Thank you

1 Uma noite diferente


Notas iniciais
Olá!!!
Essa é uma one-shot bem fofinha, e foi inspirada em um trecho que vi na internet.
A One será narrada pelo Sasuke...
Bom, espero que gostem, beijinhos ❤

—Segure-o firme. — Pedi ao Akira que era dono do cão da raça Akita Inu.

— Ok, eu espero que ele melhore. — Akira murmurou. Tinha ciência de sua devoção pelo o seu cão, o animal era seu único companheiro, e era compreensível todo o amor pelo pequeno Suki.

Enquanto injetava o líquido viscoso nas correntes sanguíneas do Suki, tive uma breve lembrança dos meus cães. Mai e Miki são minhas companheiras de longa data e elas tiveram grande influência na decisão pela minha profissão. Sou o único médico da família e a medicina veterinária é uma paixão que foi florescendo de maneira extremamente rápida no decorrer dos anos da faculdade.

— Pronto, até que você se comportou bem Suki. — sorri vendo o cãozinho que estava amuado inclinando-me um pouco para ficar na sua altura. Peguei a lanterninha e observei que sua orelha estava inchada e muito inflamada.

— Ele ficará bem mesmo? — Akira perguntou-me completamente apreensivo.

— Sim, ficará. A sarna está violenta, e a inflamação se agravou devido às unhas do Suki estarem grandes, mas preciso que você volte daqui a 15 dias para fazer uma nova aplicação. — Disse, entrei na minha sala de consultas para buscar a pomada que o cão deveria passar. Retornei e o Suki já estava no colo do seu dono. — Passe essa pomada, ajudará no tratamento da sarna. — entreguei-lhe a pomada e Akira sorriu agradecido.

— Obrigado doutor, retornarei para fazer a nova aplicação, até breve. — se despediu e eu retribuí apenas com um leve aceno de cabeça.

O dia foi cheio de consultas e cirurgias e tudo isso se tornou exaustivo, contudo o dia para mim estava longe de terminar.

Na noite anterior eu havia ligado para essas agências que contratam garotas de programa, e resolvi contratar uma, mas não para fazer aquilo que muitos pensam o que irei fazer, mas sim para dar-lhe uma noite diferente.

Eu não sabia de onde tinha surgido essa ideia, eu apenas queria fazer algo, algo que não era visto constantemente, e eu sabia que muitas das quais são adeptas a essa profissão não possuem um mísero respeito.

Tirei o meu jaleco indo direto para o banheiro, não iria dar tempo de ir até a minha casa para me arrumar, então eu trouxe as minhas roupas para me arrumar aqui mesmo na clínica.

Liguei o GPS para colocar o endereço da agência, pelo que vi o lugar não era tão longe.

Iria sair com uma mulher totalmente desconhecida, não pedi preferências, e nem detalhes de sua aparência, ela era uma incógnita para mim. Meu único objetivo com a mulher era dar-lhe uma noite agradável, sem malícias ou algo leviano.

A tratá-la com respeito como todos deveriam fazer diariamente, principalmente essas moças que trabalham com essa profissão, eu não sei por qual motivo ela teve que ser uma garota de programa, porém isso não dava o direito das pessoas as tratarem com repulsa e de forma desrespeitosa.

A princípio eu queria levá-la ao cinema, entretanto decidi levá-la ao melhor restaurante de Tóquio, iríamos conversar, jantar, trocar ideias, gostaria de saber sobre a sua vida, e quem sabe eu poderia contar a minha, tornar-se seu amigo por aquelas poucas horas. Seria um momento de lazer e único, sem sexo e sem beijo, seria um jantar entre amigos.

Observei que as ruas de Tóquio estavam muito movimentadas, e o trânsito estava intenso, mas isso não seria problema, eu estava no horário.

Estacionei no local indicado em frente a agência onde eu buscaria a moça. Saí do carro olhando para os lados, o movimento por ali eram bem calmos. Poucas pessoas transitavam pelo ambiente. Entrei na agência, indo até a recepção, atrás do balcão havia outra moça alta, de cabelos loiros e de olhos azuis, sua vestimenta continha pouco tecido, acho que isso fazia parte de sua profissão, eu não tinha muito conhecimento sobre isso.

— Boa noite. — a saudei amigavelmente.

— Boa noite, tem hora marcada? — perguntou-me analisando minha vestimenta. Acho que estava com roupas inadequadas.

