The 100 1ª Temporada
5 Capitulo 4 - Novo Plano
Arca — 1 ano atrás
O pai de Clarke trabalhava constante, nos projetos para implementar novas formas de aumento de plantação e oxigênio para arce. Nem mesmo teria notado estar tarde e que sua filha e esposa o aguardaria retornar para ala onde moravam. Todos os papéis espalhados por sua mesa relatavam, suas pesquisas e análises complexas em busca de uma nova oportunidade para toda a civilização que habitava ali.
Abby surgiu na porta e lançou um olhar de preocupação. Jake encarava a tela do computador observando o imenso satélite que tinham por cima da terra, até ver sua mulher Abby ser vencido pelo tempo gasto naquele trabalho.
— Você deveria vir tomar um banho e descansar um pouco. — Abby entrou e passou as mãos por volta dos ombros dele.
— Você não faz ideia do quanto estou me esforçando para isso, só que não consigo encontrar nenhum meio viável.
— Jake? — ela virou sua cadeira e olhou fixamente em seus olhos. -- Não é seu dever ter que encontrar soluções impossíveis. Chanceler lhe deu uma posição e deixou claro que não precisava se empenhar mais nisso. A arca ainda responde bem aos nutrientes que temos.
— Veja isso querida. — ele a puxou para seu colo e em sua mesa mostrou suas pesquisas durante todo o tempo que estavam vivendo ali.
— Isso é de quanto tempo? — Abby olhou surpresa.
— Desde que embarcamos. — ele agora encarava o monitor. — Passei nossos anos aqui monitorando todo sistema deste nosso transporte. Eu precisava saber o quanto é seguro para nossa família.
— Meu deus Jake! — Abby ficou espantada e se esquivou para lado ao encara ló. — Sabe que essas funções não são suas. Chanceler deixou claro as divisões de tarefas, Suzi ficou responsável por cuidar disso.
— Eu sei. — ele balançou a cabeça nervoso o bastante. — Só que ela não está fazendo tudo direito ou não está nos contando tudo que sabe.
— Isso que está fazendo é um descumprimento de regra querido. Não posso permitir que faça isso.
— Está olhando o que tem aqui? Abby, estamos falando de centenas de pessoas do nosso povo completamente carente de oxigênio e nutrientes em uma contagem de 1 ano daqui em diante. Pessoas vão morrer de fome, cede e perderam seu suspiro de vida.
— Não cabe a você decidir. — ela tocou seu braço. — Se é tão sério desta forma conte ao Chanceler.
— Eu pensei que você poderia fazer isso por mim querida. — ele puxou outros papéis guardados em uma pasta. — Aqui tenho uma apresentação de todo monitoramento que fiz e as ideias que podemos ter para vencer isso. Se você for ao conselho e apresentar isto podemos mudar vidas.
— Uma proposta? — ela ficou curiosa e puxou a pasta olhando o tema sublinhado sobre uma folha. — Isto é sério? — ela ficou espantada. — Chanceler não concordaria.
— Temos chances querida. Olhe meus argumentos aqui, tenho toda a estrutura da nave graças aos engenheiros e com o intermédio do Jaha, os nossos empreiteiros fizeram a melhor estrutura para aguentarmos a passagem pela atmosfera terrestre.
— Está me dizendo que devemos lançar uma nave com mais de 2 mil pessoas de volta a terra?
— Querida. — ele parecia estar carregado de informações. — Eu observei este satélite por 39 anos e pude concluir as mudanças drásticas lá. Realmente a radiação afetou fortemente o solo e toda estrutura terrestres, mas se conseguirmos passarmos por ele sem danos fortes podemos pousar entre as bases em meio a uma floresta densa.
— Isto é loucura. — ela se levantou. — Temos centenas de crianças aqui Jake, temos a Clarke são e salva aqui. Podemos encontrar outro jeito, fazermos outras hortas.
— E quando o oxigênio acabar? — Jake a encarou deixando silêncio. — Serão muitos danos para reparar. E mesmo que na terra não seja segura, teremos estrutura o suficiente para retornarmos ao espaço. Não custa tentar posso analisar tudo com Suzi, sei que ela concordaria comigo.
— Nem pense nisso. — Abby cruzou braços e lhe deu ultimato. — Não me faça uma loucura dessas. Se todos aqui souberem de que Chanceler não tem controle sobre a arca, e que estamos ameaçados, teremos uma rebelião entre o povo e ele será destituído.
