The Aurors

2 O diário nos leva até a praia.


Senhor Lawrence nos conduziu até uma porta no fim do corredor aonde estava o Quartel General dos Aurores. Ao abrir a porta acinzentada, descemos uma escada até chegar numa pequena sala. Ela está clara.

No centro dela, está localizado um livro velho. Ele é marrom, com uma fita mais escura no meio dele.

– Um diário? — Perguntou Klaus, debochadamente.

– Uma chave de portal. — Corrigiu-o Augustus.

– Oh, senhor sabe tudo! — Respondeu Klaus, arqueando as sobrancelhas.

– Parem vocês dois. — Disse eu, com um tom de voz alto. — Deixem o Senhor Lawrence falar.

Geralmente Klaus e Augustus faziam brincadeiras do tipo. E sempre acabava em briga.

– Bom, tudo que precisam saber está aqui. — Dizia o velho, retirando um papel do bolso do casaco. Ele estendeu o braço e esperou que eu pegasse.

Peguei o papel e fiquei observando-o. Parecia antigo. A folha era envelhecida.

– Tudo? — Perguntei. Senhor Lawrence assentiu. — Iremos para uma missão e teremos todas informações que precisamos nesse papel?

– Tudo. — Confirmou o velho.

– Pare de questionar, Bea. — Disse-me Klaus. É, ele está certo. O que pode dar errado? Hum.. tudo!

– Quando estiverem prontos. — Completou o Senhor Lawrence, apontando com o queixo para o diário. — Apenas digam ''um, dois, três''.

Augustus assentiu, e foi até perto do diário. Andei calmamente até ao lado de Augustus, Klaus me acompanhando. Com desconfiança, colocamos as mãos em cima do livro.

– Um. — Começou Augustus. — Dois. — Olhei para trás. Senhor Lawrence dava uma risada. Seu rosto parecia mais jovem, seus cabelos pareciam estar crescendo. — Três. — Ele sumiu de repente. Tudo a minha volta ficou distorcido. Parecia que um furacão estava acontecendo, e tinha me afastado de tudo. Minha cabeça doía, e então..

– Ai! — Exclamou Klaus, cuspindo areia. Areia?

Levantei-me do chão. Estávamos sobre areia. O barulho de ondas ao longe era como um canto de sereia, chamando-nos para nos aproximar.

– Para que diabo de lugar esse diário velho nos mandou? — Disse Augustus, correndo os olhos pelo local. O vento forte batia em seu rosto, fazendo seu cabelo louro se mover lentamente.

– Olhe o papel, Bea. — Disse-me Klaus. — E então saberemos o que fazer.

– Certo. — Concordei, abrindo a mão. Havia segurado firmemente o papel quando o diário nos ''engoliu''. — Bom, aqui diz que devemos achar o que nos levará até lá.

– Como assim? — Perguntou Klaus.

– Quer dizer que teremos de achar o meio de transporte que nos levará até o vilarejo? — Exclamou Augustus. — Pensei que após pegar a chave de portal já estaríamos lá. Mas que droga! — Ele chutou a areia, frustado.

– Calma, vamos dar um jeito. — Eu disse. Olhei em volta. Ao longe, avistei a água se mover. Estávamos numa praia. O vento batia fortemente, fazendo meus cabelos acobreados voarem. O sol estava mais brilhante do que nunca e queimava minha pele como fogo.

Voltei a olhar para o papel. Abaixo, havia a imagem de um navio. Então é isso que nos levará até o vilarejo?

– Venham, rapazes. — Disse eu, correndo para me aproximar do mar.

Como esperado, o navio estava lá. Era grande e aparentemente antigo. A proa dele era linda: uma grande fênix dourada com as asas abertas.

– Perfeito! — Exclamei, com um grande sorriso no rosto.