That's What I Felt
1 Capítulo único - Find You In My Heart
Notas iniciais
Minhas Armas estavam no chão, o cansaço já tomava conta do meu corpo, tinha alguns ferimentos nas partes descobertas do mesmo e a causadora desses enfermos estava bem na minha frente, esperando o meu próximo (e improvável) movimento.
Ela me observou, seus cabelos louros esvoaçavam e sua expressão desafiadora estava completamente contida em seus olhos safira, mordia seus lábios avermelhados de um jeito impróprio e tentador. Eu seria insano se ficasse mais um segundo parado em frente aquilo, mas graças á alguma força do universo eu não precisei movimentar um membro sequer, num movimento brusco ela se aproximou de mim roçando seu dorso no meu peitoral e de algum modo me imobilizou puxando um de meus braços nas minhas costas, doeu, eu admito, ela descreveu uma linha com a sua espada sobre o meu queixo,e eu senti seu corpo colado ás minhas costas e sua respiração quente no meu pescoço, eu quase havia me esquecido que estávamos lutando.
Segurei de um modo um pouco grosseiro a mão em que ela empunha a espada no meu rosto e girei meus braços em minhas costas, trazendo-a novamente para a minha frente, aparentemente ela não estava muito feliz pelo fato de eu estar um pouco mais forte que ela.
Em poucos segundos ela já comandava a batalha novamente, e eu tinha a navalha pressionada contra o meu meu pescoço.
Senti seu perfume doce e amadeirado vindo do seu colo, era sedutor, mas eu ainda tinha uma arma letal quase aparando a minha cabeça, engoli em seco.Olhei para baixo, sem descer o pescoço (por motivos óbvios) e vi seu pequeno e belo corpo junto ao meu.
–E então? vai desistir? — Astrid tinha os olhos na linha do meu maxilar, o metal gelado pressionado contra minha garganta não me impedia de sentir um arrepio ao ouvir a sua voz aveludada e ao mesmo tempo afiada.
Com uma mão segurei novamente o braço que ela sustentava a espada e fui descendo até chegar á dela, contornando-a delicadamente, e a partir desse momento ela estranhamente não aplicou mais força á ação, entrelacei a minha mão na dela, mesmo a minha sendo muito maior que a dela.Baixei a espada, ainda segurando a sua mão.Por mais incrível que lhe pareça ela não tinha nenhuma objeção até agora, apenas olhando para as nossas mãos, aparentemente sem entender nada e tornou a fitar os meus olhos, como se estivesse hipnotizada.
Aproximei sorrindo meu rosto de seu pescoço e sussurrei calmamente no seu ouvido.
–Eu acho que não — Ela ficou estática quando eu desci a minha mão livre para a sua cintura e puxei ela ao meu encontro.
–O que está fazendo idiota?
Seus olhos expressavam surpresa, eu senti que ela não queria que eu parasse, simplesmente não era a Astrid que eu conhecia a tanto tempo.
–Isso- Falei e aproximei meus lábios aos dela, os selando por um longo e delicioso momento.Acabava de fazer um dos maiores feitos da minha vida, ela suspirou e colocou um de seus braços em meu pescoço e aprofundou mais o beijo.Era um beijo de verdade, era quente, molhado, delicioso.
Nossas línguas se entrelaçavam e exploravam mais a boca um do outro, a boca dela tinha um incrível gosto doce de morango.
Astrid se aconchegou mais em meus braços e pôs seus dedos entre os meus cabelos puxando-os levemente, não havia sensação melhor.Minhas mãos seguraram sua fina cintura um pouco mais forte em um ato de posse, nesse momento ela mordiscou meu lábios e eu sorri levemente, estávamos num abraço quente.
Após algum tempo todo o fôlego já havia acabado para nós dois, eu passei meus beijos para o seu pescoço traçando uma linha suave por sua bochecha.Eu senti a sua pele se arrepiar com a minha respiração quente, levantei uma de minhas mão até o seu rosto e acariciei sua pele macia com o polegar, olhei em seus olhos alegres e finalizei com um beijo no pé do seu ouvido.
–Parece que eu ganhei — Disse apontando para a sua espada que se encontrava no chão nesse momento.Seus olhos azuis miraram a arma por um tempo e depois voltaram a mim, ela sorria não acreditando na minha imponente vitória, seus lábios vermelhos e um pouco inchados ainda pareciam deliciosos para mim.
–Vamos para a minha casa?-Perguntei olhando em seus olhos e vendo ela concordar com a cabeça e com um sorriso nada puro.
Era a primeira vez que a vi sorrir por eu te-la derrotado em algo em 16 anos.
Fale com o autor