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2 Capítulo 2 - She accepted.


Notas iniciais
Oi gente! Voltei rapidinho, haha. E pretendo não deixar vocês muito tempo sem atualizações. Esse capítulo é rápido, porém necessário, nele vamos conhecer um pouquinho sobre a Regina. Muito obrigada pelos comentários! Vocês não tem noção em como fico feliz em ler a opinião de vocês.

Acordei com os primeiros raios de sol invadindo meu quarto, fui tentando abrir os olhos aos poucos, mas rapidamente me assustei ao ouvir batidas desesperadas na porta. — Sis! ACORDA! – Zelena e sua arte de ser discreta.

— Eu adoraria saber o motivo de você estar berrando na porta do meu quarto a essa hora – Falei enquanto abria a porta. – Pensei que estivesse indo para o trabalho.

— Bom dia pra você também, sis. – Ela foi andando com uma cara desanimada e se jogou em minha cama. – Decidi tirar o dia de folga hoje, faz muito tempo que não faço isso. Mas e a senhorita? Não era para estar trabalhando também?

— Não. – Eu disse enquanto sentava nos pés da cama. – Digamos que minha nova paciente não estava muito afim, decidi dar um tempo para ela.

— Como assim? ­– Perguntou franzindo cenho.

— Emma é uma atleta que sofreu um acidente e ficou paraplégica. É uma paraplegia temporária, mas ela não tem esperanças nenhuma de que voltará a andar.

— Nossa, que pena. – Ela fez um leve biquinho e ficou pensativa.

— Conversei apenas com a mãe dela antes do primeiro dia. Ela me contou que Emma mudou muito depois do acidente, se tornou fria, mal humorada. Tem consultas regularmente com o psicólogo, mas continua resistente em relação ao tratamento. – Falei enquanto fazia desenhos imaginários no travesseiro que estava em meu colo. – Tudo bem que ainda é recente, no caso dela tudo acontece muito devagar, aos poucos. Não só em relação à evolução com a fisioterapia, mas também com o psicólogo. Acredito que aos poucos ela vai conseguir, com o psicólogo e as sessões de fisioterapia, mas precisa parar de se privar por medo. É tudo muito complicado, sis. Mas durante apenas alguns minutos que estivemos no mesmo ambiente, pude notar o tamanho da força que ela possui para lutar com esse problema. Porém só não percebeu isso ainda.

— Acho tão lindo a forma em que você acredita nas pessoas. Como pode ser tão maravilhosa assim, sis? – Disse sorrindo e em seguida pulou no meu colo, me abraçando.

O que Zelena tem de maluca, tem de carinhosa. Temos apenas dois anos de diferença. Ela é a irmã mais velha, então sempre foi super protetora e amorosa comigo.

Crescemos fazendo absolutamente tudo juntas, temos gostos bem parecidos em algumas coisas. Inclusive nosso amor pela arte de cuidar, ela se formou em medicina e eu em fisioterapia. Lembro que na época em que contei aos meus pais qual era a faculdade que eu tinha decidido fazer, Cora minha mãe não gostou muito da escolha, porque já que Zelena não seguiria os mesmos passos que ela e meu pai, pensou que eu ia querer ser empresaria e cuidar dos negócios da família. Disse que preferia que eu seguisse a mesma carreira dela que é advogada, ou do meu pai, Henry que era empresário. Mas a verdade, é que eu sempre fui apaixonada por fisioterapia. Não ia adiantar fazer algo apenas para agradá-la, certamente eu seria infeliz o resto da minha vida. Acho que quando a gente tem uma paixão de verdade por algo, não devemos desperdiçar, temos é que correr atrás do que amamos.

Como sempre fui bem convicta das minhas decisões ela acabou vendo que não ia conseguir mudar meu pensamento, então acabou se conformando. Sempre tive o apoio do meu pai, nunca me esquecerei dele dizendo: “Minha filha, faça o que você realmente ama, eu estou aqui pra te apoiar em qualquer decisão. Todos nós temos um dom, o seu é esse? Então siga em frente. Eu te amo, e quero apenas te ver feliz.” Ele sempre foi assim, maravilhoso. Infelizmente faleceu de câncer há três anos, e não foi e nem é fácil para eu lidar com a perda de uma das pessoas que eu mais amo. Ele sempre apoiou a mim e a Zelena em tudo. Dava-nos conselhos, e contava lindas histórias. Sem dúvidas, ele é a minha grande inspiração.

