The Aurors

18 O discurso do ministro.


Andamos por algumas ruas depois da casa de Zoey até chegarmos numa ponte. Atravessamos e já estavamos na cidadezinha de Eleanor.

Beatrice nos guiou, sempre sorridente. Eu não percebi o que ela dizia, pois só conseguia reparar em seu delicado rosto.

Então, ela disse:

– Chegamos.

Nós paramos em frente á uma casa de mármore, de dois andares. Apertamos a campainha.

Vimos pelo vidro da porta alguém se mexer lá dentro, até que Eleanor abriu a porta e nos olhou com um sorriso brilhante.

Seus cabelos louros estavam presos para trás. Ela usava um avental, e tinha algumas cicatrizes na mão.

Acho que ela notou que eu estava olhando, por que disse:

– Ah, isso aqui são resultados de poções feitas incorretamente. — Então ela levantou as mãos para o ar e as balançou por alguns instantes.

Ela nos convidou para entrar, e depois de um tempo de conversa alheia, Beatrice contou tudo a ela.

– Eu não acredito!

– A gente tem que dar um jeito de acabar com isso. — Disse Jason.

– E rápido. — Completei.

– O que vocês pretendem? — Perguntou Zoey.

– Kailene disse que ele se apresentaria como Ministro hoje a tarde. — Disse Klaus. — Vai ser no Hall.

– Um ótimo lugar para desmascararmos essa pessoa. — Comentou Eleanor.

– Vocês tem ideia de quem esteja por trás de tudo isso? — Perguntou Beatrice.

– Não faço a miníma ideia. — Respondi.

Zoey se levantou impaciente e olhou para o relógio ao lado de um quadro de Eleanor.

– Que horas ele irá se apresentar?

– As 14:00h. — Respondeu Klaus.

– Estamos atrasados.


Saímos logo após Eleanor por comida para seu gato, Hunter. Em poucos minutos estavamos de volta ao Ministério, tentando chamar o minimo de atenção possível.

Ora, fomos nós quem batalhamos naquela cidade. Zoey é namorada do auror mais famoso do mundo bruxo, e Jason é conhecido como o grande domador de criaturas mágicas. Andarmos pelo Ministério sem sermos notados não é uma tarefa fácil. Mas conseguimos.

As pessoas a volta dirigiam sua atenção ao homem baixo de poucos cabelos em frente a fonte com as estátuas. Homens e mulheres com pergaminhos, penas e câmeras disputavam o lugar perto dele.

– Vamos esperar ele dizer seu discurso e entramos em ação. — Sussurrou Klaus.

– O que exatamente iremos fazer? — Perguntou Eleanor.

– Eu, Augustus e Jason daremos um jeito de irmos até ele. Vocês ficaram encarregadas em afastar as pessoas e deixar que os jornalistas tirem o máximo de fotos possíveis.

– Certo. — Concordaram Beatrice e Eleanor.

– Não sei se isso dará certo. — Questionou Zoey.

– Fica tranquila. — Disse Jason.

Então, Lawrence ergueu as mãos em sinal de silêncio. Todas pessoas se calaram e fixaram seus olhos nele. Homens e mulheres, adultos e jovens. Permaneceram imóveis olhando o novo e falso Ministro a frente deles.

– Senhoras e senhores! — Começou ele. — Muito de vocês já me conhecem como o Chefe dos Aurores, e passarão a me conhecer mais ainda de agora em diante. Posso dizer que é uma grande honra ser nomeado Ministro da Magia. — Ele estreitou os olhos. — Resolveremos todos os problemas e dificuldades que nosso mundo vem passando. Familiares de aurores desaparecidos: não se preocupem! Vamos resolver todos os seus problemas.

– Mais falso do que esse eu não conheço! — Exclamou Beatrice, rompendo o silêncio.

Todos voltaram os olhos para nós.

– O que você disse, querida? — Perguntou Lawrence, mais a frente.

– Ah não. — Murmurei.

– AGORA! — Gritou Klaus correndo na direção do Ministro com a varinha erguida.