Thaluke - O Reencontro
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo começou uns 20 anos depois da grande guerra contra Cronos, Percy e Annabeth casaram e tiveram um lindo filhinho que decidiram chamar de Charles e homenagem a seu amigo morto Charles Beckendorf. Até Nico casara com uma filha de Hermes. Mas não vamos falar deles, a historia de hoje é sobre uma certa caçadora.
Era uma tarde fria de inverno e as caçadoras estavam atrás do leão de Nemeia. Já estavam nessa fazia dois dias. Então Artemis decidiu parar e acampar na clareira onde tinham parado.
Derepente o acampamento foi atacado.
Eram três cães infernais, e fora tão derepente que nenhuma das caçadoras, nem mesmo Artemis, estava preparada.
Thalia atacou um cão infernal. Estava lutando com ele quando derepente fora atacada pelas costas por outro cão infernal.
Sabe que dizem que quando morremos a vida passa diante nossos olhos. Thalia viu quando era pequena e ainda estava com a sua mãe, quando Jason sumiu. Viu quando fugiu, andava pelas ruas sem saber para onde ir, quando, por alguma razão, encontrou Luke.
Flash Back /on:
Era uma tarde quente de primavera, Thalia lembra-se muito bem de passar por um parque para contemplar as flores quando foi atacada por um monstro. Thalia era pequena e ainda não sabia muito bem distinguir um monstro do outro, mas se visse um desses hoje em dia diria claramente que era uma fúria. Thalia estava cansada, acabada, suja e com fome, não teria conseguido derrotar o monstro sozinha, mas graças a alguma força oculta que sempre mandava-lhe ajuda (Thalia gostava de dizer que era seu pai olhando-a de longe) um garoto alto de mais ou menos 12 anos chegou e espantou aquela criatura horrível para longe.
-Você está bem? – Perguntou o garoto.
-Sim. – respondeu ela quando ele ofereceu a mão para ajudá-la a levantar, Thalia, por alguma razão, aceitou sem pestanejar.
Flash Back /off:
Thalia se lembrou da maior ironia de sua vida.
Flash Back /on:
Um dia Artemis resolveu deixá-la sair com Annabeth. Ela e Annabeth foram ao cinema.
E viram em um cartas de um filme romântico qualquer a seguinte frase: “Ele está morto. Ela é imortal.” Essa frase resumira toda a vida de Thalia. Essa era a sua eterna ironia. Ela não prestou atenção no filme, ficou apenas pensando em sua ironia.
Flash Back /off:
-Thalia! – era a voz de Lady Artemis, mas estava tão fraca, tão distante. – Me escute! Não vá!
-Artemis – disse Thalia fracamente. – Adeus, eu estou indo vê-lo a senhora me permite?
-Thalia... – Artemis a olhou com aquele olhar maternal de sempre, por um segundo Thalia chegou a achar que Lady Artemis pediria para ela ser leal ao juramento até após a morte e ,se assim fosse pedido, Thalia aceitaria. – Você foi como uma filha para mim, e agora, em seu leito de morte eu Lady Artemis permito que você Thalia minha leal Caçadora, siga seus sonhos e fique com aquele que a muito se foi, aquele que é sua razão por estar aqui, aquele que tu amaste. Eu te amo, minha caçadora, lembre-se sempre disso. – e com um ultimo beijo carinhoso na testa Thalia fechou os olhos e acolheu a morte como se fosse uma velha amiga.
Thalia não se lembra de ter passado pelo salão de julgamento, mas quando tornou a abrir os olhos estava em um lugar lindo com um belo sol brilhando e uma grama verde, vestida de brando, sem sinais de que a segundos atrás estava totalmente coberta de sangue. E então ela entendeu: estava no lugar dos abençoados. Ela estava onde Silena estava, estava onde Beckendorf estava, onde ele estava.
Andando um pouco encontrou um das pessoas das quais mais sentia falta: Silena. Abriu os braços e saiu correndo ao seu encontro gritando o seu nome a garota logo a percebeu e abriu os braços também. Poucos sabiam, mas Silena e Thalia eram muito amigas, a garota era uma das poucas que sabia o que Thalia sentia por ele.
-Thalia! Você morreu! Que bom! – Digo, que triste.
Thalia ficou feliz em ouvir aquela voz, estava com tantas saudades que se pudesse chorar assim ela o faria.
-Lena! Que saudades! – e tornaram a se abraçar.
-Charles! Vem ver quem morreu! – Gritou Silena, feliz.
-Lena, não fale assim, as pessoas lá em cima devem estar tristes por ela ter morrido. –repreendeu Beckendorf – Olá Thalia que saudades. – E a apertou em um abraço de urso que, se ela estivesse viva, faria ela ficar sem ar.
-Oi Beckendorf! – Ele sorriu, não mudara nada.
-Silena! Onde está ele? –perguntou Thalia
-Ah – derrepente Thalia sentiu a felicidade ir embora. – Thalia, eu sinto muito, ele decidiu renascer, deve estar agora indo para o rio Lete. –ela baixou a cabeça.
-Onde fica? Para que lado fica o rio Lete? – perguntou Thalia desesperada.
-Fica a Oeste, se você correr como o vento ainda dá tempo de chegar lá. – disse Beckendorf.
Thalia correu, correu como se nunca tivesse corrido na vida, correu até são se agüentar mais. Correu. Tudo significava correr. Esperou tanto tempo para estar com ele e quando ela consegue ele já cansou de esperar.
Quando já começava a perder as esperanças de chegar a tempo viu um rio de aspecto leitoso, tão branco, como se tivesse realmente sido feito de leite. E achou que já fosse tarde de mais, não havia ninguém ali. Ela começou a chorar, si é que fantasmas choram, chorou por desespero, por não ter chegado a tempo, chorou.
Quando já havia perdido todas as esperanças ouviu vozes.
-Tem certeza que quer fazer isso garoto? –Era Hades, reconheceu a voz dos conselhos, e a voz vinha de um pouco mais adiante. Com as pernas doendo, ela correu, novamente, e chegou a tempo de ouvir ele dizer tristemente:
-Sim.
Ele se preparou para pular, só havia mais uma única chance. Correu ainda mais. Faltando poucos segundos para ele saltar ela o viu lindo como sempre, mas estava triste, estava desistindo. Em uma ultima e desesperada tentativa de salvar a sua felicidade ela pulou. Pulou em cima dele, acabou com suas tentativas de fugir dela, de ir embora.
-Não – ela gritou – você não vai me deixar, não de novo. – e o abraçou com toda a força que ainda lhe restava. – Eu te amo, não vá.
Thalia amava Luke, e agora ela tinha certeza disso.
Fale com o autor