— Sim, falei com a Tsunade-sama na noite anterior, e ela apenas me disse que o código era 28. — eu não sabia sobre o que se tratava esse número, mas quando a loira levantou suas duas sobrancelhas em um ato de compreensão, eu notei que não seria necessário forçar a minha mente para lembrar se Tsunade havia dito algo a respeito sobre esse código.

— Ok, espere um momento, seu nome? — Antes de ir, questionou-me.

— Sasuke, Sasuke Uchiha. — a respondi e logo ela sumiu pelos corredores.

Coloquei minhas mãos no bolso da calça a fim de passar o tempo.

— Sasuke Uchiha, está aqui seu código 28. — ouvi a voz e logo reconheci, era o mesmo timbre da mulher que conversei na noite passada, a loira de seios fartos e de aparência mais madura conduzia uma moça jovem de cabelos rosados e olhos esverdeados. Era completamente repulsiva a forma que tratavam essas garotas, tratá-las por código era indignante.

Desviei meu olhar de Tsunade para obervar melhor a garota denominada pelo código 28. Sua estatura era mediana, seu rosto era oval, e possuía longos cabelos rosados, era exótico e muito bonito. Ela trajava um vestido preto realçando suas curvas e que iam até o meio de suas coxas, e um salto alto. A moça era bonita, mas me parecia ser muito jovem.

Estendi minha mão para que ela pudesse pegar, e assim o fez, caminhei até o meu carro, abrindo-lhe a porta do passageiro, ela entrou e fechei a porta, rodeei o carro e entrei pelo lado do motorista, liguei o ar-condicionado e acelerei a caminho do restaurante.

— Desculpe não ter me apresentado antes. Chamo-me Sasuke Uchiha, é um prazer conhecê-la. — digo dando um sorriso de lado dando uma breve olhada a ela.

—Chamo-me Sakura Haruno, é um prazer conhecê-lo também, Sasuke-san. — disse. Sentia que ela ainda não estava à vontade em minha presença.

— Bom, não precisa dessas formalidades, me chame apenas de Sasuke. — A vi concordando um pouco acanhada.

Pelo seu semblante sereno, acredito que ela ainda não tenha se dado conta do caminho que estamos tomando, eu estava me dirigindo para o centro da cidade, e os motéis eram mais afastados do centro. Não sei qual será a sua reação, mas espero que ela goste dessa surpresa.

Depois de alguns minutos, havíamos chegado ao restaurante que eu havia reservado. Ao estacionar, percebo Sakura franzir o cenho um pouco confusa, a garota olha para os lados sem entender nada, e isso me faz dar um sorriso contido.

Saio do carro antes que ela possa sair, e abro sua porta, estendendo minha mão para que ela possa segurar, ela saiu do carro com a minha ajuda, fechei a porta e a conduzi até o restaurante, ao entrar fomos recepcionados e dirigidos ate a mesa que havia reservado, o local era bastante agradável com uma decoração bastante rústica. Sentamos-nos e o garçom nos entregou-lhe os cardápios. Eu ainda não tinha olhado para a Sakura, mas ao fazer isso vi que ela tinha um enorme ponto de interrogação estampado em sua face.

Coloquei o cardápio na mesa e apoiei os braços na mesa. — Acredito que não esteja entendendo nada. — a vejo assentir. — Pode parecer estranho, mas eu não a contratei para passar uma noite com você, e sim para conversar como amigos. Quero que essa noite você se sinta confortável, e que tenha um jantar agradável, se você quiser é claro, eu gostaria de saber mais sobre você, de sua vida. — digo a olhando dando um sorriso.

— Eu não imaginei... — suspirou. — uau, nossa, você é o primeiro que faz isso. Todos sempre me levavam direto para um motel. — diz olhando para mim, percebi que ela estava um pouco nervosa. —Obrigada, mas você deveria ter avisado, estou muito vulgar. — Sakura agradeceu olhando para os lados, ela estava com vergonha de sua vestimenta.

— Não ligue, eu não acho que você esteja vulgar, e me desculpe por não avisá-la, eu queria fazer uma surpresa. Escolha, não se preocupe com o preço eu irei pagar. — digo apontando para o cardápio.

Chamamos o garçom, e fizemos o nosso pedido. Optei por um Norimaki era um sushi às avessas. Continha o arroz que recobre as algas, que, por sua vez, são recheadas com vários tipos de peixes, legumes e até frutas. Já a Sakura optou por um Temaki um cone de algas recheado com arroz, peixe cru com frutos do mar e legumes.
Enquanto esperávamos pela comida, resolvi extinguir o silêncio que havia reinado entre nós.

