The Answer To A Mystery

2 Capítulo 2 - A Descoberta


Notas iniciais
Demorei um pouco para postar, mas aí está. Preciso da ajuda de vocês para divulgar a fic, se não vou parar de escreve-la. Queria saber quais são as pessoas que estão lendo mesmo a fic, e queria saber se estão gostando. Bom, espero que vocês gostem, e comentem. Boa leitura!

...

Comecei a sentir uma dor de cabeça muito forte, as vozes diziam repetidamente: "Você precisa se preparar Amber, já está quase na hora". Não sabia o que estava acontecendo, isso era muito esquisito. Madison viu que eu não estava bem e pediu ao professor que me levasse a enfermaria.

Cheguei na enfermaria e pedi pra que ligassem para minha mãe. Ela foi me buscar correndo.

FINALMENTE EM CASA

Minhas dores de cabeça estavam passando.

-Mãe, não sei o que é isso. Tem alguma ideia do que pode ser? Estou ouvindo umas vozes estranhas. -Disse a ela.

-Amber, filha. Preciso ter uma conversa séria com você. -Disse ela num tom sério.

-O que mãe? Pode me falar.

-É que nossa família é diferente das outras. Existe um certo dom, que circula em duas famílias, a nossa, e a de outra. Ah muito tempo, existia duas doses de uma bebida muito rara, e essa bebida tinha a chance de conceder poderes sobrenaturais a quem bebesse. Mas tinha uma certa condição, só podia beber a poção, mulheres. Pois se um homem tomasse poderia ter consequências drásticas. Um homem só ganha o poder se for filho da pessoa que tem o devido poder. Sua avó tinha o dom, e esse poder poderia ser passado para mim ou para seus tios. Mas nesse caso, quem herdou os poderes, fui eu. Agora, quem tem chance de herdar os poderes, é você, ou seus primos. Percebi que você não está se sentindo bem, e essa dor de cabeça e as vozes que anda escutando são os efeitos que tive quando recebi o certo dom. Ninguém sabe da nossa existência, por isso vou pedir para que não comente isso com ninguém.-Minha mãe terminou de falar, e eu nem estava acreditando no que ela acabara de me contar, foi aí que me veio uma pergunta

-Mas mãe, só existe duas famílias com esse dom?

-Sim, tem uma forma de outras pessoas conseguirem os poderes, só que, para isso precisa ser misturado o sangue das famílias. E depois quem beber os sangues misturados ganha os poderes, e dizem que é ainda mais forte, mais nada foi comprovado. Só quem sabe disso, sou eu e um amigo meu, que é da outra família, e tem o dom.

-Quem é esse amigo?

-Harris Hensworvd.

-MENTIRA? Ele é o pai de uma amiga minha, Madison Hensworvd.

-Filha, ela já te falou algo sobre?

-Não, fiquei sabendo só agora. Mas, por que?

-Por nada, mais não perca essa nova amizade.

Pensei um pouco sobre o assunto, e cheguei a conclusão que esse havia sido o dia mais esquisito da minha vida. Mas, querendo saber mais, continuei:

-Está bem mãe, mas agora, me conte mais sobre essa nossa geração.

Amber

Ainda nem acreditava no que minha mãe tinha me contado. Estava processando tudo o que ela havia dito. Mas, eu precisava compartilhar isso com alguém, e esse alguém teria que ser, é claro, minha melhor amiga! Peguei meu celular, e disquei o número da Lou, quando ela finalmente atendeu:

-Alô, Louise? Amiga, vem dormir aqui em casa hoje, preciso te contar umas coisas, e não dá pra esperar até amanha!

-Oi Amb, dormir aí? Ah está bem, vou pegar umas coisas e já estou indo.

-Vê se não demora, não posso esperar.

-Calma mulher! Já vou. Beijo, até daqui a pouco.

-Tchau, até.

Desliguei o telefone, e enquanto esperava a Lou chegar fui procurar minha mãe.

-Mãe?

-O que foi filha? Está precisando de algo? -Disse ela um pouco distante.

-Não estou precisando de nada não.-Eu disse me aproximando dela.-Só queria saber se posso contar aquela história para a Lou.

-Claro que pode minha filha, ela é como se fosse da nossa família, não precisa esconder nada. -Disse ela sorrindo.

Como a minha mãe era bonita, eu a amava. Tinha cabelos castanhos e olhos azuis, igual aos meus, era magra, não era muito alta, tinha a aparência jovem.

Dei risada.-Vai que você não quer que eu conte.

-Que besteira filha, até.. -A campainha interrompe minha mãe. -Vá atender querida.

-Já vai Lou.- Eu disse andando em direção a porta.

Abri a porta, não era a Lou, na verdade era ele, aquele mesmo garoto que quando eu o via, meu coração disparava, como estava acontecendo naquele mesmo momento.

