Thanos: a Origem

13 Os Novos Guardiões da Galáxia


Notas iniciais
Foi muito bom estar com vocês neste spin-off. Sei que o capítulo anterior ficou meio curto, mas este vai ser caprichado. Afinal, é o último.

Vigias não devem interferir, Uatu, ele repetia para si mesmo diversas vezes. Você decidiu por se tornar um Vigia, então lide com isso da forma que sempre ligou. Você deve observar, mas não agir. Para que agir? Os seres vivos sempre entrarão em guerra, pois tem necessidade disso.

Uatu era um Vigia, ou seja, dedicara sua vida para observar um planeta. Ele escolhera um chamado "Terra", pois os seres dele eram incrivelmente fracos e ultrapassados se comparados com outros. Mas ele se importava com eles. Uatu acreditava que os humanos poderiam ser muito mais evoluídos se não guerreassem tanto. Ou talvez não, considerando que Krees e Skrulls eram mais evoluídos e estavam sempre guerreando.

Talvez estivesse se importando tanto com o que estava acontecendo na Lua de Titã, em Saturno, por causa do envolvimento de quatro terráqueos: três humanos e um cão. Os nomes eram Peter Quill, Arthur Douglas, Nathaniel Richards (os humanos) e Cosmo (o cão). Ou talvez não.

Mas havia um fato concreto: ele estava dando mais importância para esses quatro humanos do que jamais dera para os vários envolvidos em guerras. Talvez fosse por causa de Thanos. Talvez, se aparecesse e dissesse "Esqueçam Thanos e voltem para casa!", ficasse melhor. Não, não melhoraria. Desta vez, sentia muita vontade de agir. Mas aguardaria e observaria, agindo em último caso.

Os guerreiros espectrais da Matriarca cercaram Thanos, dando para Uranos a chance de colocar a Manopla do Infinito. Não havia muito que ela pudesse fazer sem as Joias, mas ele esperava poder roubá-las de Thanos. De repente, três naves da Tropa Nova foram atingidas por algo e caíram. A princípio, Thanos pensou que haviam sido os Krees e os Skrulls. Mas então viu a cápsula de fuga que atingira as naves aterrissar na montanha e desanimou.

A cápsula se abriu, revelando seus oito passageiros. Um por um, os Guardiões da Galáxia desceram. Major Vitória, Mantis, Quasar, Charlie-27, Adam Warlock, Angela, Senhor das Estrelas e Cosmo adentraram o tempo com fúria, o que concedeu a Thanos a distração perfeita para escapar da Matriarca e se aproximar discretamente de Uranos.

– Aquela é a Matriarca? – perguntou Angela para Adam Warlock enquanto cravava seu machado em um guerreiro espectral.

– Sim, é ela. Não era para ela estar aqui, Angela.

De repente, um dos soldados Arrancou o machado de Angela das mãos dela, fazendo com que ele fosse para longe. Sem ter outra opção, Angela pegou o Éter.

– Cuidado, Angela – ele a alertou.

– Sem problemas – disse ela, apertando o Éter em sua mão.

Um brilho vermelho tomou conta dos olhos dela. Angela começou a flutuar em pleno ar, com uma aura vermelha a envolvendo.

– A Joia do Poder – disse Uranos para si mesmo ao vê-la.

Ele estava prestes a levantar voo em direção a ela quando algo o pegou por trás.

– Thanos – disse ele, sem ar pois Thanos o segurava com força pelo pescoço.

– Tio-avô, me entregue a Manopla.

– Nunca.

– Acaba de cometer um grande erro.

– A é? Quem é você para vir me dar lição de moral?

– Eu sou o Titã Louco!

Sem hesitar, Thanos jogou Uranos contra o espelho em cima do altar, acertando as costas de Uranos no altar.

– Thanos... – balbuciou Uranos, provavelmente sofrendo com a dor nas costas.

– Me entregue a Manopla.

– Espere...

– Entregue a Manopla!

Relutante, Uranos tirou a Manopla e a jogou na direção de Thanos, que a pegou e a colocou no punho. Em seguida, se aproximou de Uranos.

– Thanos, por favor, não...

– Você não tem o direito de me pedir algo.

Ele levantou a mão com a Manopla e desceu com fúria, socando Uranos no estômago. Uranos sorriu. Thanos tornou a socar, agora com as duas mãos. E Uranos riu. Ainda rindo, a cabeça de Uranos pendeu para o lado.

– Não! – gritou Sui-San, se aproximando dele e escapando de sua luta com Nebulosa. – Thanos, o que você fez?!

– Eu o matei, mãe.