—Sinto que você ainda esta muito silenciosa, então irei contar um pouco sobre mim. —a vejo assentir dando um leve sorriso se aproximando mais de mim para ouvir o que eu tinha a falar. —Eu sou um médico veterinário, moro com duas cachorrinhas Mai e Miki, elas são companheiras do meu dia a dia, e elas foram fundamentais na escolha da minha profissão. — dei um sorriso com a lembrança. — Meus pais são advogados, meu irmão é engenheiro, e dificilmente nos vemos devido à falta de tempo, mas Miki e Maia preenchem esse meu tempo. Tenho uma clínica que inaugurei há pouco tempo, ainda não tenho muitos clientes, mas acho que no decorrer dos meses irei ganhar mais credibilidade e confiança.

— Oh que legal, eu adoro animais, são coisas tão fofas e macias. Acredito que você faça um ótimo trabalho, e acho que com o tempo você ganhará mais clientes, no início sempre é assim mesmo mais difícil. — A Haruno tentou me confortar dando um leve a perto em minha mão que estava em cima da mesa, olhei para sua mão e me senti mais confortável.

— Obrigado. Minha mãe falou o mesmo, ela disse que eu tinha que ter um pouco mais de paciência. — eu não tinha muita, mas teria que começar a trabalhar mais nisso.

As comidas chegaram, interrompendo a conversa, Sakura se serviu e seus olhos brilharam com a comida em sua frente, acho que descobri sua paixão por Tamaki.

Jantamos em silêncio, cada um degustando sua comida, o restaurante era famoso por servir comidas típicas da região, eu já havia vindo aqui outras vezes com a minha família, e realmente o lugar era fantástico.

Sakura em todo o momento comia com vontade, apesar de estar mais contida, podia-se notar o brilho em seu olhar e a alegria por estar ali, não sabia se isso era pela comida, ou apenas por ter alguém fazendo tudo isso por ela, e ver seu rosto estampando felicidade, aquilo era muito satisfatório para mim, eu havia dado alegria para ela aquela noite e eu estava me sentindo muito mais feliz com essa constatação.

Terminei antes que ela, e aproveitei para analisá-la melhor, pelo pouco que conversamos notei que Sakura é uma menina mais na dela, e pela aparência ela é muito jovem, se a visse na rua nunca iria pensar que ela fosse uma garota de programa. A Haruno possui uma beleza singular, devo admitir que ela é muito bonita, seus traços são delicados e o que mais gostei foram seus cabelos, longos e rosados, eles parecem ser bem macios, a minha vontade é de pegar, mas não irei fazer isso.

— O que foi? — Sakura indagou-me tirando do meu transe.

— Nada, estava apenas divagando. Está gostando? — pergunto a ela.

— Sim, a comida aqui é deliciosa, Tamaki está divino, obrigada Sasuke. — ela agradeceu mais uma vez, dando um sorriso que mostrava todos os seus dentes, que logo me contagiou.

— Não precisa agradecer. — falei. — Você quer alguma sobremesa? — perguntei, ajeitando-me melhor na cadeira.

— Hum, acho que quero um Kompeito. — ela olhou o cardápio de maneira rápida, e eu havia chamado o garçom que logo foi buscar o pedido da Haruno. — Você não vai pedir nada?

— Não sou fã de doces. — disse dando de ombros. Mas o que me deu muita vontade de rir foi à expressão de incredulidade da Sakura.

— Como assim você não gosta de doces? Todo mundo ama doces. — ela diz indignada.

— É, mas a frase que minha mãe sempre dizia finalmente faz sentido; eu não sou todo mundo. — digo e nós dois caímos na risada.

— Todas as mães dizem isso, mas nunca concordamos, e de fato agora serviu para você. — sorri concordando, a sobremesa dela havia chegado e mais uma vez vi seus olhos brilharem.