— Então que venha outro. — Jake parecia convicto de suas ideias. — Já tivemos danos entre esses anos muito fortes e não acredito que ele permanece firme sobre posto por muito tempo até nossa extinção.
— Pare de dizer essas coisas Jake. Este é o nosso lar não podemos perder tudo.
— Você é médica Abby, sabe muito bem que muitos de nós já estamos com problemas respiratórios e que em anos, muitos danos já aconteceram com nosso sistema.- ele se levantou e parou em sua frente. — Me diga? O que ele fez por você e seus pacientes?
Abby se calou porque sabia que além de toda aquela loucura, o atual Chanceler levou a convivência na arca entre esses anos a mais árdua possível e que danos foram completamente irreparáveis.
— Confie em mim. — ele segurou seu rosto. — Diga que confia em mim e que irá me ajudar?
— Tudo bem. — ela balançou a cabeça.
Os dois deixaram tudo ali ajeitado rapidamente e saíram da sala, indo em em direção a ala pela qual moravam para descansarem. Segundos ao saírem alguém que os assistia ali conversando sobre todos os acontecimentos da arca, puxou aquela pasta pela qual havia todas as ideias de Jake e assim as levou consigo, talvez tendo hoje amargamente se arrependido desta sua atitude.
—
Clarke estava orientando algumas pessoas com uma lista de tarefas que teria criado. O primeiro grupo ficou responsável pela fogueira, o segundo ficaria responsável em organizar madeira suficiente e reutilizar as barras de ferros que teriam na nave para a montagem das barracas. Os outros ainda estavam sendo distribuídos para obterem o armazenamento dos alimentos e arrumar o sistema de controle da nave.
Bellamy e os outros retornaram para o local e ficaram surpresos com as mudanças que já teriam acontecido.
— Caramba, a loirinha agilizou as coisas por aqui. — disse Murphy enquanto entrava novamente no território da nave.
— Maneiro tem até fogueira. — Jasper foi o primeiro a se juntar aos outros.
— Pode admitir até que ela é uma boa líder. — Octávia observou ao redor e parecia contente pelas mudanças.
— Bem vindos de volta. — Clarke os viu se aproximando. — Como foi passeio? — ela agora encarou Murphy.
— Conseguimos convence ló a voltar. — Bellamy foi diretamente até a loira.
Clarke apenas deu de ombros e retomou a fazer suas atividades. Bellamy a seguiu segurando seu braço com delicadeza para chama la.
— Que tipo de coisa vamos fazer Clarke?
— Sobreviver. — ela abriu os braços o fazendo olhar em volta. — Então largue sua mochila e se una com algum grupo.
— E como ficamos com a comunicação com a arca?
— Estou trabalhando nisso. — ela se virou e fez sinal para Monty. — Vá para nave e junte com grupo para reter comunicação novamente.
— Tudo bem. — Monty concordou e fui rapidamente para lá.
— Os outros façam o mesmo que Bellamy e se precisarem de alguma coisa podem falar comigo.
Todos trocaram olhares e logo seguiram as instruções, como se realmente não tivessem escolha naquele momento, queriam sobreviver assim como todos.
— Clarke? — Finn a chamou.
— O que foi?
— Precisamos conversar.
— Não temos o que falar. Pegue algumas madeiras e se una ao grupo das barracas.
Clarke se afastou e o garoto parecia completamente perdido. Murphy se aproximou e começou gargalhar tocando logo em seguida em seus ombros.
— Cara você vai precisar de muito mais do que boa sorte.
— Chega de gracinha. — Finn o puxou pela manga da jaqueta. — Me fala tudo que sabe sobre ela.
— Eu disse tudo o que sabia. Clarke é uma louca, só que as vezes é boa pessoa.
— Preciso de mais informações.
— Então fale com ele. — Murphy apontou para Wells do outro lado carregando algumas barras. — Por algum motivo eles eram grandes amigos na arca. Ele vai saber te falar.
— Ótimo. — Finn olhou o garoto e logo aquilo se tornou uma missão para ele saber tudo sobre Clarke.
Wells colocou toda aquela pilha no montinho que estavam fazendo, sentiu então um pouco de cansaço físico e parou um pouco sentando sobre grama.
— Uma ajudinha aí? — Finn se aproximou.
— Não, valeu eu tô legal.
— Pensei que ficaria com o grupo da caça.
— É. — o garoto revirou os olhos de raiva. — Clarke decidiu me colocar aqui.
— Então ela se tornou a líder? Pensei que você seria o nosso.