– Thanos! Ele era a última coisa que me restou...

– Você ainda tem a mim, mãe.

– A você? Acha que me importo com você?

– Não, mãe, não acho. Mas quero falar com você. Acho que todo filho deveria conversar com a mãe sobre isso. Eu me apaixonei, mãe.

– Thanos, pare...

– Ela é muito bela, você iria adorar conhecê-la. Ah, espere. Você vai.

Thanos avançou sobre ela, a jogando contra a parede.

– Mãe, diga oi para ela por mim. Diga oi para minha amada Dona Morte!

E assim Thanos matou a própria mãe. Ele desceu a mão com a Manopla do Infinito no rosto dela repetidas vezes. E então uma espada foi cravada em suas costas.

– Olá, pai – disse uma voz feminina.

– Gamora.

A espada já atravessara seu peito, mas ele continuava vivo.

– Feliz por me ver, filha?

– Eu não entendo...

Thanos se levantou, a espada ainda presa em suas costas. Ele pendeu o rosto para o lado e tirou a espada das costas, a jogando no chão.

– Ah, Gamora – disse ele, vendo os outros três guerreiros que se juntaram à batalha. – Que bom que fez novos amigos.

Ela pegou a espada e se preparou para atacá-lo novamente, mas não teve tempo.

– Não quero matá-la, Gamora. Mas, se ousar me atacar novamente, não hesitarei em arrancar sua cabeça dos ombros.

Gamora estremeceu, mas cogitou a possibilidade de atacar Thanos de novo. Pena que não teve tempo. Quando viu, Thanos estava se aproximando de Drax, que lutava ao lado de um homem grande musculoso que se chamava Charlie-27 contra Chitauris. Ela tentou avançar, mas foi interrompida por Nebulosa.

Na nave da Tropa Nova, Ronan e Dorrek VII agora competiam para ver quem matava Irani Rael primeiro. Aproveitando as discussões deles, Irani acionou um chamado discreto para Rhomann Dey.

Em outra nave, Espectro e Centurião Nova lutavam. De repente, algo no cinto de Rhomann começou a apitar, distraindo os dois. Dey aproveitou a chance e jogou Espectro contra a parede, decolando para fora da nave que já caía. Voou na direção da nave onde estava a Comandante Nova Primordial.

Adam Warlock deixara Angela cuidando dos guerreiros espectrais e se aproximou da Matriarca.

– Matriarca.

Como você cresceu – ela respondeu, sua voz meio feminina meio sobrenatural. – Sabe, seu nome era para ser Magus.

– Magus? Prefiro Adam Warlock.

Não, você ainda não entendeu. Você tem dois lados. Ele, ou melhor, Adam Warlock, é o lado bom. Magus, o Louco, é o lado mau. A Joia da Alma faz isso com você.

– Como a tiro de dentro de mim?

É isso que quer saber de mim? Creio que apenas Magus possa fazê-lo.

– Como eu me torno ele?

Está tão desesperado assim por tirá-la de si? Tenho que confessar que não entendo.

– Fale logo.

Só você pode se ajudar.

– Não sei como.

Claro que sabe. É só pedir.

– Eu quero me tornar...

Não seja tolo. Peça em sua mente.

Magus. Eu quero ser Magus!, ele pensou. De repente, sua fisionomia começou a mudar. E ele percebeu que errara ao acreditar na Matriarca.

Mentor e Eros estavam fazendo de tudo para se soltarem.

– Eros, é agora.

– Agora?

– Sim, use seus poderes. Está vendo Nebulosa e a outra mulher batalhando? Faça-as soltarem-nos.

– Pai, não sei se consigo.

– Consegue. Confio em você.

Eros olhou para as duas mulheres e se concentrou. Ele não reparou, mas uma fumaça rosa surgiu e as envolveu. As duas se aproximaram dele, com fome nos olhos, aparentemente esquecendo o motivo de estarem brigando.

– Olá, lindo – disse a que era verde.

O pai de Eros parecia ter vontade de explodir.

– Eu adoraria brincar com você – disse Nebulosa.

– Eu vou! – disse a verde.

– Não, Gamora, eu vou!

– EU!

Elas começaram a brigar, para a decepção de Mentor.

– Ei, eu posso escolher?

– Claro, lindo.

– Ótimo. É difícil... Aquela que soltar a mim e ao meu pai é a escolhida.

A verde, Gamora, se apressou para libertar Mentor, enquanto Nebulosa soltou Eros. Quando elas iam tirar satisfação com Eros, ele se esforçou e as liberou do gás rosa.

– O que acaba de acontecer? – perguntou Gamora a Nebulosa.