— Acho que... — começou a falar e eu me concentrei melhor para ouvi-la. — como você contou um pouco de você, acho justo dizer um pouco sobre mim. Cresci em um orfanato em Konoha, meus pais faleceram quando eu ainda era um bebê, nunca tive muitos amigos, porém eu sempre gostei do orfanato, afinal ali era o meu lar. Depois que completei 18 anos, conheci Tsunade, ela estava de férias em Konoha, e assim que me viu, me trouxe a Tóquio, sem oportunidades melhores de emprego, ela me contratou em sua agência. Onde eu trabalho não servimos apenas como garotas de programas, somos modelos, mas eu sou apenas modelo de revista, devido a minha estatura não estar nos moldes da moda. No início eu apenas posava para me fotografarem, mas o dinheiro não era o suficiente, e então eu tive que me render a esse outro trabalho. E basicamente minha vida é isso. — suspirou. — E em todos esses dois anos e meio em Tóquio, você foi o primeiro homem que foi gentil e cavalheiro comigo, me tratou como mulher de uma forma digna e respeitosa, e em nenhum momento você se aproveitou de mim, pois por falta de brechas não foram, mas em todo o momento você foi respeitoso. — sorriu tristemente, pude notar que seus olhos lacrimejavam, e eu queria secá-los e impedir que essas lágrimas caíssem, mas esperei para ela terminar de falar. — Eu nunca tive um pouco de luxo e um carinho como esse que você esta fazendo, Tsunade sempre fora uma mulher de caráter, porém ela nunca perguntou ou nos tratou de forma mais carinhosa, eu sinto falta disso, de um amor de mãe, ou de ser amada por alguém, talvez eu só esteja mesmo carente, mas o que você fez me sensibilizou muito, e eu te agradeço demais. Muito obrigada. — Sakura dizia tudo isso com uma voz chorosa enquanto comia os últimos bolinhos de açúcar. Eu já não estava mais escutando quase nada, eu só queria me aproximar dela e secar todas essas lágrimas e dizer que estava tudo bem. Era nítido seu sofrimento, e vi que ela estava mesmo agradecida por tudo o que eu estava fazendo, para mim não era muita coisa, mas tinha plena consciência de que para ela aquilo estava significando muito.

— Não fique assim, eu também tenho que te agradecer por ser uma boa companhia, por ser minha amiga, podemos ter passado poucas horas, mas o pouco que eu vi que você é uma menina de coração enorme e muito gentil, que tudo o que você passou, só serviu de prova que você é capaz de passar e superar qualquer coisa, você é forte Sakura.

Sakura me olhou mordendo o lábio inferior contendo o choro que estava entalado em sua garganta, seus olhos esmeraldinos estavam avermelhados e a ponta de seu nariz também continha uma leve vermelhidão.

Paguei a conta do jantar, e peguei na mão da Haruno indo até o carro, entramos em silêncio, cada um divagando em seus pensamentos, todo o trajeto de volta a agência foi sem trocas de palavras, não tinha o que ser dito, mas apesar disso, eu estava contente havia feito uma ótima decisão em ter a levado para jantar, ouvido sua história e ter dado um pequeno conforto a ela.

Ela saiu do carro antes que eu pudesse abrir sua porta.

Ficamos nos encarando por breves segundos.

— Foi uma ótima noite. — ela diz por fim.

— Sim, foi. — digo, eu ainda não queria me despedir eu gostei de sua companhia.

— Acho que é isso, já esta tarde, obrigada por tudo mesmo, nunca me esquecerei de sua atitude. — ela finaliza.

— De nada. — meus dedos coçavam para abraçar-lhe ali mesmo, mas eu me segurava o máximo que podia. Sakura se virou caminhando a entrada da agência.

Quando pensei que ela fosse ir embora, ela se vira bruscamente correndo até a mim me abraçando fortemente, foi inevitável não retribuir, seu corpo tão pequeno e frágil colado ao meu, por um momento desejei a proteger de todos os males, seu corpo subia e descia rapidamente, devido a sua respiração está mais acelerada. Apertei-a mais colando nossos corpos, estiquei meu braço e devido o seu cabelo ser longo eu consegui senti a textura deles, e era como imaginava, muito macia, aproximei meu rosto em seu pescoço e consegui sentir o cheiro deles, Sakura era cheirosa, e seu cabelo também, seu cheiro é inebriante.

Ela começou a se desvencilhar de mim um pouco hesitante, eu não queria sair desse abraço, mas era hora.

— Adeus Sasuke. — se despede.

— Até logo, Sakura. — depois desse abraço eu não era capaz de dizer adeus. Ela sorriu compreendendo o que eu queria dizer.

A vi caminhar até desaparecer da minha vista. Entrei no carro, seguindo rumo a minha casa, o dia foi cheio, porém foi o melhor que tive em anos.

Notas finais
Ué, aí vocês se perguntam, terminou assim? Sim, acho que deu a entender que o Sasuke voltará não é? Que aquele até logo, seria um até breve, Sasuke pensou que faria apenas uma atitude bondosa, mas ele não imaginou que aquele encontro poderia mudar o rumo dos seus sentimentos!

Bom, eu sou um pouco insegura com ones, mas espero do fundo do meu coração que tenham gostado, e eu gostaria que comentassem para saber do que acharam, é isso meninas! Beijo grande ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!