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1 Capítulo 1 - Trust me.


Notas iniciais
Oi gente! Essa é minha primeira fanfic SwanQueen e estou muito feliz em compartilhar com vocês essa minha nova estória. Fiquem à vontade para críticas, dúvidas ou elogios, rsrs. Espero que gostem!

Hoje é o meu primeiro dia de trabalho com minha nova paciente. Ainda não a conheço pessoalmente, e também não sei muitas coisas sobre ela. Sei apenas que se chama Emma Swan. E por todas as recomendações de sua mãe Mary Margareth, sei também que ela não será uma pessoa fácil de lidar.

Emma é atleta, segundo Mary, sua maior paixão é a patinação artística. Há alguns meses, sofreu uma lesão medular durante uma apresentação, passou por algumas cirurgias, porém infelizmente a lesão resultou em uma paraplegia (paralisia completa das pernas e abdômen até a linha dos mamilos). Mary Margareth me disse também que depois do acidente, Emma se transformou da água para o vinho. Deixou de ser uma moça doce, alegre, feliz e passou a viver totalmente mal humorada, amarga e sem esperanças nenhuma de que voltará a andar algum dia.

Interrompo meus pensamentos quando a porta do elevador abre, e vejo que já cheguei ao meu destino. Dou apenas alguns passos em direção à porta e toco a campainha. Não vou negar que estou com um friozinho na barriga, isso sempre acontece nos meus primeiros dias, fico um pouco ansiosa em relação a coisas novas, mas logo passa.

— Bom dia, senhorita Mills. — O homem de cabelos e olhos claros disse sorrindo para mim.

— Bom dia, senhor?... – Respondi sorrindo de volta.

— Oh, desculpe não me apresentar. Sou David Nolan, pai da Emma. – Estendeu as mãos em forma de cumprimento.

— Muito prazer senhor Nolan. – O cumprimentei.

Ele deu espaço para que eu entrasse e em seguida fechou a porta.

—Senhorita Mills, bom dia! – Mary Margareth veio até mim ­­- Me acompanhe, por favor, vou te levar até o quarto da Emma.

Seguimos por um extenso corredor, onde tinha várias fotos da família sorrindo, algumas fotos de várias fases da vida de uma menininha linda, com cabelos dourados – essa deve ser Emma.

Chegamos à uma porta, Mary deu algumas batidas e entrou. Fiz o mesmo e ela fechou porta. – Filha? Vim te apresentar uma pessoa.

O quarto é bem grande e aconchegante, tem uma decoração clean, com detalhes cinza e branco. Composto por uma cama queen size, com dois criados mudos em cada lado, uma penteadeira com espelho bem extensa no canto do quarto . Pude perceber uma moça de costas, sentada em uma cadeira de rodas, observando pela grande janela de vidro o dia chuvoso que está fazendo lá fora.

— Emma! – Mary Margareth chamou mais uma vez, subitamente interrompendo os pensamentos da moça e fazendo-a virar para nós.

— Oi mãe. – Ela disse um pouco desanimada. E mesmo assim, pude perceber o quão bela e angelical, ela é.

— Filha, quero te apresentar a senhorita Mills, a partir de agora ela será sua fisioterapeuta. – Mary disse visivelmente empolgada.

Emma me olhou de cima abaixou, e depois desviou os olhos para sua mãe novamente. — Mãe... Eu já te disse mais de mil vezes que não preciso de uma fisioterapeuta. Eu estou p-a-r-a-p-l-e-g-i-c-a. – Disse pausadamente. As chances de eu voltar a andar algum dia são mínimas. – Ela esta conformada, e sem nenhuma esperança de que voltará andar.

— Exatamente, Emma! As chances são mínimas, mas elas existem. Então você precisa tentar, minha filha!

— Pare de se iludir, mãe. Eu não tenho mais solução! – Emma disse a ultima frase com a voz embargada. — Você tem que parar de decidir as coisas por mim. Eu não quero fazer fisioterapia, criar expectativas e depois não conseguir andar!

— Mary... Posso conversar a sós com a senhorita Swan por um instante? – Eu disse, interrompendo a discussão das duas.

— Claro. – Mary Margareth assentiu e saiu me deixando sozinha com Emma, que não me encara, e mantém um semblante raivoso.

— Sei que você acabou de me conhecer, e não sabe nada sobre mim. Sei também que não tenho menor o direito de me intrometer na sua vida, pois você é adulta e pode muito bem tomar suas próprias decisões. Mas nada me impede de te dar um conselho, e você pode segui-lo apenas se quiser. – Eu falei me aproximando e sentando na poltrona ao seu lado.

— Eu não quero o seu conselho. – Ela disse sisuda, ainda sem olhar para mim.

— Não perguntei se você quer ou não. Vou dar mesmo assim, e depois você faz o que quiser com ele. – Emma finalmente me encarou, porém com um semblante nada amigável.

— O que vou te dizer agora não será como a senhorita Mills, fisioterapeuta, mas sim como Regina Mills, ser humano. – Eu disse serenamente e ela continuou me fitando com uma expressão indecifrável. – Senhorita Swan, a vida não segue roteiro, na verdade, a vida é um grande espetáculo que não contém ensaios. Então, nem sempre conseguimos nos sair bem, e também não conseguimos prever o futuro para que possamos nos preparar para o inesperado. No entanto, ainda que não saibamos o que fazer, não podemos ser reféns do medo e da insegurança. É necessário estarmos dispostas a nos machucar um pouco para que se possamos sentir o sabor da felicidade. Sei o quanto você ama patinar, e sei também o quanto é difícil estar impossibilitada de fazer algo que amamos, mas viver de uma forma reclusa, sem se arriscar, sem acreditar em você mesma, por medo das feridas e dores que pode ganhar, não é o melhor a se fazer, senhorita Swan. Pense comigo, você está aí sofrendo, sem o movimento das pernas, por que não ao menos tentar? Nunca saberemos qual será o final do caminho, se não estivermos dispostos a caminhar. A vida passa tão depressa, que desperdiçar sua chance de ser feliz novamente pode ser o seu maior pecado. – Ela permaneceu me olhando, sem demonstrar nenhum tipo de expressão. – Agora, dizendo como a senhorita Mills, fisioterapeuta. – Sorri levemente, mas ela continuou sem expressar absolutamente nada. – Claro que existirão, obstáculos e incertezas, pois não posso afirmar se você voltará a andar em alguns meses ou em alguns anos, porém às vezes é preciso sair da nossa zona de conforto. Arrisque-se e seja corajosa, senhorita Swan. Preciso que confie em mim. – Me levantei e segui em direção à porta, em seguida parei e olhei para trás. – Estou indo embora, mas pense sobre isso. Sua mãe tem meu contato, qualquer coisa é só falar com ela. Até mais, senhorita Swan. Foi um prazer te conhecer. – Ela não pronunciou uma palavra sequer, então abri a porta e saí.

Notas finais
E aí, gostaram? Eu adoraria saber o que estão achando. Me contem nos comentários! Em breve estarei de volta, com mais um capítulo, beijos!