The Avenger Dream

1 CHAPTER ONE THE PARTY


Notas iniciais
Só quero constatar que esse episódio eu li e re-li umas mil vezes, foi editado umas trocentas e por isso que ficou longo (além do fato de ser o primeiro cap..) e que simplesmente espero que gostem da fanfic! ♥

M. Shadows.

Matthew Sanders.

Tão meu... Tão desejado... E perfeito. Perdia-me nos olhos claros que ele possui, e quando era mais nova, achava que garotos com tatoos por todo o corpo era gente que não prestava. Sim, eu era preconceituosa. Pode escrever isso na minha testa. Mas, é tão irônico de o destino nos contradizer, não é? Eu não gostava de garotos com milhões de tatuagens, e acabo me achando gostando de um. Aquela silhueta larga e esguia, eu podia reconhecer na praia mais tumultuada, na noite mais escura. A sua voz era a mais bela sinfonia para meus ouvidos. Observei suas feições desejadas pela milésima vez, o sorriso maquiavélico transmitindo a sensação de segundas intenções, e senti-me inclinada a beijá-lo durante horas. Não me importava com as pessoas ali, mas eu lançava um olhar de “ele é meu, vadias” – para quem se atrevesse a olhar para o meu Shadows. Se bem que, ele não me dava motivos para ficar com ciúmes: Era atencioso, e me sentia a única no mundo quando estava perto dele. Suas mãos tocaram as minhas, e como sempre comecei a suar frio quando seus lábios tocaram meu pescoço, subindo em direção á jugular, e fazendo todo o caminho contrário, deixando meu corpo contorcendo-se como sempre fazia ao seu mínimo toque. Fiquei um pouco envergonhada por estar fazendo aquilo em uma balada, mesmo que o nosso espaço fosse apenas para os caras famosos e cada um cuidasse da própria vida. Por mais os garotos do Avenged Sevenfold estivessem completamente acostumado com nós dois, eu me sentiria envergonhada para sempre. Tentei relaxar os tendões, mas com suas mãos nas minhas apertando suavemente e seu lábio sobre meu pescoço, estava difícil de até de descobrir o resultado de 1+4.

-Matt... –murmurei baixinho, e ele apenas pousou o indicador sobre meus lábios sem interromper sua procissão lenta entre meu ouvido e o ombro nu. Fechei os olhos, para não ter que ficar observando as pessoas ao meu redor, como Rev ou Zacky.

-Feche os olhos. –sibilou ele sob a música alta.

-Já estão fechados. –Respondi á ele, nós dois rindo baixo.

-Então se mantenha assim. Relaxe.

Senti minha mente esquecendo todo o resto ao redor conforme ele pedira, e a música alta sumindo aos poucos, as luzes não infringindo mais e as pessoas já não estavam mais lá. Ele parou os beijos e senti seu rosto mais próximo do que nunca, a respiração banhando minha face com seu cheiro.

– Agora diga o que sente. –Sua voz nem parecia um vocalista de banda de rock.

-Eu sinto uma respiração fraca... Um par de mãos suaves a tocar-me, e... –Sentia que ele esperava que eu falasse algo a mais, só que eu não sabia. Ou sabia? Tenho medo de errar e decepcioná-lo, talvez seja isso. Apertei suas mãos brevemente e apoiei minha testa na dele. Suspirei fundo e sorri. –Na verdade, sinto um homem lindo a me fitar profundamente, conheci-o há pouco tempo e preciso dele praticamente 24 horas por dia...–sorri, apesar de um cansaço breve me inundar. A noite foi longa e meus pés latejavam por causa do salto alto, o vestido colava em meu corpo por causa de seu tecido e eu estava suada também, graças ao Shadows e suas ações comigo. Nada pervertido, mas o verão estava quente e mais aquele deus grego me seduzindo... Simplesmente, não ajudava.

-Nada mais? -ele disse, em um tom normal. Queria abrir os olhos e decifrá-lo, ler suas expressões, mas evitei ao máximo quebrar aquele momento.

Neguei com a cabeça de forma hesitante e ele suspirou, afastou- se de mim e abri os olhos, completamente confusa por que do suspiro como quem havia se cansado daquilo. Sua expressão era difícil de ler por causa das luzes, mas parecia até de quem se divertia, só senti falta sorriso malicioso e dos beijos picantes.

