The Aurors
1 Sou convocada para uma missão.
Parte 1 — Beatrice
"Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você."
William Shakespeare
Já faz cinco anos que tudo aconteceu. Oris Braeden foi morto. Kailene se tornou Ministra da Magia. Adam ficou conhecido como um grande herói. Agora sou uma auror também. Junto com Augustus e Klaus.
Fico parada olhando fixamente para o quadro na parede. Nele estão Adam, Zoey, Eleanor, Klaus, Augustus e eu. Estamos sorrindo e acenando. A foto foi tirada um dia depois da batalha, naquela mesma cidade.
Eu sinto falta de lá. Sinto falta da minha casa. Sinto falta de vê-los todos os dias. Agora somos adultos. Temos que assumir nossas responsabilidades. Não temos mais tempo para brincar de ser herói, pois agora somos realmente heróis.
Vejo Dina olhando para mim. Ela é uma fênix muito atenciosa. É como se soubesse meus sentimentos apenas por olhar-me nos olhos.
– Qual o problema, garota? — Pergunto calmamente. Minha voz saí rouca. Não sei há quanto tempo estou observando a foto.
Dina levanta as asas graciosamente e as abaixa. Vai até próximo a porta e mantém os olhos fixos nela. Me levanto da poltrona e vou até lá. Uma carta está sobre o tapete marrom.
Abaixo-me e pego a carta. Está com meu endereço, e o nome indica que é para ''Auror Beatrice K.'' e quem a enviou foi ''Lawrence — Auror Chefe''.
Primeiramente não entendi o por que da carta, pois era meu dia de folga. Essa semana não seria necessário comparecer ao Ministério, mesmo com tudo acontecendo.
Nos últimos dias, os jornais tem relatado o sumiço dos aurores. Alguns haviam saído para missões e não voltado mais. As famílias estavam ficando cada vez mais preocupadas.
Imaginei que a carta dissesse a respeite disso. Então resolvi abri-la.
''Beatrice, convoco-a para comparecer ao Quartel General dos Aurores na manhã de quinta-feira. Leve suas coisas, pois fará uma missão. Tudo será explicado após sua chegada.
Lawrence, Auror Chefe.''
Não hesitei, fui arrumar minhas coisas. Apenas o necessário. Quem será que estará comigo nessa missão? Posso apostar que serão os mesmos parceiros de sempre: Klaus e Augustus.
A mochila estava nas minhas costas. Meus passos ecoavam pelo corredor mal iluminado do Ministério. Mais a frente, ouvi conversas vindas de dentro do Quartel General. Lawrence estava parado logo na entrada, com uma caneca na mão enquanto ria. Estava conversando com Klaus Hubermann.
– Olá? — Digo, enquanto paro ao lado de Klaus.
– Beatrice! — Responde ele, me abraçando.
– Senhor Lawrence, acredito que irá nos explicar qual essa missão, não é?
– Não se preocupe. — Disse ele. — Espere Augustus chegar e direi-lhes o necessário.
Eu e Klaus assentimos. Alguns minutos depois, Augustus apareceu, com seus cabelos louros cobrindo a testa e os pequenos olhos azuis brilhantes.
Ele me viu, e lançou-me um leve sorriso, logo desviando o olhar para Klaus. Se dirigiu até ele e deram as mãos. Augustus parou ao lado dele, observando o Senhor Lawrence.
– Bom, agora que os três estão aqui posso dizer-lhes o por que da missão tão ''em cima da hora''. — Dizia ele, enquanto gesticulava com a mão. Senhor Lawrence era um velho de aparentemente 50 anos. Tinha poucos cabelos, e era pançudo. Notei que seus olhos estavam mais claros do que o normal. — Há um povoado muito pequeno que vem sendo ameaçado. Estamos recebendo muitos relatos de invasões de supostos bruxos das trevas por lá.
Ao ouvir ele dizer bruxos das trevas, meus cabelos da nuca se arrepiaram. Havia muito tempo que não ouvia alguém comentar sobre isso. Mesmo eu tendo sido muito corajosa há um tempo atrás, comecei a perceber o quão perigoso tudo foi.
– E o que necessariamente o senhor quer que façamos? — Perguntou Klaus, estreitando os olhos.
– Que fiquem lá por algum tempo. Para se certificarem que não há nada de errado.
– E se tiver? — Perguntei. Minhas mãos davam ligeiras tremidas. Eu estava nervosa. Não sei bem o por que. Augustus e Klaus estavam comigo. Já tivemos outras missões, mas sempre conseguiamos prender os bruxos maus, e Senhor Lawrence nunca se referiu á eles como bruxos das trevas.
– Se tiver, acredito que darão um jeito de acabar com eles. — Respondeu o velho, com um sorriso malicioso estampado em seu rosto.
Há algo de errado aqui.
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