

Quinn- Noiva, Finn, eusou a sua noiva.

Finn sorriu e abraçou a menina. Eles pareciam um casal perfeito. Todos que olhassem ficariam admirados com tanta beleza, amor e perfeição. Pareciam um casal de filmes, o único problema é que pessoas assim não existem.

Santana- E você ta grávida?!

A menina abaixou a cabeça e Finn respondeu por ela.

Finn- Aconteceu, Santy,eu vim aqui pedir ajuda por causa disso. Minha mãe não sabe e eu acho que ela surtaria se soubesse. Quinn foi expulsa de casa e nós acabamos de nos formarmos. O sonho de ambos é vir para essa cidade. E precisamos fugir da opinião daquelas pessoas mesquinhas de cidade pequena. Nós vamos comprar uma casa logo, quando Lea nascer, mas por enquanto precisamos de algum lugar para ficar.

Santana arregalou os olhos. Não podia simplesmente abrigar seu primo e a namorada grávida em sua casa. Ainda mais sem permissão da mãe dele.

Santana- Finn, sabe que isso é meio difícil pra mim, mas depois a gente conversa e... HOBBIT, VEM CÁ.

Rachel foi andando lentamente até a sala. Cantava um música qualquer, despreocupadamente. Chegou na sala e nem prestou atenção no casal ali presente.

Santana sorriu vendo Rachel. As duas eram muito próximas e só a felicidade de uma já faria a outra viver.

Santana- Bom, anã, esse é o meu primo, Finn e essa é a namor... a noiva dele, Quinn.

Os olhares de Rachel Berry e Finn Hudson se cruzaram pela "primeira" vez e os dois tiveram a mesma reação. Olhos arregalados, mãos suando, coração acelerado, pernas bambas, lembranças passando pela cabeça dos dois.

“Eles caminhavam, tontos, indo na direção do Central Park. Rachel começou a pular e girar enquanto andavam. Foram indo, indo, indo, nem percebiam quando atravessavam uma rua.

Rachel caiu na gargalhada, ambos estavam totalmente bêbados. Ela correu para atravessar a rua, e rodou no ar bem no meio. Mas um carro vinha vindo muito rápido. Tão rápido que não tinha como parar. Provavelmente mais um idiota apostando um pega em uma rua deserta. Só que os dois infelizes, tinham que escolher aquela rua vazia para andar no meio da madrugada.

-CUIDADO RACHEL!

Foi como um choque de realidade e Finn acordou da brincadeira. Olhou para a garota, uma estranha que ele conheceu a duas horas, imóvel, no chão. Ele não sabia o que fazer, chorou e correu para socorrer a menina. O desgraçado do carro fugiu e nem se prestou a chamar a ambulância. Finn ligou para o número de emergência e congelou no lugar. Sentia-se culpado e recomeçou a chorar.”

Finn- Rachel Berry?

Notas finais
e aí, continuo??? já imaginam porque o nome da história??
Ah e Evansville realmente é uma cidade, tá? husahsuahsuahsua
beijos, queijos e carangueijos