Nebulosa nem respondeu, pois já estava atacando Gamora novamente.

– Isso foi muito estranho – disse Eros.

– Nem me fale – respondeu Mentor.

De repente, um enorme homem de (pouca) roupa vermelha foi arremessado em Mentor. Eros estremeceu ao ver que fora Thanos quem jogara o homem.

– Filho, corra... – pediu Mentor, embaixo do enorme homem musculoso.

– Pai, eu não posso ir sem você.

– Vá! As coisas são entre eu e Thanos.

– Para onde eu vou?

– Para um lugar onde ele nunca procuraria por você. A Terra.

Sem falar mais nada, Eros fugiu. Ele sobrevoou a batalha e olhou para trás antes de sair, vendo Thanos dialogando com Mentor. Em seguida, fugiu.

Tem alguém se aproximando, pensou Uatu ao ver Eros fugindo de Titã rumo à Terra. Será alguma ameaça? Com essas roupas, não parece ser.

Thanos encarou Mentor.

– Olá, pai.

– Se vai me matar, me mate logo.

– Não vou matá-lo, pai. Não ainda. Devo o fato de eu estar aqui hoje a você. Você me tirou daqui para me manter vivo.

– Esse foi meu maior erro, Thanos.

– Não fale assim, ou te mato. Vou deixá-lo aqui, embaixo de Charlie-27, para que não fuja. Vou prendê-lo aqui nas masmorras para que assista a tudo que farei e tenha orgulho de mim.

Alguém disparou um míssil em Thanos, que sequer se moveu.

–Thanos! – gritou... um guaxinim em cima de uma árvore?

– Guaxinim?

– É Rocky Racum, idiota!

Esse guaxinim não era lá muito esperto. Thanos avançou furioso contra o guaxinim... sendo jogado contra a parede por Major Vitória com seu escudo.

– Pare, Thanos. Enfrente alguém do seu tamanho!

– Ei! – protestou Rocky Racum, sentindo-se ignorado.

Rama-Tut e o Outro haviam parado de lutar e agora se encaravam, até que o Outro resolveu falar.

– Acha que Thanos vai descobrir que você é "N"?

– Um dia ele irá, Outro. Um dia ele irá.

– Para onde vai agora?

– Ficarei aqui.

– Aqui? Mas Thanos vai pegar a Joia do Tempo!

– Eu sei. Eu entregarei para ele de bom grado.

– Por quê?

– Thanos, matando pessoas, poderá fazer mais do que eu para salvar meu futuro. Eu entregando a ele a Joia do Tempo estou poupando esforços dele, o deixando com mais tempo para matar. Outro, entregue isso para ele por mim – disse Rama-Tut, ou N, abrindo a mão e revelando a Joia do Tempo. O Outro a pegou, pensativo.

– Antes de ir, quero saber mais uma coisa.

– O quê?

– Por que N?

– É a primeira inicial de meu nome. Nathaniel.

Se contentando com essa resposta, o Outro deixou Rama-Tut desaparecer, viajando para algum lugar e alguma época.

Quando o Centurião Nova Rhomann Dey entrou na nave onde salvaria Irani Rael, Ronan e Dorrek VII batalhavam entre si, trocando xingamentos como "bruto" e "almofadinha" e alguns golpes. Não teve dificuldade em soltar Irani e fugir, a levando para uma das poucas naves ainda inteira depois da batalha com os Krees e Skrulls.

– Vamos ficar e lutar?

– Não.

– Mas comandante...

– Sem mas, Centurião. Onde está Espectro?

– Lá embaixo, em uma das naves caídas.

Irani verificou algo em um painel e respondeu:

– Não há ninguém vivo naquelas naves.

– Então ele morreu.

– Não. Pelo que conheci dele em Xandar, ele não morreria em um acidente desses.

– Está sugerindo que...

– Sugerindo, não. Afirmando. Ele fugiu.

Ronan e Dorrek VII pararam de brigar ao notar a ausência de Irani Rael. Um culpou o outro, mas resolveram não batalhar novamente. Teriam que arcar com Thanos mais tarde, então era melhor pouparem suas forças.

O escudo de Vance estava aguentando os ataques de Thanos, mas não aguentaria por muito mais tempo. Se tudo corresse como planejado, Mantis apareceria e derrotaria Thanos. Mal sabia ele que Mantis acabara de ser atrasada por Zak-Del, o Espectro.

– Olá, senhorita – disse ele, aparecendo na frente dela e a derrubando no chão.