-Ah, oi. É você. -Eu disse meio sem graça, não sei da onde arranjei coragem pra falar com ele.

-Nossa, desculpe. Vou embora. -Ele disse sem jeito, e um pouco irritado.

-Não foi o que eu quis dizer, quer dizer..

-Tudo bem.-Disse ele me interrompendo.-Só vim aqui entregar essas cartas que foram entregues por engano na minha casa. -Completou.

-Obrigada, não sabia que você morava por aqui. -Falei um pouco surpresa.

-Moro sim, aqui na casa ao lado. Sempre te vi aqui, mas pelo jeito você nunca reparou em mim, quer dizer, você nunca me viu. -Suas bochechas coraram.

-Sério? Mas, eu sabia que te conhecia de algum lugar, só não lembrava de onde. Você reparava em mim?

-Sim, eu moro aqui desde quando nasci, lembro de quando você e sua mãe se mudaram pra cá, eu até ajudei na época.

-Nossa, e você lembra de tudo isso? -Falei dando risada baixo.

-Lembro, teve também aquela sua festa que..

-AMBER, MULHER VOCÊ PRECISA ME CONTAR LOGO.. -Louise havia chegado, estava gritando que nem uma louca, até perceber que eu estava falando com Shane. -Ah, me desculpe, desculpe mesmo. -Disse ela um pouco sem graça.

-Tudo bem.-Disse ele. — Já estava de saída mesmo.

Olhei para Louise com uma cara de quem queria mata-lá.

-Tchau Amber, a gente se vê amanhã no colégio.

-Boa noite Shane, nos vemos sim. -Disse acenando.

Fechei a porta, e comecei a dar uns pulinhos de alegria, foi aí que Louise começou a dar muita risada da minha cara, só depois disso me lembrei que ela estava lá.

-O que foi isso Amber? -Disse ela rindo muito.

-Ãh? Nada, só me empolguei demais..

-Louise, minha querida. -Minha mãe veio em direção a nós. -Como você está? Já estava sentindo sua falta aqui em casa.

-Oi tia, estou ótima, e você? Sabe, é que a Amber não me chama mais, ela anda ocupada demais pensando em um certo menino. -Disse ela revirando os olhos, mas ao mesmo tempo dando risada.

-Ah é? E quem seria o louco? -As duas cairam na gargalhada, e eu vermelha.

-Pergunte para ela tia. -Disse Lou rindo.

Antes que minha mãe falasse mais alguma coisa, puxei Louise até as escadas, fazendo ela subir.

Entramos no meu quarto e eu já fui dizendo.

-Que ideia foi essa de dizer a minha mãe que eu só ando pensando no Shane?

-Eu não disse no Shane, disse em um menino. Já parou pra pensar que eu poderia estar falando do James, do Big Time Rush?

-Até parece, com a cara que você estava quando viu eu falando com ele. -Falei um pouco irritada.

-Calma amiga, só estava brincando com você. Desculpa vai. -Ela disse com cara de cachorrinho.

-Tabom Louise.

-Agora me conta o que você tinha a me dizer.

Comecei a contar a ela, desde o começo.

Shane

Tomei coragem e fui falar com ela, peguei algumas cartas da sua caixa de correio e dei a desculpa que elas foram parar na minha por 'engano'. Queria que ela reparasse em mim. Não sei como nunca fui falar com ela, sempre morei ao seu lado, ia em suas festas de aniversário pois sua mãe me convidava. Nunca tive a coragem de falar com Amber. Mas, isso havia mudado, naquela noite fui até lá e fiquei ainda mais convencido do quanto ela é bonita. Reparei em cada traço, nos olhos azuis, nos cabelos castanhos compridos, no nariz, em sua boca... De repente meus pensamentos foram interrompidos pelo toque do meu celular. Blaze estava me ligando. O que ela queria? Já tinha conversado com ela, e eu não queria mais nada. A gente tinha terminado no ano passado antes das férias, e ela ainda vinha me perseguindo, falando que tomei a decisão errada, que estava nervoso na hora. Mais é claro que estava nervoso, ela tinha ciúmes de tudo e de todos, tinha ciúmes até da minha mãe, o que acho besteira. Nem atendi, e deixei tocando. Gente como ela não merecia minha atenção.

Blaze

Liguei para Shane, mas ele não me atendia. Odeio quando isso acontece! Só espero que ele não esteja gostando daquela novata. Não gostei do jeito que eles ficaram se olhando no colégio. Ainda vou descobrir algum podre daquela garota.

Peguei meu celular e disquei o número de Vanessa, a única que poderia me ajudar naquele momento.

-Blazeeeeeeeeee!

-Oi Vanessa, preciso de uma ajuda sua.