Tentei alcançar suas mãos falhamente, e ele se desviou pegando da bandeja metálica um copo de absinto, parecendo um pouco distante. Arrumei-me em cima do sofá como se não estivesse nada de errado e olhei soslaio para Jimmy, que ao perceber o breve clima ruim que se instalara, deu um sorriso torto e murmurou “Não se preocupe”; Jimmy era assim, como um irmão pra mim, e compreendia-me sempre que eu necessitava, mesmo que eu não dissesse nada –ele iria saber se eu estava bem ou não. Eu ia respondê-lo, mas fui interrompida com a presença de Elena e o Synyster Gates – ou Brian, se preferir -, os dois tão serelepes e felizes, um brincando com o outro que até dava inveja. Syn carregava uma lata de cerveja e abraçava a cintura dela. Suspirei e desviei o olhar para Matt, que ainda se servia muito devagar, sem expressão.

Elena ? É amiga minha desde o pré, nos reencontramos na 8ª série e desde lá a separação não acontecera. (Por mim, não aconteceria nunca.) Synyster e o Shadows era colegas de banda, nos conhecemos em uma festa poucos meses atrás, e alguns copos de whisky, muita conversa e pronto, já estávamos enturmados e amigos. Talvez fossemos apenas sortudas, mas eu particularmente não me importava se Matt fosse ou não famoso, ele era perfeito pra mim. Ele tinha meu coração, pelo menos a maior parte dele. Só que eu era orgulhosa demais para dizer “eu te amo”, ou coisas assim.

Orgulho era meu defeito chave – Só pra constatar.

“Talvez fosse por isso que ele fizera esses enigmas com mais frequências de uns tempos para cá.” — Conclui pensativa.

Shadows voltou ao meu lado, mas permaneceu em pé com sua expressão agora um pouco mais alegre. Estava acostumada com aqueles enigmas e suas expressões de desapontamento, e eu tinha a impressão que ele esperava-me dizer ‘estou com um cara que eu amo’. Só que eu não conseguia. Não tinha coragem, tinha medo de não ser correspondida, ou ser algo passageiro. Orgulho novamente. Precisava ser na hora certa. E para ajustar tudo, ele nunca dissera aquilo também. Dois orgulhosos...

-Já cansou, Anne? –Perguntou Brian, com um bafo de álcool que eu podia sentir a metros, e fiquei pensando como Elena aguentava. Vir-me-ei para olhá-lo e apenas dei de ombros, atordoada de mais para responder um simples ‘sim’.

Fitei o casal feliz a minha frente e sorri para Elena que perguntava telepaticamente um “o que houve?” que só melhores amigas entendiam. E através do meu sorriso falso respondi que estava tudo bem, era apenas passageiro.

Ficamos algum tempo ali, conversando, dançando, se divertindo. Johnny e Zacky apareceram apenas no fim da noite, e Jimmy me fez companhia sentando-se ao meu lado e fazendo piadinhas de bêbado para descontrair quando Matt mudava de humor. Syn e Elena? Bem, eles estavam sendo... Eles. Aquela coisinha invejável, mas ao mesmo tempo gratificante e fofa que podia ficar olhando pra sempre, que não cansava, sabe? Ele, bêbado, ficava com ela,mordendo, cutucando, irritando, e era sempre ralhado, mas ela transbordava um ‘por favor, continue’ que dava para ver, pois lançava risadinhas e sorrisos de gratidão. No fim, todos foram para casa, Matt e Zacky se dividiram em dois carros para levar toda a galera, pois eram os mais sóbrios. Jimmy –após meu breve pedido meloso- veio conosco no carro, apenas para deixar as coisas mais animadas. Matt e eu o ajudamos a entrar em casa e ir dormir, o que custou mais ou menos uns 45 minutos que não tinham fim. Ele era difícil de dormir, ficava tagarelando alto, brincando — sendo o Rev de sempre-, e parecia até uma criança gigante... Precisou de muita paciência, mas por fim o brutamonte de quase 2 metros dormiu. Voltamos para o carro e eu me aconcheguei no banco de couro, totalmente cansada. Matt entrou no carro, mas não deu partida.

— Noite longa, ein? –Comentou ele, virando-se para me fitar com um sorriso grogue. Soltei um bocejo e abri um sorrisinho fraco de volta por perceber que ele estava melhorando em relação aos outros diálogos que tivemos hoje. Apesar de que eu não tinha nada a reclamar, o dia de hoje não foi o dos melhores.

-Verdade. –Foi tudo que pude dizer antes de me encolher no banco, sem me importar com a indecência que ficou meu vestido.

O clima havia ficado bruscamente mais frio e Matt deixara as janelas abertas, o que me causou uma sensação fria de arrepiar.

-Matt, pode fechar os vidros? –pedi, e ele fechou os vidros, logo depois acariciando meu rosto de forma doce.