— Gina? – Zelena sussurrou com a cabeça deitada no travesseiro em meu colo.

— Oi. – Respondi enquanto acariciava seus cachos ruivos.

— Briguei com o Hades ontem. – Se sentou cabisbaixa.

— Por quê? O que houve?

— Ah, sis... Ele só pensa em trabalho, trabalho, trabalho. Não tem tempo para mais nada, vive enfiado naquele escritório. – Respirou fundo. – Ele sabe muito bem que quero muito me casar e construir uma família, mas não sei se estou disposta a me casar com uma pessoa que coloca o trabalho a frente de qualquer outra coisa.

— Aí vocês discutiram. – Afirmei.

— Não só discutimos como também terminamos. – Ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas.

— Como assim? Mas o que ele disse?

— Ele disse que também quer casar algum dia. Mas não quer ter filhos, e que era para eu parar de apressar as coisas porque ele ainda não está preparado para um casamento. – Zelena passou as mãos nos cabelos e ficou em pé. – Sis, esse namoro dura há quase cinco anos, ele dorme em minha casa quase todos os dias, temos praticamente uma vida de casados. Ou seja, ele está acomodado, está ótimo assim. Mas a real é que nossa relação de um tempo pra cá, está indo de mal a pior. Eu tava achando que se nos casássemos as coisas talvez fossem melhorar, mas eu estava completamente errada, não posso fazer uma burrada dessas. Nós dois claramente não estamos buscando as mesmas coisas.

— Te entendo, sis. Você está certa, seria um casamento frustrado, e ambos sairiam feridos dessa relação. Mas como você está se sentindo?

— Estou péssima, irmãzinha. – Voltou a deitar no meu colo. – Sei que uma hora ou outra isso ia acabar acontecendo, e acho até que será bom pra nós dois. Mas é triste terminar um relacionamento, ainda mais quando é uma relação de anos.

— Ah, minha ruiva favorita. Não fique assim, ok? – Limpei suas lágrimas. – Já sei, vamos passar o dia todinho juntas? Podemos ver filmes e comer muitas besteiras. Que tal?

— Então eu escolho os filmes! E sem romances tristes que fazem chorar, Pode ser? Porque de drama já basta o da minha vida – Ela se animou e levantou rapidamente.

— Ok, vai indo lá na sala escolher. Vou tomar um banho e já desço para preparar várias coisas gostosas pra gente comer. – Me levantei e fui em direção ao banheiro enquanto ela seguiu saltitante para a sala.

*****

Tomei um banho rápido, mas relaxante e fui enrolada em uma toalha em direção ao meu closet. Peguei uma camiseta e uma calça de moletom bem confortável que só uso para ficar em casa mesmo, e vesti.

Quando estava quase indo para a sala, meu celular começou a tocar.

— Mills.

— Alô, Regina? Bom dia, aqui é Mary Margareth.

— Bom dia, Mary. Aconteceu alguma coisa?

— Não, tá tudo bem. É só que estou ligando pra dizer que a Emma me disse agora pela manhã que vai fazer as sessões de fisioterapia. Então você pode vir amanhã para começar seu trabalho. Quer dizer, se você ainda quiser.

— Ah, que bom que ela aceitou. É claro que eu vou sim. Então amanhã no mesmo horário estarei aí, tudo bem?

—Ok. E... Regina, muito obrigada. Eu não sei o que você disse para a Emma, mas só de ela aceitar fazer a fisioterapia já é um grande avanço. Então, muito obrigada, mesmo.

— Magina, Mary. Ela só estava precisando de um empurrãozinho.

— Bom, agora eu vou ter que desligar. Até amanhã.

— Até amanhã.

Notas finais
Obrigada por ler! Já já eu volto com mais atualizações. Beijos!