Estava chovendo. Helena não virá hoje, não sei se estou triste com isso ou indiferente. Depois daquelas duas semanas e o cara do Opala Diplomata ter aparecido por aqui, não acho que a ausência de Helena tenha me feito tanto impacto quanto imaginei.

Olhei para a janela e não dava para ver nada, a chuva estava bem forte. Peguei o telefone e pensei em ligar para Helena, só pra ter certeza que ela não iria vir, mas acabei desistindo depois de alguns segundos. Ela não virá.

Decidi, então, ver um filme e passar o tempo. Minha mãe não estava em casa, pra variar, então antes de começar o filme, desci para buscar alguma comida pra acompanhar. Chegando lá, encontro o balcão, limpíssimo, e em seguida a mesa pequena. Enquanto eu pegava a pipoca para fazê-la na panela, o telefone tocou.

— Alô?

— Eu preciso da sua ajuda pra uma coisa, você pode vir aqui? — era a voz da Helena, identifiquei de imediato.

— Helena, eu nem sei onde você mora, esqueceu?

Ela deu uma risada do outro lado da linha, como se realmente tivesse esquecido esse detalhe. Então ela me passou o endereço, anotei o mais rápido que eu pude e desliguei o telefone. Subi as escadas e fui para o quarto procurar por alguma roupa. Descendo, vi minha mãe toda encharcada e com uma capa de chuva surrada. Pedi para me emprestasse a capa e saí de casa em busca do endereço que Helena me passou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.