-Desculpe por hoje. –murmurou, com uma voz baixa. Eu derreti ali mesmo, senti minha pele ferver, e desviei o olhar para algo que não fosse ele e toda sua beleza. – Eu fui um cuzão né? Pode dizer tudo, não vou lembrar amanhã mesmo! –Ele deu uma risada alta, mas tudo que saiu de meus lábios foi algo muito mais fraco do que o som que ele emitiu. Percebendo meu estado –sonolência e um pouco quieta- sua mão foi para meus cabelos, massageou-os um pouco e ele se aproximou de mim, me obrigando a fitá-lo de uma forma um pouco dolorosa. – Me desculpe, por favor? –disse baixo, e não pude deixar de sorrir.

-Está bem, eu te desculpo seu bobo. –Passei minhas mãos por sua face, tateando até a nuca e o aproximando mais de mim, encostando nossas testas, e vi que ele havia fechado os olhos, esperando um beijo. Pendi por sobre seus lábios, respirando o ar que saía direto de sua boca juntamente do cheiro de bebidas alcoólicas. Seu rosto se aproximava do meu, implorando por um beijo, mas eu me afastava teatralmente, fazendo movimentos de vai e vem com a cabeça, sem tocar sua boca, o piercing brilhando sobre a luz da lua. Aquele item metálico era a coisa mais sexy do mundo, para mim. Principalmente nos lábios. Principalmente, nos lábios dele.

-Pare com isso e me beije logo. –ele disse impaciente e interrompendo minha contemplação. Uma risada de satisfação me contaminou e apertei o toque de minhas mãos contra sua pele, alguns fios de cabelo vindo junto e até arranhando a pele da nuca.-Estou ficando excitado aqui. –Não me assustei com suas palavras, pois era tão comum ele dizer qualquer coisa quando estava bêbado, eu já nem percebia mais.

Sem delongas, avancei para seus lábios e fui retribuída da forma que só ele sabia fazer, contornando-me e fazendo toques na nuca e nas minhas costas nuas que me arrepiavam até a alma, a língua explorando um lugar já bem conhecido. Conforme ele me beijava, eu podia sentir o gosto das suas últimas bebidas: Cerveja, Whisky e Absinto. Era as únicas que eu conhecia, o resto era apenas uma mistura. Tirei uma de minhas mãos de sua nuca e coloquei sobre seu cabelo, puxando-o delicadamente, mas de forma provocadora. Como resposta ele puxou meu corpo para mais perto dele e apertando mais o toque, só que decidi me afastar, meu pulmão começou a se contrair em pedidos por ar. Tentei não arfar, mas era inútil.

Matt abriu um sorriso como quem se sentia vitorioso só por me deixar sem ar.

Ele ligou o motor que ronronou sobre o comando e seguimos para minha casa. No caminho silencioso,não disse nada –não precisava, estávamos nos comunicando apenas pelo olhar e o toque de sua mão que de vez enquanto tocava a minha. Quando vi que ele estava fazendo o caminho para a casa dele, senti minhas mãos suarem de ínicio, e ao dobrar a esquina reconheci a rua, e o sangue fugiu de minha face.

-Matt, minha casa é no outro quarteirão. –disse, atenuando a palavra ‘minha’. Ele apenas seguiu o caminho até sua casa, os olhos na rua sem movimento.

-Eu sei. –Falou, impassível.

-Não vai me levar até lá? –rebati, tensa.

-Aparecer com você as 5 da manhã ? –uma hora depois do combinado, e o pior, cheirando a álcool? Seu pai me mataria sem dó. –Antes que eu pudesse reclamar, ele continuou.- Ah, e com gosto de Red Label, também. –Sua colocação inútil me fez rir sem querer, estragando o disfarce de estar brava.

-Ah, ele vai te matar se eu aparecer amanhã em casa! –Bufei e revirei os olhos. Ele fez a curva e entrou na sua garagem, a luz ligando ao mínimo movimento do lamborghini. – O que ele vai pensar ein? –Matt desligou o motor, e virou-se com aquele olhar de quem já tinha uma resposta bolada há séculos. Eu grunhi.

-Você dormiu na Elena,pois os pais dela te imploraram.

-E não liguei pra ele?

-Você tem quantos anos mesmo?

-Quem é que vai ter que ouvir depois?

-Desde quando você ouve? –A cada rebate ele chegava mais perto, eu bufei e rolei os olhos, virando o rosto para o vidro.

-Não vai parar de responder minhas perguntas com uma pergunta? – disse, ficando irritada. Ele estava se divertindo, com certeza.