— Deixa ela ter seus minutinhos. — Wells observou em volta e notou que o garoto que buscavam teria retornado. — Ainda bem que o trouxeram.
— Foi ato em grupo. — Finn dizia orgulhoso. — Temos que agir juntos como uma família. Certo?
— Concordo. — o moreno agora ficou confuso.
— Me fala. — Finn sentou ao seu lado. — O que rola entre você e a Clarke? Todo esse lance de birra entre vocês parece forçado para mim.
— Eu e ela somos diferentes. Mudamos muito desde alguns meses para cá.
— Esse é motivo da revolta dela? Eu acredito que no fundo Clarke sinta falta do amigo.
— Talvez. — ele suspirou pesado. — Só que prefiro as coisas como estão.
— O que acha de tudo que estamos fazendo? Tipo. — Finn parecia tentar ir mais a fundo. — Logo conseguiremos contato com a arca e o que acontecerá?
— O restante de nossa civilização vira para terra. Este sempre foi plano.
— Quando todos virem seus parentes e amigos tenho certeza que a raiva passará. — Finn o lembrou.
— Não me vê como seu inimigo? — Wells questionou.
— Não cara. — Finn soltou riso de pressa.
— E aquela cena toda na nave antes de pousarmos? Você parecia ter raiva.
— Eu estou tentando ver as coisas diferentes agora.
— Certo. — Wells ficou desconfiado e levantou.
— Quero te ajudar se eu puder. — Finn finalmente propôs. — Podemos dar um jeito nas coisas aqui e preparar a vinda do nosso povo.
— Dar um jeito em Clarke você se refere?
— Não. — Finn ficou nervoso. — Só melhorar as coisas para que não tenha revolta.
— Eu agradeço. Mas, não acredito que eu precise de ajuda. O que tiver de acontecer vai acontecer com todos nós, os que tiverem que pagar pelos seus atos pagaram e podemos então viver em paz aqui.
Perto da fogueira Octávia trocava os mantimentos com alguns ali. Finalmente era hora de relaxar e comer alguma coisa antes de descansarem. A garota reparou que Jasper a observava atentamente e então o chamou para se aproximar.
— E aí. — disse Jasper ao sentar. — Enlatado?
— Valeu. — Octávia fez gesto com as mãos. — Tenho um pouco ainda aqui.
Os dois sentiram aquele ar quente aquecerem seus rostos e sorrirá em pensamente, com uma sensação estranha de estarem felizes naquele lugar como se fosse ato totalmente errado.
— Acha que vivermos aqui dará certo? — Jasper perguntou pensativo.
— Depende.
— Do que?
— Se não fomos atacados por animais nas próximas 24 horas ou extintos por uma radiação extrema, eu acho que podemos ter chances nessa terra.
— Isso foi bem otimista. — Jasper brincou da expressão da garota e os dois caíram na risada.
Bellamy estava do outro lado também comendo, observando os dois lá sentados e um sorriso também surgiu de seu rosto.
— Você foi herói hoje. — disse Clarke parada ao seu lado.
— Eu? — Bellamy quase não a percebeu ali e agora a encarava curioso. — Por que?
— Se importou com alguém, recrutou um grupo e trouxe Murphy de volta. Você é um bom líder.
— Não me importo com títulos.
— Se importa com a segurança de sua irmã. — agora a garota também olhava na mesma direção. — Eu sei disso. Como também sei que faria qualquer coisa por ela.
— O que quer dizer?
— Quero a sua ajuda. — Clarke agora falava indiretamente. — Quando conseguirmos a comunicação com a arca preciso de alguém que confie para me ajudar derrubar Jaha.
— E eu sou seu escolhido? — Bellamy estava abismado.
— É. — Clarke continuava. — Precisamos falar com minha mãe e com outra pessoa da arca. Eles precisam saber que a terra não é habitável.
— O que? — agora ele se virou bastante confuso. — E mentir para eles? Vão saber que a terra é habitável.
— Não vão. — Clarke estava com olhar fixo em Wells. — Já cuidei de tudo para que não possam saber disso e quando aquele rádio ligar eu vou fazer o que tiver que fazer para acabar com Jaha.
— Clarke? — Bellamy segurou rapidamente em sua mão e a soltou. — Olha eu também admirava muito seu pai e sinto muito, só que não posso mentir e fazer algo assim tem centenas de pessoas lá que estão esperando para verem seus filhos.
— Eu sei. — a loira tinha uma carta na manga. — Eu ainda não contei o plano todo, espero que tenhamos tempo Bellamy e tenho certeza que Octávia irá me ajudar.
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