The Aurors
13 Pegamos carona no dragão.
Klaus conduz o verde-galês usando apenas as correntes que sobraram presas ao seu pescoço. O ar gélido da noite bate em minha face, fazendo o meu olho lacrimejar.
Jason de vez em quando dá ligeiras gemidas por conta da dor na perna.
- Calma, cara. — Dizia eu para ele. — Vai passar.
Ele apenas franzia a testar e pressionava a mão. Deduzindo pelo seu rosto ele estava mesmo sentindo muita dor.
O dragão voava acima do mar, onde atravessamos com o navio a toa.
- Jason, você sabe como chegar ao Ministério sem pegar a chave de portal?
- S-sei. — Respondeu ele, ainda com dor. — Ao avistar o campo, vire-o para a direita e siga na direção de uma floresta. Logo se encontrará em um pequeno bairro de Londres, e já vai saber se guiar.
- Certo. — Disse Klaus, segurando as correntes do dragão e procurando atentamente sinais do campo á frente.
Beatrice permaneceu imóvel segurando nas costas dele. Vez ou outra olhava para trás e sorria para mim. Eu desviava o olhar.
- Achei! — Gritou Klaus, de repente. Apertou as correntes no pescoço do dragão e a criatura deu um rugido, aumentando a velocidade em direção ao campo. Subitamente, Klaus puxou a corrente, dirigindo-a para o lado. A fera acompanhou o movimento e já estavamos voando sobre a floresta.
- Precisamos de um plano. — Disse.
- O que quer dizer com isso? — Perguntou-me Klaus.
- Ora, não podemos simplesmente chegar no Ministério acusando o Lawrence. Se bem que ele não é o Lawrence.
- Augustus, estavamos voando num dragão, de agora em diante podemos tudo.
Beatrice riu.
- Não, não. Não é assim! — Questionei. — Quem irá acreditar em nós? Poderemos ser presos por ter acusado o Chefe dos Aurores e ainda por cima: roubado um dragão!
- Tecnicamente o dragão não é roubado. — Corrigiu-me Jason. — Foi achado.
- Não, esse dragão pode ter sido colocado na ilha de propósito. — Sugeriu Beatrice. — Para te atrair também, não, Jason?
- Talvez. — Respondeu ele.
Quando olhei para baixão vi várias pessoinhas andando pela rua e olhando para cima. A maioria delas, pelo que pude ver, estava boquiaberta olhando-nos.
- Os trouxas nos perceberam. — Disse Beatrice, em tom de reprovação.
- Você tem razão. — Concordou Klaus, ignorando as pessoas lá em baixo. Continuou guiando o dragão até estarmos sobre o edifício do Ministério.
O novo, que havia sido reconstruído, tinha como entrada um estacionamento trouxa, e lá, a passagem para descer até o ministério subterrâneo.
O problema era que o teto do estacionamento era de vidro, e eu sabia exatamente o que Klaus faria.
Apertando novamente as correntes do dragão, Klaus impulsionou-o para baixo, e em segundos, tivemos impacto contra o vidro, fazendo-o se despedaçar em minúsculos pedacinhos.
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