-Não vai parar de se fazer e ir dormir comigo de uma vez? –A pergunta tinha um duplo sentido que me fez estremecer, mas em minha boca a resposta “Não quero dormir com você” inundou meus lábios, só que era meu orgulho falando, e as mentiras também. Suspirei e desci do carro, ajeitando brevemente meu vestido e tirando o salto.

Com um sorriso vitorioso ele entrelaçou meus dedos e entramos na casa enorme silenciosamente, Matt guardou as chaves e tentou me beijar na cozinha, mas o ralhei dizendo que íamos acordar seus pais; subimos as escadas praticamente sem respirar e ao chegar em segurança no quarto, ele fechou a porta e me ofereceu uma camiseta para mim usar como ‘pijama’.

-Tá brincando, né? –Disse, observando no espelho do banheiro como a camisa ficaria em mim. 2 palmos acima do joelho, tão curta quanto meu vestido – e o pior, havia um “V” em decote sobre o fim da coluna. No reflexo, ele deu de ombros e se afastou, tentando esconder o sorriso de satisfação. –Você é desprezível. –reclamei, fechando a porta para me trocar com privacidade.

-Não quer dormir de vestido, não é? –Ele respondeu, mas o mantive no vácuo. Logo ele prosseguiu. – Se quiser tomar banho, tem toalha dentro da gaveta do banheiro.

- Eu não vou dormir com a mesma calcinha, Matthew. –Ele gargalhou do outro lado da porta e deu uma batida. Eu ainda estava vestida, então entre abri. Em seu dedo indicador tinha uma calcinha de renda preta previsivelmente pequena. Revirei os olhos. – Por quê diabos você tem uma calcinha de renda no seu quarto? –perguntei enciumada. Em seu sorriso malicioso, não precisei de respostas e preferi ficar sem. Entrei no banho, retirei a maquiagem e a água fria inundou meu corpo, relaxando todos meus músculos.

Eu ainda não estava acreditando, estava tomando banho na casa de Matthew... Eu iria dormir com ele. Hoje. Agora. O choque foi intenso no inicio, e demorei mais do que queria, a maior parte do tempo só para me acalmar.

-Tudo bem aí? –Ele perguntou do outro lado, percebendo minha demora.

-Ahn.. Sim, to legal. –respondi, sem muita convicção. Saí do Box, e me sequei.

-Mesmo? –reforçou ele, e apenas respondi um ‘aham’ descontraído. Vesti a camiseta do Avenged Sevenfold – a banda dele-, coloquei a calcinha de renda que serviu em mim, mas ficava me incomodando por ser pequena, e saí para o quarto.

Matt estava deitado sobre a cama lendo uns papéis, e ao perceber minha presença, abaixou as folhas e olhou meu corpo de cima a baixo dando um sorriso demoniacamente sexy. Caminhei até lá e ele disse:

-Você tem que dormir mais vezes aqui. –sussurrou. Arremessei o primeiro travesseiro que vi na minha frente e ele o pegou, colocando este de lado e puxando meu pulso para minha surpresa, fazendo-me perder o equilíbrio e caindo por sobre seu corpo.

Matt vestia apenas uma regata branca e uma calça moletom cinza desbotada, mas ainda assim continuava sexy como sempre e seus músculos definidos podiam ser sentidos sob a camisa. Seu piercing no lábio reluziu na luz do abajur e eu mordi o lábio. Shadows grunhiu.

-Pare com isso. – ele repreendeu, alternando o tom de voz entre irritação e tentação. Não pude deixar de sorrir e morder mais ainda o lábio e olhando-o de forma sexy. –Assim você me seduz, Anne... Pare que se não eu fico com tesão, garota. –ri baixinho e relaxei os lábios, deixei alguns segundos se passarem e dei um selinho rápido, me erguendo da cama e colocando as mãos na cintura.

-Ok, eu já parei... Agora, onde eu vou dormir? –perguntei, fitando o quarto em busca de uma cama separada, completamente angelical.

Mas minha visão voltou á Matt que dava leves tapinhas em um travesseiro ao seu lado. Ergui uma sobrancelha e quando vi que ele estava falando sério, um sorriso se formou em meus lábios sem a minha permissão e me deitei ao seu lado, ficando de frente para Matt e ele passando os braços ao meu redor, me deixando completamente confortável, e fechei os olhos contemplando nosso momento em silêncio.Algum tempo passou, e não sei se estava dormindo ou só sonhando acordada, quando senti Matt beijar meu pescoço e mordiscar o ouvido de forma sexy que fez todos meus pelos se eriçarem, e então o ouvi murmurar baixinho.

