The Avengers: My Asgardian Prince Charming
17 Little Cena Extra
Notas iniciais
Enquanto isso no fim dos anos 60...
Lola estava sentada no imenso sofá da Mansão Stark de Washington, entre ela e Samuel havia um imenso balde de pipoca caramelizada, os dois assistiam o seriado do ano favorito deles.
Oh, Lola achava Samantha tão sortuda! Ser bruxa, poder desaparecer, fazer o que quiser apenas chacoalhando um nariz. E de algum modo se identificava em algumas coisas. Endora era uma mãe tão chata e crítica quanto Maria Stark.
Mas Samantha além dos poderes mágicos possuía uma coisa que Lola também não tinha. James. O marido humano que a amava incondicionalmente, não importando quão diferentes eles eram e o quanto Endora e os outros bruxos tentavam infernizar a vida do casal.
Lola parou de olhar para a TV e começou a encarar Samuel que ria ao ver a sogra pregar mais uma peça no pobre marido da Feiticeira; a Stark começou a pensar: seria Sammy o seu James?
Seria Samuel aquele que a faria acreditar que o amor existe? Seria ele aquele que a faria não querer ir morar em Cuba quando tivesse coragem de abandonar os pais?
Sammy sempre tão gentil, sempre tão amigo! Ele sempre a fazia rir, sempre se esforçando para diminuir a tristeza em sua vida. Ele gostava dela? Gostava como James gostava de Samantha?
Eles tinham amizade há tanto tempo, tinham tanta intimidade, que ela possuía a coragem para fazer duas coisas: Perguntar diretamente ou beijá-lo de uma vez. Lola tinha que escolher logo o modo mais difícil e louco de descobrir isso.
A garota usou a mão que não estava adocicada pela pipoca para agarrar a gola da blusa do amigo para trazê-lo num beijo surpresa. Felizmente, o rapaz foi bem mais rápido. Samuel fixou uma mão no ombro de Lola, conseguindo manter a distância entre eles.
– LOLA! O que é isso? – Ele disse chocado.
– Eu... Eu... – Lola gaguejou, ela esperava ter que lidar com a reação dele após seu “quase primeiro beijo”.
– Lola, não! Não diga que você me ama, por favor! – Samuel dizia com um pesar.
– Por que não? Por que eu não posso? – Lola disse tristonha.
– Lola, não me entenda mal! Isso não tem nada a ver com a sua aparência. – Samuel tentou explicar.
A Stark bufou incrédula. É claro que tinha! Ele não a rejeitaria se ela fosse uma loirona linda com a Elizabeth Montgomery.
– Eu entendo Samuel, por um momento pensei que você fosse diferente dos outros homens. Mas você é igual a todos eles. – Lola cruzou os braços e se virou para a TV. – Esqueça o que eu tentei fazer. E para sua informação, eu não te amo! Não desse jeito! -.
– Lola! – Samuel tentou consolá-la. – Eu... Eu... Pensei que eu não precisaria falar, pensei que você notaria o porquê de eu não gostar de você desse jeito. Pensei que estaria na cara para você. -.
– Do que você está falando? – Lola o olhou emburrada ainda meio triste.
– Estou tentando dizer que quando assistimos A Feiticeira, não é o James que eu quero ser, e sim a Samantha. – Samuel confessou em sussurro.
– O QUÊ?! – Lola berrou incrédula.
– Fala baixo, garota! – Samuel cochichou mais uma vez, não queria que os escutassem.
– Como assim você queria ser a Samantha? – Lola estava com os olhos arregalados.
– Lola, eu gosto de garotos. – Samuel explicou o óbvio.
Lola abriu um sorriso. De fato, agora estava feliz em saber o porquê tinha sido rejeitada.
– SA-MAN-THA! – A Stark voou no pescoço do amigo e o enlaçou num abraço sufocante. E foi assim que começou o apelido que ela o chamava quando estavam a sós.
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