The Aurors
9 Uma recepção nada amigável.
Ouço alguém bater na minha porta e vejo Beatrice novamente.
- Qual é, Bea? — Disse eu. — Eu já disse para não se preocupar. — Ela pareceu muito aflita quando me disse o que viu em Lawrence.
- Não é isso! — Respondeu ela empolgada. Deu-me as costas e bateu na porta de Augustus. — Terra a vista! — Dizia ela, sorrindo.
Corri para as escadas e Augustus veio atrás de mim. Fomos até a proa do navio e nos inclinamos lá para vermos melhor: havia uma ilha mais a frente.
O navio estava se aproximando da areia, então corri até a ponte de comando e encostei a varinha no mapa. No mesmo momento o navio parou.
Augustus estava abrindo a portinha no convés, e lançou a escada para baixo. Beatrice parecia calma e satisfeita por termos chegado.
Descemos a escada e paramos em frente ao portão.
- Fomos mandados pelo Auror Chefe Lawrence. — Disse eu.
Então, eles abriram o portão. Nós três entramos lado a lado. Olhei para o lado e o guarda estalou o dedo, fazendo aparecer correntes no chão instantaneamente. Ele me encarou e prendeu minhas mãos juntas para trás. Comecei a me debater, porém, não adiantava de nada. Nossas varinhas ficaram jogadas no chão.
Os dois guardas nos jogaram no chão, Augustus e Beatrice também presos e assustados. Eles seguraram na ponta de nossas correntes e nos arrastaram pelo chão de terra como um dono puxa seu cachorrinho pela coleira.
- Parem! — Gritou Beatrice. — Estamos em missão para salvar esse vilarejo, parem!
Os homens usavam um uniforme cinza e botas grandes e sujas de areia com terra. Em nossa frente, estava uma casa comprida. Os guardas seguiram até lá e entraram, largando-nos presos sobre a terra no meio da rua.
Um ou dois homens andavam pela rua e nos encaravam. Apesar de Beatrice gritar pedindo ajuda, eles nos ignoravam.
Então, de repente, parado a nossa frente estava Jason Ashdeen, com as sobrancelhas arqueadas.
- Ei, pessoal?
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