-O que quer que eu faça amiga?

-Preciso que você "levante a ficha" da garota nova, Amber State. Agora!

-Mas como eu vou fazer isso? Aonde vou acha-la?

-Se vira! Vai no colégio e procure a ficha dela!

-Ah mais e se me pegarem e..

-Não vão te pegar! Agora vai logo!

-Está bem, qualquer coisa eu te ligo. Beijinhos minha bf!

-Tchau.

Finalmente Vanessa iria prestar para algo! Não aguentava mais ela na minha cola. Mas agora a única coisa que me interessa é Amber State, e quem ela é!

Vanessa

Blaze me deu uma missão muito importante, não posso falhar, ela é minha bff. Mas por que será que ela quer saber tanto sobre essa menina? Não importa, vou apenas fazer o que ela me pediu.

Determinada, fui até o colégio. Chegando lá me direcionei a sala do diretor discretamente, e não tinha ninguém lá. Tirei sorte grande! Abri a gaveta e procurei por seu nome, Adriana, Alessandra, Amanda, e finalmente achei a que eu queria, Amber State! Sai do colégio com muito cuidado para que ninguém pudesse me ver. Fui correndo para casa de Blaze, pois sabia que ficaria interessada.

Blaze

Estava dando uma lida nos comentários do meu blog, quando a campainha tocou. Fui atender a porta e me deparei com Vanessa segurando uma pasta.

-Vanessa! Achou o que eu te pedi?

-Claro! Por você qualquer coisa! — Disse ela sorrindo

-Bom mesmo, agora entre, quero ver o que tem de interessante aí.

Vanessa entrou e me entregou a pasta com os documentos.

-Vamos ver, foi transferida do colégio Handsfraw, faz aniversário em julho, ah sim, o endereço da casa dela, e o telefone. Isso era o que eu precisava. — Soltei um risinho.- Espera aí, esse é o endereço da casa do Shane! Não pode ser, e ela morar do lado da casa dele!

-Calma amiga, deve ser um mal entendido. Vamos até essa rua e descobriremos se é verdade ou não.

-Ótima ideia, aposto que foi um erro de digitação.

Entramos no carro e fomos para aquele mesmo endereço.

Amber

Terminei de contar tudinho a Louise, e ela ficou com os olhos brilhando de tanta felicidade!

-Então eu tenho uma melhor amiga com poderes mágicos?

-Tem sim Lou, mas não fale tão alto assim, ninguém pode saber. — Falei um tanto séria.

-Está bem amiga, minha boca é um túmulo. — Demos risadas juntas.

Blaze

Tinhamos chegado na tal casa quando derrepente escuto duas vozes familiares:

-Então eu tenho uma melhor amiga com poderes mágicos?

-Tem sim Lou, mas não fale tão alto assim, ninguém pode saber. — Falei um tanto séria.

-Está bem amiga, minha boca é um túmulo. — Demos risadas juntas.

Não podia acreditar, era a Amber e a Louise! E como assim poderes mágicos? Isso só podia ser brincadeira. Será mesmo que Amber tem poderes? Isso com certeza eu irei descobrir!

-Vanessa — chamei-a num tom baixo para que nenhuma das duas me escutassem. -Temos que ir para a biblioteca agora! -Ordenei.

No caminho para a biblioteca, minha mente estava uma bagunça. Será que isso pode ser possivel mesmo? Ter poderes? Se sim, eu quero ter também!

Chegamos à biblioteca e fui logo procurar por livros antigos, de preferência os de magia. Procurei, procurei, e finalmente me interessei por um, que na capa dizia "Answer To A Mistery". Fui no índice e bati o olho em apenas um título, Em busca da terceira dose, não entendi o por que, mas sem contrariar meus sentidos, abri na página e começei a ler. O parágrafo dizia:

"Para conseguir a terceira dose, não irá ser tão fácil assim. Primeiro, una as duas famílias que possuem o 'dom'".

-Mas como assim? Duas famílias? -Continuei lendo, para ver se descobria mais alguma coisa.

"Segundo passo, terá que se unir a essas famílias. Terceiro passo e último, terá que matar uma pessoa de qualquer uma das duas famílias.E assim então, receberá o dom, e se tornará uma pessoa poderosa".

-Matar? Isso está certo? Meu Deus, vou ter que matar a Amber State? Calma, mas se possuem duas famílias com os poderes, quem é a segunda pessoa que eu possa matar? -Terei que descobrir isso sozinha, pensei. -Vanessa, de agora em diante será apenas eu. — Falei determinada, e saí andando.

Notas finais
E aí, gostaram desse capítulo? Eu achei que ele ficou muito bom haha. Ele ficou um pouco maior que o primeiro. O terceiro eu posto na semana que vem. Não esqueçam de comentar. Beijos.