— Você é tão linda... –ele disse enquanto alternava os beijos, e percebi que eu não estava sonhando, era realidade. Fechei os olhos e ergui a cabeça, tentando controlar-me. Eu, de certa forma sabia onde aquilo iria parar, e havia algo me impedindo de continuar, talvez fosse razão na minha mente, ou minha mãe passando seu sermão sobre sexo telepaticamente.

E então abri os olhos e resolvi tomar controle da situação, mas me deparei com Matt sobre mim beijando meu peito, pescoço e queixo, prendendo meus pulsos sob minha cabeça, e impossibilitando-me de me mexer também com seu peso grotesco. Aquilo era tão bom e me incitava, senti-lo me tocar de forma doce e devagar indo ao delírio, mas talvez era errado. Puxei-o pela gola da camiseta para minha boca e saciando meu desejo, automaticamente passei as pernas sobre ele, que apertou meus pulsos um pouco mais forte como forma de dizer que gostara da minha iniciativa. Seu peso começou a me esmagar, devagar o ar se esvaia mais rapidamente, e soltei seus lábios, empurrando seu corpo de cima de mim e eu ficando sobre ele.

-Ligeirinha você ein? –ele murmurou e eu apenas sorri, desta vez indo para seu pescoço vorazmente.

Ficamos assim, aos amassos, rolando sobre a cama e tentando fazer o mínimo de barulho e o quarto apenas iluminado pela luz do banheiro, quando senti as mãos de Matt por baixo de minha camiseta e subindo devagar, e tive certeza daquilo. Sabia o que ia acontecer a seguir, pois ele já imitara aquilo certa vez e eu neguei, e iria negar novamente. Não estava preparada, por mais que quisesse. Não ia deixar um cara abusar de mim sem ao menos conhecê-lo por completo. E mesmo se eu o conhecesse por completo, eu não gostaria que a nossa primeira vez fosse quando ele estava bêbado, seria a mesma coisa que nada. Então ouvimos uma batida na porta que me fez congelar.

- Matt? Já chegou em casa?

O silêncio dominou o quarto, nos olhávamos fixamente e ouvi o barulho da porta abrir e a luz ligou.

- Matt? -Perguntou a voz, e por instinto me virei e ajeitei-me, e ao erguer o olhar me deparei com o pai de Matt nos olhando assustado.

- Sr. Sanders me desculpe eu... Falei, e ele me interrompeu.

- Não precisa, Anne. Eu entendo. -Olhei pelo canto do olho Matt, que estava sentado na cama como uma estátua em êxtase.

-Você entende... ? E c-como sabe meu nome?... — falei desconfiada, e Gary assentiu.

- Sim, eu era como vocês quando jovem, Matt fala de você quase sempre. Aliás, converso bastante com ele sobre ... — desta vez, Matt interrompeu.

- Pai, poupe-a e não a deixe com vergonha. Nós entendemos, e ambos nós dois temos consciência.

- Vergonha? -Gary lançou ao filho um olhar de desprezo e riu baixo. -Tudo bem, irei deixá-los e voltar a dormir, só queria ver se estavam bem. Boa noite. -E saiu do quarto na maior tranquilidade.

Matthew suspirou alto e olhou para mim, mas permaneci imóvel e vermelha como um tomate. Mas eu de certa forma me sentia muito embaraçada, não conseguia sair do transe. Senti-o abraçar-me por trás, e me dei conta que ele estava sem camisa, seus músculos contra minha pele pulsante. Sua camiseta estava sob meus pés, e me perguntei se eu a havia tirado sem perceber.

- Quer ir para casa? — murmurou ele, mas neguei com a cabeça, impossibilitada de falar algo. — Se quiser ir tudo bem, eu entendo. Mas meu pai é assim, tranquilo. Não precisa sentir vergonha, está bem?

Respirei profundamente várias vezes até que pude falar.

- É que... –comprimi os lábios e tentei me virar para olhar Matt nos olhos, mas foi um fracasso.- Não queria conhecê-lo assim, foi tão... Estranho.

Matt riu, sentou-se na cama e me colocou em seu colo.

-Não tem problema, se dormir aqui poderá conhecê-lo melhor pela manhã, está bem? – Ele beijou minha testa e brincou com meus dedos enquanto falava, e por fim sorriu, o que me fez derreter toda. –Agora vamos dormir.

Puxou-me em um abraço, e dormiu agarrado em mim. Eu,custei a dormir, ficava observando o quarto, suas feições, prestando atenção á seus batimentos e respiração, mas quando consegui dormir, dormi como uma pedra.

Notas finais
gostaram? review, criticas ou qualquer outra coisa, eu agradeço ! ♥
próximo cap eu posto quando eu terminar, rs.