The Auror
27 Capítulo 27 - Os Centauros
– Neville! — Gritava Tori. — Neville!
A água batia no rosto da garota. Tentava se manter firme para não ficar submersa.
Zoey de repente apareceu, com os cabelos sobre a face. As duas estavam ali, tentando se manter com a cabeça para fora d'água.
– Onde está o Adam?
– Eu não sei! — Ofegava Tori. — Não achei Neville também.
Subitamente Zoey mergulhou para dentro d'água.
– Não! — Ouviu Tori dizer ao longe. A água abafando a voz.
Logo avistou Adam ao fundo, tentando erguer o corpo de Neville. Adam se mexia freneticamente.
Zoey não hesitou em nadar até ele. Adam balançou a cabeça. Suas veias pareciam estar prestes a saltar de seu pescoço. Neville estava desacordado.
A garota tentou ajudá-lo a erguer Neville, porém foi sem sucesso. Zoey balançou a cabeça em negativa, mas Adam permaneceu em tentar ergue-lo.
Então, puxou o braço do garoto com força, deixando-o largar-se de Neville. Em alguns instantes, o corpo do garoto afundou até desaparecer.
Os dois nadaram para cima. Ao colocarem a cabeça para fora d'água, Tori estava lá, com os olhos arregalados.
– Neville? — Chamou ela.
Adam respirou fundo.
– Onde ele está? — Perguntou ela se aproximando do garoto.
Zoey balançou a cabeça, e disse:
– Sinto muito Tori.
– Ele não vai voltar, vai?
Adam e Zoey balançaram a cabeça em negativa. Tori fechou os olhos. Adam nadou para mais perto dela, e a pressionou levemente contra o seu ombro.
– Vai ficar tudo bem. — Sussurrou ele no ouvido dela.
Zoey encarou Adam, que estava com uma expressão de preocupação no rosto.
– Temos que ir. — Disse Tori, se afastando de Adam. — Não podemos perder tempo.
– Você está certa. — Respondeu Adam.
– Como iremos sair daqui? Não podemos ir nadando.
– Podemos aparatar. — Replicou Tori.
Adam e Zoey trocaram olhares.
– Tudo bem, me deem suas mãos. — Disse ela, estendendo os braços para fora d'água, em direção á eles. Zoey segurou na mão direita e Adam na esquerda, e subitamente a escuridão tomou conta deles.
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Os gigantes andavam pela praça central, procurando algo que pudessem destruir. Beatrice e Augustus que havia voltado lançavam feitiços nas criaturas inutilmente.
Eleanor estava ajoelhada ao lado do corpo de Klaus caído.
– Klaus, acorde. — Dizia ela, dando leves tapas em seu rosto. Aproximou o rosto de seu peito para ver os batimentos. O coração batia lentamente. — Oh não.
Ela fitou o garoto desacordado e respirou fundo. Então, depois de hesitar, aproximou seus lábios avermelhados ao do garoto. Afastou-se, suspirou, e aproximou os lábios novamente.
Repetiu o movimento por alguns instantes, até Klaus abrir os olhos.
– Eleanor? — Chamou ele, com os olhos estreitos.
– Você está bem? — Perguntou ela.
– Acho que sim. — Ele se levantou com dificuldade. — Estou com dor nas costas.
– Você ficar bem. — Disse ela, em pé ao lado dele, dando-lhe tapinhas de leve no ombro. — Temos problemas maiores.
A lua cheia estava posicionada grande e brilhante no centro do céu. Eleanor admirou-a por alguns instantes, até ser acordada pelo barulho de cascos se chocando contra o solo.
Ao se virarem para muralha destruida, avistaram um grupo de aproximadamente seis homens-cavalos.
– Não acredito! — Exclamou Eleanor.
– Centauros não! — Disse Klaus, boquiaberto.
Os centauros ergueram seus arcos com as flechas posicionadas na direção de Eleanor e Klaus.
– Estamos perdidos. — Disse Eleanor.
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