The Aurors
31 Salva por um auror.
Parte 6 — Zoey
''Ela quer ir pra casa, mas ninguém está em casa.''
Nobody's Home
(Avril Lavigne)
Eu estava cansada. Cansada de receber ordens. Cansada de ser julgada. Cansada de ser odiada. Cansada de tudo!
Só faltava uma coisa que faria com que eu abandonasse tudo. E essa coisa aconteceu.
– Se você fala tanto dele, por que então não vai procurá-lo? — Berrou Augustus. — Isso se ele ainda estiver vivo, já que não voltou dessa tal missão.
Eu fiquei furiosa. Poderia acabar com ele naquele instante. Podia matá-lo se quisesse. Mas não.
Afastei a cadeira violentamente, me levantando.
– Pois é o que farei! — Gritei, e dei-lhe as costas.
Apressei o passo, saindo do bar com o rosto vermelho e os olhos lacrimejando.
Será que ele estava certo? Adam não estaria mais vivo? Não, ele teria que estar.
Adam é minha vida. Eu vivo por ele. Eu morreria por ele. Assim como ele vive por mim. E também morreria por mim.
Ficar sem ele é como caminhar sem rumo. Desorientada. Como estou neste momento.
O Ministério não era tão longe dali, mas também não tão perto. Eu talvez poderia ir até lá procurar ajuda. Mas então me lembro de que estou sendo procurada. Ser presa não iria ajudar em nada.
Foi então que vi — enquanto caminhava sem saber para onde ir — dois homens vestidos com roupas iguais aos dos guardas que prenderam Klaus no Ministério. Suas varinhas estavam próximas as capas cinzas, discretamente escondidas. Eles andavam em passos silenciosos, olhando para todos os lados, desconfiados.
Quando estavam próximos a dar de cara comigo, alguém me puxou para dentro de um comércio e fechou a porta, ofegante.
– Você quer morrer? — Gritou um garoto. Ele tinha uma pele clara, cabelos encaracolados e escuros e usava óculos. Na sua mão estava uma varinha.
Foi então que ele percebeu que eu também tinha uma.
– Pelas barbas de Merlin. — Disse ele, olhando para minha mão. — Você é uma.. bruxa? — Ele sussurrava.
– Sou, e aparentemente você também.
– Ah, conte-me uma novidade! — Ironizou ele. — Sou um auror.
– Um auror? — Exclamei, sorridente. Ele assentiu. — Você sabe onde está Adam Werkhaizer?
– Fala sério! — Disse ele. — É claro que sei.
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