Quasar viu, mas teve que decidir entre salvar Mantis ou ajudar Peter Quill e seu cachorro contra Korath, o Perseguidor. Como Mantis sempre fora muito poderosa, Quasar resolveu por ajudar Senhor das Estrelas. Sozinha, ela jogou Korath no chão. Phyla-Vell gesticulou para que Peter e Cosmo avançassem, quando ouviu um grito. Quando olhou para o lado, viu Mantis ser morta por Espectro.

Phyla-Vell começou a chorar. Ela podia ter impedido aquilo. Deixou Korath no chão e correu até Mantis, que havia sido abandonada por Espectro.

– Phyla...

– Mandy! Por favor, não me deixe!

– Vance...

– O que tem Vance?

E de novo. Outro grito, desta vez masculino, e Vance Astrovik, o Major Vitória, caiu no chão aos pés de Thanos. Tudo estava acontecendo tão rápido... Tão rápido quanto Angela surgiu ao lado de Quasar.

– Ela morreu?

– Sim, Angela.

– Mas...

– Não há nada a fazer. E, pelo que vejo, Vance também.

– O que eu posso fazer para ajudá-la, Phyla?

– Arranque aquela maldita Manopla das mãos de Thanos antes que ele tenha tempo de colocar uma das Joias na Manopla.

Angela obedeceu, voando para perto de Thanos e usando o poder do Éter novamente.

– Thanos! Eu sou Angela, a Assassina de Asgard, e ordeno que me entregue a Manopla do Infinito.

– Ordena? Você não me ordena nada.

– Enquanto eu estiver com a Joia do Poder, você não pode me matar.

– Tem certeza?

– Sim!

Angela avançou em Thanos, golpeando-o com tamanha fúria que ele não pôde escapar. E não pôde evitar que ela arrancasse a Manopla do Infinito da mão dele.

– Não! Volte já aqui!

Thanos tateou seu bolso em busca de um dos Orbes, mas nada achou. Então lembrou deles em Santuário I.

– Não!

Ele pulou em cima dela, forçando-a a cair no chão. Angela recorreu à sua última esperança.

– Heimdall! – ela gritou.

De repente, um arco-íris surgiu em volta dela e Angela desapareceu, deixando Thanos no chão.

– Maldita seja, Assassina de Asgard!

E então ele olhou para Quasar. Ela tentou fugir, mas Thanos a pegou.

– Sua amiga voltará por você. Quando ela o fizer, pegarei minha Manopla de volta.

Uatu viu Eros passar por ele sem mais nem menos e chegar à Terra.

Angela surgiu em Asgard, na Bifrost. Cumprimentou Heimdall, o único que sabia sobre seu paradeiro, e lhe entregou a Manopla e a Joia do Poder.

– Heimdall, coloque isto no Cofre de Odin e entregue o Éter para ele. Ele vai inventar uma história para a Manopla, eu garanto. Ele sempre faz.

– Está bem.

– Ah, mais uma coisa. Como vai o pequeno Thor?

– Ele não sabe sobre você. Nem sobre Balder.

– Imaginei isso.

Em seguida, Angela sumiu na Bifrost, indo para algum dos Nove Reinos.

Cosmo e Senhor das Estrelas resolveram se refugiar perto de Drax, um homem grande e forte. Observando com atenção, viram a Matriarca e Adam Warlock conversando e se aproximando dos falecidos Mantis e Major Vitória com uma joia laranja. Em seguida, os dois sumiram.

Quando Drax os notou ali, tentou atacá-los. Mas não pôde, pois Gamora, Rocky Racum e Groot haviam surgido perto dele.

– Drax, temos que ir – disse Gamora, que olhava para ver se despistara Nebulosa. – Espere, quem são esses dois?

– Humano e cão.

– Querem vir conosco? – ela perguntou. Foi Cosmo quem respondeu.

Sim, por favor.

Assim, os seis fugiram. Deixaram para trás Thanos, o Outro, Nebulosa, Espectro e Korath, derrotando alguns Chitauris antes de fugirem. Atrás deles, Nebulosa praguejava e tentava alcançar Gamora, sem sucesso.

Notas finais
Este capítulo foi um caos. Espero vê-los na cronologia principal (fanfiction.com.br/historia/603847/Marvel_Os_Maiores_Herois_da_Terra/) ou em um dos outros spin-offs (fanfiction.com.br/historia/626440/Safira_Carnificina_Total/) (fanfiction.com.br/historia/621595/Doutor_Estranho_O_Diario_Agamotto/). Agradeço a Seilá, Luke Valmos, Um Jovem Gamer e JDrew por comentarem e acompanharem. Moral desta história: nunca deixe um Kree e um Skrull trabalharem juntos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!