The Aurors
33 Eu sou a razão.
Vejo vários aurores entrando na minha frente, impedindo que eu possa partir. É sufocante ficar presa naquele quarto no meio de tantas pessoas.
Por mais que elas estejam próximas de mim, eu me sinto longe de tudo. Sem ninguém. É perto de Adam que eu posso viver. Mas eu só quero ir pra casa para que possamos viver nossas vidas normalmente.
Depois de alguns minutos que passaram lentamente e silenciosos, ouço o som de três batidas na porta. Há uma pausa e batem novamente. Logo após outra pausa as batidas vem seguidas mais três vezes.
April se dirige até a porta com a varinha em punho e abre o trinco. Com a porta entreaberta, olha para fora e sorri. E então a abre.
Vejo Adam apoiado no batente da porta, com o casaco de couro chamuscado e algumas cicatrizes no rosto. Seus cabelos castanhos escuros e bagunçados.
Seu olhar se encontra com o meu e não hesito em correr até ele, que me recebe de braços abertos.
- Adam! — Digo, apoiando meu queixo em seu ombro.
Solto-me e sorrio para ele.
- Eu estou aqui. — Murmura, afastando alguns cabelos do meu rosto e jogando-os para trás junto a trança. — Está tudo bem?
- Bem melhor com você aqui. — Digo.
- Eu pensei que estivesse junto com os outros. — Disse ele, acariciando meu rosto. — O que a trouxe aqui sozinha?
- Estive com eles. — Respondo. — Aposto que já sabe de tudo, não é?
- Eu sei que Klaus está nas mãos do Ministério. Acompanhei a tudo no semanário bruxo. Que ideia louca a de vocês! — Exclama ele. — E ainda não estou acreditando que Lawrence é o novo ministro.
- Você sabe que não é ele, não sabe? — Pergunto.
- É claro que sabemos! — Disse Cory, parando ao lado de Adam.
- Eu sempre desconfiei. — Respondeu-me Adam. — É por isso que não lhe disse nada da missão. Resolvi ir atrás de todos aurores desaparecidos. Íamos esclarecer tudo com Lawrence quando voltássemos.
- Você é maluco! — Digo, dando-lhe um tapa no ombro. — Não tem ideia do quanto fiquei preocupada!
- E você não tem ideia do quanto fiquei preocupado ao vê-la nas fotos do semanário junto aos outros atacando o ministro! — Ele me fitou. Seus olhos eram escuros, quase pretos. — Mas conte-me: por que está sozinha?
E então disse-lhe tudo. Desde quando fugimos do Ministério até a discussão no bar.
- Você não devia ter deixado-os. — Disse me ele. — Sabe como as pessoas são na hora de fúria. Ele disse aquilo no calor do momento. E é claro que eu estaria vivo. Você é a razão para eu estar vivo.
Subitamente Adam levou seus lábios aos meus, e deixei que ele prosseguisse com o beijo. Foi como se estivéssemos sozinhos, sem nada que pudesse nos impedir. Eu sou a razão.
Mas estávamos errados. Aurores nos cercavam nesse momento e em breve teríamos que enfrentar o falso Ministro e todos os quais trabalham para ele.
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